Operário tem dúvidas para enfrentar Adapar

Serginho não tem condições de jogar 90 minutos; técnico decide escalação nos vestiários

- Neomil Macedo - Diário dos Campos

O Operário Ferroviário que entra em campo, hoje, no Estádio Germano Kruger, às 15h30, contra a Adapar (Amigos do Paraná Clube), de Almirante Tamandaré, poderá ser bem diferente do time que estreou no campeonato contra o Paraná Clube. Pelo menos no meio-campo e no ataque. Isso, no entanto, não significa que a equipe esteja definida pelo técnico Ricardo Pinto, que tem alguns jogadores lesionados, um suspenso e outro recém-chegado. Entre tantas dúvidas, há apenas uma certeza em Vila Oficinas: o time precisa somar os três pontos hoje, se não quiser ter complicada a sua classificação à segunda fase da Divisão de Acesso. Em duas rodadas, o time somou apenas um ponto e ocupa a lanterna do grupo A.
Diante da importância da partida para a afirmação do time, o técnico Ricardo Pinto cobra dos seus comandados, acima de tudo, muita aplicação em campo. Isso, segundo ele, se verifica na simples cobrança de um lateral do time adversário. Isso mesmo, o treinador alvinegro quer que a equipe marque até cobrança de lateral. Tanto que chegou a ir ao desespero nos coletivos de quinta e sexta-feira, quando os titulares deram espaço para os reservas saírem jogando em cobranças de laterais. “Podemos cometer erros novos, mas não insistir na mesma falha”, diz o treinador, em tom de indignação. Para o técnico, em respeito à devoção da torcida, o atleta deve sempre se doar e dar o seu máximo em campo.
Para o jogo de hoje, a principal dúvida de Ricardo Pinto reside no aproveitamento do atacante Serginho, que chegou na sexta-feira e já está com sua documentação legalizada. Como o próprio jogador admitiu que tem gás apenas para 45 minutos, se estabelece um dilema. O técnico escala o atacante já na primeira etapa, para ir para cima do adversário, ou guarda sua melhor arma para o caso de necessidade. Caso opte pela segunda opção, Valtencir deve iniciar a partida ao lado de João Paulo, com Carlos Alberto Dias no meio, na vaga de Edson Rosas, suspenso.
Mas ainda tem mais dúvida, o volante André se ressente de uma forte gripe e Bahia, o seu substituto, sentiu uma lesão durante a semana. Dependendo da avaliação que será feita ainda hoje, qualquer dos dois poderá alinhar com Marcelo Foto. Se os dois forem vetados, há uma série de opções, como James e Elisson, ou até mesmo a improvisação de Anderson na posição, para a entrada de Mandagua na ala. A formação provável é Rudi; Acássio, Juliano e Alex; Gustavo, Marcelo Foto, André (Bahia), Carlos Alberto Dias e Anderson; Valtencir (Serginho) e João Paulo.

Adapar tem ex-alvinegros

O zagueiro Douglas e o lateral-direito Marinho, que vestiram a camisa do Operário em 2005, volta a Vila Oficinas hoje, agora com as cores da Adapar. No entanto, nenhum deles, a princípio, está relacionado no time que inicia a partida de logo mais em Vila Oficinas. Ambos dependem de liberação do departamento médico, a exemplo do volante Heidi.
O goleiro Rodrigão é outro que esteve em Ponta Grossa no ano passado, porém apenas para manter a forma. Já o zagueiro Hernandes, esteve nas pretensões do Operário para este ano. O time seria definido pelo técnico Edson Marcos de Godoi Palomares ontem à tarde. Na quinta-feira a Adapar fez um jogo-treino contra o J.Malucelli. O placar fechou em 2 a 2. A escalação teve Rodrigão; Edson, Júlio César, Hernandes e Luiz; Heidi, Souza, Emerson e Clodoaldo; Fábio e Soares.
A partida será apitada por Edemar Paris, auxiliado por Sérgio Aparecido Aléssio e Ricardo Soares Rocha.

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