Operário participa de arbitral

Paulo Sérgio Rodrigues - Plantão da Cidade

Os 14 clubes que deverão participar da Série Prata 2006, estarão reunidos na sede da Federação Paranaense de Futebol, nesta terça-feira, a partir das 16 horas. Desta reunião deve sair a fórmula de disputa da competição, bem como outros aspectos devem ser definidos, como por exemplo, o valor dos ingressos, taxas e emolumentos a serem cobrados pela entidade organizadora.

Os dirigentes do Operário Ferroviário estarão participando deste arbitral, levando algumas idéias e propostas no sentido de “puxar a sardinha” para a brasa operariana, até porque, com a fórmula do ano passado, o time teve a melhor campanha na primeira fase, mas se desgastou e acabou morrendo na praia.

Sem ainda ter definido um esquema financeiro para manter a o time a partir de março vindouro, os dirigentes do futebol profissional do Operário levarão para a FPF reivindicações que acham pertinentes para favorecer os clubes, sendo a principal delas a disputa por pontos corridos, em turno e returno.

Embora a idéia dos operarianos seja boa, até porque vários campeonatos já são disputados desta maneira, acho pouco provável que as demais equipes, e a própria FPF concordar em tal situação, até pelo costume já demarcado entre os clubes. No entanto, se conseguir apoio de outros clubes, pode até ser que a idéia vingue. Resta apenas avaliar bem os custos, não só financeiros, mas também do ponto de vista técnico, se vale a pena ou não os pontos corridos.

A visita do CT do RS Futebol Clube – o qual este colunista identificou com clareza na semana passada – ainda não rendeu os frutos desejados pelos dirigentes, embora o clube-empresa tenha colocado à disposição nomes de jogadores que podem disputar a Série Prata.

Quanto ao comando técnico, só falta mesmo o presidente anunciar oficialmente Ananias como treinador do alvi-negro, pois do jeito que as coisas andam, não ter porque ele não assumir esta função. Ananias tem sido suporte fundamental para os dirigentes do Fantasma nos últimos dias.

Já a contratação de João Carlos Stricker para a função de preparador físico tem dois pontos: primeiro a experiência do profissional, que já trabalhou várias vezes no futebol profissional; segundo, pelo aspecto de que ele pode facilitar sobremaneira uma parceria com a Universidade Estadual de Ponta Grossa, onde é professor e tem acesso a vários projetos que podem beneficiar o clube, e a própria instituição de ensino.

Aliás, este é um outro aspecto que devo salientar, pois sempre defendi a participação mais influente da UEPG nos projetos esportivos de Ponta Grossa, sejam eles no âmbito amador, como no profissional. Não me canso de exemplificar a maior potência esportiva do Mundo, os Estados Unidos, onde a massificação da prática esportiva passa, necessariamente, pelas Universidades.

Esta ausência das Universidades brasileiras no desporto de rendimento, por falta de um projeto político dos governantes, que não dão suporte financeiro para estas instituições, faz com que nosso esporte seja pobre também sob o aspecto institucional.

Então, mas que necessária e providencial este envolvimento da UEPG dentro do Operário Ferroviário, que só terá a ganhar pelo envolvimento dos profissionais capacitados lá existentes.

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