Vitória sobre a Adapar deixou alvinegro muito perto da vaga para a segunda fase da Divisão de Acesso
- Neomil Macedo – Diário dos Campos
O Operário Ferroviário reinicia os trabalhos em Vila Oficinas, hoje, com três caras novas no elenco. As baixas registradas no grupo na última semana, com as saídas dos zagueiros Alex e Acássio, que pediram recisão de contrato, além da contusão do meia Edson Rosa e das constantes suspensões por cartões amarelos e vermelhos, obrigaram a diretoria alvinegra a agir rápido. O atacante Catatau, o meia Dinei e o zagueiro Hernandes chegam e podem até estrear diante do Real Brasil, no próximo domingo, dependendo, é claro, da avaliação física que será feita pelo preparador Leandro Gradin, e, principalmente, da avaliação técnica, a cargo do treinador Ricardo Pinto. No último domingo, o Fantasma foi a Curitiba e derrotou a Adapar, por 2 a 1, praticamente assegurando a vaga para segunda fase do campeonato da Divisão de Acesso.
“Enquanto uns arrumam as malas, outros chegam”. Segundo o presidente Sílvio Cosmoski Júnior, essa é a rotina do futebol. O dirigente alvinegro afirma que já havia a intenção da diretoria em reforçar o plantel para a segunda fase do campeonato, principalmente nos setor de ataque. A saída de Alex e de Acássio apenas antecipou a vinda do Hernandes (ex-Araucária), que já havia sido contatado no início da temporada, comenta o presidente, lembrando que na época não houve o acerto financeiro entre as partes. Para a posição, além de Juliano e Baiano, o Operário tem o zagueiro Juarez, que sofreu uma contusão muscular ainda na fase de preparação do time e deve voltar a trabalhar com bola nas próximas semanas.
O reforço do setor ofensivo era uma necessidade do time, que deixou escapar pontos preciosos, por não ter o chamado “homem de área”. Principalmente nos jogos em casa, o Operário tem criado inúmeras oportunidades de gol, porém sem sucesso nas finalizações. Um exemplo foi o empate em ‘0 a 0’, com o São José, no Estádio Germano Kruger. O Operário chegou diversas vezes na cara do gol, mas não conseguiu marcar, para irritação da torcida. Mesmo nas duas vitórias em casa, diante da Adapar e do Real Brasil, o placar foi de ‘1 a 0’, com gols de bola parada, e uma infinidade de oportunidades desperdiçadas.
Enquanto Toti, a grande aposta do Operário para essa temporada, não ganha condição de jogo (o atleta se recupera de uma cirurgia no joelho), a diretoria alvinegra trabalha para dar opções ao técnico Ricardo Pinto. Dinei, ex-Toledo, era uma aspiração antiga do presidente Silvio Cosmoski e do supervisor Wilson Janiacki. Os dois abriram conversações com o meia em várias oportunidades. “Agora chegamos a um acordo”, dizem os dirigentes, revelando que Dinei foi contratado pelo teto salarial estipulado para a temporada (algo em torno de R$ 1,5 mil).
O atacante Catatau, que estava atuando no futebol gaúcho, deverá abrir novas possibilidades de formação do ataque alvinegro, hoje restritas à dupla Serginho e João Paulo. “Trata-se de um artilheiro, que dificilmente deixa o campo sem marcar gol”, diz o presidente Silvio Cosmoski, garantindo que se o técnico Ricardo Pinto precisar de mais reforços para a segunda fase do campeonato, mesmo com todas as dificuldades pelas quais o clube passa, a diretoria não hesitará em trazer as peças necessárias. “O nosso objetivo é subir para a primeira divisão, para passarmos a viver uma nova realidade em Vila Oficinas”, diz o presidente.
O Operário ainda trabalha com a possibilidade de trazer o goleiro Odair, que defendeu o Fantasma no ano passado e e levou o troféu de goleiro menos vazado da Série Prata. Sobre as negociações da parceria com um grupo de empresários de Curitiba, Cosmoski revela que tudo está no ritmo de conversações. “Eles pediram uma série de informações sobre o clube, como a existência de dívidas trabalhistas e outros pendências”, diz o dirigente, observando que, tirando a folha de pagamento, hoje o Operário deve na praça cerca de R$ 60 mil. Sobre os salários, o presidente tenta arrumar o dinheiro para pagar o mês de maio.
Time mostra superação novamente
Com vários desfalques, o Operário Ferroviário mais uma vez se superou em campo para vencer a Adapar, no último domingo. O garoto Mandagua, que substituía o lateral-esquerdo Anderson (suspenso), foi um dos destaques da partida. Logo aos 5 minutos ele abriu a contagem. De cabeça, a revelação alvinegra venceu o goleiro Rodrigão. Depois, Mandagua ainda perderia pelo menos duas oportunidades de se consagrar na partida. O segundo gol do alvinegro veio aos 22 minutos, com João Paulo, artilheiro da equipe no campeonato.
Na segunda etapa, o time de Almirante Tamandaré que precisava da vitória para se manter vivo na competição, resolveu ir para cima do Operário. Logo aos 2 minutos, o zagueiro Douglas descontou cobrando falta. A pressão em busca do empate se manteve até o final da partida. A Adapar ainda teve um penalidade a seu favor. Peter cobrou no travessão para sorte do goleiro Rudi. No final do jogo, João Paulo foi o expulso e desfalca o ataque alvinegro na próxima rodada.
O técnico Ricardo Pinto iniciou a partida com Rudi; Gustavo, Baiano, Juliano e Mandagua; Bahia, Marcelo Foto, Valtencir e Carlos Alberto Dias; Serginho e João Paulo. Durante a partida, Henrique entrou no lugar de Gustavo; Elisson na vaga de Valtencir; e James na posição de Dias.
Alvinegro está a um ponto da vaga
A maré de azar do Operário Ferroviário pode ter chegado ao fim. Pelo menos no último domingo, tudo deu certo para o Fantasma. Além de vencer a Adapar, por 2 a 1, no Estádio Monte Bérico, em jogo que o adversário chegou a perder pênalti, o alvinegro comemorou o empate (1 a 1) entre São José e Real Brasil, em São José dos Pinhais, resultado que praticamente tirou as duas equipes da briga por uma das vagas do grupo A para a segunda fase.
A vitória deixou o Operário na segunda posição do grupo A, com 13 pontos. A liderança é do Paraná B, que domingo venceu o Iguaçu, de União da Vitória, por 3 a 2. O Iguaçu aparece na terceira posição com 12 pontos, seguido do São José, com 7; Real Brasil, 6; e Adapar, 4. O grupo terá no meio de semana duas partidas adiadas da segunda rodada do returno. Real Brasil e Paraná B, amanhã, e Adapar e Iguaçu, na quinta-feira, jogarão no Estádio Monte Bérico.
Independente dos resultados dos jogos do meio de semana, o Operário se classifica no próximo domingo até mesmo com um empate diante do Real Brasil, no Estádio Monte Bérico. Na pior das hipóteses, se voltar derrotado do Capital, o alvinegro ainda terá a partida contra o Iguaçu, em Vila Oficinas, na última rodada da primeira fase.
O posicionamento do clube na tábua de classificação, visando o emparceiramento da segunda fase, tem pouca importância, já que o líder não leva vantagem alguma para a fase seguinte. Se o campeonato terminar com os times nas mesma posições em que se encontram hoje, o Operário ficaria no grupo E, juntamente com o Cambé (1º do grupo B), Iguaçu (3º do A) e Engenheiro Beltrão (2º do C). No grupo D, ficariam Paraná B (1º do A), Portuguesa Londrinense (2º do B), Londrina B (3º do B) e Cascavel (1º do C).
Na segunda fase, os times se enfrentarão dentro do grupo em turno e returno. Os dois primeiros de cada chave vão para o quadrangular final que será disputado em dois turnos, no sistema de pontos corridos. Caso Paraná B e Londrina B, que já têm vaga na Divisão Especial, se classifiquem, as outras duas agremiações estarão automaticamente classificadas para a primeira divisão em 2007. O quandrangular final serviria assim apenas para se apontar o campeão da Divisão Acesso.











