Fonseca assume o CAC e quer manter embalo
Novo treinador do Cambé assumiu dizendo que não quer atrapalhar o bom trabalho feito até agora pelo líder da Segundona
Thiago Mossini - Folha de Londrina
O técnico Roberto Fonseca foi apresentado ontem ao elenco do Cambé. O treinador substitui Roberto Palmieri, demitido na última quarta-feira após se desentender com o então presidente Luís Fernando Nogueira, que também perdeu seu cargo. Fonseca assinou contrato ontem e já deu início aos trabalhos na tentativa de recuperar os dias perdidos com o impasse com o ex-treinador.
O novo comandante assumiu o cargo falando em dar sequência ao trabalho de Palmieri, que deixou o CAC invicto e com a melhor campanha entre os 15 clubes que disputam a Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense. ”Não posso atrapalhar. Tenho que manter o que estava sendo feito e acrescentar algumas idéias”, afirmou.
Fonseca acredita que não existe uma responsabilidade extra sobre suas costas por substituir um técnico que vinha sendo vencedor. ”A responsabilidade é igual a outras. Se o time estivesse brigando para não cair também teria responsabilidade”, desconversou. ”Me considero um técico inteligente e, por isso, sei que o melhor a fazer agora é não atrapalhar o grupo”.
No bate-papo com o elenco, Fonseca lembrou de experiências vividas por ele em outros clubes para ressaltar a importância de se manter o trabalho feito por seu antecessor. ”Dois anos atrás, eu estava na Francana e fazíamos uma campanha fantástica na Série A-2 do Paulistão. Liderávamos a competição e tínhamos perdido apenas uma partida. A diretoria, então, resolveu me demitir faltando uma rodada para começar o quadrangular final. O Ruy Scarpino assumiu e o time não venceu mais. Não quero que isso aconteça aqui”, apontou. O atacante Ézio e o meia Alex Marcelino estavam com o treinador na equipe paulista.
Para o confronto de domingo em Ponta Grossa, contra o Operário, Fonseca deve manter o mesmo time que vinha jogando.
Quem também se apresentou ontem foi o novo presidente do clube, o empresário Marcelo Caldarelli. Ele pagou os salários atrasados e prometeu bichos de R$ 7 mil por cada vitória a ser dividido entre o grupo no restante da competição. Caldarelli disse que renegociou os salários de alguns jogadores e conseguiu reduzir a folha mensal de R$ 62 mil para 35 mil.
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