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Ricardo Pinto pode poupar atletas "pendurados"

Danilo Kravchychyn – Diário da Manhã

Time terá desfalques contra o Iguaçu no domingo

Com a formação dos gru-pos da fase de quartas-de-final já definida, o Operário Ferroviário estará enfrentando o Iguaçu no domingo, às 15h30 minutos, no Estádio Germano Kruger, em Vila Oficinas. O técnico Ricardo Pinto conta com o retorno do atacante João Paulo, que cumpriu a suspensão automática na derrota de 2×1 para o Real Brasil, mas terá vários desfalques, começando pelo desligamento do atacante Serginho. O lateral Mandágua, que recebeu o cartão vermelho, e o volante Bahia, com o terceiro cartão amarelo, também estão fora. O volante André sofreu um estiramento muscular e só retorna ao time em três semanas. Não bastassem tantos problemas, seis jogadores estão “pendurados” com o segundo cartão amarelo e alguns podem ser poupados, visando a próxima fase da competição.

Em meio a tantos problemas, o treinador deverá começar nesta quarta-feira a montagem da equipe alvi-negra, com um coletivo marcado para o período da tarde. Mesmo com todas as dificuldades, devido aos dois meses de salários atrasados, o grupo busca forças para reagir e terminar esta fase classificatória com uma vitória em Vila Oficinas. “Precisamos acreditar que teremos dias melhores. Vamos continuar trabalhando”, diz o comandante alvi-negro.

Já a diretoria, segue tentando viabilizar os recursos para o pagamento dos dois meses de salários atrasados. Ontem, o presidente Sílvio Cosmoski Júnior, o “Alemão”, descartou a possibilidade de um empréstimo de R$ 40 mil, junto a um empresário de Curitiba, devido aos juros de cerca de R$ 20 mil.

E a torcida volta a ser convocada. “Queremos um público igual àquele do jogo com o Galo Maringá no ano passado, de 7 mil pessoas. Se isto acontecer, nós estaremos revertendo a situação e partindo para a conquista do título”, diz o presidente.

O problema é que as arrecadações deste ano no “Germano Kruger” têm ficado muito abaixo das expectativas. Mesmo quando foram sorteados dois fuscas, no empate sem gols com o São José, cerca de 1.500 torcedores pagaram ingresso. Agora, com a equipe já classificada, numa partida que serve apenas para o cumprimento de tabela, é difícil acreditar que os torcedores terão motivação para lotar o estádio.

Mas o “Alemão” tem um plano B. Desde ontem, segundo o presidente, um grupo de dirigentes começou a visitar grandes empresas da cidade. A meta é que estes empresários adquiram ingresso para repassar aos seus funcionários. “Se cada um ficar com 100 ingressos, nós teremos recursos para pagar as dívidas e colocaremos um maior número de torcedores nos jogos”, diz o presidente.

Esta parece ser a última esperança dos dirigentes, que não têm encontrado a receptividade que esperavam por parte do empresariado pontagrossense. Há dois meses, o próprio “Alemão” declarou que a folha de pagamento do Operário é de cerca de R$ 45 mil, para uma receita de R$ 7.500,00 em patrocínios. Ao que parece, esta situação não teve mudanças significativas. Um quadro de insolvência, que não parece ter uma solução no curto prazo.

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Operário volta a apelar para as empresas

Diário dos Campos
Os jogadores do Operário Ferroviário não cruzaram os braços (ou as pernas), como se imaginava ontem, quando esperavam receber ao menos parte dos salários em atraso. Ao invés do dinheiro, o grupo ouviu novas explicações da diretoria, sobre as frustradas tentativas de conseguir recursos para honrar o compromisso assumido quando da contratação dos atletas.
A última incursão do presidente Sílvio Cosmoski Júnior e do supervisor Wilson Janiacki esbarrou nos altos juros impostos por um empresário de Curitiba. Para emprestar R$ 40 mil ao clube ele exigia a assinatura de promissórias no valor R$ 60 mil.
Esgotadas as negociações em Curitiba, a diretoria alvinegra se volta novamente para os empresários da cidade, porém, desta vez, sem “chapéu na mão”. O presidente Sílvio Cosmoski já começou a contatar empresas locais com mais de 100 funcionários, para que essas adquiram uma carga de ingressos para a partida do próximo domingo, às 15 horas, em Vila Oficinas, contra o Iguaçu, de União da Vitória, pela última rodada da primeira fase da Divisão de Acesso.
“Não se trata de dar ou emprestar dinheiro para o clube, mas comprar os ingressos, que podem ser distribuídos entre os funcionários ou até fornecedores da empresa”, diz o presidente Sílvio Cosmoski, que dividiu a “promoção” em dois pacotes. Para empresas com cerca de 100 funcionários, ele oferta um pacote de 50 ingressos a R$ 10 (R$ 500), enquanto as empresas que possuem número superior a 150 empregados podem adquirir o pacote com 100 bilhetes (R$ 1 mil). “Vamos visitar as empresas e expor a situação do clube, que em hipótese alguma vai deixar o campeonato”, diz o presidente. Os interessado na promoção podem entrar em contato com o clube pelo telefone 3222-7078.

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Elenco se mostra apático

Diário dos Campos

Ao mesmo tempo em que ouviram e, de certa forma, sem alternativas, aceitaram as explicações da diretoria, os jogadores do alvinegro se mostram bastante incrédulos quanto ao futuro do time no campeonato. “Desse jeito, dificilmente vamos ter forças para subir”, disse o zagueiro Juliano, um dos três jogadores que atuaram em todas as partidas do alvinegro até o momento. Além dele, apenas Rudi e Gustavo estiveram na escalação dos nove jogos do Fantasma no campeonato (três vitórias, quatro empates e duas derrotas). “O salário em dia é o mínimo que se pode exigir”, disse o zagueiro.
Nos treinos, a apatia do elenco é visível. “Apesar de tudo, o grupo se mostra unido, mas há como motivá-los”, diz o técnico Ricardo Pinto, que hoje começa a armar o time para o jogo contra o Iguaçu, no próximo domingo. Além do atacante Serginho que deixou o clube e pode seguir para o futebol austríaco, ele não terá Mandagua, expulso no último sábado, e Bahia, com o terceiro amarelo. André sentiu novamente a contusão na coxa que já o tirou de jogos no primeiro turno. Edson Rosa ainda se recupera da lesão no joelho.