Para não ser pessimista

Alexandre Costa - OPERARIO.com 

Geralmente quando se fala em futebol, as pessoas sempre têm um time no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Rio Grande do Sul e se duvidar até em Pernambuco (pela distância). Mas nunca se fala que torce pelo time da cidade, aqui o velho Operário Ferroviário. E isso se deve até àquele grito preso na garganta, com o Fantasma ficando longe do futebol profissional por 10 anos, pelas parcerias enganosas e pelos grupos que fizeram com que em Ponta Grossa “picaretagem” e “futebol” fossem sinônimos.

Quando o time voltou (como o Operário, com seu uniforme alvinegro), a torcida ficou desconfiada. Aos poucos foi acreditando no clube, voltou ao estádio e hoje se vê nas ruas e divulgado na imprensa o sentimento de satisfação e de alegria em falar “Sou Operariano, torço para o Fantasma”.

Mas, para não ser pessimista, até quando será que essa paixão continuará??? Com uma estrutura razoável, muita boa vontade e pouco dinheiro, o futebol na cidade vem há tempos “capengando”, dependendo da torcida para manter o time. O que já foi falado que não deve e não pode continuar acontecendo.

Para não ser pessimista, será que não chegou a hora de se mudar esse cenário. Em um mundo globalizado (como os teóricos e economistas gostam de dizer), o futebol é dinheiro e dinheiro é lucro. Viver de rifas e ação entre amigos é para colégios. Desculpem-me, não para o futebol profissional. Terceirização, mudança na forma de administração, busca por novas alternativas. Tudo isso recai em apenas uma palavra, ou melhor, um modelo a ser adotado: a profissionalização do futebol. Como já disse em outro momento, já passou a hora em que apenas paixão pelo futebol e amor pela camisa mantinham um time de futebol. Hoje, nem em time de bairro se consegue manter os amigos unidos apenas com aquele velho carregador de bola e dono dos jogos de camisa.

Para não ser pessimista, se isso não for possível. Se não houver interesse em um grupo ou alguém que entenda de administração e marketing esportivo em administrar não teria chegado a hora de rever o que foi feito nesse novo período do “novo” Operário. Fazer um balanço dos erros e acertos, das vitórias e das derrotas…

Para não ser pessimista, é necessário que isso já tivesse acontecido, para que o futebol na cidade não venha a acabar de vez. E para não ser repetitivo e mais uma vez para não ser pessimista, a mudança deve ser urgente, pois se o futebol parar agora, dificilmente voltará em breve ou sequer daqui outros 10 anos…

5 Cornetagens para “Para não ser pessimista”

  1. é isso mesmo Alexandre… eu não quero ficar mais 10 anos esperando para torcer no Germano Kruger… infelizmente não tenho condições $$$ de ajudar… mas ficarei na torcida…

  2. Como é que pode uma cidade como Ponta Grossa não ter um time melhor estruturado , estamos perdendo para cidades menores,não desmerecendo ningúem , mas é intolerável ver uma prefeitura ver essa situação e não tomar iniciativa nenhuma, ver empresários apenas observando a decadëncia de um patrimonio que é do povo pontagrossense.
    Terá que ser tercerizado um bem nosso para que não se dissolva durante mais dez anos ou mais.
    Nem a nossa torcida escapa das críticas, pois não é somente quando estamos ganhando que temos que comparecer e apoiar .Existe duas vagas para as melhores torcidas,nem mesmo assim podemos contar com a massa operariana.
    Se nem nós mesmo não fizermos a nossa parte, como é que podemos exigir que os outros o façam …….

  3. Para nao ser pessimista, concordo com voce Alexandre, mas a soluçao agora nao é achar os culpados pela situacao do operario, eu mesmo, mandei varios e-mails ano passado que retornaram com respostas laconicas e evasivas de que a empresa nao poderia patrocinar eventos esportivos e nos estadios de futebol o que se ve ao monte é a marca deles, uma solucao deve ser tomado e urgente, porque até mesmo como dito acima acao entre amigos, rifas, etc…servem para igrejas isso sim, agora é a hora de por o pé no chao, e deixar a razao falar mais alto que a paixao, o torcedor sempre fez sua parte nos jogos, mas com tempo ruim, chuva, frio nem todos tem disposicao de sair de casa, muitos tem de pegar 3 onibus para chegar ao germano, por isso nao pode-se dizer q o torcedor deixa o fantasma de lado, pode ter acontecido que o numero esperado de torcedores nao foram ao estadio, mas sempre tivemos a torcida la presente, e essa historia de subir equipe por maior numero de torcedores no estadio, nao passa de enganacao pois fere diretamente o estatuto do torcedor e nao tem cabimento, tem que subir no gramado.
    E que nosso “vovo” Fantasma nao caia novamente, pois com 94 anos e com algumas dificuldades de locomocao, nao é tao facil de se levantar, como quando se tem o gas a todo vapor e energia.
    Ficamos na torcida de ver nosso glorioso fantasma, resistir e alcançar novamente a vaga da primeira divisao, e entao almejar voos mais altos.
    Força Fantasma! Estamos com voce!

  4. Essa história de garantir duas vagas pela média de público realmente não passa de uma jogada de marketing da presidência da federação. Para tirar as atenções da prisão (e depois a soltura) do atual presidente, a alternativa foi jogar o foco para uma medida sem pé nem cabeça, que era a de subir equipes pela média de público. Como já foi dito nos comentários, a alternativa está descartada pois não há a possibilidade de se alterar o regulamento da competição por um determinado prazo de tempo e muito menos após ela já ter começado.

  5. Como eu já disse, aqui nesse espaço, futebol hoje em dia é dinheirooooooooo, senão larguem mão, ter estrutura, CT, etc., etc, pois hoje em dia jogador de futebol, só joga bola se tiver bicho bom salário, e isso é justo, etc., não vai trabalhar em fabricas como se fazia antigamente, e também estádio é essencial, pois quando se entra em um campeonato de futebol é tudo ou nada, então se um dia disputarmos um título como vamos conseguir se nem estádio decente nós temos, com capacidade para tal, é temos que pensar e muito, pois, no futebol envolvem-se muitas coisas.
    Espero que meu querido fantasma não morra.

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