Desistência, ainda extra-oficial, do União Bandeirante abre
possibilidade do Operário ser chamado para a Série Ouro
- Neomil Macedo – Diário dos Campos
Tudo ainda está no campo das possibilidades. Mas, as chances do Operário Ferroviário ver “cair no seu colo” uma vaga para disputar a Série Ouro de 2006 crescem significativamente. Ontem, a notícia extra-oficial da desistência do União Bandeirante, que não conseguiu apoio financeiro para encarar o Campeoanto Paranaense que inicia em 11 de janeiro, causou uma grande agitação, não apenas em Ponta Grossa, mas em todo o Estado.
No final da tarde, ligações de rádios, jornais e dirigentes do interior por pouco não congestionaram as linhas da Federação Paranaense de Futebol (FPF), que, através de sua assessoria, disse a todos que nada existia de oficial sobre a desistência do União. Muito pelo contrário, o próprio presidente do clube, Nelson Santos, teria conversado com o presidente da FPF, Onaireves Moura, dando garantias de que o tradicional clube de Bandeirantes vai disputar o Estadual de 2006.
Nelson Santos teria dito a Moura que já conseguiu reunir perto de 90% dos recursos necessários para montar o time e ainda esperava a confirmação de novos apoios de empresários da cidade e região. Ontem à noite, a diretoria do União faria uma reunião apenas para fechar esses acordos e definir o planejamento para montagem da equipe.
Nas conversas entre jornalistas, o papo era diferente. A informação era de que, de fato, o União “jogou a toalha”. Em entrevista à Rádio Cabiúna, em Bandeirantes, Nelson Santos confirmou a desistência do Estadual 2006. O dirigente teria dito que o time não tem como se manter. “Precisamos de R$80 mil por mês e ninguém está disposto à ajudar”, lamentou Santos. Até o trabalho de base, que inicialmente seria bancado pela família Meneguel estaria ameaçado. Segundo fontes de Bandeirante, o ex-presidente do clube, Serafim Meneghel, fechou as portas do cofre da usina para o futebol, a pedido da própria família.
A pergunta é: Onde o Operário entra nessa história? Ocorre que, com a desistência do União, o Cascavel, terceiro colocado na Série Prata 2005, automaticamente seria guindado à Primeira Divisão, em definitivo. Com isso, o time da Cobra desistiria da parceria com o Roma Apucarana, que também passa por dificuldades e também ameaça desistir da disputa. Caso isso ocorra, o convidado para completar os 16 clubes da Série Ouro seria o Fantasma de Vila Oficinas, quarto colocado na Série Prata.
A situação do Roma também poderá ser definida hoje. Nesta quarta-feira, se esgota o prazo para que o clube de Apucarana aponte um local para mandar seus jogos no Estadual, já que o Estádio Bom Jesus da Lapa não reúne condições para receber jogos da Primeira Divisão. Na vistoria realizada pela FPF no início do mês, o estádio de Apucarana foi interditado. A prefeitura apucarananense tenta, às pressas, realizar as obras exigidas pela Comissão de Vistoria da FPF. Ademar José Soares, que coordena as obras, diz que o vistual do estádio é outro, acreditando que a federação vai liberá-lo para a disputa do Estadual.
Com dinheiro, Cosmoski vai
No Operário Ferroviário, o clima é de expectativa. Depois de declarar, que mesmo recebendo um convite da Federação Paranaense de Futebol não disputaria a Série Ouro de 2006, o presidente Silvio Cosmoski até admite pensar no assunto. Pensar, na linguagem do presidente alvinegro, quer dizer “dinheiro no bolso”, já que a dificuldade em Vila Oficinas é a falta de recursos, inclusive para pagar fornecedores e honrar compromissos assumidos durante a disputa da Segundona.
Cosmoski diz que tem tudo planejado para a temporada 2006, na Primeira ou na Segunda Divisão. O que falta são os recursos. Por isso, ele fala em uma campanha de arrecadação junto a 100 empresários da cidade, que contribuiriam com R$ 1 mil mensais. Esse dinheiro seria suficiente para montar um time competitivo. As rendas dos jogos e os patrocínios seriam utilizados na melhoria da estrutura do Germano Kruger.
O presidente do Operário também fala em conseguir a doação de um ônibus para deslocamento da equipe, que teria que treinar em vários locais da cidade, já que o clube não tem um Centro de Treinamento.
Sobre o CT, aliás, Cosmoski revela que já manteve contato com um vereador, que estaria disposto a apresentar um projeto na Câmara Municipal para doação ao Operário de uma área no Distrito Industrial. “Com um Centro de Treinamento, o Germano Kruger seria aberto apenas para jogos oficiais”, diz o presidente, que também sonha com o fortalecimento das categorias de base do clube.
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Pelo fato de concordar com o pensamento do Presidente de não aceitar a participação na série ouro, não quer dizer que não sou operariano, por eu ser torcedor do operário que não quero vê-lo dando vexame , sendo saco de pancadas dos outros times que disputarão a série ouro, eu quero ver um operário forte, um time capaz de fazer frente a qualquer outro time que irá disputar a série ouro, eu quero ver nos dias de jogo a vila com as arquibancadas lotadas, uma verdadeira festa e só conseguiremos com planejamento e principalmente com grupos de empresários injetando recursos para montarmos um grande time, daí com certeza teremos jogos sensacionais e torcendo para que chegue logo os dias de jogos para nos estarmos lá vibrando e torcendo pelo nosso fantasma e na certeza que o time irá dar um grande espetáculo, é isso que o torcedor operariano quer ver, chega de ir ao estádio e passar sufoco, sair do estadio cabisbaixo achando que no próximo ano vai dar certo, no próximo ano vamos conseguir e nunca chega este dia, não é verdade torcida operariana11111111′.
por joão carlos