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Dias e Baiano desfalcarão time

Diário dos Campos

A equipe do Operário Ferroviário se reapresenta hoje em Vila Oficinas, para dar início à preparação para a estréia na segunda fase da Divisão de Acesso no próximo domingo. O técnico Ricardo Pinto já sabe que não poderá contar com o meia Carlos Alberto Dias e o coringa Baiano (joga como zagueiro e volante), que receberam o terceiro cartão amarelo.
Além disso, o jovem James, que chegou a ser aproveitado em alguns jogos, deixou o clube. A exemplo de Heber, que foi embora há duas semanas, James foi colocado em Vila Oficinas por um empresário de Curitiba.
Para compensar as ausências, o time deverá contar com o retorno dos volantes André e Bahia, além do lateral-esquerdo Mandagua. André já estaria recuperado da lesão de uma lesão na coxa, enquanto Bahia e Mandagua cumpriram automática na última rodada. Edson Rosa, que estava no Marcílio Dias, em Itajaí (SC), para se recuperar de uma lesão no joelho, também deve reaparecer no clube.
O meia Dinei (ex-Toledo) poderá ser a única contratação para a segunda fase do campeonato. O atleta vem mantendo contato com o clube. As negociações emperraram quando Dinei pediu um valor adiantado (R$ 1 mil), para assinar contrato. Ontem, o presidente Silvio Cosmoski descartou um acerto com Leomar, que vestiu a camisa alvinegra em 2005. Este ano, ele defendeu o CSA, de Alagoas. Em junho, deixou o clube alagoano e, atualmente, está em Curitiba. “Na situação em que estamos não podemos pensar num jogador como o Leomar”, diz o supervisor Wilson Janiacki.

Vitória inicia preparação para 2ª fase

Operário e Iguaçu fizeram um jogo morno em Vila Oficinas, no último domingo. Classificadas, as duas equipes pouco produziram em campo. Para tentar motivar a sua torcida para os jogos da segunda fase do campeonato. O alvinegro de Vila Oficinas buscou a vitória com maior insistência. O zagueiro Juliano marcou o seu primeiro gol com a camisa alvinegra, ao aproveitar cruzamento de bola parada do lateral Anderson. O gol de fato foi resultado das jogadas ensaiadas toda a semana pelo técnico Ricardo Pinto. O Operário ainda teve chances de marcar através de João Paulo e Catatau.
Ao final do jogo, o técnico Ricardo Pinto destacou o empenho dos jogadores na busca da vitória, declarando que esse era o primeiro passo do planejamento feito para a segunda fase do campeonato. “O time deve entrar na outra fase com o moral elevado”, disse o treinador. O Operário iniciou com Osmar; Gustavo, Hernandes, Juliano e Anderson; Baiano, Marcelo Foto, Valtencir e Carlos Alberto Dias; João Paulo e Catatau. Na segunda etapa, entraram Jeferson (Catatau), Thiago (Valtencir) e Elisson (Hernandes).

Divisão de Acesso

Grupo A
São José 1 x 1 Paraná-B
Operário Ferroviário 1 x 0 Iguaçu
Adapar 2 x 3 Real Brasil

Grupo B
Comercial 1 x 2 Cambé
Matsubara 2 x 5 Portuguesa Londrinense
Arapongas 1 x 5 Londrina-B

Grupo A

1º Paraná 20
2º Iguaçu 16
3º Operário Ferroviário 16
4º Real Brasil 12
5º São José 8
6º Adapar 5

Grupo B

1º Cambé 24
2º Portuguesa 19
3º Londrina-B 18
4º Matsubara 12
5º Comercial 11
6º Arapongas 1

Grupo C

1º Cascavel 10
2º Engenheiro Beltrão 3
3º Foz do Iguaçu 2

SEGUNDA FASE

Grupo D

Paraná-B
Portuguesa Londrinense
Londrina-B
Cascavel

Grupo E

Cambé
Iguaçu
Operário
Engenheiro Beltrão

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Operário quer estrear em casa, com o Cambé

Presidente alvinegro participa de arbitral da segunda fase, com expectativa de trazer jogo de estréia para o Germano Kruger

- Neomil Macedo – Diário dos Campos

Os jogadores do Operário Ferroviário fizeram a parte que lhes cabia, ao derrotar o Iguaçu, de União da Vitória, no último domingo, em Vila Oficinas (1 a 0), pela última rodada da primeira fase da Divisão de Acesso. Hoje, no arbitral da segunda-fase, às 18 horas, na sede da Federação Paranaense de Futebol (FPF), em Curitiba, a diretoria do Fantasma tenta cumprir a sua cota na tarefa de atrair a massa alvinegra novamente para o Estádio Germano Kruger. A idéia é “mexer os pauzinhos” para que o Operário estreie na fase, no próximo domingo, em casa e, de preferência, contra o Cambé, líder do grupo B, que ficou com o “título virtual” de campeão da primeira fase do certame, ao somar 24 pontos em 30 possíveis (aproveitamento de 80%). O alvinegro ponta-grossense ficou com em terceiro lugar no grupo A, com 16 pontos em 10 jogos (aproveitamento de 53,3%).
“Se não fizermos esse jogo em casa, estamos mortos”, disse ontem o presidente alvinegro, Silvio Cosmoski Júnior, ao manifestar a sua decepção com a renda do jogo do último domingo. O público pagante foi de 788 pessoas. A renda bruta chegou a R$ 5.565, dos quais foram deduzidos R$ 2.140,25 relativos ao INSS (R$ 287), arbitragem (R$ 1.202) e serviços (R$ 660). Os R$ 3.423,75 restantes foram rateados entre os jogadores que estão com dois meses de salários atrasados (maio e junho). Se tiver que jogar fora na primeira rodada da segunda fase, o clube não terá dinheiro sequer para custear as despesas de viagem, revelam os dirigentes do Fantasma.
Ao final da partida do último domingo, quando liberou a divulgação do borderô da partida, Cosmoski disse que a situação em Vila Oficinas “é insustentável”, depositando suas esperanças em um retorno do torcedor nos três jogos que clube mandará em casa na nova fase do campeonato. Nos cinco jogos que fez na Vila, na primeira fase, o Operário arrecadou R$ 50.450, dos quais ficou com R$ R$ 37.538 (insuficientes para pagar a folha salarial de R$ 42 mil mensais). Para normalizar suas finanças, na segunda fase, o clube terá que arrecadar esse montante por jogo. E para isso, precisa levar ao Germano Kruger, a cada partida, cerca de 7 mil pessoas, quantidade superior ao público somado dos cinco jogos em Vila Oficinas, na fase que se encerrou no último domingo (6.827 pagantes).
O negócio com o “misterioso” empresário de Curitiba, que passou um mês na Alemanha, curtindo a Copa do Mundo, é outra esperança para o Operário. Hoje, após o arbitral na FPF, o presidente Silvio Cosmoski e o supervisor Wilson Janiacki deverão se reunir com representantes desse grupo que teria avaliado de forma positiva a proposta de parceria feita pela diretoria alvinegra. Um dos intermediários dessas negociações é o próprio presidente da Federação Paranaense, Onaireves Rolim de Moura, que segundo os dirigentes alvinegros, tem grande simpatia pelo Fantasma.