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Infelizmente não deu!!!

Pois é torcedores Operarianos, infelizmente a derrota deste domingo para a SUEM pelo placar de 3 a0 nos tirou o sonho da volta a primeira divisão já no ano de 2006.

Porém, não podemos sequer cogitar a idéia de desanimarmos. O Operário está aí. Precisamos arrumar ainda mais parceiros para que em 2006 consigamos montar um time tão competitivo quanto este que honrou e muito a tradição de nossos 93 anos de história.

Deixamos aqui nosso muito obrigado e um futuro vitorioso para:

- Atletas
Odair
Rudi
Rafael
Lisa
Marinho
Henrique
Ednelson
De Lazzari
Índio
Aurélio
Douglas
Vitor Silva
Bruno
Anderson
Mandágua
Marcelo Foto
Leomar
Clóvis
Carlos Alberto Dias
Celsinho
Pio
Nero
Juliano
Elison
João Paulo
Souza
Rafael Santiago
Tiago Genaro
Rodrigo Bolacha
Marcos Gaúcho

- Direção Técnica:
Ricardo Pinto
Rudimar Garcia
Leandro Gradin
Luis Carlos
Macedo
Lucas Moro
Tião
Algemiro

- Diretoria:
Presidente Sílvio Cosmoski Júnior

- Funcionários

- Patrocinadores

- Imprensa

- E A GRANDE TORCIDA OPERARIANA

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Rumo a Primeirona

Marcos Borkowski

Cabe a cada um de nós, que acompanhamos a campanha do time do Operário Ferroviário neste ano de 2005, não permitir que outros a denigram. Em um ano onde se descobriu que existe sim, a corrupção no futebol brasileiro, por aqui vieram verdadeiros desportistas que defenderam a nossa camisa, honrando-a e permanecendo, apesar de tantos percalços. Vieram com a promessa de uma grande empresa, que disse pretender investir e promover o Clube e que ainda nos amistosos, pulou fora do barco. Houve três meses de treinamento sem salário. O início do campeonato, onde as rendas não foram suficientes para pagar aos seus salários. Pessoas que se diziam ponta-grossenses e torcedores operarianos, e que sem levar em consideração o trabalho de outros, agiram na calada da noite, tentando impedir o trabalho, mas que graças a homens de bem, não o conseguiram. Houve a maravilhosa resposta dos cidadãos e empresários ao SOS operário. Inúmeros pedidos não atendidos ao Prefeito e a Câmara. Denúncias de corrupção na arbitragem paranaense. Tudo isso aconteceu, mas a equipe continuou junta, jogando e vencendo. Diferentemente da equipe que esteve por aqui no ano de 2004, estes atletas e dirigentes provam a cada dia que são pessoas sérias, homens honrados, e que não são mercenários. Não se explica, mas mesmo alguns, com sua carreira já triunfante, vestem e honram a nossa camisa, representam dignamente a nossa cidade, como se tivessem nascido aqui. E os que são naturais de Ponta Grossa, sabem que são como espelhos e que servem de incentivo para que outros orgulhosamente no futuro, agarrem este escudo e o beijem também, pois ele representa a nossa terra, ele simboliza o amor pelo que é nosso, traz a tona o sentimento principal da Capital Cívica do Paraná, o civismo, que muito nos orgulha. Portanto, não podemos deixar que em um único jogo, alguns tentem destruir o espetáculo maravilhoso proporcionado por todos nós durante o este ano. Esses que não participam, que não promovem essa manifestação popular, não são dignos de denegrir o trabalho realizado, pois em momento algum procuraram ajudar. Desejo dar os meus parabéns a imprensa falada e escrita que contribuiu como nunca se fez na história do esporte de Ponta Grossa. Porém, não posso dizer o mesmo da TV Educativa, simplesmente por não reprisar aos jogos. Este é um desserviço a cidade, pois não a promove. Se não há possibilidade de filmar a um jogo e reprisá-lo, então acho que a Prefeitura Municipal deveria rever este contrato e até mesmo encerrá-lo, pois é dinheiro público que está sendo aplicado. Também não consigo aceitar que alguns dêem parabéns ao antigo dirigente que quase acabou com o futebol em nossa cidade, que só o nome já causa repulsa aos torcedores operarianos e que tenho certeza, nunca mais querem vê-lo no Estádio Germano Krüger. E como sempre, busco a sensibilização de todos, o Operário Ferroviário é um time de futebol profissional e precisamos respeitá-lo. É inadmissível que alguns distribuam camisetas de outros clubes a nossas crianças e no nosso Estádio. Se querem fazer esta promoção que o façam, mas com camisetas do Operário. A torcida operariana tem se esforçado por comparecer uniformizada e o número de camisetas no Estádio esta aumentado a cada jogo, por isto, tenham respeito pelos torcedores, pelo Clube e por nossa cidade. Vamos promover o que é da nossa terra e não levar a promoção gratuitamente a outras cidades. Nós operarianos temos feito uma festa belíssima e que está sendo vista pelo mundo afora e merecemos respeito. Neste domingo, vamos a Maringá esperando voltar na primeira divisão do Campeonato Paranaense. Caso isto não seja possível, coloco aqui a minha crítica a Federação Paranaense que insiste em fazer vistas grossas e manter na segunda divisão o único clube capaz de colocar oito mil pessoas no Estádio, Isto não pode ser visto como luta por um futebol paranaense forte e sim, para defender interesses outros.

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Carlos Alberto Dias exemplo do craque

Paulo Sérgio Rodrigues – Plantão da Cidade

A volta do meio-campo Carlos Alberto Dias ao time do Operário, no domingo, na segunda partida da semifinal da Série Prata, diante do Galo Maringá, é festejada pelo treinador Ricardo Pinto, pela diretoria e torcedores.
Afinal de contas, depois da contusão, até agora, incurável de Marcos Gaúcho, Dias tem sido o jogador de maior desta do time operariano. Não só pelos gols decisivos e importantes, mas também pela postura tática do time e a exemplo dado pelo jogador de 38 anos e muita experiência no futebol.
Com passagens de destaque no futebol do Rio de Janeiro, Vasco e Botafogo, quando chegou a ser chamado para a Seleção Brasileira, e também no Coritiba e Paraná Clube, Carlos Alberto Dias é o tipo de jogador que tem a imagem do ídolo.
No Operário não foi diferente. Quando da sua chegada, muitos achavam que não daria certo. O futebol da segunda divisão do Paraná é de muita pegada, onde jogadores técnicos tendem a ter dificuldades. Além disso, temia-se que Dias veio para Ponta Grossa com algum problema médico, jogaria umas partidas e ficaria mais tempo contundido e suspenso, do que jogando.
Para o bem do time, nada disso aconteceu. Mostrou responsável, líder do time, dentro e fora do campo, e além disto colocou toda sua experiência a serviço do Operário, tornando-se exemplo para os mais jovens. Aliás, ele corre muito mais em campo do que alguns jogadores bem mais novos do elenco alvinegro.
Com Dias em campo, Celsinho volta a ser opção no banco de reservas para o jogo em Maringá. Talvez até Ricardo Pinto possa usar Celsinho numa função um pouco mais avançada, no lugar de Souza, que não esteve bem nos últimos jogos.
Outra expectativa fica por conta da escalação do atacante Marcos Gaúcho. Escalado no último domingo, Gaúcho foi vetado nos vestiários e completou sua quarta partida sem aparecer no time. Seria importante a presença do artilheiro do Operário, principalmente neste jogo onde o alvinegro princesino precisará de um atacante que segure a bola no campo ofensivo.
Veremos então até o final de semana como ficam estas situações da escalação do time visando a “decisão” no Norte do Estado. Mas que a volta de Carlos Alberto Dias é a grande atração, sem dúvida, principalmente pelo momento do jogador. E geralmente, jogador experiente cresce nos momentos decisivos. Tomara.

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Gaúcho é o ponto de interrogação em Vila Oficinas

Atacante participa dos treinos físicos, mas não atua nos coletivos realizados em Vila Oficinas

- Neomil Macedo – Diário dos Campos

PONTA GROSSA – Há quase um mês, Vila Oficinas se pergunta: Marcos Gaúcho joga ou não joga no final de semana ? Desde o último dia 9 de outubro, em Umuarama, quando deixou o gramado logo aos cinco minutos de partida, o artilheiro alvinegro na Série Prata 2005, com 11 gols, vive o drama de ser barrado nos vestiários, minutos antes de entrar em campo. Foi assim contra o Toledo e o Prudentópolis, ainda na segunda fase, e contra o Galo Maringá, no último domingo, na primeira partida da semifinal. Nas duas últimas partidas, o atacante titular da camisa 9 alvinegra chegou a aquecer com o time, minutos antes dos jogos contra Prudentópolis e Maringá. Nos vestiários, porém, veio a constatação de que não valeria à pena escalá-lo, correndo-se o risco de “queimar” uma substituição logo no inicio do jogo, tal como aconteceu em Umuarama.
É com essa interrogação na escalação do time que o Operário deverá ir para Maringá, para a partida decisiva contra o Galo Maringá, valendo a vaga de acesso para a primeira divisão em 2006 e o direito de decidir o título da Segundona de 2005. Como venceu o primeiro jogo, em Ponta Grossa, por 2 a 1, para chegar lá, o Operário precisa ao menos empatar a partida marcada para as 16 horas, no Estádio Willie Davids. O placar com um gol de diferença pró-Maringá leva a decisão para a prorrogação e, se persistir a igualdade, para os pênaltis. O Galo só fica com a vaga se vencer por diferença de dois ou mais gols.
Ontem, o técnico Ricardo Pinto comandou o segundo e último coletivo da semana, com o atacante Marcos Gaúcho assistindo a seus companheiros do lado de fora do campo. Sob os cuidados do preparador Leandro Gradin, ele intensifica o trabalho físico, para ganhar condição de jogo. As dores na coxa já não incomodam o artilheiro que demonstra muita confiança na sua escalação domingo. “Não vejo a hora de voltar e marcar os gols que a equipe precisa”, diz Marcos Gaúcho que não balança as redes desde 21 de agosto, em Vila Oficinas, aos 3 minutos do segundo tempo, contra o Arapongas. Na segunda fase, contra o Prudentópolis, o seu some aparece na súmula como autor do primeiro gol da vitória alvinegra por 2 a 0. Porém, Gaúcho sequer participou da confusa jogada em que o goleiro Val caiu dentro do gol com bola e tudo.
O técnico Ricardo Pinto se mostra otimista quanto ao aproveitamento de Marcos Gaúcho. “O problema do Gaúcho é físico”, diz o treinador. “No aspecto técnico e tático, ele sabe tudo o que precisa fazer dentro de campo”, completa. Caso novamente se veja privado do seu artilheiro, o treinador vai manter a dupla João Paulo e Souza no ataque, explorando, principalmente, a velocidade dos dois atletas, que não têm estatura elevada. No treino da última quarta-feira, na Kurashiki, os reservas golearam os titulares, 3 a 0. Ontem, como os time de cima melhorando a marcação, o “match” terminou empatado, 0 a 0. Se a partida contra o Galo fosse hoje, o Operário entraria em campo com Rudi; Lisa, Ednélson, Delazzari e Mandagua; Clóvis, Marcelo Foto, Carlos Alberto Dias e Leomar; João Paulo e Souza (?).

Heber apita jogo em Maringá

O controvertido Heber Roberto Lopes vai apitar a segunda partida entre Galo Maringá e Operário Ferroviário, no domingo, às 16 horas, no Estádio Willie Davids. Ele concorreu com Henrique França Triches, no sorteio realizado ontem pela Comissão Interina de Arbitragem da FPF. Nilo Neves de Souza Júnior, que apitou Prudentópolis e Operário (2 a 1 para o alvinegro), na primeira fase, será o quarto árbitro. Como assistentes, Heber terá José Amilton Pontarolo e Vagner Vicentin. Para o jogo entre Toledo e Cascavel, às 16 horas, no Estádio 14 de Dezembro, foi sorteado Cleivaldo Bernardo, que concorreu com Francisco Carlos Vieira. Como quarto árbitro está escalado Sandro Schmidt. Nas bandeiras, vão trabalhar Gilson Bento Coutinho e Faustino Vicente Lopes.

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Começa a semana decisiva

Paulo Sérgio Rodrigues – Plantão da Cidade

Depois da euforia da vitória de domingo, diante do Galo Maringá, por 2×1, a semana dos trabalhos em Vila Oficinas começa nesta terça-feira com o pensamento voltado para a partida que decide o futuro do time. Um empate em Maringá, no Estádio Willie Davis, e o Operário estará de volta à Primeira Divisão do Futebol do Paraná. Por isto, esta promete ser a principal semana do clube dos últimos anos.
Vitória na Raça. Apesar do Árbitro!
Na primeira partida de uma das semifinais da Série Prata do Campeonato Paranaense, o Operário Ferroviário abriu vantagem sobre o Galo Maringá, ao vencer por 2×1 a partida disputada neste domingo, dia 30, no Estádio Germano Krügger, em Ponta Grossa.
Com este resultado o Fantasma pode empatar a segunda partida que será disputada em Maringá, no próximo domingo, no Estádio Willie Davis. Se o Galo vencer por 1 gol de diferença, a vaga será definida na prorrogação e se permanecer empate, nos pênaltis. Dois ou mais gols de diferença classifica o time maringaense.
O jogo começou em alta velocidade. O Operário mandava na partida, dominando o meio-campo e partindo para o ataque. Boas chances de gols foram criadas nos primeiros 15 minutos de jogo, uma com Leomar e outra com João Paulo, todas em jogadas de velocidade e com dificuldades para o goleiro Paulo Sérgio, que evitou os gols.
Porém o primeiro gol surgiu somente aos 26 minutos. Depois da cobrança de escanteio, Clóvis ganhou a disputa de cabeça e desviou a bola para o gol, para a alegria dos 8 mil torcedores presentes ao estádio.
Dominando o jogo o Operário deixou poucas oportunidades para o Galo atacar. Somente em uma oportunidade o time adversário chegou a finalizar com perigo para a meta defendida por Rudi.
Para a segunda etapa o alvi-negro ponta-grossense voltou com a mesma vontade. Numa boa jogada de João Paulo pelo lado direito, que cruzou a bola com velocidade, o zagueiro Sandro desviou a bola, que caiu para Leomar ajeitar no peito e mandar no canto direito do goleiro do Galo, fazendo 2×0 para o Operário, isto aos 7 minutos de segundo tempo.
O Galo Maringá ficou atordoado com o segundo gol. Só não tomou o terceiro em seguida, porque o árbitro Evandro Rogério Roman iria modificar o rumo do jogo ao marcar um pênalti inexistente sobre o atacante Marcelo Régis, aos 11 minutos. O jogador maringaense jogou-se dentro da área quando Delázari fazia a proteção da bola num lançamento feito pelo lateral Petty. Longe do lance, Roman marcou penalidade convertida pelo atacante Ratinho.
Com o gol, o Maringá se animou, enquanto que os jogadores operarianos demonstraram um certo nervosismo, errando muitos passes e jogadas. Sem muitas alternativas para mudar o time, o técnico Ricardo Pinto colocou Rafael Santiago quando João Paulo saiu contundido, mas o jovem atacante entrou nervoso e não conseguiu acertar lance algum. Pio e Índio também entrar no segundo tempo, mas pouco jogaram.
O placar final acabou sendo junto pela vitória do Operário, mas injusto pelos números, uma vez que o time princesino não merecia levar o gol, pois não houve o pênalti, e poderia ter feito mais gols, não fosse o ataque perder inúmeras chances novamente.
Menos mal que para a segunda partida em Maringá, Ricardo Pinto terá a volta de Carlos Alberto Dias e novamente sonha com a presença do atacante Marcos Gaúcho.

- O Operário jogou com: Rudi, Lisa, Delázari, Ednélson e Anderson; Marcelo, Clóvis, Leomar e Celsinho (Índio); João Paulo (Rafael) e Souza (Pio). Técnico Ricardo Pinto. Celsinho e Clóvis receberam cartões amarelos.

- Galo Maringá: Paulo Sérgio, Sandro, Dezinho (César Gaúcho) e Edson Santos; Petty, Rocha, Claudinho (Mirandinha), Ricardo Alves e Maurício; Marcelo Régis e Ratinho (Marcos Dias). Técnico: Ivair Cenci.

- A torcida operariana mais uma vez foi o destaque do jogo. Mais de 8 mil torcedores atenderam o chamamento da diretoria, dos jogadores e da imprensa e lotaram o Germano Kruger, numa festa bonita. Agora, a preparação de muitos torcedores é para a caravana rumo a Maringá, no domingo.

- A arbitragem de Evandro Rogério Roman só não foi mais desastrosa porque confirmou o apontamento de um assistente e marcou impedimento no segundo tempo, anulando um gol do Galo Maringá, quando Sandro apareceu livre na frente do goleiro Rudi. No entanto, pecou ao não dar cartões amarelos para jogadores do Galo e também deixou o técnico Ivair Cenci invadir o campo várias vezes para reclamar, sendo expulso somente no final do segundo tempo.

- O Cascavel saiu vencedor da primeira batalha contra o rival Toledo Colônia Work por uma vaga para a Primeira Divisão do Campeonato Paranaense. No estádio Olímpico Regional, em Cascavel, o time local venceu o “Clássico da Soja”, por 2 x 0, pela rodada de ida da semifinal da Série Prata.

- O resultado deu ao vencedor o direito de perder em Toledo, no próximo domingo, por até um gol de saldo. Para reverter a situação, o TCW precisa vencer com três gols de folga (se devolver a diferença de dois gols força uma prorrogação; se esta terminar empatada, pênaltis).

- Este foi o primeiro “Clássico da Soja” que teve um vencedor em 2005. Os dois anteriores, pela primeira fase do torneio, terminaram empatados, ambos por 1 x 1. O time local festejou inicialmente aos 12min. Depois de uma bola cruzada pela esquerda, Dida cabeceou, um adversário a rebateu à meia-altura, mas a bola já havia ultrapassado a risca.

- O segundo gol aconteceu aos 26, quando Vagner despistou dois marcadores e entregou para Daniel, que estava no bico da área pelo lado esquerdo e chutou cruzado, acertando o canto direito do goleiro Colombo. Na segunda etapa, o Cascavel praticamente administrou o resultado e o TCW não soube ultrapassar a marcação do dono da casa.

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Dias é o trunfo do Operário para a partida em Maringá

Meia deve voltar ao time para a segunda partida da semifinal da Série Prata; empate leva Operário à Série Ouro

- Neomil Macedo – Diário dos Campos

PONTA GROSSA – Noventa minutos e um ponto apenas separam o Operário Ferroviário da Série Ouro 2006, a primeira divisão do Campeonato Paranaense. O primeiro passo rumo à volta do alvinegro ponta-grossense foi dado no último domingo, no Estádio Germano Kruger, com a vitória por 2 a 1 sobre o Galo Maringá, que veio a Ponta Grossa na condição de favorito, pela estrutura financeira que dá suporte à equipe e ainda pela campanha invicta, com 88,8% de aproveitamento na segunda fase da Série Prata. Ao final dos primeiros 90 minutos da semifinal, prevaleceu o time que tem melhor aproveitamento em seus domínios em toda a competição (87,8%), empurrado pela maior e mais fanática torcida do interior do Estado.
Como trunfo para a segunda partida, no próximo domingo, em Maringá, o Operário terá a volta do meia Carlos Alberto Dias, que na partida do último domingo cumpriu suspensão automática, pelo terceiro cartão amarelo recebido contra o Prudentópolis. Aproveitando a “folga” forçada, na semana passada, Dias tratou a contusão no ombro que o incomodava há duas semanas e está totalmente recuperado para o jogo no Willie Davids. Com isso, Celsinho volta para o banco. A reapresentação de todo o plantel alvinegro está marcada para hoje, às 15 horas, quando os jogadores que atuaram no domingo passarão por uma avaliação física.
Ao mesmo tempo em que conta com o retorno de Dias, o técnico Ricardo Pinto lamenta a perda do ala-esquerdo Anderson, que levou cartão amarelo na terceira partida consecutiva. Durante a semana, ele deverá definir o substituto do lateral titular da camisa 6 alvinegra. Mandagua aparece como a primeira opção do treinador, que não é adepto das improvisações. No ataque, permanece a dúvida sobre o aproveitamento do artilheiro Marcos Gaúcho, que, no último domingo, mais uma vez estava escalado pelo treinador e foi vetado pelo departamento médico momentos antes da partida. Com mais uma semana de tratamento, talvez no próximo domingo, finalmente ele esteja no comando de ataque do Fantasma.
Dinheiro no bolso – O presidente Silvio Cosmoski teve duas realizações pessoais no último domingo. Primeiro pela vitória alvinegra e segundo por ter feito, pela primeira vez este ano, o pagamento antecipado dos salários dos jogadores, comissão técnica e funcionários do clube. “Isso só foi possível graças à nossa torcida que atendeu ao nosso chamado, empurrando o time para a vitória e ainda deixando sua colaboração nas bilheterias”, diz o presidente. Fechado o borderô e deduzidas despesas com arbitragem e recolhimento do FGTS e INSS o clube ficou com R$ 50 mil. “Além de pagar fornecedores ainda conseguimos destinar R$ 8 mil de “bicho” para os jogadores”, revela o dirigente.

Fantasma assustou o Galo

O Operário começou melhor na partida, sufocando o Galo, que esperava o alvinegro de Vila Oficinas no seu campo, para tentar sair no contra-ataque. Souza, Marcelo Foto, Clóvis, João Paulo e Leomar perderam chances de abrir o marcador. Quando o Galo já equilibrava as ações, aos 26 minutos, Clóvis marcou de cabeça, para delírio das cerca de oito mil pessoas que lotaram o Germano Kruger. Dai para frente, o jogo foi marcado pelo equilíbrio, com o time maringaense congestionando o meio-campo, para dificultar as ações de Celsinho e Leomar.
No segundo tempo, com gás renovado, novamente o Operário foi para cima do Galo. Logo aos 7 minutos, João Paulo foi à linha de fundo e cruzou. Leomar apanhou o rebote da defensiva, matou no peito e antes que a bola caísse finalizou no canto direito do goleiro Paulo Sérgio. Cinco minutos depois, o árbitro marcaria a penalidade que daria novo ânimo aos maringaenses. Marcelo Regis cobrou e fez 2 a 1. Ricardo Pinto mudou o time com Rafael Santiago, no lugar de João Paulo; Pio, na vaga de Souza; e Índio, na posição de Celsinho.

árbitro influencia resultado

Não fosse o árbitro Evandro Rogério Roman, e o Operário Ferroviário teria conseguido uma vantagem ainda maior para a segunda partida da semifinal da Série Prata, no próximo domingo, em Maringá. O apitador, candidato à Fifa, teve influência direta no resultado da partida, ao assinalar, aos 12 minutos, um pênalti inexistente do zagueiro Delazzari, do Operário, sobre o atacante Ratinho, do Galo Maringá, quando Fantasma vencia a partida por 2 a 0 e tinha possibilidade de ampliar o marcador. Marcelo Régis cobrou e inflamou o time do Norte que foi para cima do Operário em busca do empate.
Além da marcação equivocada da penalidade contra o Operário, Roman permitiu que o técnico Ivair Cenci, do Galo Maringá, praticamente “apitasse” o jogo da linha de fundo, entrando em campo em vários momentos, para reclamar acintosamente de qualquer marcação do trio de arbitragem. No final, ao reclamar da anulação correta do gol que daria o empate ao Galo, Cenci tanto fez que recebeu o cartão vermelho. Além dele, também foi expulso o atacante Marcos Dias, que entrou no lugar de Marcelo Regis.