Mesmo com quatro empates em sete jogos, o Operário
depende apenas de seus resultados para chegar à classificação
- Neomil Macedo – Diário dos Campos
Com 10 pontos na terceira colocação do grupo A da Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense, o Operário Ferroviário depende apenas de suas forças para chegar à segunda fase da competição, mantendo viva a esperança de chegar à divisão de elite do futebol estadual. É com essa perspectiva que trabalham tanto a diretoria como a comissão técnica do alvinegro de Vila Oficinas. Passam para a segunda fase da competição os três primeiros colocados dos grupos A e B e os dois melhores da chave C (Cascavel e Engenheiro Beltrão), já encerrada. O Operário volta a campo na próxima segunda-feira, para enfrentar a equipe dos Adapar, de Almirante Tamandaré. O jogo está marcado para as 15 horas, no Estádio Monte Bérico (Flamenguinho), em Curitiba.
Com Iguaçu, de União da Vitória, e Paraná B, ambos com 12 pontos e vaga praticamente assegurada à segunda fase da competição, hoje, o Operário briga pela terceira vaga do grupo A, com São José, 6 pontos, e Real Brasil, 5 pontos. A Adapar ocupa a lanterna do grupo, 4 pontos. Quatro pontos à frente do quarto colocado e restando três rodadas para o término da fase, o Operário garante vaga antecipadamente se vencer o seus dois próximos compromissos, diante da Adapar e Real Brasil. Aí, receberia o Iguaçu, no Germano Kruger, na última rodada, buscando uma melhor colocação no grupo e no emparceiramento da segunda fase.
A situação do Operário pode melhorar ainda mais se houver um empate entre São José e Real Brasil, que se enfrentam no domingo, às 15h30, em São José dos Pinhais. A igualdade praticamente eliminaria as duas equipes, desde que o alvinegro de Vila Oficinas fizer a sua parte, derrotando a Adapar. No caso de haver um vencedor entre São José e Real, este segue na briga pela vaga, sempre dependendo de tropeços do Fantasma; enquanto o perdedor estará praticamente alijado da disputa.
Além de buscar sua classificação, o Operário joga de olho no que farão os líderes Iguaçu e Paraná B, que fazem um confronto direto no próximo domingo, no Érton Coelho de Queiroz, em Curitiba. O empate é o melhor resultado para a equipe ponta-grossense. No caso, ambos iriam a 13 pontos, podendo ser alcançados pelo Fantasma, que jogará na segunda-feira, sabendo exatamente o que precisa fazer para, não só alcançar os líderes, como principalmente encaminhar sua passagem à fase seguinte.
Todas essas possibilidades estão na cabeça do técnico Ricardo Pinto, que confia na classificação do Operário, dentro do planejamento feito no início da temporada. “Esse é nosso objetivo nessa fase do campeonato”. O treinador lamenta apenas a falta de confiança do plantel, que em praticamente todos o jogos comandou as ações em campo, porém, sem conseguir traduzir esse domínio em gols. Nos três empates que obteve longe de seus domínios, o Operário saiu na frente do placar, mas pecou pela falta de objetividade no ataque ao mesmo tempo em que se mostrou desatento no setor defensivo.
Em casa, o time mostrou a mesma instabilidade, a começar pelo jogo de estréia no campeonato diante do Paraná B, quando o time conheceu sua única derrota até aqui ( 2 a 1). Nas duas vitórias por 1 a 0 que obteve diante da Adapar e do Real Brasil, os gols saíram em jogadas de bola parada, após a equipe perder uma série de oportunidades para marcar. E no empate em 0 a 0 com o São José, nem mesmo a bola parada resolveu a questão.
Diante desses fatos, o treinador admite que o time poderia estar numa situação muito melhor no campeonato. Porém, constata que, diante das dificuldades conhecidas por todos e que, por isso, não precisam ser elencadas, a equipe vem cumprindo um bom papel no campeonato e vai com certeza se classificar. “Na segunda fase as coisas vão se encaminhar”, afirma, confiante, o treinador alvinegro.
Time terá quatro desfalques
Como sempre, a mudança de data de jogos na tabela do campeonato traz inconveniências para a programação da comissão técnica alvinegra, uma vez que tira a equipe da rotina de treinamentos. Ontem, o preparador físico Leandro Gradin comandou apenas um treino regenerativo na reapresentação do grupo em Vila Oficinas. Hoje, a equipe volta à carga normal de trabalho em dois períodos, com treino físico na parte da manhã e atividade com bola à tarde.
Além dos desfalques do lateral-esquerdo Anderson e do volante André, ambos suspensos com o terceiro amarelo, o técnico Ricardo Pinto não poderá contar para a partida contra a Adapar com o zagueiro Acássio, que se recupera de lesão na perna esquerda; o zagueiro Alex que deixou Vila Oficinas para resolver questões particulares e pode não retornar; e o meia-atacante Heber, cujo empresário o colocou em uma equipe de juniores do Interior de São Paulo.
Diante dessas ausências, Ricardo Pinto poderá armar a equipe, mantendo o zagueiro Baiano ao lado de Juliano, além de promover o retorno de Bahia ao lado de Marcelo Foto. Na lateral-esquerda Mandagua substitui Anderson. Nas demais posições, salvo baixas de última hora, o técnico deverá manter os jogadores que atuaram nas duas últimas partidas.
Parceria segue em compasso de espera
No âmbito administrativo não há novidades em Vila Oficinas. O presidente Sílvio Cosmoski diz que o empresário de quem falou na terça-feira, esteve no Estádio Érton Coelho de Queiroz, para assistir ao jogo entre Paraná B e Operário e gostou do que viu, apesar do alvinegro ter cedido o empate, estando com dois jogadores a mais em campo. Segundo o dirigente alvinegro as conversas para o fechamento de uma parceria vêm evoluindo.
“Esses empresários (um deles estaria na Alemanha) não querem ser identificados até que o negócio esteja acertado”, comenta o presidente, revelando que já está agendada uma visita do representante desse grupo a Vila Oficinas. “Eles já conhecem nosso time e agora querem conhecer a estrutura do clube”, completa Cosmoski, que ontem fez questão de negar a ligação do empresário Jesus Vicentini (ex-presidente do Apucarana), com o grupo com o qual vem conversando. “Não tem nada, nunca conversei com essa pessoa sobre isso”, garante o presidente, explicando que a presença de Vicentini, na quarta-feira, no Estádio do Paraná, foi mera coincidência.












