Jogadores ameaçam abandonar o clube de Oficinas
Paulo Sérgio Rodrigues - Plantão da Cidade
Menos de 24 horas depois de uma vitória sobre o Paraná Clube, na noite de quarta-feira, por 3×2, no amistoso realizado no Estádio Germano Kruger, o dia de ontem, foi de muito nervosismo em Vila Oficinas.
Os jogadores alvinegros chegaram à sede do clube, na parte da manhã e foram avisar ao técnico Ricardo Pinto que dariam um prazo até o próximo sábado, dia 22, para que o clube venha a quitar os salários dos atletas referente ao mês de março, uma parte prometida pela diretoria operariana.
O treinador Ricardo Pinto levou a situação à diretoria, dizendo que nada mais poderia fazer para segurar os jogadores. Os dirigentes pretendiam até convocar a imprensa na parte da tarde para expor a situação e colocar que, se os empresários da cidade não apresentassem uma contribuição financeira, seja por patrocínio ou alguma coisa deste gênero, dificilmente o clube teria condições de continuar com a equipe e inclusive ameaçou “abandonar” as disputas da Divisão de Acesso.
Lamentamos profundamente dizer isto, mas temíamos realmente ter razão daquilo que dissemos há algum tempo neste mesmo espaço: ou a diretoria estaria realmente com uma situação financeira muito boa, com algum parceiro já acertado, sem ter divulgado tal situação. Ou, aquela situação que mais acreditávamos mesmo: os dirigentes esperam que o torcedor seja o patrocinador do time, contando com o dinheiro das rendas para pagar salários dos jogadores e comissão técnica.
Ledo engano. Não que a torcida não tenha feito sua parte. Muito pelo contrário. O torcedor operariano é sensacional e tem feito muito bem sua parte. O que a diretoria pretendia era que as rendas fossem o suporte financeiro. No entanto, no amistoso de quarta-feira, a situação ficou bem clara, uma vez que o torcedor não lota estádio em jogo amistosos, principalmente como o realizado com o Paraná – mesmo sendo campeão estadual – ou com outra qualquer equipe que não fosse Corinthians e Flamengo, por exemplo.
O futebol profissional, hoje em dia, é feito de organização e projetos, onde a participação de empresários é fundamental. A renda dos jogos deve ser unicamente como apoio financeiro para despesas extras que o clube possa ter. Os salários e despesas fixas devem estar previamente cobertas com arrecadação com parceiros para que se evite este tipo de situação.
Assim, se a diretoria do Operário esperava 7 mil torcedores no amistoso de quarta-feira, sinceramente estaria “viajando na maionese”, pois todos sabíamos que isto não aconteceria.
Bem, a situação foi parcialmente contornada na parte da tarde de ontem, quando uma soma de dinheiro foi levantada pelos dirigentes para repassar aos jogadores. No entanto, o técnico Ricardo Pinto disse, extra-oficialmente, que se a situação não fosse resolvida definitivamente, com patrocínios e parcerias, a situação ficaria insustentável nos próximos dias.
O problema, é que o clube precisa de uma solução definitiva e não somente um remédio paliativo que venha a colocar os jogadores numa situação ainda indefinida. Torcemos para que isto efetivamente aconteça.
Porém, queremos lembrar mais uma vez: durante o mês de fevereiro, a diretoria do Operário teve a oportunidade de fechar uma grande parceria com 3 grandes empresários pontagrossenses, que pretendiam investir no futebol profissional do clube, mas os dirigentes não deram bola. Infelizmente, o resultado estamos vendo, na expectativa de que o pior não venha a acontecer, ou seja, o Operário nem venha a estrear na Divisão de Acesso, dia 7 de maio próximo, por falta de elenco de jogadores.
Falta de aviso não foi.
ESTA NOTICIA É TOTALMENTE MENTIROSA
ALENCAR RIOS escreveu em April 22nd, 2006 at 5:36 pm