Está faltando organização e experiência

Paulo Sérgio Rodrigues - Plantão da Cidade

Estava acompanhando todo o processo de lançamento do Projeto “Rumo à Série Ouro”, que aconteceu na última segunda-feira, na sede do Operário Ferroviário. De tudo aquilo que foi dito pela diretoria do alvi-negro, ficamos pensando como anda realmente a situação do clube.

O presidente Sílvio Cosmoski Júnior, a quem temos que elogiar pela luta e disposição de fazer futebol profissional, deve estar muito mal assessorado mesmo e muito mal informado também.

Ele reclamou da ausência de autoridades locais no evento. Pra começar, quase ninguém ficou sabendo do respectivo evento. Ninguém, que me referido, são aquelas pessoas e entidades que o clube precisava que lá estivessem, ou seja, autoridades e empresários.

No entanto, este reclame deveria ser medido antes, uma vez que no mesmo dia, o Prefeito Pedro Wosgrau Filho estava rumando para Brasília, onde teve audiência com o ministro Paulo Bernardo. Assim, houve erro de estratégia por parte da diretoria do Operário, que marcou o evento em dia que o Prefeito não podia comparecer.

E obviamente que o Operário é que deveria ver uma data que o prefeito pudesse comparecer, e não marcar um dia e simplesmente ficar esperando a presença do chefe do executivo municipal.

Evidentemente que isto se aplica a outras autoridades que a diretoria pretendia contar com a presença, como: vereadores, deputados e até possíveis candidatos, porque não, uma vez que estes sempre utilizam o Operário como trampolim eleitoral. Isto se aplica também aos empresários, pois estes também têm seus compromissos.

Erro de estratégia e falta de experiência. Estes foram, sem dúvida, os motivos do insucesso operariano nesta iniciativa de contar com a presença daqueles que poderiam sim dar maior força ao projeto do clube.

Some-se a isto ao fato de que empresários não investem mais nos clubes de futebol simplesmente por investir, sem objetivar retorno financeiro.

Cito aqui o exemplo da Münchenfest, onde os maiores patrocinadores também eram administradores do evento. Mercadomóveis e Supermercados Tozetto investiram alto na festa, mas seus diretores estavam coordenando a festa no dia-a-dia, até pra sentir o retorno ao investimento.

Acabou o tempo do patrocínio a fundo perdido. E é bom que a diretoria operariana acorde para esta nova realidade do futebol profissional, visto que neste ramo sobrevivem os que têm experiência e jeito pra coisa.

Assim como eu, que sonhava em ser jogador de futebol e vestir a camisa do meu time de coração. Mas, infelizmente não levo jeito pra coisa. Querer é uma coisa. Poder é outra.

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