Declaração do presidente Silvio Cosmoski, em entrevista ao DC, revolta torcedores operarianos
- Neomil Macedo – Diário dos Campos
PONTA GROSSA – A declaração do presidente do Operário Ferroviário, Silvio Cosmoski Júnior, de que não aceitaria um convite da Federação Paranaense de Futebol (FPF), para disputar a Série Ouro 2006, não agradou a torcida alvinegra. Através do site da Torcida Revolucionária Operariana – TRO (www.operario.com), os torcedores criticam a decisão do dirigente. “Lutamos tanto em 2005, para que então? Estão cuspindo na vontade do torcedor”, escreve o internauta Marcos Borkowski, que ainda pergunta “será que vale mais se estruturar para disputar a essa coisa ridícula que é Segundona ou ir se estruturando durante a Série Ouro para tentar vaga para a Série C e/ou Copa do Brasil?”
A maioria dos torcedores segue a opinião de Borkowski, perguntando o que teria feito o presidente alvinegro se o time tivesse conquistado a vaga na Série Prata, se hoje o time não tem estrutura para disputar a Ouro, conforme declarou Cosmoski. Na opinião do torcedor Juliano Ferreira o Operário deve lutar pela Série Ouro 2006, caso sejam abertas vagas pela desistência de outras equipes. “Merecemos essa vaga, porque nosso time e torcida tiveram dignidade ao longo do ano”, diz o torcedor, lembrando da média de público em Vila Oficinas e também do apoio de alguns empresáris ao clube.
Os indignados alvinegros criticam o desmanche, para eles, precipitado, do time, já que, com a desorganização da Federação Paranaense de Futebol, era previsível que surgisse uma oportunidade de subir para a Primeirona ainda este ano. O Operário liberou os jogadores e a comissão técnica no dia seguinte à derrota para o Galo Maringá (3 a 0), no Willie Davis. A maioria deles já acertou contrato com equipes do Paraná e outros estados. O técnico Ricardo Pinto estaria perto de uma acerto com o Marcílio Dias, que este ano disputa a primeira divisão do futebol catarinense.
Mas há também quem defenda a posição do presidente alvinegro. Esse é o caso do torcedor João Carlos, que concorda com a necessidade de planejamento e recursos suficientes para disputar e se manter na primeira divisão, buscando vagas para competições como a Copa do Brasil e Série C do Brasileiro, tal como deseja Silvio Cosmoski. “Isto mostra que o presidente está com os pés no chão, é uma pessoa equilibrada, coerente e preocupado com o melhor para o Operário”, escreve João Carlos. Esse mesmo fanático operariano comenta que mesmo que tivesse mantido o seu plantel, o Operário teria que buscar de seis a sete reforços para a Série Ouro, sem o que dificilmente se manteria na primeira divisão. “Agora imaginem contratar um plantel inteiro, sem dinheiro e sem patrocínio”, diz João Carlos.
Cosmoski pede apoio de operarianos
Bastante abalado com as manifestações da torcida, ontem, o presidente Silvio Cosmoski disse que entende a paixão dos alvinegros, que, como ele, querem ver o time em campo, contra grandes equipes. “Porém temos que ser realistas”, diz o presidente, reforçando que nas atual situação do clube, que ainda busca recursos para fazer a recisão dos contratos dos jogadores, não há como pensar em disputar a Série Ouro. “Primeiro, é preciso esclarecer que não existe esse convite da federação. Até agora é tudo especulação”, diz Cosmoski.
O presidente aproveita a manifestação da torcida para chamar os “operarianos de coração” a contribuirem com a “ação entre amigos” iniciada ainda nas semifinais da Série Prata, para que o clube quite compromissos com fornecedores e faça o acerto de contas com os jogadores e comissão técnica. De mil bilhetes, que dão direito ao sorteio de um carro, até agora foram adquiridos apenas 18, o que totaliza R$ 18 mil. A expectativa era de arrecadar ao menos R$ 70 mil. Tanto que, a entrega do prêmio, prevista para a próxima sexta-feira, foi transferida para o dia 16 de dezembro.
Cosmoski também convoca os torcedores para trabalharem junto com a diretoria no planejamento da temporada 2006. “Vamos buscar contato com 100 empresários da cidade, que se disponham a contribuir com R$ 1 mil mensais” revela o presidente, comentando que esse dinheiro seria suficiente para montar uma equipe forte, em condições de brigar pelo título da Série Prata. “Com o dinheiro da renda e patrocínios teremos condições de melhorar a estrutura do estádio e até construir um Centro de Treinamento”. O dirigente ainda cogita a contração de um supervisor remunerado. Sérgio Rosas, que já passou por Vila Oficinas esse ano, seria o nome indicado.
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por que nao aceitar essa vaga, montar uma equipe para cmpetir na serie ouro sem precisar se desgastar na segundona ano que, sem ser campeao e sim para se manter na serie ouro,
por Zé Piqueno