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Operário depende de suas forças para conquistar vaga

Mesmo com quatro empates em sete jogos, o Operário
depende apenas de seus resultados para chegar à classificação

- Neomil Macedo – Diário dos Campos

Com 10 pontos na terceira colocação do grupo A da Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense, o Operário Ferroviário depende apenas de suas forças para chegar à segunda fase da competição, mantendo viva a esperança de chegar à divisão de elite do futebol estadual. É com essa perspectiva que trabalham tanto a diretoria como a comissão técnica do alvinegro de Vila Oficinas. Passam para a segunda fase da competição os três primeiros colocados dos grupos A e B e os dois melhores da chave C (Cascavel e Engenheiro Beltrão), já encerrada. O Operário volta a campo na próxima segunda-feira, para enfrentar a equipe dos Adapar, de Almirante Tamandaré. O jogo está marcado para as 15 horas, no Estádio Monte Bérico (Flamenguinho), em Curitiba.
Com Iguaçu, de União da Vitória, e Paraná B, ambos com 12 pontos e vaga praticamente assegurada à segunda fase da competição, hoje, o Operário briga pela terceira vaga do grupo A, com São José, 6 pontos, e Real Brasil, 5 pontos. A Adapar ocupa a lanterna do grupo, 4 pontos. Quatro pontos à frente do quarto colocado e restando três rodadas para o término da fase, o Operário garante vaga antecipadamente se vencer o seus dois próximos compromissos, diante da Adapar e Real Brasil. Aí, receberia o Iguaçu, no Germano Kruger, na última rodada, buscando uma melhor colocação no grupo e no emparceiramento da segunda fase.
A situação do Operário pode melhorar ainda mais se houver um empate entre São José e Real Brasil, que se enfrentam no domingo, às 15h30, em São José dos Pinhais. A igualdade praticamente eliminaria as duas equipes, desde que o alvinegro de Vila Oficinas fizer a sua parte, derrotando a Adapar. No caso de haver um vencedor entre São José e Real, este segue na briga pela vaga, sempre dependendo de tropeços do Fantasma; enquanto o perdedor estará praticamente alijado da disputa.
Além de buscar sua classificação, o Operário joga de olho no que farão os líderes Iguaçu e Paraná B, que fazem um confronto direto no próximo domingo, no Érton Coelho de Queiroz, em Curitiba. O empate é o melhor resultado para a equipe ponta-grossense. No caso, ambos iriam a 13 pontos, podendo ser alcançados pelo Fantasma, que jogará na segunda-feira, sabendo exatamente o que precisa fazer para, não só alcançar os líderes, como principalmente encaminhar sua passagem à fase seguinte.
Todas essas possibilidades estão na cabeça do técnico Ricardo Pinto, que confia na classificação do Operário, dentro do planejamento feito no início da temporada. “Esse é nosso objetivo nessa fase do campeonato”. O treinador lamenta apenas a falta de confiança do plantel, que em praticamente todos o jogos comandou as ações em campo, porém, sem conseguir traduzir esse domínio em gols. Nos três empates que obteve longe de seus domínios, o Operário saiu na frente do placar, mas pecou pela falta de objetividade no ataque ao mesmo tempo em que se mostrou desatento no setor defensivo.
Em casa, o time mostrou a mesma instabilidade, a começar pelo jogo de estréia no campeonato diante do Paraná B, quando o time conheceu sua única derrota até aqui ( 2 a 1). Nas duas vitórias por 1 a 0 que obteve diante da Adapar e do Real Brasil, os gols saíram em jogadas de bola parada, após a equipe perder uma série de oportunidades para marcar. E no empate em 0 a 0 com o São José, nem mesmo a bola parada resolveu a questão.
Diante desses fatos, o treinador admite que o time poderia estar numa situação muito melhor no campeonato. Porém, constata que, diante das dificuldades conhecidas por todos e que, por isso, não precisam ser elencadas, a equipe vem cumprindo um bom papel no campeonato e vai com certeza se classificar. “Na segunda fase as coisas vão se encaminhar”, afirma, confiante, o treinador alvinegro.

Time terá quatro desfalques

Como sempre, a mudança de data de jogos na tabela do campeonato traz inconveniências para a programação da comissão técnica alvinegra, uma vez que tira a equipe da rotina de treinamentos. Ontem, o preparador físico Leandro Gradin comandou apenas um treino regenerativo na reapresentação do grupo em Vila Oficinas. Hoje, a equipe volta à carga normal de trabalho em dois períodos, com treino físico na parte da manhã e atividade com bola à tarde.
Além dos desfalques do lateral-esquerdo Anderson e do volante André, ambos suspensos com o terceiro amarelo, o técnico Ricardo Pinto não poderá contar para a partida contra a Adapar com o zagueiro Acássio, que se recupera de lesão na perna esquerda; o zagueiro Alex que deixou Vila Oficinas para resolver questões particulares e pode não retornar; e o meia-atacante Heber, cujo empresário o colocou em uma equipe de juniores do Interior de São Paulo.
Diante dessas ausências, Ricardo Pinto poderá armar a equipe, mantendo o zagueiro Baiano ao lado de Juliano, além de promover o retorno de Bahia ao lado de Marcelo Foto. Na lateral-esquerda Mandagua substitui Anderson. Nas demais posições, salvo baixas de última hora, o técnico deverá manter os jogadores que atuaram nas duas últimas partidas.

Parceria segue em compasso de espera

No âmbito administrativo não há novidades em Vila Oficinas. O presidente Sílvio Cosmoski diz que o empresário de quem falou na terça-feira, esteve no Estádio Érton Coelho de Queiroz, para assistir ao jogo entre Paraná B e Operário e gostou do que viu, apesar do alvinegro ter cedido o empate, estando com dois jogadores a mais em campo. Segundo o dirigente alvinegro as conversas para o fechamento de uma parceria vêm evoluindo.
“Esses empresários (um deles estaria na Alemanha) não querem ser identificados até que o negócio esteja acertado”, comenta o presidente, revelando que já está agendada uma visita do representante desse grupo a Vila Oficinas. “Eles já conhecem nosso time e agora querem conhecer a estrutura do clube”, completa Cosmoski, que ontem fez questão de negar a ligação do empresário Jesus Vicentini (ex-presidente do Apucarana), com o grupo com o qual vem conversando. “Não tem nada, nunca conversei com essa pessoa sobre isso”, garante o presidente, explicando que a presença de Vicentini, na quarta-feira, no Estádio do Paraná, foi mera coincidência.

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Caio assiste ao jogo do Paraná B e dá os parabéns

Irapitan Costa – Paraná-Online

Nem só de Copa vive o “mundo da bola”. À margem da overdose de jogos pelo Mundial da Alemanha, os clubes seguem sua rotina de treinos, visando a retomada do Brasileirão. O técnico Caio Júnior revela que viu poucas partidas na íntegra, muito mais focado no futuro da equipe que reestréia no Nacional dentro de duas semanas. Nesse processo, aproveitou a tarde de ontem para “dar apoio moral” e observar de perto a equipe B, que disputa a Divisão de Acesso do Paranaense.

Menos de cem pessoas enfrentaram a fria tarde curitibana. Mas, o público diminuto não tirou o ânimo dos jogadores. Paraná e Operário fizeram um jogo movimentado, cheio de variantes e que acabou empatado: 3×3. Com o resultado, o Tricolor assumiu a ponta da tabela, com 12 pontos (ao lado do Iguaçu, de União da Vitória). O representante de Ponta Grossa vem logo atrás, com 10. Três clubes dessa chave – que conta ainda com São José, Real Brasil e Adapar – avançam para a segunda fase do torneio.

“Foi uma partida eletrizante. Os meninos estão de parabéns pela luta, pela superação”, disse Caio Júnior. O treinador fez questão de ir ao vestiário, antes e após o jogo. “A presença do técnico do time principal é importante. É a chance que tenho para observar algum destaques dos juniores”, frisou o treinador. “Com a nossa seqüência de treinos e jogos, sobra pouco tempo para essas análises”, lembrou. “O Marquinhos foi um dos destaques do time. É um atacante de futuro”, disse Caio, que elegeu o experiente Goiano o “nome do jogo”.

Com a braçadeira de capitão e atuando com maior liberdade, Goiano ditou o ritmo do jogo. E não foi fácil para o Paraná B conquistar esse ponto, mesmo tendo ficado em vantagem no placar por duas vezes. Goiano abriu o placar no final do 1.º tempo, mas o “interminável” Carlos Alberto Dias empatou no lance seguinte. Na fase final, Marquinhos fez o segundo do Tricolor, mas Serginho igualou novamente o marcador e João Paulo virou para o Fantasma. Quando Xaves e Da Silva foram expulsos, reduzindo o Paraná a nove jogadores, parecia que o jogo estava decidido. Mas, no final, Léo empatou e de nada adiantou a pressão do Operário: 3×3.

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Sabor de derrota, sem perder!!

Alencar Rios – Comentarista do povo – Rádio CBN Ponta Grossa      

Mais um jogo do campeonato da série de acesso desenvolvido na tarde friorenta desta quarta-feira na capital do estado, e,  por mais estranho que possa parecer, estamos com um gostinho de derrota neste empate pelo placar de 3 x 3  do nosso glorioso fantasma da vila com o nada menos famoso e glorioso Paraná Clube. O resultado seria excepcional  não fosse as circunstancias que envolveram este jogo.

O OFEC começou bem no jogo, envolvendo no início o Paraná Clube com jogadas rápidas pelos flancos. Aos poucos os ânimos foram esfriando e o Operário afunilando demais o jogo pelo meio, forçando o bom jogador Serginho a buscar o jogo  no meio do campo, tornando o jogo monótono e burocrático, com o Paraná Clube aproveitando-se das descidas dos laterais do Operário para lançar bolas no seu costado, sendo que o resultado deste sistema de jogo apareceu aos 43 min do primeiro tempo, quando em uma jogada desta forma a bola chegou na área operariana, formou-se um bate rebate, com a bola sobrando nos pés do experiente jogador Goiano, que não desperdiçou, mandando um petardo abrindo o placar para a equipe Paranista. O Operário não se assustou, e logo após, exatamente um minuto o Operário chegou  ao empate graças ao oportunismo de Carlos Alberto Dias, que escorou de primeira o cruzamento que veio da direita. Terminado o primeiro tempo empatado pelo placar de 1×1, com o Operário tendo a posse de bola em mais de  60%, mas sem muita objetividade.

No início do segundo tempo, um minuto de jogo, uma falha geral da equipe operariana propiciou que o Paraná Clube chegasse ao seu segundo gol, com um passe primoroso do jogador Goiano, Marquinhos penetrou pela meia direita, em linha reta em direção do gol, ficando frente a frente com o goleiro Rudi, desferindo um chute seco a meia altura, sem dar chance de defesa e sendo assim, o Paraná Clube mais uma vez abria vantagem no placar.

Da mesma forma que  o Operário, em uma falha geral de marcação do Paraná Clube, um minuto após a marcação de seu gol, a bola foi esticada para o jogador Serginho do OFEC, que com muita tranqüilidade tocou na saída do goleiro do Paraná empatando mais uma vez o jogo, desta vez em 2×2. Com a saída do jogador André Careca do OFEC, o técnico Ricardo Pinto optou pela entrada do jogador Mandágua, que foi jogar pelo lado esquerdo, sendo Anderson guindado para o meio de campo. O Operário cresceu em campo e, aos 26 min do segundo tempo, em lançamento primoroso de Anderson para o jogador João Paulo, que hoje não reeditou suas melhores apresentações, bateu forte na saída do goleiro, virando o jogo em 3×2 a favor do OFEC.

Com o resultado a seu favor, o Operário tocava bem, valorizava a posse de bola, enervando o adversário, ao ponto do Paraná Clube ter dois jogadores expulsos devido a jogadas mais ríspidas. Devido as facilidades encontradas, o Operário acomodou-se, dormindo em berço esplendido com o castigo vindo aos 36 min, quando em uma cochilada geral da equipe Operariana o jogador Léo do Paraná Clube chegou ao empate em 3×3 em uma jogada completamente morta. Faltavam ainda 9 min para o encerramento da partida, mais um acréscimo de 3 min de tempo complementar, totalizando 12 min, no entanto o Operário não teve competência para ampliar o placar e trazer os 3 pontos tão necessários para os alvinegros. Após muitas cobranças feitas pelos atletas junto a diretoria, já passou da hora a contrapartida por parte dos atletas, está na hora da resposta também ser dada dentro do campo. A equipe está a dever pelo tanto que está a cobrar.

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Operário deixa escapar vitória contra o Paraná

Com dois homens a mais em campo, Operário cede empate em 3 a 3

- Neomil Macedo – Diário dos Campos

Mais uma vez o Operário deixou escapar a vitória por entre os dedos. Com dois jogadores a mais, ontem, no Estádio Erton Coelho de Queiroz, em Curitiba, o Fantasma não teve competência para segurar o placar que lhe era favorável e amargou um empate em 3 a 3 com o Paraná B, em jogo adiado da primeira rodada do returno da primeira fase da Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense. Ao final da partida, o técnico Ricardo Pinto desabafou e reclamou da “falta de personalidade” do elenco alvinegro, que não teve capacidade, competência e tranqüilidade para finalizar a gol. “O problema não é levar gol, mas não ter a frieza para marcar”.
Com o empate, o Operário colocou por terra o plano de abrir seis pontos do time do São José, de São José dos Pinhais, e caminhar tranqüilo para a classificação à segunda fase da Divisão de Acesso, nas três últimas rodadas da primeira fase. No próximo domingo, o Fantasma enfrenta a Adapar, em Almirante Tamandaré; depois, vai a Curitiba, para o confronto com o Real Brasil; e fecha sua participação na fase, em casa, diante do Iguaçu. O alvinegro segue na terceira posição com 10 pontos; atrás do Iguaçu e Paraná B, com 12 pontos. O São José é o quarto colocado, com 6; seguido do Real Brasil, 5; e Adapar, 4.
A exemplo do que ocorrera no último domingo, contra ao São José (0 a 0), em Vila Oficinas, no jogo de ontem, o Operário sentiu a falta de um homem de área, para dar o toque final em direção ao gol. A dupla de ataque alvinegra, formada por Serginho e João Paulo, tem velocidade e movimentação, porém atua longe do gol, saindo constantemente da área para buscar a tabela com os meias e os laterais.
O problema já foi detectado pela diretoria alvinegra que se movimenta para trazer um atacante que jogue entre os zagueiros, mas acaba esbarrando sempre no aspecto financeiro. O “grandalhão” Toti ainda se recupera da cirurgia que fez no joelho e está nos planos do clube, somente, para a segunda fase do campeonato. Porém, com a classificação se complicando a cada rodada, Toti, que foi contratado para ser a referência do time na área e a grande esperança de gols da diretoria e, principalmente, da torcida, pode não ter a oportunidade de vestir a camisa alvinegra no campeonato.
Somado a todas as dificuldades do cotidiano de Vila Oficinas, que geram intranqüilidade no elenco, rodada a rodada, o técnico Ricardo Pinto se vê às voltas com problemas de contusão e suspensões. Tanto que, nas sete partidas que fez no campeonato até agora, o Operário teve sete formações diferentes. Ontem, o time não teve o zagueiro Acássio, que deverá ficar afastado por um mês por conta de uma contusão na perna.
Para o próximo jogo, diante da Adapar, em Almirante Tamandaré, o time não terá o volante André e o lateral Anderson, ambos com três amarelos. André, por sinal, já esteve fora do time por conta de um princípio de pneumonia e depois devido à expulsão no jogo contra o Real Brasil (a primeira de sua carreira)

Treinador aponta instabilidade do time

“Toda hora temos que estar motivando o grupo”, diz o técnico Ricardo Pinto, referindo-se ao estresse causado pelos atrasos nos salários em Vila Oficinas e as promessas de que mais para frente as coisas podem melhorar. Porém, os dias vão passando e, na verdade, a situação só piora. Quando o jogo com o Paraná foi transferido do dia 18 para ontem, por exemplo, o Operário teve um período de 15 dias para se ajustar e se preparar para o jogo contra o São José, no último domingo. Porém, o tempo foi perdido, com “dispensa” do elenco, que ameaçava uma debandada do clube, caso os salários de abril e maio não fossem pagos.
A situação foi contornada, temporariamente, com um empréstimo que saldou os salários de abril e a expectativa de um público numeroso no jogo do último domingo, o que possibilitaria o pagamento também da folha salarial de maio. Como os planos da diretoria alvinegra naufragaram, na segunda-feira houve nova “rebelião” em Vila Oficinas, com os jogadores se recusando a fazer o trabalho de relaxamento muscular, então agendado para a piscina do Colégio Santana. Situação novamente ‘driblada’, o time voltou a treinar na terça-feira, para o jogo de ontem.
Para o técnico Ricardo Pinto, além da quebra do ritmo de trabalho, que é evidente, essas situações acabam gerando uma instabilidade no plantel, o que se reflete dentro de campo. A falta de personalidade do time já havia sido detectada pelo treinador alvinegro na fase preparação para o campeonato. Na época, em várias oportunidades, Ricardo Pinto afirmava categoricamente que o elenco desse ano era superior ao time que no ano passado chegou à semifinais da Série Prata. Porém, também declarava que, apesar de esforçado e aplicado, o time não demonstrava confiança para se impor em campo, o que deveria acontecer no decorrer do campeonato.

Fantasma manda, mas não marca

Paraná B e Operário fizeram um jogo aberto e muito movimentado no Estádio Érton Coelho de Queiroz. A duas equipes se revezaram no ataque e no placar. O Paraná B, cuja base é formada por juniores, entrou em campo reforçado com cinco jogadores do elenco profissional e teve na assistência, além do técnico Ary Marques, o treinador Caio Júnior, do elenco principal, que disputa a Série A do Brasileirão.
A primeira jogada de ataque ocorreu logo aos 2 minutos, quando Marquinhos cabeceou sozinho e obrigou o goleiro Rudi a fazer a primeira defesa da partida. Logo em seguida, o Operário levaria perigo ao gol de Gabriel, em chute de esquerda de Serginho. Na continuidade, o Operário tomou conta das ações da partida, congestionando o meio-de-campo, sem explorar as laterais. Num campo em condições tão ruins como o de Vila Oficinas, faltava ao alvinegro apenas acertar o passe que colocaria seus avantes na cara do gol.
Além de não conseguir converter as oportunidades criadas, o Operário deixava espaços na sua defesa, principalmente no costado do lateral Anderson, pela esquerda. Aos 17 minutos, Edson Rosa levou cartão amarelo e logo depois, sentido uma indisposição que já o incomodava antes da partida, pede para sair. Mandagua entra na lateral-esquerda, deslocando Anderson para a meia. Xaves e Peter, do Paraná, também receberam amarelo.
Aos 43 minutos, o Paraná abriu a contagem. A bola ficou ‘pipocando’ na área alvinegra e Goiano mandou para as redes de Rudi. No minuto seguinte, o Operário deu a saída de campo e Gustavo levantou para Dias que tocou para o gol, empatando o jogo.

Alvinegro não consegue tirar proveito de expulsões

O segundo tempo, no Boqueirão, começou tão eletrizante como o término da primeira etapa. Em dois minutos, a partida continuava empatada porém, em 2 a 2. Logo a um minuto, Marquinhos se aproveitou de falha da defensiva alvinegra, pela esquerda, e bateu alto na saída de Rudi. Novamente, o Operário deu a saída de bola e Marcelo Foto lançou Serginho na cara do goleiro Gabriel. Ele teve apenas o trabalho de deslocar o goleiro.
O que se viu depois foi o revezamento das duas equipes na jogadas de ataque, nas falha defensivas e nos cartões. Mandagua e Anderson ganharam o amarelo. Xaves, do Paraná, recebeu o cartão vermelho. Com um homem a mais em campo, o Operário mandava no jogo. Valtencir entrou no lugar de Carlos Alberto Dias, esgotado fisicamente. Aos 26 minutos, Mandagua fez ótima jogada pela esquerda e lançou João Paulo que, na saída de Gabriel, colocou o alvinegro na frente. No lance seguinte, quase o Operário amplia.
Depois, Marcelo Foto também recebeu o seu cartão amarelo. Da Silva, fez falta em Anderson e levou o vermelho direto. Com dois jogadores a mais, o Operário tinha tudo para marcar mais gols e ficar em excelente situação na classificação. Porém, como nada parece dar certo para o Operário, aos 36 minutos, Leo, que entrara no lugar do inoperante Jeferson, acabou empatando a partida, para desespero do elenco alvinegro, que depois, mesmo em vantagem numérica, não teve capacidade para buscar a vitória.

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Operário joga em Curitiba contra o Paraná-B

Paulo Sérgio Rodrigues – Plantão da Cidade 

Mantendo a escala que estava na tabela da Divisão de Acesso, a Federação Paranaense de Futebol confirmou para esta quarta-feira, dia 28, às 15 horas, o jogo entre Paraná-B x Operário Ferroviário, partida que foi adiada da primeira rodada do segundo turno.

No domingo, a diretoria do Operário chegou a divulgar que o jogo havia sido remanejado para o Estádio Germano Kruger, em comum acordo com o Paraná Clube e a FPF. No entanto, a inversão do mando de campo atinge diretamente o interesse das demais equipes do Grupo A, o que não é permitido pelo regulamento do campeonato.

Assim, a delegação Alvi-negra parte para a Capital do Estado na manhã desta quarta-feira, com a esperança de conquistar um bom resultado. O técnico Ricardo Pinto espera poder contar com todos os titulares, uma vez que o zagueiro e capitão Acácio saiu contundido na partida de domingo, contra o São José.

Se Acácio não puder jogar, Alex – que sai do meio-campo para o retorno de Marcelo Foto – deverá voltar para a zaga. Caso contrário, fica como opção no banco de reservas. O restante do time deverá ser o mesmo.

Assim, ficamos na torcida que o time possa superar todas as dificuldades, fora e dentro de campo, conseguindo um bom resultado, que em primeira instância, pode até ser um empate. Uma vitória então, seria bom demais.

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Possível parceiro assiste ao jogo contra Paraná B

Diretoria abre mais uma frente de negociação na tentativa de salvar a campanha alvinegra na Divisão de Acesso

- Neomil Macedo – Diário dos Campos
Um possível investidor assiste a Paraná B e Operário Ferroviário, hoje, às 15 horas, no Estádio Érton Coelho de Queiroz, em partida adiada da primeira rodada do returno da Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense. O empresário foi contactado ontem pela diretoria alvinegra em almoço (no horário em que jogavam Brasil e Gana, pelas oitavas-de-final da Copa da Alemanha), na chácara do presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Rolim de Moura, às margens da represa do rio Passaúna, em Curitiba.
“A conversa foi muito boa e as perspectivas do fechamento de uma parceria para sanar os nossos problemas financeiros são reais”, revela o presidente alvinegro, que saboreou a picanha servida por Onaireves Moura, ao lado do supervisor Wilson Janiacki e do ex-presidente da Liga de Futebol de Ponta Grossa, Aloísio Ferreira, que assumiu o comando da FPF, no período em que o presidente da entidade esteve detido na prisão provisória do Ahú, devido a problemas com a Receita Federal. Libertado por força de um habeas-corpus, hoje Moura tenta provar sua inocência.
Segundo o Wilson Janiacki, são dois os empresários interessados em investir no Operário. “Um deles está na Alemanha, acompanhando os jogos da seleção brasileira”, comenta. O outro, com com quem a diretoria alvinegra almoçou, quer assistir ao jogo de hoje contra o Paraná B, para depois dar um parecer sobre o possível fechamento de uma parceria. “É normal, primeiro a pessoa ver o peixe que está comprando”, diz o supervisor do time de Vila Oficinas, que, a exemplo do presidente Sílvio Cosmoski, voltou de Curitiba com um semblante totalmente diferente das carrancas mostradas na véspera, quando a dupla ainda amargava os prejuízos do jogo contra o São José, no Germano Kruger, no último domingo.
Para o presidente do Operário, o importante nesse momento é encontrar uma solução emergencial que permita ao clube se classificar para a segunda fase da Divisão de Acesso, para daí lutar pelo tão sonhado retorno à primeira divisão. “Expusemos toda essa situação a esse empresário, com um relatório de nossas receitas e despesas e, principalmente, o potencial do clube ”, diz o presidente. “Falamos inclusive que, para a segunda fase teremos que contratar pelo menos três reforços, entre esses um atacante”, completa o dirigente, que ontem repassou as “boas novas” ao grupo operariano, naquela tradicional “roda” no centro do campo. “Sempre agimos com transparência, passando o grupo tudo o que acontece no clube”, afirma Cosmoski.

Clube repassa R$ 6 mil ao elenco

A crise continua, mas ameaça de greve em Vila Oficinas, na segunda-feira, foi contida pela diretoria alvinegra que repassou aos jogadores o que restou da arrecadação da partida contra o São José, no último domingo. Da renda bruta de 15.755, sobrou para o clube R$ 12.417. Desse valor foram subtraídos pouco mais de R$ 2 mil, para completar o pagamento dos fuscas sorteados no intervalo da partida. Com outros R$ 4 mil foram saldadas despesas mais urgentes e que poderiam comprometer ainda a já deficitária situação estrutural do clube. Para a partilha entre os jogadores, sobraram R$ 6 mil. Coube a cada um, cerca de R$ 200.
Contornada essa situação, o time foi a campo ontem para o primeiro e único coletivo visando o jogo com o Paraná B, fundamental para dar certa tranqüilidade ao time na classificação do grupo A da Divisão de Acesso. A princípio, a equipe deverá ter duas mudanças, em relação ao time que iniciou o jogo com o São José. Na zaga, Acássio, que deixou o campo contundido, cede lugar para Baiano. No meio campo, Marcelo Foto volta de suspensão e joga ao lado de André. O zagueiro Alex, que vinha atuando improvisado como volante, volta para o banco. A equipe deve ir a campo com Rudi; Gustavo, Baiano, Juliano e Anderson; Marcelo Foto, André, Edson Rosa, Carlos Alberto Dias; Serginho e João Paulo.
Na terceira colocação do grupo A (três equipes passam para a segunda fase), o Operário só depende de suas forças para conquistar a classificação. Se vencer hoje, o Fantasma chega aos 12 pontos, mesma pontuação do líder Iguaçu, e passa à frente do próprio Paraná, que tem 11 pontos. Além disso, abre seis pontos do São José, hoje o seu adversário na briga pela vaga, e do Real Brasil, que tem 5 pontos. A Adapar, de Almirante Tamandaré, próximo adversário do Operário, ocupa a lanterna, com 4 pontos.

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O vírus da Copa

Por Danilo Kossoski -  originalmente  escrito no Blog  Universo e Afins

O Estádio Germano Krüger não estava lotado. Na verdade, a presença dos torcedores era bem menor que a esperada. Os jornais diziam que a expectativa era de que 8 mil pessoas comparecessem ao jogo entre o Operário e o visitante São José. Mas parece que o São José teve uma crise de identidade, ou de santidade, pois resolveu fazer o trabalho de outro santo: trouxe chuva.
Começou com garoa fina, depois o vento ficou mais forte e, finalmente, a temperatura caiu. Quem não estava com dor de garganta ou com um princípio de gripe preferiu ficar enrolado nos cobertores no sofá da sala, comendo pipoca quentinha e esperando o horário em que começaria mais um jogo da Copa do Mundo (Portugal X Holanda), confortavelmente transmitido pela TV.
No intervalo do jogo do Operário haveria o sorteio de camisetas, rádios, uma bicicleta e dois fuscas (!). Mas esse não foi estratagema suficiente para atrair o público. Uma parcela dos torcedores resolveu ir até a parte mais alta das arquibancadas, onde havia cobertura. Ali, em meio a algumas dezenas de pessoas, estava um sujeito que causaria surpresa, caso fosse reconhecido. Usava um boné marrom, blusa cinza e calça jeans. Dois fones de ouvido conectados a um pequeno rádio de pilha completavam a insólita aparição desse personagem. Não era nenhum ator da TV Globo, nem cantor de funk, nem político. Não era celebridade. Na verdade, estava longe de ser conhecido e, justamente por isso, não era reconhecido. Era, simplesmente, eu, oras bolas. (Decepção?)
Na verdade, minha presença ali explicava a presença da garoa que ameaçava virar chuva de verdade. Quem conhece meus hábitos sabe que não costumo assistir a futebol. Menos ainda num estádio. Menos ainda em tarde gelada como foi nesse domingo. Mas o espírito da Copa tomou conta desse corpo que tremia de frio no cimento das arquibancadas. E, é claro, eu podia ganhar um fusca…
Começou o primeiro tempo. O que não faltou foi falta. Nessa frase, o que não faltou foi “f”. Mas nenhum dos dois times conseguiu mostrar um belo jogo. Destaque para o gandula que, em determinado momento, se atrapalhou com as bolas, e ganhou uma vaia da torcida. E para o menino, de cerca de seis anos, que estava sentado na minha frente. Quando um jogador errou feio o passe, o garoto levantou, apontou para o atleta e soltou uma baita gargalhada. O pai, constrangido, fez sinal para o menino fazer silêncio. “Por que, pai?”, cochichou o moleque. “É que esse jogador é do nosso time…”, explicou o pai, enquanto balançava a cabeça de um lado para o outro.
Veio o intervalo. Óbvio que não ganhei um fusca. Nem bicicleta, camiseta ou rádio. Mas ainda tinha a esperança de que o Operário ganhasse a partida. Começou o segundo tempo. A chuva aumentou. As pessoas se espremeram na arquibancada coberta. O São José não tinha muito fôlego para o jogo e dava espaço para o Operário.
O Operário se aproveitava disso. Um dos jogadores conseguiu fazer um drible fantástico, daqueles que merecia replay. Mas deu pra perceber que foi totalmente involuntário. Um cidadão que estava do meu lado resolveu bancar o corvo de Edgar Allan Poe, supondo saber o que se passava na mente do jogador sortudo. “Nunca mais…”, disse o tal rapaz.
A sorte, entretanto, estava longe do time da casa. O comentário era de que haviam enterrado um sapo embaixo do gol onde o Operário devia marcar. Mas, se havia feitiço entre aquelas traves, esse atendia pelo nome de Adir – o goleiro – , que não deixava passar nenhuma bola. Ou seja, fazia seu trabalho.
Apenas por duas vezes a pelota escapou de suas mãos. Numa delas, a bola ainda bateu na trave. O goleiro virou para um repórter que estava ao lado do gol, e disse, em tom filosófico e didático: “Se não tiver sorte, não pode ser goleiro.”
Cartões amarelos. Impedimentos. Machucados. Esse foi o resultado da partida. Porque o placar continuou, como no início, zero a zero. O Operário deixou o campo sob os protestos indignados da torcida, que gritava: “Timinho, timinho, timinho…”
Enquanto voltava para casa pensei que concluiria esse texto assim: “E, pra completar, além de não ganhar o fusca e ver um jogo que terminou sem gols, ainda peguei uma baita gripe.” Mas, que surpresa, não peguei gripe. E ainda cheguei em casa a tempo de ver o Felipão comemorando a vitória de Portugal sobre a Holanda. Que espírito de Copa, que nada. A Copa é um vírus. E, assim como gripe, passa.
Se não virar pneumonia…

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Operário decepciona torcedor e fica no empate

Paulo Sérgio Rodrigues – Plantão da Cidade

Com inúmeras chances de gols perdidas, o time do Operário Ferroviário ficou somente no empate em 0×0 contra o São José, no último domingo, no Estádio Germano Kruger. Com este resultado, o time foi para 9 pontos no Grupo A da Divisão de Acesso, e adiou a classificação para a próxima fase para os próximos jogos.

O jogo foi ruim, no primeiro tempo. O São José foi quem tomou a iniciativa de partir para o ataque, acuando o Operário em seu campo. Com várias modificações no time, em comparação com o primeiro turno, o time de São José dos Pinhais mostrou uma equipe bem organizada e com jogadores com boa qualidade, como o meia Joni e o atacante Julinho.

No segundo tempo, o Operário igualou as ações e partir dos 20 minutos já comandava o jogo, desperdiçando várias oportunidades, ora por erro de finalização dos atacantes, ora por intervenções do goleiro Adir – que ano passado jogou no Cianorte – que se transformou no grande nome da partida.

As tabelas entre Carlos Alberto Dias, João Paulo e Serginho eram rápidas e em velocidade. Em uma delas, Serginho apareceu na cara do goleiro Adir, e colocou a bola pela linha de fundo, perdendo o gol mais feito da tarde no Germano Kruger.

A presença do torcedor não foi em número esperado pela diretoria. Mas, pelas circunstâncias, foi até uma boa presença, em torno de 1.500 torcedores, que devem ter deixado nas bilheterias, algo em torno de R$ 15.000,00, que obviamente serão insuficientes para pagar o empréstimo feito por um empresário da cidade (R$ 18 mil) e ainda os salários do mês de maio que estão vencidos.

Enfim, pelas oportunidades criadas, o resultado não foi justo para o Fantasma da Vila, que merecia sair com a vitória pelo maior volume de jogo apresentado. No entanto, futebol é bola na rede e os jogadores não tiveram esta competência, para a tristeza do torcedor alvi-negro.

- No intervalo da partida a diretoria cumpriu a promessa e sorteou dois Fuscas que haviam sido recebidos como doação. Os torcedores que foram sorteados saíram de campos felizes. Pelos menos eles, pois o restante saiu vaiando o time que não conseguiu vencer o São José. O tabu permanece. Em quatro partidas entre Operário x São José, foram exatamente quatro empates.

- Com o resultado deste domingo, o Iguaçu continua líder com 12 pontos. O Paraná-B tem 11, o Operário tem 9. O São José passou para 6 pontos, o Real Brasil tem 5 e o Adapar ficou com os 4 pontos. Tudo indefinido ainda neste Grupo A.

- O Operário volta a campo na quarta-feira, às 20 horas, contra o Paraná-B. E a partida será mesmo no Estádio Germano Kruger. A diretoria alvi-negro negociou com o tricolor da Capital e a FPF homologou a mudança do local da partida. Assim, o Operário terá a chance de arrecadar mais dinheiro para ir saldando seus compromissos.

- O projeto de Terceirização do Departamento de Futebol Profissional do Operário Ferroviário continua sendo analisado por empresários da cidade. Esta semana deve acontecer mais uma rodada de negociação, pois o investimento é grande e os empresários querem se cercar de todos as informações necessárias para uma análise mais apurada da situação financeira do clube.

- Assim como o clube deve também analisar a situação. É um passo importante em direção da modernidade e também da salvação do futebol profissional na cidade. Para o clube, o lado positivo é maior que o lado negativo. Portanto, outra opção não existe e cabe torcer para que tudo se encaminhe neste sentido.

- Se a Terceirização vai funcionar na prática, ou não, isto não temos condições de saber. O que sabemos, e o torcedor também, é que se trata da única opção no momento para o clube de Vila Oficinas. O futebol é muito complexo e por mais que se trabalhe direito fora de campo, não garante 100% o resultado dentro de campo. Por isto, além de dinheiro, há necessidade de contar com pessoas experientes no futebol e com conhecimento técnico.

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Empate e renda decepcionantes marcam domingo

Danilo Kravchychyn – Diário da Manhã

A frustração da diretoria, que esperava uma grande arrecadação, e da torcida, pela falta de gols, marcou o confronto entre Operário Ferroviário e São José, no domingo à tarde, em Vila Oficinas. Na verdade, a única coisa boa acabou sendo a chuva, que caiu logo depois do retorno dos times dos vestiários, no segundo tempo, acabando com um longo período de estiagem nos Campos Gerais.

Se não foi causa preponderante, certamente o público abaixo do esperado acabou influenciando na produção do Operário, que chegou a ser dominado pelo adversário nos primeiros minutos, quando perdeu o ‘capitão’ Acássio, por contusão.

Apático, o time alvi-negro até conseguiu equilibrar as ações e terminou os primeiros 45 minutos com melhor desempenho, obrigando o goleiro Adir, ex-Cianorte, a boas defesas. Na etapa final, o Operário esteve sempre mais próximo da vantagem, mas faltou um algo a mais e o 0×0 acabou sendo a nota do jogo, que, se não complica de vez a posição do “Fantasma” na tábua de classificação, mostra que ainda falta muito para que o time de Ricardo Pinto possa ser verdadeiramente um candidato ao título da Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense.

Quanto à renda, de R$ 15.755,00, que caiu para R$ 12.417,00, deduzidas as despesas com borderô, foi insuficiente até para o pagamento do empréstimo de R$ 18 mil. E o prejuízo foi ainda maior, com os R$ 7 mil pagos pelos dois fuscas sorteados no intervalo do jogo. A diretoria promete intensificar os esforços para fazer o pagamento dos salários de maio.

Amanhã, o Operário volta a campo, para cumprir compromisso atrasado da primeira rodada do returno, quando tentará devolver ao Paraná Clube “B” o resultado da estréia da Segundona, quando foi derrotado por 3×2 no Estádio Germano Kruger. Por iniciativa do Paraná, este jogo quase veio para Ponta Grossa, mas, em plena Copa do Mundo, a partida será mesmo realizada na Vila Olímpica do Boqueirão, em Curitiba, às 15 horas.

No grupo “A”, o líder segue sendo o Iguaçu, com 12 pontos; o Paraná “B” tem 11; e o Operário está com 9. O terceiro lugar é do São José, com 6, enquanto o Real Brasil tem 5 e o Adapar só 4.

No grupo “B”, a decepção foi o empate do Matsubara com o Arapongas, em 1×1. O líder Cambé fez 2×0 na Portuguesa Londrinense. E o Londrina “B” bateu o Comercial de Cornélio Procópio, por 3×1. Eis a classificação: 1º) Cambé, com 15 pontos; 2º) Londrina “B” e Matsubara, com 12; 4º) Portuguesa Londrinense, com 10; 5º) Comercial de Cornélio Procópio, com 8; 6º) Arapongas, com 1.

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Dá tudo errado para o Operário e crise persiste

Além de perder pontos em casa, clube não consegue arrecadar dinheiro para saldar empréstimo e salários

Diário dos Campos 

Definitivamente, este não é o ano do Operário Ferroviário. A partida contra o São José, de São José dos Pinhais, no último domingo, em Vila Oficinas, tinha tudo para ser a “volta por cima” do clube, que na semana anterior penava, com salários atrasados e jogadores ameaçando abandonar o time. À última hora, surgiu o que parecia ser a solução para todos os problemas do Fantasma. Um empresário emprestou ao clube R$ 18 mil, para o pagamento do saldo da folha salarial de abril; e um grupo de incentivadores doou dois fuscas, no valor de R$ 6,7 mil, para sorteio no intervalo jogo com o São José. Por ora estava estancada a hemorragia do agonizante Fantasma.
Com a expectativa de um domingo ensolarado (há quase três meses não chovia na região), esperava-se um público de 6 mil torcedores, em Vila Oficinas. Nos planos da diretoria, a arrecadação do jogo contra o São José seria suficiente para pagar o empréstimo de R$ 18 mil, cobrir as despesas do jogo e ainda pagar a folha salarial de maio. Por último, os três pontos, na primeira vitória alvinegra sobre o São José, deveriam encaminhar a classificação da equipe à segunda fase da Divisão de Acesso.
Mas, como esse não é o ano do Fantasma, tudo o que se projetara para o jogo deu errado. A começar pela presença de público. Apenas 1.929 pessoas sairam de casa no domingo de céu fechado e pagaram para assistir ao empate em ‘0 a 0’ com o São José. As conseqüências não poderiam ser piores. De uma renda bruta de R$ 15,755, sobrou para o clube R$ 12.417,25, valor insuficiente para quitar o empréstimo de R$ 18 mil feito na semana passada. Havia o compromisso da diretoria alvinegra em devolver o dinheiro ontem. Dos “incentivadores” que doaram os fuscas ao clube, apenas parte deu o dinheiro para o pagamento dos carros, o que obrigou o clube a separar uma cota da renda para saldar a dívida com a revendedora.
E, como ninguém é mágico em Vila Oficinas, é óbvio que também não sobrou dinheiro para repassar aos jogadores, que ontem mesmo cruzaram os braços e se recusaram a fazer o trabalho de relaxamento muscular, marcado para a piscina do Colégio Sant’Ana, à tarde. O presidente Sílvio Cosmoski e o supervisor Wilson Janiacki esperavam encontrar soluções para o impasse até o final da tarde de ontem, porém sem grandes expectativas.
Para completar a “maré de azar”, o Operário perdeu inúmeras oportunidades de marcar no jogo, em que o goleiro Adir, do São José, foi o melhor em campo. O resultado de igualdade manteve o Operário na terceira colocação do grupo A (zona de classificação), porém, com a obrigação de buscar pontos fora de casa, contra o Paraná B, Real Brasil e Adapar.
Em suma, o que era para ser um domingo de horizonte azul na história de 94 anos do Operário acabou se transformando num dia de céu fechado por nuvens negras e carregadas de energia negativa. O dia só foi de sorte para os torcedores Júlio César Ferreira Lemos e César Kurowski, que deixaram Vila Oficinas nos fuscas sorteados no intervalo do jogo.

Jogadores pedem “transparência”

Os jogadores do Operário Ferroviário firmaram posição ontem e cobraram incisivamente da diretoria alvinegra o pagamento dos salários atrasados de maio. O grupo pede “transparência”, já que, segundo eles, não houve uma prestação de contas da arrecadação do jogo contra o São José. “Nos foi dito apenas que sobrou pouco mais de R$ 8 mil”, disse um dos integrantes do grupo que, no início da tarde, se instalou na escadaria de acesso às arquibancadas cobertas e ao alojamento dos atletas.
Questionados sobre a posição do grupo de não treinar, os jogadores disseram que não havia outro caminho a tomar, já que a diretoria havia prometido o pagamento após a partida de domingo. “Mais uma vez, demos um crédito à diretoria e todos viram como nos empenhamos em campo, apesar não termos conseguido a vitória”, disseram.
“Amanhã será um novo dia”, disse um deles, ao não dar certeza se a “greve” terá continuidade nessa terça-feira, caso a diretoria não pague ao menos parte dos salários atrasados. Porém, como tudo hoje deve girar em torno do jogo entre Brasil e Gana, pelas oitavas-de-final, da Copa do Mundo, há poucas probabilidades de que haja alguma movimentação em Vila Oficinas.

São José endurece o jogo

O Operário enfrentou domingo um São José muito diferente do time que atuou em São José dos Pinhais, no primeiro turno. A equipe da Região Metropolitana de Curitiba estreou em Ponta Grossa cinco reforços, com destaque para o zagueiro Ageu, ex-Paraná Clube e Iraty; Pepo, ex-Coritiba, e Adir, que defendeu o Cianorte na Copa Brasil, em 2005. E estes três nomes foram decisivos no resultado do jogo. O experiente Ageu deu estabilidade à defesa do São José; e Pepo marcou o meia Carlos Alberto Dias em todos os setores do campo.
Já o goleiro Adir foi o nome do jogo e não deixou passar nada, além de contar com a sorte. A bola tocou a trave em duas oportunidades: primeiro numa cobrança de falta de Carlos Alberto Dias e depois num chute de fora da área de Edson Rosa. Ele ainda mandou para escanteio duas finalizações de Serginho e outra de Carlos Alberto Dias de dentro da pequena área; e um torpedo do lateral-esquerdo Anderson.
“Criamos, mas faltou a competência para marcar”. Assim o técnico Ricardo Pinto resumiu o desempenho do Operário no jogo. Ele admite que o time teve um inicio de partida instável, oferecendo o campo para o São José atacar. Depois, as ações se equilibraram, o alvinegro passou a criar e a desperdiçar oportunidades. No segundo tempo, o Operário jogou praticamente o tempo todo no campo adversário, porém sem eficiência. Acássio, contundido ainda no primeiro tempo, saiu para a entrada de Baiano. André e Alex deram lugar para Mandagua e James, na segunda etapa.
O Operário volta a jogar amanhã, contra o Paraná B, em jogo adiado da primeira rodada do returno. Porém, há um impasse quanto ao local. As diretorias dos dois clubes negociavam a transferência da partida de Curitiba (o mando é do Paraná), para Ponta Grossa. Ocorre que o regulamento veta a transferência de mando. Por mais que se alegue que o clube mandante pode determinar qualquer local para a disputa de seus jogos, é evidente que o Operário seria beneficiado. O São José e o Real Brasil, que brigam com o Fantasma pela classificação, deveriam entrar com recurso, impedindo a mudança de local.

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Operário espera quebrar "tabu" com casa cheia

Fantasma” nunca venceu o São José na Segundona

Danilo Kravchychyn – Diário da Manhã

Principal parceira do Operário Ferroviário na disputa do Campeonato Paranaense da Divisão de Acesso, a torcida pontagrossense tem o compromisso de lotar o Estádio Germano Kruger, às 15h30 minutos, garantindo a sustentação financeira que a diretoria precisa para o pagamento dos salários atrasados, recolocando o “Fantasma” como candidato a uma das vagas da Série Ouro de 2006.

Como as rendas dos primeiros jogos disputados em Vila Oficinas ficaram muito abaixo da expectativa, para o confronto desta tarde com o São José o torcedor tem um incentivo extra para acompanhar a partida, com o sorteio de dois fuscas e muitos prêmios. Os automóveis ficaram em exposição durante toda a semana no clube e poderão ser entregues logo após o sorteio, que será realizado no gramado, durante o intervalo da partida. “Com os 10 reais do ingresso, o torcedor tem a possibilidade de deixar o estádio com um carro”, destaca o presidente Sílvio Cosmoski Júnior, o Alemão.

A conquista dos três pontos no jogo desta tarde é fundamental na campanha do “Fantasma”, que hoje ocupa o terceiro lugar no grupo “A” da fase de classificação, com 8 pontos, atrás do Paraná Clube “B”, que tem 11, e do Iguaçu de União da Vitória, com 12. O São José, adversário desta tarde, ainda tem chances de brigar pela vaga, pois divide o quarto lugar com o Real Brasil, cada um com 5 pontos, enquanto o Adapar de Almirante Tamandaré é o último colocado, com 4.

Na história dos confrontos entre Operário e São José na Segundona, só empates. No ano passado, foram dois jogos, com o 1×1 prevalacendo em São José dos Pinhais e o 0×0 acontecendo em Vila Oficinas. Nesta temporada, o “Fantasma” foi ao Estádio do Pinhão determinado à reabilitação, depois de perder na estréia para o Paraná “B”, e acabou cedendo a igualdade em 3×3, deixando escapar a vitória já nos descontos da segunda etapa.

O técnico Ricardo Pinto espera acabar com o “tabu” mandando a campo um trio ofensivo de primeira linha, comandado pelo veterano Carlos Alberto Dias, que, recuperado de contusão, retorna depois de dois jogos. Na frente, os trunfos são os artilheiros Serginho e João Paulo.

Em relação ao empate com o Iguaçu, em 1×1, sai o volante Marcelo Foto, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, mas volta André, que cumpriu suspensão. Alex segue à frente da zaga, para dar o primeiro combate. Com a volta de Dias, Anderson, que atuou como meia, volta à posição original, na lateral-esquerda.

Nos treinamentos da semana, os titulares não sofreram gols, reforçando a confiança do treinador na escalação de um trio ofensivo. O time está escalado com: Rudy; Gustavo, Acássio, Juliano e Anderson; Alex, André, Edson Rosa e Carlos Alberto Dias; João Paulo e Serginho.

Mesmo precisando da vitória, o São José deverá entrar em campo com uma formação cautelosa, tentando surpreender nos contra-ataques. No meio de semana, o time foi derrotado pelo Paraná Clube “B”, por 1×0, placar que mostra o bom acerto defensivo do time joseense.

Grupo “B”

Os demais jogos da domingueira na Segundona valem pelo grupo “B”, que tem cinco times lutando por três vagas. O Cambé, que lidera, com 12 pontos, enfrenta a Portuguesa Londrinense, que faz campanha de recuperação e já tem 10. Jogando fora de casa, o Matsubara (11 pontos) tem a obrigação de vencer o Arapongas, que não saiu do zero. Em Cornélio Procópio, nem o empate é bom para Comercial (8 pontos) e Londrina “B” (9).

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Operário depende da superação e da torcida

Sorteio de carros é a nova aposta da diretoria alvinegra para levar público ao Germano Kruger

- Neomil Macedo – Diário dos Campos


Até que ponto a crise instalada em Vila Oficinas na semana passada prejudicou o ritmo da equipe, em franca evolução no campeonato? O renovado estado de espírito do elenco alvinegro, após o pagamento de parte dos salários em atraso, será suficiente para superar as dificuldades que o clube vive e ainda estão longe de serem solucionadas por completo? É para responder a essas indagações que o Operário Ferroviário entra em campo hoje, às 15h30, no Estádio Germano Kruger, para enfrentar o São José, de São José dos Pinhais, pela segunda rodada do returno da primeira fase da Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense. Para isso, mais do que nunca, espera contar com o apoio da sua torcida, por ora o maior financiador do clube.
“Mais uma vez estamos apelando para os nossos torcedores, que nunca nos negaram apoio”, diz o presidente Silvio Comoski, que aposta todas as suas fichas na bilheteria da partida deste domingo. Ele acredita que os dois fuscas doados ao clube e que serão sorteados no intervalo do jogo são um ótimo atrativo para aquele torcedor que andou afastado de Vila Oficinas nas primeiras rodadas do campeonato e nesses dias vive em clima de Copa do Mundo. Para concorrer, bastará a pessoa comprar um ingresso no valor único de R$ 10 (arquibancada e local coberto).
Da arrecadação do jogo, serão deduzidos os R$ 18 mil do empréstimo feito pelo clube para completar a folha salarial de abril (o pagamento aos jogadores aconteceu na última quarta-feira). O que sobrar do borderô, subtraídas as despesas com arbitragem, INSS e serviços gerais, vai para o pagamento dos salários de maio, o que estancaria a crise que ainda ronda Vila Oficinas, pelo menos até o vencimento dos salários de junho.
Após a partida de hoje, o Operário terá três compromissos longe de seus domínios (Paraná B, na próxima quarta-feira; Adapar, dia 25; e Real Brasil, dia 2 de julho). Isso significa dizer que o pagamento dos salários de junho dependerão da arrecadação do jogo contra o Iguaçu, de União da Vitória, no Germano Kruger, dia 9 de julho, data da final da Copa do Mundo. O jogo contra o Paraná, poderá ser transferido para Ponta Grossa. As diretorias dos dois clubes negociam a mudança.
Nesse interim, o presidente Silvio Comoski espera uma definição da proposta de terceirização do departamento de futebol do clube. O projeto, de autoria dos radialistas Alencar Rios e Diomar Guimarães da equipe de esportes da Rádio CBN, foi apresentando e está sendo analisado por um grupo de empresários da cidade. Diomar Guimarães atesta que esse grupo é formado por pessoas de grande visão empresarial. “As perspectivas de que o projeto seja levando em frente são grandes”, afirma. A iniciativa consiste na criação de uma empresa, a Operário Investimentos, que passaria a planejar e gerenciar o futebol de Vila Oficinas, como um verdadeiro negócio.

Treinador diz que time está motivado

Atento e sempre preocupado com o que ocorre fora do campo, o técnico Ricardo Pinto admite que a “folga” dada ao elenco na semana passada quebrou o ritmo do time, que após a troca de sistema tático (do 3-5-2 para o 4-4.2) vinha evoluindo a cada partida, mesmo com o rodízio de jogadores e improvisos, em razão de contusões e suspensões. De outro lado, após o pagamento do que faltava dos salários de abril e diante da possibilidade de neste domingo ser saldado o salário de maio, o treinador vê um elenco motivado e com o estado de espírito renovado, para superar mais esse capítulo da saga alvinegra na luta para voltar à elite do futebol paranaense.
Os treinos coletivos da semana apresentaram muito bem a mudança de comportamento do elenco alvinegro. O primeiro treino, na quarta-feira, mostrou um time que voltava de uma semana de folga, ainda desconfiado diante das muitas promessas de que “as coisas vão melhorar”. No final do mesmo dia, todos formaram fila na tesouraria do clube e receberam o que faltava do salário de abril. Promessa cumprida, ânimos renovados. Na quinta-feira e sexta-feira, o time mudou de postura em campo, com uma movimentação maior no ataque e aplicação na marcação. Tudo o que o técnico sempre exige.

Carlos Alberto Dias e André voltam; Marcelo Foto está fora

Além da motivação do time, o técnico Ricardo Pinto conta hoje com a experiência do meia Carlos Alberto Dias, recuperado na lesão no tornozelo que o afastou do time por quatro semanas. O volante André, que cumpriu automática no jogo de União da Vitória, volta para dar mais qualidade à saída de bola, enquanto o zagueiro Alex segue improvisado, agora na vaga do volante Marcelo Foto, suspenso pelo terceiro amarelo. Anderson, que contra o Iguaçu atuou na meia, volta a para a lateral-esquerda, colocando o garoto Mandagua no banco.
Serginho, que tinha como certa a transferência para o Rio de Branco de Paranaguá, decidiu ficar em Vila Oficinas, e forma a dupla de ataque com João Paulo. No coletivo da última sexta-feira, os dois foram os responsáveis pelos três gols da vitória dos titulares sobre os reservas, mostrando um entrosamento a cada dia maior. O time entra em campo com Rudi; Gustavo, Acássio, Juliano e Anderson; Alex, André, Edson Rosa e Carlos Alberto Dias; Serginho e João Paulo. No banco, Ricardo Pinto terá Osmar, Baiano, Bahia, Mandagua, Valtencir, James e Heber.

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Fuscas viram esperança na Vila

Diário dos Campos

Para que o clima de calmaria em Vila Oficinas se prolongue além deste final de semana, a diretoria alvinegra arregaça as mangas para colocar no mínimo seis mil pessoas no Germano Kruger, amanhã. Todas as fichas estão depositadas no sorteio dos dois fuscas doados ao clube por um grupo de incentivadores. Para ter concorrer bastarão ao torcedor adquirir o ingresso ao preço único de R$ 10 (arquibancada e local coberto).
Ainda ontem o presidente Sílvio Cosmoski definia estratégias para atrair o maior número de torcedores, divulgando a promoção por toda a cidade, através de panfletos. “Temos que colocar oito mil pessoas no estádio”, disse o dirigente, acrescentando que tem certeza de que a grande massa alvinegra não deixará o Operário morrer. O clube depende da arrecadação do jogo de amanhã, para pagar o empréstimo de R$ 18 mil que possibilitou o pagamento do que faltava dos salários de abril e ainda quitar a folha de maio.

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Operário está pronto para enfrentar o São José

Operário quer mudar história de empates no três confrontos que já fez com o São José

- Neomil Macedo – Diário dos Campos

O Operário Ferroviário está pronto para mais um desafio. Após a crise que abalou o clube na semana passada, com jogadores ameaçando uma debandada geral, Vila Oficinas vive dias de calmaria. O pagamento dos salários de abril na última quarta-feira mudou o estado de espírito dos jogadores, com visíveis reflexos nos treinamentos coletivos. A mesma formação que há dois dias realizou um “match-treino” abaixo da crítica, ontem, mostrou muito empenho e momentos de rara inspiração. Tudo com a expectativa de ver a casa cheia amanhã, às 15h30, no Germano Kruger, contra o São José, pela segunda rodada do returno da primeira fase da Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense. Com a vitória, o Operário terá praticamente assegurada a classificação à segunda fase do campeonato.
Ao final do coletivo de ontem, o técnico Ricardo Pinto se mostrou bastante confiante com a produção do time. “Não há dúvida de que o espírito do grupo é outro”, disse o treinador, destacando a movimentação do time no treino vencido pelos titulares por 3 a 0 (dois gols de Serginho e um de João Paulo). O retorno de Carlos Alberto Dias ao meio deu mais qualidade ao passe alvinegro. Em várias oportunidades o experiente meia-armador colocou a dupla de atacantes do Fantasma na cara do gol. Na jogada mais elaborada do treino, ele encobriu o zagueiro Baiano para deixar João Paulo cara-a-cara com o goleiro Rudi, tendo apenas o trabalho de tocar para o fundo da meta.
Sem segredos, Ricardo Pinto já tem o time definido para amanhã, com Rudi; Gustavo, Acássio, Juliano e Anderson; Alex, André, Carlos Alberto Dias e Edson Rosa; Serginho e João Paulo. O volante Marcelo Foto, titular absoluto do time, cumpre suspensão pelo terceiro cartão amarelo, enquanto o volante André volta ao time após cumprir automática. No banco devem ficar Osmar, Baiano, Bahia, Mandagua, Valtencir, James e Heber. Hoje, Ricardo Pinto deve treinar a bola parada, com cobranças de escanteio e faltas, tanto no campo defensivo como no ataque.
Com a equipe pronta para o jogo, a única preocupação do técnico alvinegro continua sendo o gramado do Germano Kruger, com piso duro e cheio de imperfeições. O problema afeta diretamente o desempenho da equipe, uma vez que contribui em muito para os erros de passe, fundamento essencial para que se mantenha a posse de bola o maior tempo possível. A expectativa do técnico alvinegro é que ainda hoje a diretoria alvinegra providencie um rolo compressor vibratório para corrigir as ondulações mais acentuadas do gramado, o que pode “remediar” a situação.

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Carlos Alberto Dias confirma retorno ao time

Danilo Kravchychyn – Diário da Manhã

Time alvi-negro está escalado para enfrentar o São José domingo em Vila Oficinas

 Acostumado às dificuldades do dia-a-dia do Operário Ferroviário, o técnico Ricardo Pinto tem o seu time praticamente escalado para o jogo com o São José, domingo, às 15h30 minutos, no Estádio Germano Kruger, em Vila Oficinas. O volante Marcelo Foto, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, é o principal desfalque. Em compensação, estão de volta o meia Carlos Alberto Dias e o atacante Serginho, que chegou a ter o seu desligamento anunciado, mas acabou acertando os ponteiros com o presidente Sílvio Cosmoski Júnior, o Alemão, para apresentar-se mais tarde ao Rio Branco de Paranaguá, que vai disputar o Campeonato Brasileiro da Série “C”. No coletivo de ontem foi mantido o esquema 4-4-2, com Alex atuando como volante de contenção ao lado de André, que cumpriu suspensão no empate em 1×1 com o Iguaçu, e volta para o lugar de Marcelo Foto. Anderson, que jogou no meio-campo em União da Vitória reassume a lateral-esquerda, e Carlos Alberto Dias, recuperado de contusão, reforça o setor de armação das jogadas ofensivas, ele que marcou um golaço de falta na vitória de 1×0 sobre o Real Brasil.

O time titular formou com Rudy no gol, Gustavo e Anderson pelas laterais, Acássio e Juliano no miolo de zaga. Alex e André foram os volantes, com Edson Rosa e Carlos Alberto Dias na armação do meio-campo. João Paulo e Serginho formam a dupla ofensiva. O único gol do treino foi marcado por Acássio para os titulares. Devido ao jogo entre Brasil e Japão, pela Copa do Mundo, o coletivo desta quinta-feira está programado para o período da manhã, com os jogadores ganhando uma folga após o almoço, para assistir à partida.

A diretoria segue animada com a perspectiva de casa cheia no domingo, quando Operário estará sorteando dois fuscas e muitos outros prêmios entre os torcedores que comprarem ingresso. Com a arrecadação, o clube espera pagar os salários de maio, já que ontem os atletas receberam a complementação da folha de abril.

Domingo

 No domingo, apenas a partida entre Operário e São José está programada pelo grupo “A” da Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense, segundo informação do site da Federação Paranaense de Futebol. Real Brasil e Paraná Clube “B” jogarão apenas no dia 5 de julho, no Estádio Monte Bérico, em Curitiba. O confronto entre Adapar e Iguaçu ficou para o dia 6 de julho, no mesmo local. Pelo grupo “B”, três partidas estão confirmadas para o domingo: Cambé x Portuguesa Londrinense, no Estádio José Garbelini, em Cambé; Arapongas x Matsubara, no Estádio José Chiapin, em Arapongas; e Comercial x Londrina, no Estádio Ubirajara de Medeiros, em Cornélio Procópio.

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Salário em dia segura Serginho na Vila

Atacante prefere ficar em Ponta Grossa até o final do ano, do que contrato de trinta dias com o Rio Branco de Paranaguá

- Neomil Macedo – Diário dos Campos

Vila Oficinas viveu uma quarta-feira de boas notícias. Além de pagar o saldo dos salários de abril, no final da tarde, a diretoria Operário Ferroviário obteve a confirmação da permanência no clube do atacante Serginho, que recebeu proposta do Rio Branco, de Paranaguá, para a disputa da Série C do Campeonato Brasileiro. A saída do atacante representaria um sério desfalque no esquema de jogo do técnico Ricardo Pinto, que conta com o bom entrosamento de Serginho com João Paulo para buscar a classificação alvinegra para a segunda-fase da Divisão de Acesso.
Ontem, o técnico alvinegro comandou o primeiro coletivo da semana, visando a partida contra o São José, domingo, às 15h30, no Estádio Germano Kruger. Com a permanência de Serginho no comando de ataque, o meia Carlos Alberto Dias, recuperado da torção no tornozelo direito que o afastou do treinos por quase quatro semanas, volta ao time na sua posição de origem, armando as jogadas ao lado de Edson Rosa. Na proteção à zaga, o time terá André, que cumpriu automática na última rodada. O zagueiro Alex segue improvisado na posição de volante. O titular Marcelo Foto cumpre suspensão pelo terceiro amarelo, enquanto Bahia, ainda sente dores no pé fraturado há quatro semanas.
Apesar de contar, praticamente, com todos os titulares, Ricardo Pinto não aprovou totalmente a produção do time. Ele admite que a dispensa do time na semana passada quebrou o ritmo dos treinos, que vinha numa evolução gradativa. Contudo, o treinador pondera, que a decisão foi a mais acertada, em função do estresse psicológico dos jogadores, pressionados pela falta de dinheiro. “Agora as coisas estão tomando um rumo diferente e todos poderão se doar mais inteiramente ao time”, afirma o Ricardo Pinto, sempre destacando que em momento algum, mesmo com todas as dificuldades, o grupo alvinegro deixou de dar o melhor de si dentro de campo.
A preocupação maior do comandante alvinegro, agora, passa a ser o estado do gramado de Vila Oficinas, problema já vivenciado no ano passado. A estiagem que assola a região não poupou a grama do Germano Kruger, cujas irregularidades se acentuam com piso duro. Por isso, caso não chova nos próximos dias, os treinador vê como única solução para problema a utilização de um carro-pipa para molhar o solo. Depois ainda será preciso passar um rolo compressor sobre a grama, para corrigir as ondulações. “Do jeito que está não dá para ficar”, diz o técnico, explicando que isso tem influência direta no número de passes errados do time. Ontem foram 14 em 40 minutos de coletivo. “A bola vem na canela”, comenta Ricardo Pinto.
Promoção – A diretoria alvinegra leva muita fé no sorteio de dois fuscas na partida do próximo domingo, em Vila Oficinas. Com essa promoção, o clube espera atrair pelo menos oito mil torcedores ao Germano Kruger. Com arrecadação, deverão ser quitados o empréstimo de R$ 18 mil, feito para saldar a folha salarial de abril, e ainda pagar os salários de maio. Os ingressos que dão direito a concorrer aos fuscas já estão à disposição da torcida, em vários pontos de venda, ao preço único de R$ 10, tanto para a arquibancada como para o local coberto.

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Prêmios para atrair torcedores

Quem comprar ingresso para a próxima partida do Operário, domingo, no Germano Krüger, contra o São José, irá concorrer a dois fuscas entre outros prêmios. Os veículos foram doados por incentivadores do clube.

Para zerar a dívida com os jogadores, o clube conta com a arrecadação de domingo.

O ingresso custa R$ 10,00 (dez reais) e apenas esses ingressos darão direito a concorrer.

Jogo: Operário x São José

Data: 25/06/2006

Horário: 15:30 horas

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Operário paga salários de abril hoje

Empréstimo de R$ 18 mil cobre salários de abril; folha de maio será paga com a renda do jogo de domingo

- Neomil Macedo – Diário dos Campos

Os jogadores do Operário Ferroviário recebem hoje o restante dos salários referentes ao mês de abril, encerrando mais um capítulo da saga alvinegra em busca do retorno à primeira divisão do Futebol Paranaense. Os R$ 18 mil que serão repassados aos jogadores e comissão técnica foram emprestados ao clube por um empresário da cidade que, por enquanto, prefere não ser identificado. O empréstimo deverá ser pago com a arrecadação da partida contra o São José, no próximo domingo, às 15h30, no Estádio Germano Kruger. Desse borderô ainda deverá sair o dinheiro para o pagamento dos salários de maio (ou parte deles).
Para garantir a receita necessária para saldar tanto o empréstimo como a folha salarial de maio, a diretoria alvinegra espera um público de, no mínimo, oito mil pessoas para o jogo contra o São José, que já mantém um pequeno tabu contra o Operário. Nas três vezes em que se enfrentaram , Operário e São José empataram (‘1 a 1’ e ‘0 a 0’, na Série Prata de 2005; e ‘3 a 3’, na atual temporada). Mais do que essa “rivalidade”, para atrair a torcida ausente nos três jogos que o Fantasma fez no Germano Kruger este ano, a diretoria aposta no sorteio de dois fuscas, no valor de 6,7 mil, doados a o clube, além de outros brindes. Para concorrer, bastará ao torcedor comprar o ingresso vendido ao preço único de R$ 10 (tanto para arquibancada, como para o local coberto).
“Mais uma vez vamos precisar do apoio da nossa torcida”, diz o presidente Sílvio Cosmoski, que na última sexta-feira garantia que Operário não abandonaria o campeonato, mesmo que houvesse uma debandada dos jogadores, como chegou a ser cogitado, diante das dificuldades do clubes em manter os salários em dia. A ajuda chegou à última hora, numa operação de emergência montada no encontro realizado na sede da Associação dos Engenheiros de Ponta Grossa, para a apresentação do projeto de terceirização do departamento de futebol do clube, a empresários da cidade.
Segundo o presidente alvinegro, a idéia de sortear um carro para atrair a torcida, partiu do deputado estadual Jocelito Canto. Um grupo de pessoas ficou encarregado de coletar o dinheiro para a compra do veículo (no caso os dois fuscas) e doação ao clube. O empresário que emprestou o dinheiro para o pagamento dos salários é na verdade o interlocutor de um grupo que estaria interessado no projeto de terceirização do futebol do Operário, elaborado pelos radialistas Alencar Rios e Diomar Guimarães, da equipe esportiva da Rádio CBN. Esse grupo, segundo Diomar, deverá se reunir nesta quarta-feira para analisar a proposta e dar uma respostas sobre sua viabilidade.

Equipe começa a ser definida hoje

A equipe que enfrenta o São José do próximo domingo começa a ser delineada pelo técnico Ricardo Pinto hoje, no primeiro coletivo da semana. Sem o atacante Serginho que foi para o Rio Branco, de Paranaguá, o treinador alvinegro deverá novamente improvisar o meia Carlos Alberto Dias no comando de ataque, ao lado de João Paulo.
No meio, ele contará com o retorno de Valtencir, recuperado de uma faringite, para fazer dupla com Edson Rosa.
Na parte defensiva, o time não terá Marcelo Foto, punido com o terceiro cartão amarelo em União da Vitória. Bahia deve ocupar a vaga, formando dupla com André, que retorna após ter cumprido suspensão automática. O zagueiro Alex que atuou improvisado como volante
contra o Iguaçu volta para a suplência, a exemplo de Mandagua que jogou na
lateral-esquerda, para que o titular Anderson fosse deslocado para o meio-campo. Como o time melhorou de produção nas últimas rodadas, o treinador mantém o sistema 4-4-2.

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Operário paga salários e técnico monta time

Danilo Kravchychyn – Diário da Manhã

Com ânimo renovado, pois hoje estarão recebendo a complementação dos salários de abril, o elenco do Operário Ferroviário tem o primeiro coletivo marcado para as 15h30 minutos, no Estádio Germano Kruger, visando o confronto de domingo, contra o São José. O técnico Ricardo Pinto conta com o retorno de Carlos Alberto Dias, Valtencir, André e Bahia para montar uma equipe capaz de superar um “tabu”, pois nos três jogos disputados com o time de São José dos Pinhais houve apenas um resultado: o empate.

Sem poder contar com Marcelo Foto e ainda esperando por uma definição em relação à permanência, ou não, do atacante Serginho, o comandante alvi-negro tem a certeza de contar com uma equipe competitiva, até porque a expectativa é grande em relação à presença da torcida, domingo, em Vila Oficinas.

Os ingressos, ao custo único de R$ 10,00, já estão à venda em diversos pontos da cidade, tendo como atrativo o sorteio de dois fuscas entre os torcedores.

Ainda hoje a diretoria deverá oficializar a realização do jogo com o Paraná Clube “B”, adiado da primeira rodada, para o Estádio Germano Kruger. O pedido teria partido do próprio tricolor da Capital, que não pode jogar no Pinheirão (em obras) e prefere vir a Vila Oficinas. Inicialmente, a partida está marcada para o dia 28, próxima quarta-feira, no Estádio Erton Coelho Queiroz, a Vila Olímpica do Boqueirão, em Curitiba.

Paraná

Aproveitando para movimentar alguns jogadores do seu time principal, o Paraná “B” estará enfrentando o São José, às 15 horas, na Vila Olímpica do Boqueirão. O tricolor divide a vice-liderança com o Operário, ambos com 8 pontos, e precisa dos três pontos para encostar no líder Iguaçu de União da Vitória, que já tem 12.

O São José, com 5 pontos, ao lado do Real Brasil, ainda tem chances de brigar por uma vaga na próxima fase, mas precisa vencer o Paraná “B” e o Operário fora de casa. Na “laterna” do grupo “A” aparece o Adapar de Almirante Tamandaré, com 4 pontos.

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OPERARIO.com disponibiliza projeto de terceirização

OPERARIO.com

O Site OPERARIO.com disponibiliza para dowload de todos os operarianos o Projeto de Terceirização do Operário Ferroviário Esporte Clube, projeto este elaborado por Alencar Rios e Diomar Guimarães, operarianos e membros da Equipe de Esportes da Rádio CBN (1300 AM) e que foi apresentado a empresários na Associação dos Engenheiros e Arquitetos na última sexta-feira (16).

Este espaço serve também para opiniões, sugestões e críticas ao projeto.

Clique abaixo p/ dowload do projeto:

Projeto de Terceirização do OFEC