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Chegou a nossa hora

Thiago Moro – OPERARIO.com

Domingo, Germano Kruger, 15 horas – OPERÁRIO x Cambé abrem a segunda fase do Campeonato Paranaense da Divisão de Acesso.

Todos falam que nossa cidade, com seus mais de 300 mil habitantes merece um clube na elite do futebol paranaense.  O poder público não mexeu sequer um palito para que nossa equipe chegasse até aqui classificada. O empresariado muito pouco e nem nós, torcedores apoixonados fizemos a nossa parte como em 2004 e 2005.

Agora chegou a nossa hora. Nossa hora de reconhecer o que esses bravos jogadores fizeram até o momento, mesmo em condições pouco ou nada favoráveis fora das quatro linhas.

É nossa hora de agradecermos também ao treinador Ricardo Pinto, por continuar inflexível no intento de levar o Fantasma à primeira divisão.

Precisamos nos fazer presentes e gritar 90 minutos, incansáveis, como o lutador Sílvio Cosmoski Júnior, o Alemão, guerreiro na busca pelo melhor para o clube o qual presidê.

Domingo – 23 de julho – 15 horas

OPERÁRIO x Cambé

Germano Kruger – Ponta Grossa.

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Dinei chega e levanta astral em Vila Oficinas

Diretoria ainda busca acerto com o meia Leomar e o zagueiro Anderson Rosa

Neomil Macedo – Diário dos Campos

A chegada a Vila Oficinas do atacante Valdinei de Oliveira Pinto, o Dinei, ontem, deu novo alento ao time do Operário Ferroviário, para a estréia na segunda fase da Divisão de Acesso, no próximo domingo, diante do Cambé Atlético Clube (CAC). O atacante que na Série Prata de 2005 defendeu o Toledo Colônia Work e fez gol no Germano Kruger (Operário e Toledo empataram em 2 a 2), surge agora como a salvação da equipe alvinegra. No treino de ontem, ao lado de João Paulo, ele já mostrou para que veio, ao fazer várias assistências, mandar duas bolas na trave e, por último, deixar sua marca de artilheiro no gol defendido por Osmar.
Dinei já integrava a primeira lista de contratações pedidas pela comissão técnica à diretoria alvinegra para a formação do time. No entanto, a proposta salarial do atacante, que acabara de disputar a Série Ouro do Paranaense pelo Toledo, estava acima do teto estipulado pelos dirigentes operarianos. Como não houve acerto, ele foi parar na Chapecoense. Com o final do certame catarinense da Divisão Especial, ele retornou ao Paraná, passando a procurar a diretoria alvinegra para vir para Ponta Grossa. As negociações se desenrolaram por mais de um mês até que, na última segunda-feira, as partes entraram em acordo e Dinei, finalmente, é jogador do Operário.
Ao mesmo tempo em que comemora a contratação de Dinei, a diretoria alvinegra fica de sobreaviso. Isso porque esse, definitivamente, não é o ano dos atacantes em Vila Oficinas. Dinei é o quinto atleta a vestir a camisa 9 do alvinegro na temporada. O primeiro foi Toti, ainda na fase de preparação da equipe. Uma contusão no joelho no amistoso contra o Foz do Iguaçu o tirou de jogo por dois meses. Talvez ele volte a atuar no próximo dia 30, em União da Vitória, contra o Iguaçu. Sem Toti, o jovem Heber ganhou a oportunidade de vestir a ‘camisa 9’, no entanto não correspondeu e logo foi sacado do time. O meia Carlos Alberto Dias chegou a atuar improvisado no setor.
Após anúncios de contratações que não se efetivaram, a diretoria alvinegra acabou acertando com o meia-atacante Serginho, ex-Adap. Porém, na transação já havia uma ressalva para a liberação do jogador, caso ele recebesse propostas mais vantajosas. E foi o que acabou acontecendo. Há duas semanas, Serginho deixou o time com uma história de que iria para o futebol europeu. A diretoria agiu rápido e trouxe Anderson Catatau, que vestiu a camisa alvinegra em apenas duas partidas. Após a jogo do último domingo, diante do Iguaçu, ele pediu a rescisão de contrato, para deixar o futebol profissional em definitivo.

Leomar está mais perto do acerto

O presidente Silvio Cosmoski guarda a “sete chaves” o nome do empresário com quem vem conversando visando uma parceria para a gestão do departamento de futebol do Clube. “Não vamos antecipar as coisas, para não criar falsas expectativas”, diz o dirigente. Ontem, Cosmoski montava um “força-tarefa” para correr atrás de recursos para o pagamento da taxa de transferência e registro de Dinei. O prazo para registro expira amanhã.
O presidente ainda trabalha intensamente no sentido de viabilizar a contratação do meia Leomar, que vestiu a camisa alvinegra em 2005. Cosmoski deveria conversar com o jogador ontem à noite, com grandes esperanças de que ainda hoje ele esteja em Vila Oficinas. As negociações com o zagueiro Anderson Rosa também estariam em andamento.

Produção em treino agrada técnico

O Operário Ferroviário fez ontem o primeiro treino visando a partida contra o Cambé, no próximo domingo. O jogo-treino contra a equipe juvenil já deu ao técnico Ricardo Pinto uma noção do comportamento do time com Dinei do ataque. “Gostei muito da movimentação, com jogadas em velocidade e objetivas”, disse o treinador alvinegro. O time principal atuou apenas no primeiro tempo do “match”, fazendo dois gols, de João Paulo e Dinei. Na segunda etapa, entrou em campo o time reserva, que marcou através de Wilton.
No meio campo, atuaram os volantes Marcelo Foto e Bahia e os meias Thiago e Edson Rosa, que voltou de Santa Catarina totalmente recuperado da lesão no joelho. Hoje, André Careca deverá ser liberado pelo departamento médico. Caso ele não volte a sentir dores da Coxa, deverá ocupar a posição do garoto Thiago, que no último domingo entrou no segundo tempo da partida contra o Iguaçu, fazendo sua estréia como atleta profissional. Na defesa, o Operário terá a sua formação titular, com Gustavo, Juliano, Hermandes e Anderson. Rudi deve voltar ao gol.

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Operário pode ter quatro reforços contra o Cambé

Danilo Kravchychyn – Diário da Manhã

Ricardo Pinto considera boa a tabela com os dois primeiros jogos no Estádio Germano Kruger

A sorte do Operário Ferroviário nas quartas-de-final da Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense será decidida em casa, logo nas duas primeiras rodadas, contra Cambé e Engenheiro Beltrão. E, mais uma vez, a diretoria convoca a torcida alvi-negra para ‘invadir’ o Estádio Germano Kruger, transformando-se no grande diferencial em relação aos jogos da primeira fase.

O técnico Ricardo Pinto, que considera importante jogar diante da torcida nas primeiras rodadas, retornou ontem a Ponta Grossa e já começou a trabalhar na montagem do time para domingo, diante do invicto Cambé, que tem a melhor campanha da Segundona e aparece como favorito para a conquista do título.

Deixando as dificuldades de lado, o treinador garante que no elenco, hoje, todos estão concentrados no mesmo objetivo, de lutar pelo título de campeão da Segundona, que esteve muito próximo em 2005.

Para que isto aconteça, o clube trata de se reforçar. E o primeiro a chegar foi Dinei, que treinou ontem e será o substituto de Catatau, que já não faz parte do elenco. O ‘capitão’ Leomar também está nos planos e deve ter a sua situação definida ainda hoje.

Mostrando que não se limita ao discurso, Ricardo Pinto já montou a estratégia para derrubar o Cambé, a partir de uma marcação especial sobre o atacante Macedo. “Precisamos anular o principal jogador deles, para impor o nosso futebol. Nesta fase, aliás, nós trabalhar a equipe de acordo com o adversário”, diz o comandante alvi-negro.

Se perdeu Catatau, o Operário recuperou o artilheiro João Paulo, que na segunda-feira estava disposto a abandonar o barco. O camisa 7 reapareceu ontem em Vila Oficinas e vai formar dupla com o recém-chegado Dinei. No meio-campo, a suspensão de Carlos Alberto Dias poderá ser compensada com a chegada de Leomar. Além disto, Bahia retorna de suspensão, assim como Mandágua, sempre uma opção para a lateral-esquerda, com Anderson subindo para o setor de armação.

Até o início da noite, o presidente Sílvio Cosmoski Júnior e o supervisor Wilson Janiack dedicavam atenção especial aos contatos com empresários, buscando o apoio que o clube precisa para recuperar as finanças. Com a expectativa de maiores público em Vila Oficinas, a tendência é que as coisas melhorem no setor financeiro do “Fantasma”.

Integrante do grupo “E”, o Operário começa as quartas-de-final no domingo, dia 21, diante do Cambé, em Vila Oficinas. No meio de semana, 26 ou 27, estará recebendo o Engenheiro Beltrão. Depois, sai para pegar o Iguaçu, dia 30, em União da Vitória; o Cambé, dia 6 de agosto, em Cambé; o Engenheiro Beltrão, dia 9, em Engenheiro Beltrão; e termina a campanha em casa, dia 13 de agosto, diante do Iguaçu.

Numa competição de tiro rápido, perder em casa pode ser fatal. Os operarianos sabem disto e esperam começar a segunda fase com o pé direito, batendo o Cambé em Vila Oficinas.

Disputa

A segunda fase do Campeonato Paranaense da Divisão de acesso, que classifica duas equipes para a Série Ouro do Estadual, começa neste final de semana, com oito equipes na disputa. Ao mesmo tempo que acirra a briga a caminho do quadrangular final, a segunda fase pode diminuir o interesse na competição, graças à mágica fórmula e regulamento aprovados pelos clubes, quase numa imposição da Federação. Neste caso, a fase final – em forma de quadrangular – poderá ser disputada apenas para cumprimento de tabela.

As oito equipes foram divididas em dois grupos, um dos quais (o D) conta com Paraná “B” e Londrina “B”. Eles jogarão em turno e returno dentro do próprio grupo. Passarão para a próxima fase as duas melhores equipes de cada grupo, para compor o quadrangular final, a ser disputado também em turno e returno. Acontece que se Paraná-B e Londrina-B forem os dois melhores de sua chave, as duas equipes da outra chave que vão para a final já saberão que estão na Série Ouro de 2007.

Conforme ficou acordado, as equipes “B” de Paraná e Londrina não pleiteiam vaga na elite do ano que vem, deixando caminho aberto para as outras duas – mesmo que sejam terceira e quarta colocadas no quadrangular final. A única motivação que a fase final (terceira) teria, será para saber quem é o campeão e vice, ou mesmo terceiro e quarto colocados. Os jogos perderiam todo o encanto no aspecto financeiro.