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Marinheiro contrata o técnico Ricardo Pinto

Ex-goleiro do Fluminense foi apresentado nesta quarta-feira em Itajaí

DIÁRIO CATARINENSE

O ex-goleiro do Fluminense Ricardo Pinto vai comandar o Marcílio Dias no lugar de Tonho Gil. Sua apresentação ocorreu nesta quarta, dia 30, em Itajaí.

O treinador, que já treinou os juniores do Atlético-PR e o Operário (PR) por nove meses, chega ao time com pouco tempo para trabalhar a equipe vice-campeã da Série A-2 do Campeonato Estadual antes da estréia contra o Criciúma, dia 11 de janeiro.

– Não posso prometer títulos, mas dá para prometer um time que vai correr muito, de fibra e garra. Isso vocês vão ver – disse Pinto.

Ricardo Pinto começou a carreira como goleiro em 1982. Em 1984, foi para o time de juniores do Fluminense e conquistou em 1986 a Taça São Paulo. Profissionalizou-se no ano seguinte, sendo titular em 1988.

Com a camisa do tricolor carioca, conquistou duas vezes a Copa Rio e uma Taça Guanabara. Em 1992, foi para o Cerro Porteño, do Paraguai, onde foi campeão nacional. Em 1994, jogou no Americano (RJ) e, em seguida, no União São João e Corinthians.

A estréia no Atlético-PR foi em 1995. Depois que saiu do clube, o goleiro ainda atuou pela Inter de Limeira (SP), Iraty, Goiás, e encerrou a carreira no Joinville, aos 34 anos.

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União desiste do Paranaense 2006

Da Redação do FutebolPR

CURITIBA – Agora é oficial. O União Bandeirante comunicou à Federação Paranaense de Futebol (FPF), na tarde desta quarta-feira, dia 30, que não vai participar do Campeonato Paranaense de Futebol Profissional – Série Ouro 2006. No ofício enviado à FPF, a diretoria do clube alega falta de condições financeiras para disputar o estadual do ano que vem.

O presidente da FPF, Onaireves Nilo Rolim de Moura, convocou uma reunião com a diretoria da entidade para analisar a questão. Moura prefere não falar sobre o que pode acontecer, apenas disse que vai se manifestar após a reunião de amanhã, dia 01.

Para a vaga no Estadual de 2006, deixada pelo União, uma opção seria a inclusão do 3º colocado da Série Prata -2005, o Cascavel, na competição. Porém, há entendimentos que para o 3º colocado da segundona entrar na Série Ouro, um dos dois clubes que subiram este ano teriam que desistir da vaga.

Outro entendimento dá conta de que a FPF pode colocar o penúltimo colocado da Série Ouro deste ano, no caso o Império do Futebol, que caiu para a Série Prata.

A desistência do União também poderá servir como uma “saída pela tangente” para a entidade paranaense se livrar da confusão na Justiça Desportiva por conta do processo que envolve o Campeonato Paranaense deste ano. O Engenheiro Beltrão sustenta que a Federação feriu o Estatuto do Torcedor, ao mudar o regulamento do campeonato deste ano, tirando o quadrangular do Torneio da Morte, como foi feito em 2004.

Além disso, o Engenheiro tem outra ação – na Justiça Comum – com o mesmo teor, na qual já teve sentença favorável. Incluir o Engenheiro Beltrão no Estadual 2006 seria uma outra opção para a FPF se livrar do julgamento que deve acontecer, ainda nesta semana, no TJD.

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Desculpas aos visitantes

Pedimos desculpas a todos os visitantes que tentaram ontem, durante todo o dia, acessar o OPERARIO.com.

Ficamos fora do ar por falta de pagamento do provedor, valor este que subiu muito devido ao aumento expressivo visitas, principalmente na galeria de fotos. Chegamos ao número superior de 20 mil visitas nos últimos quatro meses.

O problema já foi resolvido, porém, para que isso não mais ocorra, solicitamos que os visitantes cliquem diariamente nos banners do google colocados na nossa página. O google paga por clique, e quem sabe assim consigamos manter a página sempre em dia, com as últimas informações do nosso Glorioso Fantasma.

Saudações Alvinegras

Coordenação OPERARIO.com

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Ricardo Pinto irá dirigir o Marcílio Dias

Fonte:Assessoria de Informações C.N.Marcílio Dias

Novo técnico e parceria para 2006 são apresentados

O Marcílio Dias apresentou na noite desta terça-feira, no Grande hotel Itajaí, o planejamento do clube para a próxima temporada. Na ocasião foi apresentado à imprensa a parceria de co-gestão do departamento de futebol com a equipe do Prudentópolis Esporte Clube, do Paraná, e o novo técnico, Ricardo Pinto.

O empresário João Alberto de Oliveira Ituarte, presidente do Prudentópolis, também esteve presente e esclareceu à imprensa local a formatação da parceria. O empresário, por intermédio do clube paranaense, irá investir na formação do elenco (inclusive com o pagamento de salários), com atletas que ele mantém contato e indicações do treinador, Ricardo Pinto.

Já a partir desta quarta-feira começam a chegar os reforços do clube para a próxima temporada, para a bateria de exames médicos. Até sexta-feira são esperados em torno de 20 jogadores, que devem começar a pré-temporada – que novamente será realizada na Pedra de Amolar, na Ilhota.

O preparador físico Emerson Luiz Buck também foi anunciado na composição da comissão técnica, que deve ser completada até o fim da semana. O preparador teve passagens por Atlético Paranaense, Coritiba, Chapecoense e o próprio Prudentópolis.

Já o técnico Ricardo Pinto – ex-goleiro de grandes clubes do país, como Atlético (PR) e Fluminense (RJ) – é novo na profissão e destacou-se dirigindo em 2005 a equipe do Operário de Ponta Grossa, fazendo boa campanha no módulo prata do paranaense.

O contrato de co-gestão é de um ano, com previsão de renovação para mais três anos. A intenção é trabalhar com jogadores novos, revelar jogadores e abrir portas para intercâmbios com novos mercados. A média de idade dos atletas deve variar entre 24 e 25 anos. Existe a possibilidade ainda de jogadores do atual elenco de 2005 que se destacaram permanecerem, como Leandro, Pingo e Willian, além de pratas da casa.

O planejamento de Ituarte prevê um trabalho em médio prazo, para dar sustentação financeira e estrutural ao clube. “A idéia não é fazer apenas um time para ser campeão em um ano. O projeto é que em um período de médio a longo prazo o clube esteja sempre brigando pelos títulos. Para isso, terá que criar uma estrutura adequada e manter seus compromissos com os jogadores em dia, dentro de um orçamento determinado”, destacou Ituarte.

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Ricardo Pinto assumiu o leme da barcaça rubro-anil

Fonte: Diarinho de Itajaí

Ricardo Pinto chegou com vontade de trabalhar e com uma fila de pintinhos

Ricardo Pinto no Marcílio Dias

Clube anuncia parceria com empresário paranaense que vai bancar a grana que faltava no bolso furado do Marinheiro

O clima misturava um ar de irreverência com um “quê” de nervosismo. Com gente nova na casa, o Marinheiro apresentou a nova comissão técnica e um co-gestor. Não entendeu? Co-gestor, no popular, pode ser entendido como patrão neste caso.

O objetivo apresentado pela parceira Tac Comunicação há cerca de dois meses, de transformar o Marcílio Dias numa empresa através do marketing esportivo, incentivando o investimento no futebol local para gerar resultados e, conseqüentemente, ainda mais investimento e mais resultados, foi firmado na noite de ontem.

Uma nova parceria foi anunciada pelo presidente do clube, Carlos Fernando Crispim. Trata-se do presidente do Prudentópolis Futebol Clube, do Paraná, João Alberto de Oliveira Itoarte. O empresário chegou para investir pesado no time. A dúvida que fica no ar é: qual o interesse do empresário paranaense investir em um clube catarinense? Ele esclareceu com sinceridade, afirmando que seu objetivo é investir no clube para revelar atletas, vender os jogadores e ganhar dinheiro. Com estas palavras, Itoarte resumiu seu interesse.

Além disso, considerou que mora em Balneário Camboriú há três anos e o trabalho com o Prudentópolis fica inviável devido à distância das duas cidades. “Não sou nenhum aventureiro e quero criar raiz aqui”, declarou.

Com um discurso comedido, prometendo resultados à médio e longo prazo, os parceiros Crispim e Itoarte acabaram enfrentando uma metralhadora de perguntas maldosas da imprensa, que tava preocupada com o futebol e com os resultados, ou seja, com títulos. Itoarte explicou que tem um nome a zelar e prefere ser cauteloso ao prometer título logo de cara. “Temos que ser realistas”, anunciou.

O que ele pretende é criar uma equipe competitiva em cima de estrutura sólida para colocar o Marinheiro no topo e não ter medo da queda. Isto porque, segundo ele, é fácil montar uma equipe campeã instantaneamente, mas difícil é manter cacife para continuar lá em cima. Para isso, Itoarte considera fundamental ter segurança e estabilidade financeira. Este será o seu papel. O empresário assinou contrato que define sua contrapartida de acordo com a grana que faltar no caixa no final do mês, segundo as palavras de Crispim e as suas próprias.

Assim, Itoarte pode ser considerado o patrão do Marinheiro. “Se eu tiver que entrar com 100%, vou ter que cumprir o compromisso”, adiantou. Arriscado? E muito. Mas o empresário é raposa velha no assunto. Orgulha-se da carreira de seis anos como empresário do futebol e adianta que esta é a tendência na área, que é uma janela de negociações. “Futebol é negócio”, define. O esquema é trabalhar com jogadores de até 25 anos, ainda na idade de ser considerado revelação, para formar profissionais reconhecidos e negociar com o exterior e grandes clubes. A grana que rola por trás disso é federal.

Novo comandante do Marinheiro

Deixando a questão financeira de lado e entrando no gramado, o técnico Ricardo Pinto é o novo treinador do time peixeiro. O comandante veio do Operário de Ponta Grossa (PR) e é ex-goleiro de grandes clubes, entre eles, o Fluminense. E a novidade não é somente esta. A limpeza da casa foi geral. O preparador físico Marcelo Margalho foi substituído por Emerson Buck, que trabalhou, entre outros clubes, na Chapecoense e no Prudentópolis. O massagista também será substituído, restando pouca gente de casa.

Quanto à equipe, uma galera nova se apresenta ao clube hoje. A maioria dos jogadores que veste a camisa rubro-anil a partir de hoje é indicação de Itoarte e vêm direto do Prudentópolis. Além dos pupilos do patrão rubro-anil, ele foi o responsável, também, pela indicação do novo técnico.

O restante da equipe que representa o Marinheiro no Campeonato Catarinense 2006 vem por indicação de Ricardo Pinto. Os pintinhos não foram anunciados, mas se apresentam hoje para iniciar os exames clínicos e cardiológicos. Com isso tudo, poucos jogadores marcilistas atuais continuam na barcaça. Jean acertou as contas ontem e está de malas prontas para o Vitória da Bahia. Israel e Carlos Alberto também já estão fora. A dúvida está com Pingo, Willian e Leandro, que estão recebendo propostas tentadoras de outros clubes e podem puxar âncora contra a vontade do Marinheiro, já que Crispim, Ricardo e Itoarte concordam que o clube teria interesse de ficar com os três.

Outra questão levantada é a dos jogadores mais novos e os das categorias de base, como Leonardo Pupa, Juninho, Edson Rosa, entre outros. A questão ainda é indefinida, segundo o presidente, que afirma que gravações dos jogadores devem ser apresentadas para passar pela avaliação do patrão. Sabe-se que deve desembarcar no Marinheiro, um grupo de 24 novos jogadores. Outros cinco estão em negociação. No meio disso tudo, não se sabe quanto espaço vai sobrar para os atletas formados em casa.

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Operário pode receber convite

Desistência, ainda extra-oficial, do União Bandeirante abre
possibilidade do Operário ser chamado para a Série Ouro

- Neomil Macedo – Diário dos Campos

Tudo ainda está no campo das possibilidades. Mas, as chances do Operário Ferroviário ver “cair no seu colo” uma vaga para disputar a Série Ouro de 2006 crescem significativamente. Ontem, a notícia extra-oficial da desistência do União Bandeirante, que não conseguiu apoio financeiro para encarar o Campeoanto Paranaense que inicia em 11 de janeiro, causou uma grande agitação, não apenas em Ponta Grossa, mas em todo o Estado.
No final da tarde, ligações de rádios, jornais e dirigentes do interior por pouco não congestionaram as linhas da Federação Paranaense de Futebol (FPF), que, através de sua assessoria, disse a todos que nada existia de oficial sobre a desistência do União. Muito pelo contrário, o próprio presidente do clube, Nelson Santos, teria conversado com o presidente da FPF, Onaireves Moura, dando garantias de que o tradicional clube de Bandeirantes vai disputar o Estadual de 2006.
Nelson Santos teria dito a Moura que já conseguiu reunir perto de 90% dos recursos necessários para montar o time e ainda esperava a confirmação de novos apoios de empresários da cidade e região. Ontem à noite, a diretoria do União faria uma reunião apenas para fechar esses acordos e definir o planejamento para montagem da equipe.
Nas conversas entre jornalistas, o papo era diferente. A informação era de que, de fato, o União “jogou a toalha”. Em entrevista à Rádio Cabiúna, em Bandeirantes, Nelson Santos confirmou a desistência do Estadual 2006. O dirigente teria dito que o time não tem como se manter. “Precisamos de R$80 mil por mês e ninguém está disposto à ajudar”, lamentou Santos. Até o trabalho de base, que inicialmente seria bancado pela família Meneguel estaria ameaçado. Segundo fontes de Bandeirante, o ex-presidente do clube, Serafim Meneghel, fechou as portas do cofre da usina para o futebol, a pedido da própria família.
A pergunta é: Onde o Operário entra nessa história? Ocorre que, com a desistência do União, o Cascavel, terceiro colocado na Série Prata 2005, automaticamente seria guindado à Primeira Divisão, em definitivo. Com isso, o time da Cobra desistiria da parceria com o Roma Apucarana, que também passa por dificuldades e também ameaça desistir da disputa. Caso isso ocorra, o convidado para completar os 16 clubes da Série Ouro seria o Fantasma de Vila Oficinas, quarto colocado na Série Prata.
A situação do Roma também poderá ser definida hoje. Nesta quarta-feira, se esgota o prazo para que o clube de Apucarana aponte um local para mandar seus jogos no Estadual, já que o Estádio Bom Jesus da Lapa não reúne condições para receber jogos da Primeira Divisão. Na vistoria realizada pela FPF no início do mês, o estádio de Apucarana foi interditado. A prefeitura apucarananense tenta, às pressas, realizar as obras exigidas pela Comissão de Vistoria da FPF. Ademar José Soares, que coordena as obras, diz que o vistual do estádio é outro, acreditando que a federação vai liberá-lo para a disputa do Estadual.

Com dinheiro, Cosmoski vai

No Operário Ferroviário, o clima é de expectativa. Depois de declarar, que mesmo recebendo um convite da Federação Paranaense de Futebol não disputaria a Série Ouro de 2006, o presidente Silvio Cosmoski até admite pensar no assunto. Pensar, na linguagem do presidente alvinegro, quer dizer “dinheiro no bolso”, já que a dificuldade em Vila Oficinas é a falta de recursos, inclusive para pagar fornecedores e honrar compromissos assumidos durante a disputa da Segundona.
Cosmoski diz que tem tudo planejado para a temporada 2006, na Primeira ou na Segunda Divisão. O que falta são os recursos. Por isso, ele fala em uma campanha de arrecadação junto a 100 empresários da cidade, que contribuiriam com R$ 1 mil mensais. Esse dinheiro seria suficiente para montar um time competitivo. As rendas dos jogos e os patrocínios seriam utilizados na melhoria da estrutura do Germano Kruger.
O presidente do Operário também fala em conseguir a doação de um ônibus para deslocamento da equipe, que teria que treinar em vários locais da cidade, já que o clube não tem um Centro de Treinamento.
Sobre o CT, aliás, Cosmoski revela que já manteve contato com um vereador, que estaria disposto a apresentar um projeto na Câmara Municipal para doação ao Operário de uma área no Distrito Industrial. “Com um Centro de Treinamento, o Germano Kruger seria aberto apenas para jogos oficiais”, diz o presidente, que também sonha com o fortalecimento das categorias de base do clube.

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Torcida critica dirigente alvinegro

Declaração do presidente Silvio Cosmoski, em entrevista ao DC, revolta torcedores operarianos

- Neomil Macedo – Diário dos Campos

PONTA GROSSA – A declaração do presidente do Operário Ferroviário, Silvio Cosmoski Júnior, de que não aceitaria um convite da Federação Paranaense de Futebol (FPF), para disputar a Série Ouro 2006, não agradou a torcida alvinegra. Através do site da Torcida Revolucionária Operariana – TRO (www.operario.com), os torcedores criticam a decisão do dirigente. “Lutamos tanto em 2005, para que então? Estão cuspindo na vontade do torcedor”, escreve o internauta Marcos Borkowski, que ainda pergunta “será que vale mais se estruturar para disputar a essa coisa ridícula que é Segundona ou ir se estruturando durante a Série Ouro para tentar vaga para a Série C e/ou Copa do Brasil?”
A maioria dos torcedores segue a opinião de Borkowski, perguntando o que teria feito o presidente alvinegro se o time tivesse conquistado a vaga na Série Prata, se hoje o time não tem estrutura para disputar a Ouro, conforme declarou Cosmoski. Na opinião do torcedor Juliano Ferreira o Operário deve lutar pela Série Ouro 2006, caso sejam abertas vagas pela desistência de outras equipes. “Merecemos essa vaga, porque nosso time e torcida tiveram dignidade ao longo do ano”, diz o torcedor, lembrando da média de público em Vila Oficinas e também do apoio de alguns empresáris ao clube.
Os indignados alvinegros criticam o desmanche, para eles, precipitado, do time, já que, com a desorganização da Federação Paranaense de Futebol, era previsível que surgisse uma oportunidade de subir para a Primeirona ainda este ano. O Operário liberou os jogadores e a comissão técnica no dia seguinte à derrota para o Galo Maringá (3 a 0), no Willie Davis. A maioria deles já acertou contrato com equipes do Paraná e outros estados. O técnico Ricardo Pinto estaria perto de uma acerto com o Marcílio Dias, que este ano disputa a primeira divisão do futebol catarinense.
Mas há também quem defenda a posição do presidente alvinegro. Esse é o caso do torcedor João Carlos, que concorda com a necessidade de planejamento e recursos suficientes para disputar e se manter na primeira divisão, buscando vagas para competições como a Copa do Brasil e Série C do Brasileiro, tal como deseja Silvio Cosmoski. “Isto mostra que o presidente está com os pés no chão, é uma pessoa equilibrada, coerente e preocupado com o melhor para o Operário”, escreve João Carlos. Esse mesmo fanático operariano comenta que mesmo que tivesse mantido o seu plantel, o Operário teria que buscar de seis a sete reforços para a Série Ouro, sem o que dificilmente se manteria na primeira divisão. “Agora imaginem contratar um plantel inteiro, sem dinheiro e sem patrocínio”, diz João Carlos.

Cosmoski pede apoio de operarianos

Bastante abalado com as manifestações da torcida, ontem, o presidente Silvio Cosmoski disse que entende a paixão dos alvinegros, que, como ele, querem ver o time em campo, contra grandes equipes. “Porém temos que ser realistas”, diz o presidente, reforçando que nas atual situação do clube, que ainda busca recursos para fazer a recisão dos contratos dos jogadores, não há como pensar em disputar a Série Ouro. “Primeiro, é preciso esclarecer que não existe esse convite da federação. Até agora é tudo especulação”, diz Cosmoski.
O presidente aproveita a manifestação da torcida para chamar os “operarianos de coração” a contribuirem com a “ação entre amigos” iniciada ainda nas semifinais da Série Prata, para que o clube quite compromissos com fornecedores e faça o acerto de contas com os jogadores e comissão técnica. De mil bilhetes, que dão direito ao sorteio de um carro, até agora foram adquiridos apenas 18, o que totaliza R$ 18 mil. A expectativa era de arrecadar ao menos R$ 70 mil. Tanto que, a entrega do prêmio, prevista para a próxima sexta-feira, foi transferida para o dia 16 de dezembro.
Cosmoski também convoca os torcedores para trabalharem junto com a diretoria no planejamento da temporada 2006. “Vamos buscar contato com 100 empresários da cidade, que se disponham a contribuir com R$ 1 mil mensais” revela o presidente, comentando que esse dinheiro seria suficiente para montar uma equipe forte, em condições de brigar pelo título da Série Prata. “Com o dinheiro da renda e patrocínios teremos condições de melhorar a estrutura do estádio e até construir um Centro de Treinamento”. O dirigente ainda cogita a contração de um supervisor remunerado. Sérgio Rosas, que já passou por Vila Oficinas esse ano, seria o nome indicado.

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Operário segue invicto na Liga

Diário dos Campos

O Operário Ferroviário voltou a golear no certame juvenil da Liga de Futebol de Ponta Grossa. No último domingo, a vítima da equipe alvinegra foi o Abec. Com a vitória por 6 a 0, o Fantasma de Vila Oficinas segue invicto na liderança do certame com 18 pontos (30 gols pró e 3 contra, saldo 27). O Santa Paula, que no sábado venceu o time da Prefeitura de Castro, por 3 a 2, vem em segundo, com 16 pontos. Também no último final de semana, o Guarani voltou a perder, agora para a equipe dos Amigos do Esporte de Carambeí, por 3 a 2. O time rubro-negro ainda não venceu na competição. O Operário lidera com 18 pontos; seguido do Santa Paula, 16; América Pontagrossense, 12; Carambeí, 7; Castro, 6; Abec, 6; e Guarani, 0.

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Operário não aceita convite para a Ouro, diz Cosmoski

Clube não está estruturado para disputar a primeira divisão, diz o presidente alvinegro

- Neomil Macedo – Diário dos Campos

PONTA GROSSA – “Se hoje, a Federação nos convidar para a participar da Série Ouro do próximo ano, nós não aceitamos”, disse ontem o presidente Silvio Cosmoski Júnior, do Operário Ferroviário. Para o presidente do alvinegro de Vila Oficinas a campeonato da primeira divisão do Campeonato Paranaense do próximo ano está seriamente comprometido, pela falta de estrutura de várias equipes do interior, em sérias dificuldades financeiras. “Não vale a pena entrar numa competição curta e deficitária”, afirma Cosmoski, assinalando que o clube desmanchou o time que disputou a Segundona e agora só pensa em se estruturar para subir para a primeira divisão em 2007.
A declaração do presidente do Operário Ferroviário põe fim a uma série de boatos, dando conta de que o clube poderia assumir a vaga do Roma, de Apucarana, ou do União Bandeirante, de Bandeirantes, que ameaçam desistir ou licenciar-se da Série Ouro, em razão de problemas financeiros. “Mesmo que aceitássemos um eventual convite, não teríamos como montar uma equipe nesse curto espaço de tempo”, diz o dirigente, lembrando que a maioria dos jogadores do alvinegro que disputou a Segundona já acertou contrato com outras agremiações.
O Cascavel, terceiro colocado na Série Prata (se for considerado o aproveitamento do na primeira e segunda fases), está apostando na desistência do Roma ou do União Bandeirantes. Tanto que a diretoria do clube reconvocou grande parte dos jogadores do time que disputou a Segundona. O chamado reforça a expectativa de que o time poderá disputar a primeira divisão em 2006, seja no lugar do Roma ou do União, ou ainda via judicial com a decisão do caso Engenheiro Beltrão, que deveria ir julgamento ontem, mas foi adiado para a próxima semana.
Planejamento – Segundo o predidente Silvio Cosmoski, a palavra de ordem em Vila Oficinas hoje é “planejamento”. O dirigente revela que, ontem, saiu animado do encontro que manteve com o secretário de Esportes e Recreação, Carlos Roberto Ferreira. “Ele garantiu que vai nos ajudar na disputa da Copa Tribuna de Juniores e também no Campeonato Paranaense Juvenil”, comenta Cosmoski. Paralelamente a essas competições, o Operário deverá planejar e estuturar sua participação na Série Prata.
Para o presidente alvinegro, não fosse pelo “Caso Bruxo”, a Segundona deste ano teria sido um exemplo de campeonato, na organização e no nível técnico, com quatro equipes que teriam totais condições de estar na primeira divisão (Maringá, Toledo, Operário e Cascavel). “Se no próximo ano, o campeonato mantiver esse nível, tenho certeza que, para nós, será mais rentável que a Série Ouro”, diz Cosmoski.
Hoje, a diretoria alvinegra e um grupo de torcedores e apoiadores do clube deve se reunir para fazer um balanço da “ação entre amigos” desenvolvida para levantar recursos para o time acertar a rescisão de contrato dos jogadores, marcada para o próximo dia 5. “Vamos ver como está a situação e, se for o caso, montar uma comissão para visitar empresas da cidade e pedir apoio”, adianta o presidente, confirmando para o próximo dia 2 o jantar em que será apresentado planejamento do clube para 2006.

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Paranaense pode ter 18 equipes

Da Redação do FutebolPR

CURITIBA – No mundo do futebol, a estratégia ficou conhecida como “virada de mesa”, e é detestada pela imprensa e torcida. No caso do futebol paranaense, pode ser a única saída para que o Campeonato Paranaense comece no dia 11 de janeiro. Neste caso, ele não contaria com 16, mas sim 18 participantes.

Apesar dos desmentidos, ganha força um movimento para incluir Cascavel e Operário no próximo estadual. Explica-se: como a Federação Paranaense de Futebol não conseguiu cassar a sentença proferida por um juiz da comarca de Campo Mourão, obrigando a entidade incluir o Engenheiro Beltrão e Império Toledo na Série Ouro, a medida seria uma solução para evitar paralisação e aborrecimentos no futuro.

Funcionaria assim: uma vaga – do União ou Roma, ambos com dificuldades para encarar os custos da competição – seria ocupada por Cascavel, terceiro colocado da Série Prata. Como a sentença do Engenheiro beneficiaria o Império do Futebol, este abriria mão em nome do Operário de Ponta Grossa, tido como o xodó da Federação Paranaense de Futebol, quarto colocado da Prata. Galo Maringá e Toledo subiram automaticamente, por serem campeão e vice.

As evidências estão no ar desde terça-feira. O Cascavel já convocou todos os seus jogadores, que já estão treinando (veja matéria no site). Mas a maior “deixa” ocorreu nesta quinta, quando o TJD se reuniu para julgar o caso do Engenheiro Beltrão. O tribunal adiou a sessão, sob as justificativas de que a Federação não foi intimada e que o procurador não ofereceu parecer para o julgamento.

Seria uma tática para ganhar tempo, enquanto se resolve a questão na Justiça Comum. Se não for por isso, a atitude do tribunal passa a ser o comprovante do caos estabelecido na entidade. Afinal, o TJD fica no prédio da Federação e a notícia do julgamento foi divulgada pela imprensa na terça-feira. Ninguém entende como procurador e TJD não se deram conta de que o caso estava incluído na pauta.

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Goleiro Odair, do Operário, recebe troféu

Da Redação do FutebolPR

CURITIBA – O goleiro Odair Ferreira de Lima, 31, que disputou a Série Prata 2005 pelo Operário Ferroviário, recebeu nesta quarta-feira, na sede da FPF o troféu de goleiro menos vazado da segundona. O defensor do Fantasma levou 13 gols em 18 jogos, média de 0,72 por partida.

Odair que já passou pelo Coritiba, Iraty e Rio Branco, deverá defender o Nacional de Rolândia na Série Ouro em 2006. Além do goleiro, outros cinco jogadores do clube ponta-grossensse vão jogar no Nacional, são eles: Anderson, Carlos Alberto Dias, Índio, Marcelo Foto e Marcos Gaúcho.

“O Nacional será uma filial do Operário”, comentou Sílvio Cosmoski Júnior, presidente do Operário. Odair e Cosmoski foram recebidos pelo presidente da FPF, Onaireves Nilo Rolim de Moura.

O artilheiro do Prata, Adriano, do Arapongas, recebeu o troféu domingo passado, no jogo da final da segundona, em Maringá.

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Ricardo Pinto quer ver o Operário na Taça São Paulo

Paulo Sérgio Rodrigues – Plantão da Cidade

Em entrevista ao jornalista Marcelo Ferreira, chefe de jornalismo da TV Vila Velha, ontem, o treinador Ricardo Pinto, deixou nas entrelinhas que deverá permanecer no comando técnico do Operário em 2006.
Claro que RP não afirmou categoricamente que vai ficar. No entanto, pela reunião que teve com os dirigentes do Fantasma, e pelos projetos externados pelo treinador, a afirmação só não foi feita por questão de detalhes. Detalhes estes que devem ser íntimos do profissional. Mas, uma frase resume bem o sentimento: “Não tenho nada definido. Mas, por enquanto minha realidade é o Operário”, disse Ricardo Pinto.
Outros motivos nos fazem deduzir tal situação, tendo em vista que não se projeta nada e não se há interesse por certas coisas, que não sejam efetivamente seu futuro em jogo. Assim, pelos contatos feitos ontem e pelo tipo de interesse demonstrado, Ricardo Pinto só não fica em Vila Oficinas se não quiser.
Outro aspecto, é a vontade do treinador em trabalhar com as categorias de base do clube e inclusive, já está gestionando para que o Operário possa participar da Taça São Paulo de Juniores, que é realizada em janeiro de cada ano, numa promoção da Federação Paulista de Futebol e já revelou vários craques do futebol brasileiro.
O treinador alvinegro manteve vários contatos com pessoas ligadas a ele em São Paulo, para saber das possibilidades e dos custos para incluir o Operário na competição. Pelas informações colhidas, o custo total seria algo em torno de R$ 10 mil (dez mil reais) entre taxa de inscrição de despesas como transporte, estadia e alimentação.
Para o clube, sem dúvida, seria o momento importante de manter o time em atividade, iniciando uma preparação para a Série Prata de 2006, mas também mostrando alguns jovens valores na vitrine do futebol, até porque, a segunda função de revelar jogador é mostrá-lo para time grande (a primeira é poder utilizá-lo no seu próprio time).
Tudo isto seria importante e fundamental para um clube que pretende realmente realizar um trabalho tido como profissional.
No entanto, vem aquela clássica pergunta: como bancar todos os custos? Quem vai apostar nesta idéia e investir?
Sem a presença de empresários isto se torna praticamente impossível. Os exemplos de Maringá e Cascavel foram fundamentais para a gente ter a certeza daquilo que todos nós sabemos de cor e salteado: futebol se faz com dinheiro e ninguém vai investir pra ficar com prejuízo.
Ou se abrem as portas do clube para empresários que queiram investir, com o claro e público objetivo de ter retorno – pra ele e para o clube – ou ficaremos vagando com idéias, na maioria boas mesmos, mas sem prática algum e na hora “H”, sempre continua faltando alguma coisa.

- O lateral Lisa e o volante Marcelo estão praticamente acertados com o Nacional de Rolândia, para a disputa da Série Ouro 2006. Estão apenas aguardando o acerto final com o Operário. Marcelo Foto tem o passe livre e negocia com quem quiser. Lisa também deve ter passe liberado. Neste segundo caso, dinheiro perdido pelo Operário.

- Outra idéia de Ricardo Pinto é trabalhar com 25 jogadores para as disputas da Taça São Paulo. Tão logo defina-se a participação do clube, com o levantamento dos R$ 10 mil reais necessários, bem como a permanência definitiva do treinador, os trabalhos de treinamentos começam imediatamente.

- O goleiro Odair, que defendeu o Operário na Série Prata, e foi o goleiro menos vazado, também recebeu convite para ir para o Nacional, de Rolândia. Lá trabalho o treinador Dirceu de Mattos, que gostou dos jogadores do Operário. Odair ainda não disse se aceitará o convite do Nacional.

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Operário quer iniciar 2006 com estrutura

Presidente alvinegro quer dotar o clube da estrutura que faltou na campanha deste ano; Ricardo Pinto pode voltar a dirigir o time

- Neomil Macedo – Diário dos Campos

PONTA GROSSA – “Manter a base do trabalho realizado este ano, para não iniciar 2006 do zero”. Esse é o plano da diretoria do Operário Ferroviário para a disputa da Série Prata (segunda divisão do Campeonato Paranaense), na próxima temporada, anunciado ontem pelo presidente Silvio Cosmoski Júnior, na presença do ex-goleiro Ricardo Pinto, comandante do time na campanha deste ano até as semifinais, quando foi eliminado, no mata-mata, pelo Galo Maringá. A preservação de tudo o que foi feito esse ano, segundo o presidente, começa pela manutenção da comissão técnica, que terá a estrutura que faltou para que o objetivo de subir para a primeira divisão fosse alcançado.
“Até o final dezembro esperamos ter toda a estrutura necessária, para iniciar o trabalho de preparação da equipe em janeiro”, revela Silvio Cosmoski, fazendo o alerta de que 2006 é ano de Copa do Mundo e ainda não se tem conhecimento das datas de disputa da Série Prata, que este ano iniciou em maio. O dirigente alvinegro diz que o técnico Ricardo Pinto está disposto a voltar para Ponta Grossa, para fazer o Operário subir para a primeira divisão, desde que tenha a sua disposição toda a estrutura que faltou no trabalho realizado este ano.
“Com a ajuda dos empresários da cidade, acredito que teremos condições de oferecer ao Ricardo essa estrutura”, planeja o presidente do Operário, anunciando que a primeira medida será a instalação da em Vila Oficinas de uma academia de musculação, hoje orçada em R$ 15 mil. Segundo o próprio treinador a inexistência de um trabalho de reforço muscular foi um dos grandes problemas da equipe no campeonato deste ano, fator que contribuiu para as seguidas lesões musculares dos atletas. “Como eu poderia exigir do presidente um aparelho de musculação, se muitas vezes o clube sequer tinha dinheiro para suprir o refeitório”, comenta Ricardo Pinto.
A segunda providência será a criação do cargo remunerado de supervisor técnico, que terá a obrigação de se resolver os problemas da equipe, deixando o presidente apenas com o trabalho administrativo. O “gerente” de futebol terá uma sala, onde também funcionará o departamento de registro. Para completar, também será criada e equipada uma sala exclusiva para o Departamento Médico, onde poderão ser tratadas lesões de menor complexidade. Essas duas providências não devem consumir mais de R$ 10 mil. A diretoria também estuda a criação de um departamento de marketing, “para vender o projeto do clube”, e uma assessoria de imprensa.
Outra medida, considerada urgente, é a troca do gramado do Estádio Germano Kruger, outro fator que chegou a causar revolta na comissão técnica. O alto número de passes errados da equipe, principalmente na primeira fase, era atribuído ao péssimo estado do gramado, que no início do ano sofreu com a estiagem e depois, com a chuvas, ficou ainda pior. Por fim, o presidente trabalha para conseguir a doação de ônibus para o clube. “Como dependemos de treinar em outros locais, isso facilitaria o transporte do time dentro da cidade”, diz.

Presidente do Fantasma apela para o apoio dos empresários

Para conseguir implementar todos esses projetos, o presidente do Operário diz que tem em mãos a transparência e a forma honesta do trabalho realizado este ano em Vila Oficinas, que por muito pouco não resultou na classificação para a primeira divisão. “Esse pouco, que na verdade é muito se formos falar em recursos, nós queremos conseguir com o apoio dos empresários da cidade”, diz o presidente anunciando a realização de um jantar para o próximo dia 2 de dezembro, quando será entregue o carro da “ação entre torcedores”, realizada para arrecadar recursos para a rescisão do contrato dos jogadores e o pagamento de fornecedores. “Temos que conseguir pelo menos R$ 70 mi com essa ação”, diz Cosmoski, clamando pelo apoio da iniciativa privada.
O acerto final com os jogadores está marcado para o próximo dia 5 de dezembro. “Até precisamos ter esse dinheiro em mãos”, comenta o presidente do Operário. Muitos dos jogadores que defenderam o clube na Série Prata estão recebendo propostas de outros clubes, para a disputa da Série Ouro e dependem da liberação para assinar novo contrato. O lateral direito Lisa, por exemplo, já teria tudo acertado com o Mogi Mirim, dirigido pelo técnico Val de Mello, ex-Irati e ex-Portuguesa Londrinense.

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A visão de quem não entende nada de futebol mas…

… respeita um time

Puxa, foram-se nove meses que passaram !!
A cada dia, hora e semana a espera de um grito que às vezes ficava entalado na garganta.
Foram tantos sacrifícios; o patrocínio que não vinha, as criticas ao “Alemão”; “como pode um presidente ser dono de um bar?”; pois é, mas foi o único que teve peito, amor no coração para levar um time aonde chegou. Que bom termos um “dono de bar” com esta força e dignidade. Será que alguém mais se candidataria a esta dura caminhada?
Como será que este homem colocava as suas prioridades às vezes de sua vida particular, para ir ao ar pedir aos torcedores, a sociedade e até aos poderes públicos que o ajudassem, para trazer de volta a alegria dos domingos no bairro de Oficinas e à cidade de Ponta Grossa.
O engraçado é que foram se passando meses, e o campo foi enchendo de torcedores, patrocinadores. A imprensa teve papel fundamental para este “impulso”, inclusive comprando esta batalha.
Foi muito legal quando vimos nomes importantes do futebol brasileiro chegando aqui em Ponta Grossa, pois perto de nós “pequenos” eles se tornaram ídolos. Ricardo Pinto, um goleiraço de primeira, passou por times de renome, e agora se dispunha a estar aqui, no comando de nosso time, para passar a sua perseverança e assim demonstrar o que é ter integridade , dignidade e respeito. E tudo isto se completou com a chegada de Leomar, Odair, Marcos Gaúcho,Carlos Alberto Dias, Clóvis, Anderson, Ednelson, Índio e outros que vieram enriquecer a nova família que se formava e se juntava aos “meninos daqui”. Família? É família, pois acabamos abrindo as portas de nossas casas para recebê-los , entregando o coração de nossos filhos para amá-los e sabem o que mais, derramando até nossas lágrimas, que antes eram tão pessoais, mas que aos poucos passaram a ocupar o espaço do gigante do OPERÁRIO. Gigante não só pelo seu tamanho, mas sim pela sua força, união e determinação.
Parabéns! Parabéns por se destacarem na Prata, onde às vezes ela tem gostinho de ouro, mesmo nas derrotas. Parabéns aos nossos ídolos novos, que tem jeito de “jogadores de seleção” para nós, que dá vontade de pedir autógrafo, e que chega até dar saudade dos domingos diferentes que começamos a ter nas idas ao Germano Krüger.
Mas podem ter certeza, que não desistiremos tão cedo, e que cada vez que passarmos ao lado do campo, indo ao trabalho ou à escola, ao passeio, ou a qualquer outro lugar, ele (o campo) poderá estar vazio, mas os “FANTASMAS” gritarão “ Éh oh! Éh oh! Éh oh! Éh Operário !
Não desistam, perseverem, segurem na mão de Deus, que ele sempre nos guiará. Ouro ou prata, nosso coração agora tem um pedaço Preto e Branco e já estamos à espera dos próximos domingos.

Ass.: Aqueles que não entendem nada de futebol, mas que admiram e respeitam cada integrante desta equipe chamada OPERÁRIO FERROVIARIO ESPORTE CLUBE, desde os porteiros, roupeiros, massagistas, médicos, cozinheiras, fisioterapeutas, auxiliares técnicos, fisicultores, técnicos, jogadores, presidente e torcedores.
PS : O maquinista pode às vezes ver desgovernar o curso de sua máquina, mas sempre tenta colocá-la de volta aos trilhos. E assim seremos nós: 2006 de volta aos trilhos, renovados e com todo vapor em nossa máquina!!
Por que somos OPERÁRIO FERROVIARIO ESPORTE CLUBE.

Autora : Luciene Maria Braga Pinto Rios
Assistente Social
Esposa do Comentarista CBN Alencar Rios

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TRO articula volta em 2006

A Torcida Revolução Operariana, fundada em 03 de maio de 2000 e que esteve desarticulada neste ano já ensaia a volta para 2006. Confira entrevista feita pela equipe do OPERARIO.COM com Thiago Moro, fundador da TRO.

Equipe Operario.com - Por que a TRO esteve desarticulada nesta temporada?

Thiago - O sumiço inexplicado de nossa faixa do alambrado do Germano Kruger após o amistoso contra o Lajes foi um dos desmotivadores. Vimos que o pessoal estava articulando com muita seriedade a Torcida Raça Alvinegra, preferimos então melhorar a estrutura da página da TRO na internet, a primeira página que falou do Fantasma neste meio e que hoje é um ponto de encontro de todos os Operarianos.

Equipe Operario.com - E por que falar em volta da TRO após a eliminação do Operário em 2005?

Thiago - Muitas pessoas vinham me procurar após os jogos para que voltassemos com a torcida, ex-integrantes e novos interessados. Os torcedores, intensamente os mais jovens, gostam de nossos símbolos, mais diretamente do Che Guevara. Falavam que queriam camisetas novas e que as velhas já estavam furadas. Muitos falavam também da vontade de ter a torcida novamente gritando na curva de fundo do estádio. E esse é um dos pontos principais. A torcida na reta agita legal mas não consegue mobilizar todo o estádio. É importantissimo a presença de de mais uma torcida em setor diferenciado do já existente. Não queremos fazer concorrência com ninguém e muito menos puxar brigas e xingamentos com outras facções como já fizeram conosco no passado. Vale lembrar nosso lema: RIVALIDADE SIM! VIOLÊNCIA E INTOLERÂNCIA JAMAIS! Isso vale tanto para torcidas adversárias como para torcidas irmãs, que deve ser toda torcida operariana. Queremos auxiliar também o Operário não só no momento dos jogos mas em todos os momentos inclusive da administração, o que nos faz aqui parabenizar alguns membros da Raça Alvinegra. Queremos também dar cara própria para a Brigada Feminina Operariana.

Equipe Operario.com - Quais medidas já vem sendo tomadas para a volta?

Thiago - Estamos procurando pessoas para nos auxiliar e formar uma nova diretoria. Com essas pessoas aprovaremos um estatuto social da torcida. Logo começaremos uma campanha de filiação na TRO. Já estamos começando a ir atrás de uma faixa nova e outros materiais. As pessoas que quizerem ajudar podem enviar mensagens pelo contato da página. Pelo orkut quase 15 pessoas já se dispuseram a ajudar de alguma forma.

Equipe Operario.com - E o Operario.com continua?

Thiago - Sem dúvida nenhuma, e muito melhor. Estamos também atrás de mais fotógrafos e colunistas voluntários para fazerem parte do STAFF da página. Queremos melhorar as informações sobre o elenco em 2006, trazer o perfil de cada atleta e comissão técnica. Queremos ter também um espaço para mostrar todos os patrocinadores oficiais do Operário, sendo mais um incentivo para que as empresas venham patrocinar o clube. A página tem uma grande visitação, sobretudo em dia de jogo e pós-jogo, quando chegamos a quase 500 visitas. Precisamos ter um meio de sustentação da página e a volta da TRO também está embutido nisto.

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Euro Sportts vestirá OFEC em 2006

Uma das primeiras empresas que acertaram a continuidade para o ano de 2006 em Vila Oficinas é a distribuidora de material esportivo Euro Sportts.
A Euro Sportts é uma empresa paranaense novata no mundo do futebol mas que vestiu o Fantasma a altura de sua História, Glórias e de sua Grande Torcida neste ano.
Sebatião, proprietário da empresa fala que em 2006 terá uniformes nº 1, nas cores listradas com novo desing, nº2 todo branco e o de nº 3 será uma surpresa para a Torcida Operariana. Vamos aguardar.

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A nossa classificação !

A grande verdade da série prata: no fundo, quem nunca desconfiou que os classificados seriam Maringá e Toledo ? A grande dúvida que fica é que, ou os árbitros paranaenses são de péssima qualidade ou estão defendendo interesses outros que não se pode levar a público. Também não se pode entender como árbitros que estão sendo investigados podem apitar jogos, principalmente em se tratando de finais de um campeonato. Se a resposta é a de que são os mais renomados, então o destino do futebol paranaense está em péssimas mãos. O campeonato transcorria “tranqüilamente” até que o Silvio Gubert, membro da Diretoria do Operário fez as denúncias contra a arbitragem do futebol paranaense. (Precisamos pagar dois mil reais por jogo para não sermos prejudicados pela arbitragem). E desde então o mar-de-lama correu solto. Tudo que sempre desconfiamos, veio à tona. A partir deste episódio, a arbitragem mudou o seu comportamento em frente a jogos do Operário. Como que por vingança, houve uma série de acontecimentos duvidosos nos jogos. Uma sensação de que na dúvida, as faltas sempre deveriam ser marcadas para os outros times. Isto se tornou ainda mais evidente no jogo realizado contra o Umuarama, na casa do adversário. Primeiro o árbitro marca um pênalti inexistente contra o Operário, mas que foi defendido pelo goleiro alvinegro. E para deixar qualquer pessoa de bom senso estupefato, o atacante alvinegro chega a linha de fundo e cruza para trás, saindo um gol legítimo, mas anulado pelo árbitro que marcou impedimento. Invenção de uma nova regra no futebol ou será que o Operário não poderia vencer, pois estaria na liderança da chave ? Correram os boatos de que o Prudentópolis pagou sessenta mil reais pela sua classificação e que a desclassificação do Operário deveria acontecer já no jogo contra o Prudentópolis. Porém, a falta de capacidade do time local e a excelente atuação do Operário não permitiu que isto ocorresse. Então o que fazer agora ? No jogo contra o Maringá em Ponta Grossa, o Operário preparava-se para abrir um placar elástico, pois já vencia por dois a zero. Uma bola no braço do zagueiro do Maringá, que estava com braço afastado do corpo, Pênalti clássico, e o árbitro diz que foi toque involuntário. Outro pênalti inexistente marcado para o Maringá, convertido. Um gol legítimo do Maringá não validado, mas é claro, o placar já estava excelente para o visitante. No jogo em Maringá, O técnico expulso no jogo em Ponta Grossa foi absolvido. O juiz despreparado para uma final, minou o time do Operário de cartões amarelos ainda no primeiro tempo, coisa que um árbitro de categoria não o faz. O jogador Marcelo Foto se destacava pelos sucessivos desarmes. Em um falta sofrida por Dias, ele deixou a cobrança para Marcelo, pois estava com câimbras e não conseguiria alçar a bola na área, o juiz viu cera no lance e expulsou Marcelo, dizendo que como os dois já tinham cartão amarelo, resolveu expulsar o menos famoso. Existe isso nas regras do futebol? A partir daí saíram os três gols do Maringá e a desclassifição do Operário. Por hora, só me resta solicitar ao Deputado Jocelito Canto, ponta-grossense e operariano, que solicite os tapes desses jogos e caso lhe ocorram estas dúvidas também, que solicite ao Ministério Público uma investigação. Nos dias atuais não se pode permitir que essas dúvidas continuem pairando no ar, pois o torcedor investe no seu time do coração e acima de tudo, merece respeito. A comoção vista na cidade de Ponta Grossa após a desclafição, merece uma resposta. São doze anos que pagamos por erros de outros e não aceitamos mais ser passados para trás porque uns quaisquer assim o desejam, assim como gostaríamos de uma resposta pelo fato de que o Presidente da FPF já admitiu conivência no caso “bruxo” e ainda encontra-se no cargo.
Marcos Borkowski – Ponta Grossa
mcborkkis@ibestvip.com.br

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Operário promete voltar com mais força em 2006

Diário da Manhã

Ainda não foi desta vez que o torcedor pontagrossense viu o Operário Ferroviário deixar a Segundona do Campeonato Paranaense. No domingo, precisando apenas do empate para alcançar as finais da Série Prata, o “Fantasma” foi derrotado pelo Galo Maringá, por 3×0, no Estádio Willie Davids, despedindo-se melancolicamente da competição.

Ontem, a diretoria realizou um almoço de despedida, com o presidente Sílvio Cosmoski Júnior, o Alemão, assegurando que para 2006 estará montando uma estrutura semelhante à necessária para disputar a Primeira Divisão, para, finalmente, recolocar o alvi-negro na elite do futebol estadual. O técnico Ricardo Pinto afirmou que existe a possibilidade do seu retorno e a expectativa é de que muitos dos jogadores que atuaram neste ano também voltem.

Sem clima, nem motivo, para festejar, os operarianos apenas lamentaram a eliminação, depois de um trabalho que começou em fevereiro e se estendeu ao longo do ano, com integral apoio da torcida alvi-negra, na verdade, a grande parceira do “Fantasma”, comparecendo sempre em grande número ao Estádio Germano Kruger.

O jogo

Com três gols nos últimos 15 minutos da partida, o Galo Maringá bateu o Operário por 3 x 0, neste domingo, no Noroeste do estado, pela segunda partida da semifinal, e conquistou a vaga para a Primeira Divisão do Campeonato Paranaense de 2006. De quebra, a equipe do técnico Ivair Cenci ainda disputa o título do torneio da Série Prata com o Toledo. A primeira partida acontece no próximo final de semana.

A festa em Maringá começou logo após o apito final do árbitro Heber Roberto Lopes. Invasão de campo pela torcida e alegria de dirigentes, jogadores e comissão técnica do Galo marcaram a conquista da vaga para a elite do futebol do estado. Ao Fantasma, restou a decepção por ficar mais um ano na Segundona.

O começo da partida deu mostras de como seria a decisão. O time da casa atacando e o Operário recuado, jogando nos contra-ataques e valorizando o tempo e a posse de bola. Logo aos 2min, Ratinho cobrou falta da direita e Rudi defendeu em dois tempos. O Fantasma chegou em chutes de longa distância de Marcelo Foto e Mandágua, mas sem perigo ao gol de Paulo Sérgio. Pressionando o Operário, o Galo teve duas chances de abrir o placar no primeiro tempo. Aos 32min, Carlos Alberto fez boa jogada pela direita e De Lazzari cortou mal. A bola sobrou para Mirandinha, que chutou na trave direita do gol operariano. Um minuto depois, Marcelo Régis recebeu lançamento em posição duvidosa. Sozinho, ele chutou para a defesa de Rudi, que salvou o Fantasma. Se segurando como podia, o time de Ponta Grossa abusou das faltas. Só na etapa inicial, Heber Roberto Lopes mostrou quatro cartões amarelos ao time de Ponta Grossa, que teve uma boa chance com João Paulo aos 38min, mas a bola passou perto do gol de Paulo Sérgio.

No segundo tempo, o técnico Ivair Cenci modificou a equipe do Galo. Edu e Calmon entraram nos lugares de Maurício e Marcelo Régis, respectivamente, para dar mais poder ofensivo ao time da casa. No entanto, o Operário continuou na defesa e impedindo o avanço do Galo. Aos 14min, o lance que mudou a história do jogo. Ao retardar uma cobrança de falta, Carlos Alberto Dias e Marcelo Foto foram advertidos pelo árbitro, mas quem levou a pior foi Marcelo, que já tinha recebido cartão amarelo e acabou expulso. Com um jogador a menos em campo, o técnico Ricardo Pinto recuou ainda mais a sua equipe. Aos 22min, em um contra-ataque, Lisa perdeu a chance de classificar o Operário à elite do futebol paranaense. Ele aproveitou as seguidas falhas da zaga maringaense e avançou sozinho na área. O chute cruzado foi em cima de Paulo Sérgio, que fez uma excelente defesa.

Recuado em seu próprio campo, e demonstrando muito nervosismo e cansaço, o Fantasma foi presa fácil para o Galo. Aos 31min, Ratinho cobrou escanteio, a bola foi desviada e sobrou livre para Edu empurrar para gol. A festa no lotado Willie Davids ficou completa aos 39min, quando Calmon aproveitou cruzamento da esquerda de Batata para cabecear a marcar o segundo gol da partida. Perdido em campo, o Fantasma tentou descontar, para levar a partida para a prorrogação, mas acabou tomando o terceiro gol no contra-ataque. Aos 46min, Edu recebeu livre e tocou por cobertura na saída de Rudi, selando a classificação do time da casa.

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Na derrota, um vencedor

*Osires Nadal

Confesso que não vivi a intensidade das disputas da Série Prata 2005.

Um dos motivos foi o desgaste que o torneio sofreu com o caso “BRUXO” e mesmo a Série Prata de 2004 que foi cheia de fatores extra-campo e que já ali desacreditavam o torneio e a entidade promotora.

Como pontagrossense e operariano, acompanhava aqui, de Curitiba, os resultados e a participação do Operário. Senti desde o final de 2004 o empenho do Silvio Cosmoski, o presidente, e do Silvio Gubert, o homem que denunciou o caso “Bruxo”, buscando o melhor caminho para o “Fantasma”, com parceria que depois não deu certo e, na seqüência, com a manutenção do Ricardo Pinto no comando técnico.

Vieram as contratações e os primeiros resultados foram animadores, com uma ótima campanha, estando sempre nas primeiras posições. Mesmo com os problemas da denúncia do caso “Bruxo”, o Operário no campo correspondia e somava preciosos pontos, até se classificar para as semi-finais em Prudentópolis, com o empate de 0 a 0.

Na primeira partida da semi-final, diante do Grêmio Maringá, poucos acreditavam que o Operário passaria, e veio a grande vitória por 2 a 1. Depois, veio a segunda partida, e o time não soube tirar proveito da vantagem e acabou perdendo em Maringá por 3 a 0. Foi embora a chance de voltar a principal divisão do futebol araucariano.

Claro que chega o momento das lágrimas e do ranger de dentes, com os mais afoitos procurando encontrar culpados pelo suposto insucesso. Não cabe caça às bruxas, cabe sim o reconhecimento da grande família operariana e pontagrossense ao esforço dos dirigentes do alvi-negro, de modo especial do presidente Silvio Cosmoski.

Alguns da imprensa o acusam de não ter o devido “fair-play” para comandar a equipe, o que não é verdade.

Silvio Cosmoski, tem a mesma garra, o mesmo amor do seu pai, o saudoso “Tanque da Vila”, o Silvio, pela camisa alvi-negra. A única diferença é que não faz com a mesma habilidade do inesquecível pai.

A simplicidade e a humildade de Silvio são fatores de fortalecimento para uma administração honesta, superando a tudo e a todos. Sem o mínimo apoio do empresariado e mesmo do governo municipal, enfrentou e superou os obstáculos, trazendo de volta ao estádio o grande torcedor pontagrossense. Dignidade, trabalho e o ideal de bem servir acompanharam sempre o presidente operariano.

Na desclassificação, com a derrota de domingo, não há como deixar de encontrar um vitorioso. Este vitorioso tem nome: é Silvio Cosmoski, que merece o reconhecimento daqueles que vivem o mundo do futebol princesino.

Amanhã, quando se falar de Operário Ferroviário, com certeza, o nome de Silvio Cosmoski, o filho do “Tanque da Vila”, sempre será lembrado e, bem lembrado, com a marca TRABALHO e pelos serviços prestados ao lado de companheiros do tradicional clube Operário, o Alvi-Negro de Vila Oficinas!

*Osires Nadal, ex-vereador, jornalista, radialista, ex-presidente da Associação dos Cronistas Esportivos do Paraná, advogado da Justiça Desportiva da Federação Paranaense de Futebol.

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Operário Ferroviário já pensa em 2006

Presidente Silvio Cosmoski garante que o time disputa a segunda divisão no próximo ano

Neomil Macedo – Diário dos Campos

“O planejamento que faríamos para a disputa da primeira divisão valerá para a segunda divisão de 2006”. Assim o presidente do Operário Ferroviário, Silvio Cosmoski Júnior, falou, ontem, sobre o futuro do alvinegro de Vila Oficinas, que no domingo foi eliminado da Série Prata 2005, pelo Galo Maringá. O Fantasma ficou a 15 minutos do sonho da Série Ouro, a divisão principal do futebol paranaense. Até os 30, o minutos da segunda etapa o time sustentava o ‘O a O’ que classificaria o time. A casa começou a cair com o gol do meia Edu, aos 31 minutos, placar que levaria o jogo para a prorrogação. Aos 39, Calmon fez o 2 a 0 que classificou o time maringaense; e aos 46, novamente Edu, selou o placar.
Para o presidente Silvio Cosmoski Júnior, o lance da expulsão do volante Marcelo Foto, logo aos 14 minutos da segunda etapa, foi capital para a eliminação do Operário. “O Heber (Roberto Lopes) foi tendencioso e expulsou nosso melhor jogador em campo”, diz o presidente do Operário, sem desmerecer a vitória do Galo Maringá. “Assim como nós, eles tiveram méritos para chegar até esse ponto do campeonato”, comenta o presidente, destacando que o alvinegro do Norte tinha a vantagem de estar melhor estruturado, com apoio dos empresários e da prefeitura de Maringá. “Nos faltaram a estrutura e o dinheiro para poder dar a esse time uma melhor condição”, lamenta Cosmoski.
Voltando sua artilharia contra o árbitro Herber Roberto Lopes, o presidente do Operário reafirma que desde o começo da partida a arbitragem já se mostrava mal intencionada, distribuindo cartões amarelos para os jogadores do Fantasma, antevendo uma expulsão na segunda etapa. No seu desabafo, Cosmoski revela que na última quinta-feira esteve em Curitiba para acompanhar o sorteio dos árbitros para os jogos de volta das semifinais da Série Prata e foi surpreendido com a informação de que a escala já estava pronta. “Na terça-feira já se sabia que o Heber seria o árbitro da partida”, completa o dirigente alvinegro, lembrando que na segunda fase e nos jogos semifinais o Operário sentiu na pele o “efeito Gubert”.
Para Cosmoski, as “infelizes” declarações do ex-presidente do Conselho Deliberativo do Operário, Silvio Gubert, ao programa “Histórias do Esporte”, em 28 de agosto, admitindo a existência de um esquema de manipulação de resultados e aliciamento de árbitros no futebol paranaense, foi determinante na desclassificação do time. “Desde que esse assunto veio à tona, os árbitros passaram a ser, no mínimo, extremamente rigorosos com o Operário”, explica o presidente, recordando da partida contra o Umuarama, quando Francisco Carlos Vieira anulou um gol legítimo do atacante. “No último domingo, o árbitro ganhou o jogo para o Maringá”, enfatiza Cosmoski.
Sobre o futuro do Operário, Cosmoski diz que vai esperar passar essa semana, para se estabilizar emocionalmente, e depois vai dar início ao planejamento para a temporada 2006. “A maioria dos jogadores que estiveram nessa campanha manifestou interesse em voltar no próximo ano, para levar o time para a primeira divisão”, comenta o presidente, destacando o trabalho do técnico Ricardo Pinto à frente da comissão técnica, “maior responsável pela formação da equipe, que se transformou numa verdadeira família”. E foi nesse ambiente familiar, que ontem o presidente se despediu da comissão técnica e dos jogadores, num almoço em Vila Oficinas, num clima de muita emoção e lágrimas.

Treinador destaca espírito de grupo

Para o técnico Ricardo Pinto, que fez o seu “debut” como treinador em Vila Oficinas, a experiência no comando do Operário foi muito gratificante, em que pese todas as dificuldades enfrentadas ao longo dos noves meses de trabalho realizado em Ponta Grossa. O comandante alvinegro admite até a sua volta para a temporada de 2006. “Ficou um gostinho de quero mais”, diz Ricardo Pinto, ao observar que, nas semifinais da Série Prata, o Operário chegou ao limite da sua condição, devido principalmente à superação do grupo que passou por dificuldades durante o campeonato.
Segundo o técnico do Fantasma, a diferença de estrutura entre as equipe foi preponderante na definição dos finalistas do campeonato. “Chegaram à decisão os times que se estruturaram para a competição, que tiveram recursos para investir no time na hora certa”, afirma Ricardo Pinto, dizendo que agora não adianta buscar as razões pelas quais o time foi eliminado. Ao falar sobre o que teria faltado para o time ir mais longe no campeonato, o treinador é categórico em apontar a falta de um trabalho de reforço muscular numa academia. “Nessa reta final o time se ressentiu desse trabalho de força em várias oportunidades”, comenta o treinador, que se o clube tivesse recursos para investir, ele trocaria a contratação de reforços por equipamento que desse essa melhor condição física ao time.

Vaga foi embora em 15 minutos

Como se previa, Galo Maringá e Operário travaram uma dura batalha, no Estádio Willie Davids, na decisão de uma das vagas de acesso à primeira divisão e para a final da Série Prata. Repetindo o esquema que deu certo em Prudentópolis, quando buscava a vaga para a semifinal, o Operário centrou seu jogo na marcação e na posse de bola, para fazer o tempo passar, enquanto o Galo se lançava ao ataque, já que precisava fazer uma diferença de dois gols para seguir na competição.
No primeiro tempo, prevaleceu o esquema montando pelo técnico Ricardo Pinto. No lance mais perigoso contra a meta de Rudi, por volta dos 30 minutos Mirandinha acertou na trave. A melhor chance do Operário viria aos 38 minutos, num chute de João Paulo defendido por Paulo Sérgio.
No segundo tempo, Ivair Cenci foi para o tudo ou nada, trocando Maurício e Marcelos Régis, por Edu e Calmon, jogadores que mudariam a história do jogo nos quinze minutos finais. Antes deles, aos 14 minutos, o árbitro Heber Roberto Lopes protagonizou o lance que decidiria a partida a favor do time do Norte. Ao fazerem a famosa “cera” numa cobrança de falta, Carlos Alberto Dias e Marcelo Foto foram repreendidos pelo juiz, Foto que havia recebido amarelo acabou sendo expulso.
Com nove em campo o Operário recuou e ficou a mercê do Galo. Aos 31min, numa cobrança de escanteio, a bola sobrou para Edu fazer o primeiro do alvinegro nortista. Acuado, o Fantasma ainda tentava levar o jogo para a prorrogação, quando Calmon aproveitou cruzamento da esquerda para marcar e decretar a eliminação do Operário, que no desespero se lançou ao ataque. O terceiro gol veio novamente com Edu, já aos 46 minutos. Com o apito final de Heber Roberto Lopes se iniciou a festa maringaense, com a torcida invadindo o gramado do Willie Davids.
O Operário iniciou o jogo com Rudi; Lisa, Delazzari, Ednelson e Mandagua; Clóvis, Marcelo Foto, Carlos Alberto Dias e Leomar; João Paulo e Marcos Gaúcho. Depois, Pio entrou no lugar de Leomar; Índio na vaga de João Paulo; e Souza na posição de Marcos Gaúcho. O Galo foi com Paulo Sérgio; Petti, Desinho, César Gaúcho e Maurício (Edu); Batata, Ricardo Alves (Carlos Alberto), Rocha e Ratinho; Marcelo Régis (Calmon) e Mirandinha.