Operário faz hoje primeiro amistoso
Danilo Kravchychyn - Diario da Manhã
Semana será decisiva para a permanência do treinador em Vila Oficinas
Com a estréia no Campeonato Paranaense da Divisão de Acesso confirmada para o dia 7 de maio, no Estádio Germano Kruger, diante do Paraná Clube “B”, o Operário Ferroviário tem o seu primeiro teste para a competição nesta tarde, às 16 horas, na programação do 134º aniversário de Tibagi, diante da equipe amadora do UAT.
O amistoso servirá para que o técnico Ricardo Pinto observe os jogadores que já vinham treinando em Vila Oficinas e que podem ser mantidos no elenco para a disputa da Segundona. Um grupo formado na sua maioria por garotos das categorias de base do próprio Operário. Além disto, o treinador quer colocar em prática o esquema tático 3-5-2, que ele considera mais apropriado para a temporada que vem por aí.
No gol, Osmar ainda não reaparece com a camisa 1, ele que chegou a Ponta Grossa acima do peso ideal e antes de iniciar o trabalho com bola pretende melhorar o condicionamento físico. Com isto, o “gigante” Marcos, de mais de 1 metro e 90 centímetros, que vem das categorias de base do Paraná Clube, ganha uma chance.
O trio de zagueiros tem a experiência de Amarildo, que, mesmo parado há dois anos, tem mostrado qualidade nos treinos, Juarez e Vitor Silva. Na ala-direita, Gustavo, que foi atleta de Ricardo Pinto no Marcílio Dias de Santa Catarina, é nome certo para a temporada, assim como Mandágua, reserva de Anderson no ano passado, espera lutar pela condição de titular.
Elisson, James e Valtencir formam o meio-campo, com Heber e Wilton no ataque. À exceção de Valtencir, que já acertou as bases contratuais, os demais ainda buscam seus lugares no grupo que vai disputar a Segundona.
Para a Divisão de Acesso, entretanto, poucos destes nomes estarão na relação dos titulares. A tendência é que a partir de amanhã comecem a chegar mais jogadores indicados pelo treinador, como o zagueiro Samuca e os atacantes Didi e Tóti, que verbalmente já estão acertados; os meias Marcelo Foto e João Paulo, além do ala-esquerdo Anderson, todos remanescentes da equipe do ano passado; e Edson Rosa, que vem do Marcílio Dias.
Finanças
Com os “pés-no-chão”, Ricardo Pinto relacionou jogadores que são da sua confiança, ou pelo menos que mostraram qualidades, tanto na Segundona do ano passado como no Catarinense deste ano, para que venham a formar um grupo forte em Vila Oficinas. “Pelos contatos realizados até aqui, a tendência é de montar um time ainda melhor e mais equilibrado, em relação ao de 2005″, atesta o comandante alvi-negro.
A maior preocupação do técnico não é a formação do elenco. O problema está na falta de uma estrutura financeira. E esta apreensão tem sido levada ao presidente Sílvio Cosmoski Júnior, o “Alemão”, que não esconde os problemas, mas acredita que, mais uma vez, a torcida será a grande parceira do “Fantasma”, assegurando grandes arrecadações nos jogos em Vila Oficinas.
Sem conseguir fechar contratos de patrocínios, a diretoria trata de convocar os empresários, para que contribuam com pelo menos R$ 30,00, através de boleto bancário. E já está sendo colocada na rua a campanha do 1 real, com cada torcedor operariano doando pelo menos esta quantia para ajudar o clube enquanto a Divisão de Acesso não começa.
O esforço é elogiável. Mas não surtiu efeito até aqui. O caixa continua baixo e são pequenas as perspectivas de uma “virada” num curto prazo. O próprio Ricardo Pinto garantiu que não vai passar pelo mesmo sufoco do ano passado, dando um prazo para que as coisas se modifiquem no clube. “Eu estou aqui porque acredito na possibilidade de conquistar o título que ficou tão perto no ano passado. Mas é preciso que haja uma mobilização no sentido de assegurar o pagamento de salários e um mínimo de estrutura profissional. Não podemos viver na dependência das arrecadações dos jogos”, desabafa o técnico.
Seja um corneteiro