Operário Ferroviário já pensa em 2006
Presidente Silvio Cosmoski garante que o time disputa a segunda divisão no próximo ano
Neomil Macedo - Diário dos Campos
“O planejamento que faríamos para a disputa da primeira divisão valerá para a segunda divisão de 2006”. Assim o presidente do Operário Ferroviário, Silvio Cosmoski Júnior, falou, ontem, sobre o futuro do alvinegro de Vila Oficinas, que no domingo foi eliminado da Série Prata 2005, pelo Galo Maringá. O Fantasma ficou a 15 minutos do sonho da Série Ouro, a divisão principal do futebol paranaense. Até os 30, o minutos da segunda etapa o time sustentava o ‘O a O’ que classificaria o time. A casa começou a cair com o gol do meia Edu, aos 31 minutos, placar que levaria o jogo para a prorrogação. Aos 39, Calmon fez o 2 a 0 que classificou o time maringaense; e aos 46, novamente Edu, selou o placar.
Para o presidente Silvio Cosmoski Júnior, o lance da expulsão do volante Marcelo Foto, logo aos 14 minutos da segunda etapa, foi capital para a eliminação do Operário. “O Heber (Roberto Lopes) foi tendencioso e expulsou nosso melhor jogador em campo”, diz o presidente do Operário, sem desmerecer a vitória do Galo Maringá. “Assim como nós, eles tiveram méritos para chegar até esse ponto do campeonato”, comenta o presidente, destacando que o alvinegro do Norte tinha a vantagem de estar melhor estruturado, com apoio dos empresários e da prefeitura de Maringá. “Nos faltaram a estrutura e o dinheiro para poder dar a esse time uma melhor condição”, lamenta Cosmoski.
Voltando sua artilharia contra o árbitro Herber Roberto Lopes, o presidente do Operário reafirma que desde o começo da partida a arbitragem já se mostrava mal intencionada, distribuindo cartões amarelos para os jogadores do Fantasma, antevendo uma expulsão na segunda etapa. No seu desabafo, Cosmoski revela que na última quinta-feira esteve em Curitiba para acompanhar o sorteio dos árbitros para os jogos de volta das semifinais da Série Prata e foi surpreendido com a informação de que a escala já estava pronta. “Na terça-feira já se sabia que o Heber seria o árbitro da partida”, completa o dirigente alvinegro, lembrando que na segunda fase e nos jogos semifinais o Operário sentiu na pele o “efeito Gubert”.
Para Cosmoski, as “infelizes” declarações do ex-presidente do Conselho Deliberativo do Operário, Silvio Gubert, ao programa “Histórias do Esporte”, em 28 de agosto, admitindo a existência de um esquema de manipulação de resultados e aliciamento de árbitros no futebol paranaense, foi determinante na desclassificação do time. “Desde que esse assunto veio à tona, os árbitros passaram a ser, no mínimo, extremamente rigorosos com o Operário”, explica o presidente, recordando da partida contra o Umuarama, quando Francisco Carlos Vieira anulou um gol legítimo do atacante. “No último domingo, o árbitro ganhou o jogo para o Maringá”, enfatiza Cosmoski.
Sobre o futuro do Operário, Cosmoski diz que vai esperar passar essa semana, para se estabilizar emocionalmente, e depois vai dar início ao planejamento para a temporada 2006. “A maioria dos jogadores que estiveram nessa campanha manifestou interesse em voltar no próximo ano, para levar o time para a primeira divisão”, comenta o presidente, destacando o trabalho do técnico Ricardo Pinto à frente da comissão técnica, “maior responsável pela formação da equipe, que se transformou numa verdadeira família”. E foi nesse ambiente familiar, que ontem o presidente se despediu da comissão técnica e dos jogadores, num almoço em Vila Oficinas, num clima de muita emoção e lágrimas.
Treinador destaca espírito de grupo
Para o técnico Ricardo Pinto, que fez o seu “debut” como treinador em Vila Oficinas, a experiência no comando do Operário foi muito gratificante, em que pese todas as dificuldades enfrentadas ao longo dos noves meses de trabalho realizado em Ponta Grossa. O comandante alvinegro admite até a sua volta para a temporada de 2006. “Ficou um gostinho de quero mais”, diz Ricardo Pinto, ao observar que, nas semifinais da Série Prata, o Operário chegou ao limite da sua condição, devido principalmente à superação do grupo que passou por dificuldades durante o campeonato.
Segundo o técnico do Fantasma, a diferença de estrutura entre as equipe foi preponderante na definição dos finalistas do campeonato. “Chegaram à decisão os times que se estruturaram para a competição, que tiveram recursos para investir no time na hora certa”, afirma Ricardo Pinto, dizendo que agora não adianta buscar as razões pelas quais o time foi eliminado. Ao falar sobre o que teria faltado para o time ir mais longe no campeonato, o treinador é categórico em apontar a falta de um trabalho de reforço muscular numa academia. “Nessa reta final o time se ressentiu desse trabalho de força em várias oportunidades”, comenta o treinador, que se o clube tivesse recursos para investir, ele trocaria a contratação de reforços por equipamento que desse essa melhor condição física ao time.
Vaga foi embora em 15 minutos
Como se previa, Galo Maringá e Operário travaram uma dura batalha, no Estádio Willie Davids, na decisão de uma das vagas de acesso à primeira divisão e para a final da Série Prata. Repetindo o esquema que deu certo em Prudentópolis, quando buscava a vaga para a semifinal, o Operário centrou seu jogo na marcação e na posse de bola, para fazer o tempo passar, enquanto o Galo se lançava ao ataque, já que precisava fazer uma diferença de dois gols para seguir na competição.
No primeiro tempo, prevaleceu o esquema montando pelo técnico Ricardo Pinto. No lance mais perigoso contra a meta de Rudi, por volta dos 30 minutos Mirandinha acertou na trave. A melhor chance do Operário viria aos 38 minutos, num chute de João Paulo defendido por Paulo Sérgio.
No segundo tempo, Ivair Cenci foi para o tudo ou nada, trocando Maurício e Marcelos Régis, por Edu e Calmon, jogadores que mudariam a história do jogo nos quinze minutos finais. Antes deles, aos 14 minutos, o árbitro Heber Roberto Lopes protagonizou o lance que decidiria a partida a favor do time do Norte. Ao fazerem a famosa “cera” numa cobrança de falta, Carlos Alberto Dias e Marcelo Foto foram repreendidos pelo juiz, Foto que havia recebido amarelo acabou sendo expulso.
Com nove em campo o Operário recuou e ficou a mercê do Galo. Aos 31min, numa cobrança de escanteio, a bola sobrou para Edu fazer o primeiro do alvinegro nortista. Acuado, o Fantasma ainda tentava levar o jogo para a prorrogação, quando Calmon aproveitou cruzamento da esquerda para marcar e decretar a eliminação do Operário, que no desespero se lançou ao ataque. O terceiro gol veio novamente com Edu, já aos 46 minutos. Com o apito final de Heber Roberto Lopes se iniciou a festa maringaense, com a torcida invadindo o gramado do Willie Davids.
O Operário iniciou o jogo com Rudi; Lisa, Delazzari, Ednelson e Mandagua; Clóvis, Marcelo Foto, Carlos Alberto Dias e Leomar; João Paulo e Marcos Gaúcho. Depois, Pio entrou no lugar de Leomar; Índio na vaga de João Paulo; e Souza na posição de Marcos Gaúcho. O Galo foi com Paulo Sérgio; Petti, Desinho, César Gaúcho e Maurício (Edu); Batata, Ricardo Alves (Carlos Alberto), Rocha e Ratinho; Marcelo Régis (Calmon) e Mirandinha.
Agora é planejar 2006, Operário forte em 2006
coradassi escreveu em November 8th, 2005 at 9:25 am
A desclassificação doFantasma acabou com o meu domingo, mesmo com o Furacão goleando o Palmeiras. Daqui de Curitiba sofri todos esses meses, fiz depósito no SOS Operário. Faltou peças de reposição em certos momentos cruciais; o Toledo se clasificou porque contratou na última hora e nós ficamos chupando no dedo. Lamentável. Agora mais um (?) ano de Segundona. Tomara que não tenahamos a operação “desmanche” e ter começar do zero em 2006.
Wilson escreveu em November 8th, 2005 at 4:04 pm
Olá. é possível alguém trocar dados sobre quem foram os técnicos do Operário Ferroviário entre 2005 e o atual Rodrigo Casca ? Carlos( aureca96@ig.com.br ) São Paulo
Carlos Roberto escreveu em October 27th, 2008 at 2:34 pm