Debate polêmico deve favorecer o Operário

Paulo Sérgio Rodrigues - Plantão da Cidade 

No início do mês de fevereiro, antes mesmo do Carnaval, o empresário Marcos Zampieri, diretor do Grupo Alerta, foi procurado pelo presidente do Operário Ferroviário Esporte Clube, Sílvio Cosmoski Júnior, para que o referido grupo empresarial viesse a patrocinar novamente a equipe de futebol profissional do clube.

Com um projeto em mãos, o presidente operariano teve sua proposta analisada pela diretoria do Grupo Alerta, que, embora disposta a participar, teve um dissabor ao tomar conhecimento que o Operário tinha acabado de realizar uma tomada de preços para prestação de serviços de segurança em sua sede sem ter convidado o Grupo Alerta para apresentar proposta.

Claro que o Operário não é um órgão público, obrigado a realizar licitação. Como entidade particular, escolhe seus fornecedores da melhor maneira como achar direito. No entanto, no ano passado, o Grupo Alerta foi um dos parceiros mais fortes do Operário, chegando, inclusive, a bancar as despesas de viagem e estadia na última partida do certame, em Maringá, além, é claro, do patrocínio mensal de R$ 3 mil pagos antecipadamente.

Mas, evidentemente, uma situação como esta deixou a diretoria do Grupo Alerta extremamente aborrecida, pois o mínimo que se espera era uma consideração para um parceiro importante no ano passado, mesmo não contratando seus serviços, mas pelo menos, solicitando a apresentação de proposta. Conseguindo situação melhor do que a empresa poderia oferecer, o clube é livre para escolher seus fornecedores, como dissemos.

Mais ou menos na mesma época, o radialista Diomar Guimarães, coordenador de esportes da Rádio CBN, manteve contato com o empresário Marcos Zampieri, para que este pudesse retornar como patrocinador do Operário. Nas conversas mantidas, Zampieri deixou claro para Guimarães que pretendia sim participar de um projeto que viesse a estruturar o clube, mas de forma mais consistente e que teria, inclusive, parceiros para fazer isto, outros empresários interessados.

Zampieri pediu, então, que Diomar Guimarães levasse este posicionamento aos dirigentes operarianos, deixando claro que este grupo de empresários poderia investir, sim, no clube, mas, de uma forma em que o departamento de futebol do Operário fosse terceirizado, ou seja, os investidores teriam total liberdade de atuação dentro do futebol profissional do clube, sem interferência da diretoria do clube, mais ou menos nos mesmos moldes da parceria do Corinthians com a MSI, guardadas as devidas e necessárias proporções.

Muito bem. Diomar Guimarães levou esta situação até a diretoria operariana, que – até onde sabemos – não se interessou tanto assim a ponto de convidar Marcos Zampieri e os demais empresários interessados para uma reunião, uma conversa “tête-à-tête”, ou algo parecido.

Na semana passada, mais precisamente na quinta-feira, dia 20, o radialista Diomar Guimarães voltou à sede do Grupo Alerta, por volta das 11h30min, dizendo que a diretoria do Operário Ferroviário estava “largando os betes” quanto à situação financeira do clube, e que, devido à gravidade da situação, “o clube poderia até não disputar a Divisão de Acesso se a cidade não ajudasse”. Estas foram as palavras ditas pelo amigo Diomar a este colunista na sede do Grupo Alerta, situação que o próprio Diomar revelou no programa esportivo na Rádio CBN, que estava no ar naquele instante.

Entrei em contato imediatamente com Marcos Zampieri, que estava em outro local da cidade, mantendo reunião de negócios, o qual relatou que somente poderia tratar do assunto na parte da tarde, mas que só conversaria se fossem mantidos os primeiros termos, ou seja: iniciar uma conversa para que um grupo de empresários venha a administrar o futebol profissional do clube.

Em matéria publicada na edição de domingo último, dia 23, no jornal Diário dos Campos, o jornalista Neomil Macedo, ao qual tenho profundo respeito e admiração pelo seu trabalho, diz que os empresários ao qual me referi são “fantasmas”. Não é bem assim. Os empresários existem, mesmo!

O presidente do Operário, ao qual tenho o mesmo respeito, pela luta em favor das causas do clube, tem conhecimento de tudo isto, inclusive de nomes. Este colunista não teria publicado informação não condizente com a realidade, em hipótese alguma, pois temos uma credibilidade conquistada e que temos a honra de poder mantê-la.

Também sabe muito bem o presidente operariano, que os empresários que estariam dispostos a investir no futebol profissional, dificilmente deixarão seus afazeres para procurarem o clube. Afinal de contas, o clube é o maior interessado e, este sim, é que deve procurar a(s) empresa(s). Marcar uma reunião com data e horário agendados. Então, se a diretoria do clube tem interesse, ela é que deve procurar os empresários e não vice-versa.

- Os leitores que acompanham esta coluna sabem muito bem de toda a história ocorrida, e que alertamos, inclusive, que, se na seqüência, os empresários desistissem da idéia de formar uma espécie de “grupo gestor” no futebol profissional do clube, por falta de maior interesse da diretoria do Operário, não teria sido por falta de aviso deste colunista, devido é claro, aos compromissos dos empresários, que não podem, evidentemente, ficar sempre à disposição.

- Não tenho procuração para responder por eles, e nem represento tais empresários. A única função desta coluna foi de revelar o que realmente estava acontecendo, sempre na torcida de que alguma situação fosse definida pelo clube, para que o mesmo tivesse a tranqüilidade para disputar a Divisão de Acesso. Se alguma parceria ou acerto vai ou não ser feita, não nos cabe aqui dizer que “sim” e nem que “não”, embora, se a coisa dependesse de nosso voto, o mesmo seria favorável, dependendo dos termos, é claro.

- Outro ponto a ser analisado, é: Se existir, mesmo, uma reunião neste sentido, quais seriam os pontos a serem debatidos? A diretoria do Operário estaria disposta a abrir mão da administração do futebol profissional? O Conselho Deliberativo do clube aprovaria tal situação? É bom lembrar que, se os empresários virem a investir no clube, o farão com o intuito de obter retorno ao investimento. Estaria o Operário disposto a concordar com esta situação?

- Também quero deixar bem claro à diretoria do Operário – antes que qualquer comentário seja feito a este respeito - que não tenho a mínima intenção de voltar a trabalhar com clube de futebol, como aconteceu no passado, pois, as diversas funções profissionais não permitem. Mesmo que o amigo Marcos Zampieri venha a formar um “grupo gestor” no futebol profissional do Operário, o que hoje está muito mais difícil de acontecer, ele sabe muito bem que não estaria este colunista disponível para participar, devido aos compromissos profissionais já assumidos com ele mesmo, entre outros. Isto é impossível.

- E é bom deixar esclarecido, com a devida autorização do amigo Marcos Zampieri, que o patrocínio do Grupo Alerta ao Operário Ferroviário, que em 2005 girou em torno de 20 mil reais, foi fruto de uma conversa deste colunista com Zampieri, que também é operariano ‘roxo’, o qual nos perguntou a opinião, e fomos prontamente favoráveis, como deve ser recordar o presidente Silvio Cosmoski, quando da assinatura do contrato, na sede do Grupo Alerta, no dia 1º de julho de 2005, pois foi este colunista quem preparou toda a cerimônia que envolveu a assinatura do acordo.

- Tanto esta coluna, como o Plantão da Cidade, estão com o espaço aberto para publicação das notícias de interesse dos leitores, em especial, do esporte de Ponta Grossa, com destaque para o nosso querido Operário Ferroviário, sempre com o firme propósito de ajudar aos dirigentes, que, repito, devemos enaltecer pela luta dedicada às causas do clube, entretanto, sem perder a credibilidade e isenção na informação.

- Assim, com apoio do responsável pelo Plantão, Luiz Carlos Castilho, dos amigos leitores, do pessoal da torcida organizada Revolução Operariana, que, através do site www.operario.com, de quem somos parceiros, deixo muito bem claro a posição aqui adotada, com o devido esclarecimento, pois sei que o intuito de todos, jornalistas, torcedores e dirigentes, é ver um Operário forte e consistente. E, que este debate polêmico, no bom sentido, sirva única e exclusivamente para o bem do clube. Assim esperamos!

Uma Cornetagem para “Debate polêmico deve favorecer o Operário”

  1. o operario deveria sim acertar o patrocinio se é para o bem do clube.

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