Paraná Clube relembra caso bruxo

Paraná protesta contra arbitragens e relembra “caso Bruxo”

Tricolores sentem-se prejudicados por árbitros e fazem alusão ao episódio de manipulação de resultados

Da Agência Placar

CURITIBA - Polêmica à vista. Sentindo-se prejudicados após a derrota do último domingo (2 x 1 para o Roma), os diretores do Paraná Clube atacaram a arbitragem do Campeonato Paranaense, relembrando o “caso Bruxo”, que manipulava resultados na Série Prata (a segunda divisão estadual) de 2005.

O segundo gol do Roma originou-se de um pênalti muito contestado pela direção Tricolor. O superintendente de futebol, Ricardo Machado Lima, protestou muito, e não deixou barato. “Vou ter que avisar o Afonso (Vítor de Oliveira, diretor de arbitragem da FPF) para ele abrir o olho. Os bruxos estão todos aí, soltos!”, disse Machado Lima.

Para ele, o Paraná vem sendo prejudicado a alguns jogos. A tese é que, ao deixar o Pinheirão, com a reforma da Vila Capanema, haveria uma retaliação por parte da FPF, que estaria sendo feita nas arbitragens. “Não quero ajuda, mas não precisa ajudar os times do interior. Tem que apitar o que acontece”, esbravejou Machado Lima. O Paraná fará uma reclamação oficial nesta segunda-feira.

O “caso Bruxo”

Na reta final da Série Prata, o canal de TV a Cabo ESPN Brasil exibiu uma reportagem especial sobre a competição. Nesta, o vice-presidente de futebol do Operário Ferroviário (time que disputaria as semifinais com o Galo Maringá), Silvio Gubert, revelou um esquema no qual pessoas ligadas à FPF exigiam dinheiro para que alguns clubes tivessem facilidades nos jogos.

O nome do principal suspeito não foi revelado na reportagem, mas ganhou uma alcunha: Bruxo. A competição quase foi paralisada, e o árbitro Evandro Rogério Romann veio a público para apresentar mais denúncias e defender a classe, indicando nomes.

O Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) realizou um julgamento, mas que praticamente não puniu nenhum dos acusados. Johelson Pissaia, diretor da FPF, acabou temporariamente afastado, bem como Gubert. O Operário acabou eliminado da competição, vencida pelo Galo. O caso explodiu na mesma época do “caso Edílson”, em pleno Brasileirão, o que ajudou a abafar um pouco os fatos locais.

Uma Cornetagem para “Paraná Clube relembra caso bruxo”

  1. É bom que os times da Capital tomem bem no meio.
    E adorei ver o Galo perder pro Atlético Mathaus.

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