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Operário quer iniciar 2006 com estrutura

Presidente alvinegro quer dotar o clube da estrutura que faltou na campanha deste ano; Ricardo Pinto pode voltar a dirigir o time

- Neomil Macedo – Diário dos Campos

PONTA GROSSA – “Manter a base do trabalho realizado este ano, para não iniciar 2006 do zero”. Esse é o plano da diretoria do Operário Ferroviário para a disputa da Série Prata (segunda divisão do Campeonato Paranaense), na próxima temporada, anunciado ontem pelo presidente Silvio Cosmoski Júnior, na presença do ex-goleiro Ricardo Pinto, comandante do time na campanha deste ano até as semifinais, quando foi eliminado, no mata-mata, pelo Galo Maringá. A preservação de tudo o que foi feito esse ano, segundo o presidente, começa pela manutenção da comissão técnica, que terá a estrutura que faltou para que o objetivo de subir para a primeira divisão fosse alcançado.
“Até o final dezembro esperamos ter toda a estrutura necessária, para iniciar o trabalho de preparação da equipe em janeiro”, revela Silvio Cosmoski, fazendo o alerta de que 2006 é ano de Copa do Mundo e ainda não se tem conhecimento das datas de disputa da Série Prata, que este ano iniciou em maio. O dirigente alvinegro diz que o técnico Ricardo Pinto está disposto a voltar para Ponta Grossa, para fazer o Operário subir para a primeira divisão, desde que tenha a sua disposição toda a estrutura que faltou no trabalho realizado este ano.
“Com a ajuda dos empresários da cidade, acredito que teremos condições de oferecer ao Ricardo essa estrutura”, planeja o presidente do Operário, anunciando que a primeira medida será a instalação da em Vila Oficinas de uma academia de musculação, hoje orçada em R$ 15 mil. Segundo o próprio treinador a inexistência de um trabalho de reforço muscular foi um dos grandes problemas da equipe no campeonato deste ano, fator que contribuiu para as seguidas lesões musculares dos atletas. “Como eu poderia exigir do presidente um aparelho de musculação, se muitas vezes o clube sequer tinha dinheiro para suprir o refeitório”, comenta Ricardo Pinto.
A segunda providência será a criação do cargo remunerado de supervisor técnico, que terá a obrigação de se resolver os problemas da equipe, deixando o presidente apenas com o trabalho administrativo. O “gerente” de futebol terá uma sala, onde também funcionará o departamento de registro. Para completar, também será criada e equipada uma sala exclusiva para o Departamento Médico, onde poderão ser tratadas lesões de menor complexidade. Essas duas providências não devem consumir mais de R$ 10 mil. A diretoria também estuda a criação de um departamento de marketing, “para vender o projeto do clube”, e uma assessoria de imprensa.
Outra medida, considerada urgente, é a troca do gramado do Estádio Germano Kruger, outro fator que chegou a causar revolta na comissão técnica. O alto número de passes errados da equipe, principalmente na primeira fase, era atribuído ao péssimo estado do gramado, que no início do ano sofreu com a estiagem e depois, com a chuvas, ficou ainda pior. Por fim, o presidente trabalha para conseguir a doação de ônibus para o clube. “Como dependemos de treinar em outros locais, isso facilitaria o transporte do time dentro da cidade”, diz.

Presidente do Fantasma apela para o apoio dos empresários

Para conseguir implementar todos esses projetos, o presidente do Operário diz que tem em mãos a transparência e a forma honesta do trabalho realizado este ano em Vila Oficinas, que por muito pouco não resultou na classificação para a primeira divisão. “Esse pouco, que na verdade é muito se formos falar em recursos, nós queremos conseguir com o apoio dos empresários da cidade”, diz o presidente anunciando a realização de um jantar para o próximo dia 2 de dezembro, quando será entregue o carro da “ação entre torcedores”, realizada para arrecadar recursos para a rescisão do contrato dos jogadores e o pagamento de fornecedores. “Temos que conseguir pelo menos R$ 70 mi com essa ação”, diz Cosmoski, clamando pelo apoio da iniciativa privada.
O acerto final com os jogadores está marcado para o próximo dia 5 de dezembro. “Até precisamos ter esse dinheiro em mãos”, comenta o presidente do Operário. Muitos dos jogadores que defenderam o clube na Série Prata estão recebendo propostas de outros clubes, para a disputa da Série Ouro e dependem da liberação para assinar novo contrato. O lateral direito Lisa, por exemplo, já teria tudo acertado com o Mogi Mirim, dirigido pelo técnico Val de Mello, ex-Irati e ex-Portuguesa Londrinense.

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Categoria(s): Notícias

 

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