Paulo Sérgio Rodrigues – Plantão da Cidade
Depois da euforia da vitória de domingo, diante do Galo Maringá, por 2×1, a semana dos trabalhos em Vila Oficinas começa nesta terça-feira com o pensamento voltado para a partida que decide o futuro do time. Um empate em Maringá, no Estádio Willie Davis, e o Operário estará de volta à Primeira Divisão do Futebol do Paraná. Por isto, esta promete ser a principal semana do clube dos últimos anos.
Vitória na Raça. Apesar do Árbitro!
Na primeira partida de uma das semifinais da Série Prata do Campeonato Paranaense, o Operário Ferroviário abriu vantagem sobre o Galo Maringá, ao vencer por 2×1 a partida disputada neste domingo, dia 30, no Estádio Germano Krügger, em Ponta Grossa.
Com este resultado o Fantasma pode empatar a segunda partida que será disputada em Maringá, no próximo domingo, no Estádio Willie Davis. Se o Galo vencer por 1 gol de diferença, a vaga será definida na prorrogação e se permanecer empate, nos pênaltis. Dois ou mais gols de diferença classifica o time maringaense.
O jogo começou em alta velocidade. O Operário mandava na partida, dominando o meio-campo e partindo para o ataque. Boas chances de gols foram criadas nos primeiros 15 minutos de jogo, uma com Leomar e outra com João Paulo, todas em jogadas de velocidade e com dificuldades para o goleiro Paulo Sérgio, que evitou os gols.
Porém o primeiro gol surgiu somente aos 26 minutos. Depois da cobrança de escanteio, Clóvis ganhou a disputa de cabeça e desviou a bola para o gol, para a alegria dos 8 mil torcedores presentes ao estádio.
Dominando o jogo o Operário deixou poucas oportunidades para o Galo atacar. Somente em uma oportunidade o time adversário chegou a finalizar com perigo para a meta defendida por Rudi.
Para a segunda etapa o alvi-negro ponta-grossense voltou com a mesma vontade. Numa boa jogada de João Paulo pelo lado direito, que cruzou a bola com velocidade, o zagueiro Sandro desviou a bola, que caiu para Leomar ajeitar no peito e mandar no canto direito do goleiro do Galo, fazendo 2×0 para o Operário, isto aos 7 minutos de segundo tempo.
O Galo Maringá ficou atordoado com o segundo gol. Só não tomou o terceiro em seguida, porque o árbitro Evandro Rogério Roman iria modificar o rumo do jogo ao marcar um pênalti inexistente sobre o atacante Marcelo Régis, aos 11 minutos. O jogador maringaense jogou-se dentro da área quando Delázari fazia a proteção da bola num lançamento feito pelo lateral Petty. Longe do lance, Roman marcou penalidade convertida pelo atacante Ratinho.
Com o gol, o Maringá se animou, enquanto que os jogadores operarianos demonstraram um certo nervosismo, errando muitos passes e jogadas. Sem muitas alternativas para mudar o time, o técnico Ricardo Pinto colocou Rafael Santiago quando João Paulo saiu contundido, mas o jovem atacante entrou nervoso e não conseguiu acertar lance algum. Pio e Índio também entrar no segundo tempo, mas pouco jogaram.
O placar final acabou sendo junto pela vitória do Operário, mas injusto pelos números, uma vez que o time princesino não merecia levar o gol, pois não houve o pênalti, e poderia ter feito mais gols, não fosse o ataque perder inúmeras chances novamente.
Menos mal que para a segunda partida em Maringá, Ricardo Pinto terá a volta de Carlos Alberto Dias e novamente sonha com a presença do atacante Marcos Gaúcho.
- O Operário jogou com: Rudi, Lisa, Delázari, Ednélson e Anderson; Marcelo, Clóvis, Leomar e Celsinho (Índio); João Paulo (Rafael) e Souza (Pio). Técnico Ricardo Pinto. Celsinho e Clóvis receberam cartões amarelos.
- Galo Maringá: Paulo Sérgio, Sandro, Dezinho (César Gaúcho) e Edson Santos; Petty, Rocha, Claudinho (Mirandinha), Ricardo Alves e Maurício; Marcelo Régis e Ratinho (Marcos Dias). Técnico: Ivair Cenci.
- A torcida operariana mais uma vez foi o destaque do jogo. Mais de 8 mil torcedores atenderam o chamamento da diretoria, dos jogadores e da imprensa e lotaram o Germano Kruger, numa festa bonita. Agora, a preparação de muitos torcedores é para a caravana rumo a Maringá, no domingo.
- A arbitragem de Evandro Rogério Roman só não foi mais desastrosa porque confirmou o apontamento de um assistente e marcou impedimento no segundo tempo, anulando um gol do Galo Maringá, quando Sandro apareceu livre na frente do goleiro Rudi. No entanto, pecou ao não dar cartões amarelos para jogadores do Galo e também deixou o técnico Ivair Cenci invadir o campo várias vezes para reclamar, sendo expulso somente no final do segundo tempo.
- O Cascavel saiu vencedor da primeira batalha contra o rival Toledo Colônia Work por uma vaga para a Primeira Divisão do Campeonato Paranaense. No estádio Olímpico Regional, em Cascavel, o time local venceu o “Clássico da Soja”, por 2 x 0, pela rodada de ida da semifinal da Série Prata.
- O resultado deu ao vencedor o direito de perder em Toledo, no próximo domingo, por até um gol de saldo. Para reverter a situação, o TCW precisa vencer com três gols de folga (se devolver a diferença de dois gols força uma prorrogação; se esta terminar empatada, pênaltis).
- Este foi o primeiro “Clássico da Soja” que teve um vencedor em 2005. Os dois anteriores, pela primeira fase do torneio, terminaram empatados, ambos por 1 x 1. O time local festejou inicialmente aos 12min. Depois de uma bola cruzada pela esquerda, Dida cabeceou, um adversário a rebateu à meia-altura, mas a bola já havia ultrapassado a risca.
- O segundo gol aconteceu aos 26, quando Vagner despistou dois marcadores e entregou para Daniel, que estava no bico da área pelo lado esquerdo e chutou cruzado, acertando o canto direito do goleiro Colombo. Na segunda etapa, o Cascavel praticamente administrou o resultado e o TCW não soube ultrapassar a marcação do dono da casa.