Operário faz jogo decisivo contra o prudentópolis
Diario dos Campos -Neomil Macedo
Operário confirma Gaúcho, mas tem dúvida sobre Dias
Artilheiro fez testes ontem e está confirmado para o jogo de hoje, mas
ainda fará nova avaliação nos vestiários; Dias ainda sente o ombro
O Operário Ferroviário faz hoje, até o momento, sua partida mais importante da temporada 2005. É o tudo ou nada. A partida contra o Prudentópolis, às 16 horas, no Estádio Newton Agibert, pela última rodada da segunda fase da Série Prata, vale a vaga para a semifinal da competição e a expectativa de manter vivo o sonho de retornar à primeira divisão do futebol paranaense. O mesmo dilema vive o Leão da Serra. Com oito pontos, na segunda posição do grupo C, o alvinegro de Vila Oficinas joga com a vantagem do empate, enquanto ao “Prude”, com seis pontos, só interessa a vitória.
Como trunfo para a partida de hoje, o treinador alvinegro tem o retrospecto contra o Prudentópolis no campeonato. Nas três vezes em que se encontraram, o Operário saiu vencedor. Na primeira fase, em Ponta Grossa, João Paulo fez 1 a 0, numa partida marcada pelo equilíbrio. Não foi diferente na partida do retunro, no Estádio Newton Agibert, com o nova vitória do Fantasma, agora por 2 a 1 (gols de Marcos Gaúcho e Leomar). Já na segunda fase, novamente no Germano Kruger, com uma equipe reforçada o ‘Prude’ até foi melhor que o Operário, que acabou vencendo com um “gol fantasma” de Marcos Gaúcho e outro de oportunismo, marcado por Carlos Alberto Dias.
Para conseguir seu quarto triunfo sobre o “Leão” e ainda a vaga para a semifinal, hoje, o técnico Ricardo Pinto conta novamente com a experiência dos veteranos Ednélson (capitão da equipe), Leomar, Carlos Alberto Dias e Marcos Gaúcho. Dos quatro, Ednélson e Leomar são presenças certas no onze que entra em campo. Marcos Gaúcho ainda fará um teste nos vestiários, para certificar-se de sua recuperação. Durante a semana ele passou por um tratamento intensivo para ganhar condição de jogo e, de início, está confirmando no comando de ataque ao lado de João Paulo.
A preocupação fica por conta do meia Carlos Alberto Dias, que na sexta-feira da semana passada lesionou o ombro nos treinos em Vila Oficinas, e esta semana viu a contusão evoluir para um quadro de inflamação. A exemplo de Gaúcho, ele permaneceu os últimos dia em tratamento com o massagista Macedo e sessões de fisioterapia. Caso ele não possa atuar, Celsinho deverá ocupar o posto de armador da equipe. No entanto, como tem a vantagem do empate, o técnico Ricardo Pinto não descarta a possibilidade de entrar em campo mais cauteloso, improvisando o zagueiro Índio no meio-campo. “Ele pode atuar no setor, auxiliando os volantes Clóvis e Marcelo Foto na marcação e na cobertura dos alas”, diz o treinador.
Apesar de guardar segredo da escalação oficial do time, o técnico Ricardo Pinto leva a campo Rudi; Lisa, Ednélson, Delazzari e Anderson; Marcelo Foto, Clóvis, Leomar e Carlos Alberto Dias (Índio ou Celsinho); Marcos Gaúcho (Souza) e João Paulo. Para o banco estão relacionados Rafael, Índio, Nero, Pio, Celso, Thiago e Rafael.
“Clima de guerra” cerca partida
PONTA GROSSA – Durante a semana se criou um clima de “guerra” para a partida de hoje, em Prudentópolis. Tudo começou com declarações de dirigentes do “Leão da Serra” á imprensa da Capital e ao programa ‘Sport Center’, da ESPN Brasil, dizendo que iriam entrar com pedido de eliminação do Operário da competição, em função do envolvimento do ex-presidente do Conselho Deliberativo do Fantasma, Silvio Gubert, no caso “Bruxo”.
Preocupados com as provocações do adversário, na última segunda-feira, a diretoria do Operário se andiantou em pedir à Federação Paranaense de Futebol, garantias de segurança e imparcialidade da arbitragem no Estádio Newton Agibert. O clima esquentou ainda mais, na terça-feira, quando o presidente do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), Bortolo Escorsim tirou o mando de campo do “Prude”, em função de fatos ocorridos no jogo contra o Toledo, no Estádio 14 de Dezembro, no último dia 9.
O Operário chegou a comemorar a possibilidade de jogar em Iraty. No entanto, na quarta-feira, o jogo voltou para Prudentópolis, com o presidente do TJD revendo sua decisão. A partir daí, a preocupação passou a ser a arbitragem. Na terça-feira, o presidente do alvinegro, Silvio Cosmoski Júnior sugeriu à Federação Paranaense, os nomes de Cleivaldo Bernardo, Henrique França Triches e Heber Roberto Lopes, como nomes que teriam condições de apitar uma partida decisiva como a de hoje.
Na escala anunciada na quinta-feira, veio a surpresa. Sandro Schmidt, que apitou a partida de estréia do Operário na competição, contra a Platinense, foi sorteado para apitar a decisão da vaga do grupo C. No jogo em Santo Antônio da Platina, Schmidt expulsou Lisa, aos cinco minutos do segundo tempo, e ainda mostrou amarelo para Ednélson e Anderson.
Ricardo Pinto descarta fatos extra-campo
PONTA GROSSA – Para o técnico Ricardo Pinto, do Operario Ferroviário, a partida de hoje será decidida nas quatro linhas. Quando o arbitro autorizar o início do jogo serão onze contra onze”, diz o treinador, acrescentando se houver qualquer interferência externa a partida deve ser paralisada. O técnico alvinegro acredita que o “clima de guerra” criado antes da partida não será levado para dentro de campo, porque os jogadores são profissionais que têm a consciência de que devem jogar apenas na bola, proporcionando um bom espetáculo para a torcida.
Lembrando da atuação de Sandro Schimidt em Santo Antõnio da Platina, Ricardo Pinto afirma que não tem receio de ver se repetirem os fatos da partida contra o Umuarama, no último dia 9, quando o Operário foi vítima de uma arbitragem tendenciosa. “Ele mostrou ser bom tecnicamente e muito educado no relacionamento com os jogadores”, diz o treiandor do Operario. “Espero que ele tenha suporte psicológico para comandar um jogo como esse”.
Sobre o jogo, o técnico mostra preocupação maior com o estado do gramado do Estádio Newton Agibert, bastante castigado neste campeonato. “Esse é um fato ruim para as duas equipes”, diz Ricardo Pinto, fazendo a ressalva de que o Operário é mais prejudicado, pelo seus sistema de jogo, baseado na marcação e velocidade.
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