Fantasma conquistou apenas um ponto nos dois jogos que fez no Estádio Germano Kruger na segunda fase
- Neomil Macedo – Diário dos Campos
Não resta outra alternativa ao Operário Ferroviário, na segunda fase da Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense. Na série de três jogos que faz longe de Vila Oficinas, o Fantasma ‘camarada’ terá que buscar os pontos perdidos nos dois jogos que fez em casa, contra o Cambé (perdeu por 1 a 0) e Engenheiro Beltrão (empate em 2 a 2). Hoje, o técnico Ricardo Pinto começa a montar o time que, no próximo domingo, contra o Iguaçu, em União da Vitória, terá a missão de ressuscitar o alvinegro no campeonato.
Ao final da partida contra o Engenheiro Beltrão, no feriado da última quarta-feira, o técnico Ricardo Pinto admitiu que o time terá uma difícil missão nas próximas rodadas, acrescentando que nada está perdido ainda, isso em função do empate entre Iguaçu e Cambé (1 a 1), que lideram o grupo com 4 pontos. Engenheiro Beltrão e Operário têm 1 ponto. “Continua tudo como no início da rodada”, disse o treinador, referindo-se à diferença de três pontos entre os líderes e os demais times do grupo E.
Uma vitória sobre o Iguaçu, no domingo, pode deixar o Operário até na liderança da chave, dependendo do resultado do jogo entre Engenheiro Beltrão e Cambé. Se o Operário e o ‘Engenheiro’ vencerem , todos terminam o primeiro turno com 4 pontos, definindo-se as posições dos times pelos critérios de desempate.
Mas, para sonhar com essas possibilidades, o Operário terá que fazer a sua parte. Para buscar a vitória, o técnico Ricardo Pinto contará com o retorno do lateral-direito Gustavo, que retorna de suspensão automática; e o meia André Careca, já recuperado de uma lesão na coxa. O zagueiro Hernandes, que na última sexta-feira reclamou de dores na panturrilha e foi sacado do time para a entrada de Baiano, deve voltar ao time de cima.
André deverá ocupar a vaga deixada pelo meia Edson Rosa, suspenso pelo terceiro amarelo. A tendência é que ele jogue ao lado de Marcelo Foto, para dar maior proteção à zaga, deixando a tarefa de armação para Leomar e Carlos Alberto Dias. Na lateral direita, Gustavo entra no lugar do jovem Henrique, que teve uma atuação instável no último domingo.
A equipe se reapresentou ontem e fez apenas um trabalho de reforço muscular. Hoje, o técnico Ricardo Pinto deverá comandar dois treinos táticos e técnicos, pela manhã e à tarde. A partida em União da Vitória está confirmada para as 15h30, no Estádio Municipal Antiocho Pereira.
Empresário ‘visita’ Vila Oficinas
O Operário Ferroviário ficou com R$ 5.878 da renda de R$ 9.460, registrada no Estádio Germano Kruger, na última quarta-feira. O público pagante foi de 1.139 pessoas. Outras 349 pessoas assistiram ao jogo sem pagar. Entre essas, estava o ex-jogador e ex-técnico José Manoel Ricardo, o Picollé, que treinou o Operário em 1991 e hoje trabalha como empresário e agenciador de atletas. Ele esteve em Vila Oficinas, acompanhado do técnico do Iraty Sport Club, Val de Mello, para avaliar o time alvinegro e conhecer a estrutura atual do clube, para posterior apresentação a um grupo empresarial (seria japonês), que tem base em São Paulo.
Ontem, o presidente Silvio Cosmoski Júnior confirmou que Picollé era mesmo o empresário que ele havia anunciado que estaria assistindo à partida contra o Engenheiro Beltrão. Durante o jogo, Cosmoski despistou, dizendo que a presença do empresário no setor das cadeiras cativas de Vila Oficinas era apenas uma visita de cortesia. Segundo o presidente alvinegro, apesar do empate, Picollé gostou do que viu e deveria ontem mesmo entrar um relatório ao grupo que representa, em mãos. “Por ele, o negocio já estaria fechado”, diz o dirigente.
Empate teve sabor de vitória
Seguramente, diante do Engenheiro Beltrão, o Operário fez sua pior apresentação em Vila Oficinas, este ano. Nas derrotas, para o Paraná B (2 a 1) e Cambé (1 a 0), o time mostrou espírito de luta, deixando o campo com o sentimento de injustiça no placar. Na partida da última quarta-feira, ocorreu o contrário, quem deixou o gramado dessa forma foi o adversário, que tinha a vitória nas mãos até os 47 minutos da segunda etapa. O empate que manteve o Fantasma vivo na competição veio através de um pênalti (polêmico) sofrido por João Paulo. Dias cobrou e fez o seu quinto gol no certame. O goleiro Eder acertou o canto e ainda tocou na bola, que foi parar no fundo das redes, para alívio da torcida alvinegra.
Com a estréia de Leomar no meio, ao lado de Marcelo Foto, a expectativa era de que o Operário tivesse uma voz de comando dentro de campo e, principalmente, qualidade na saída de bola. Porém, o experiente meia teve que se concentrar mais na marcação e ainda cobrir o setor direito da defesa, onde o jovem Henrique, que fazia sua estréia entre os titulares, demostrava muita insegurança. Era por esse lado que o Engenheiro Beltrão armava suas principais jogadas de ataque. Apesar da pouca inspiração na criação de jogadas, o Operário saiu na frente no placar. Em cobrança falta, Carlos Alberto Dias fez o seu quarto gol no certame.
Logo no início da segunda etapa, o Operário perdeu chance de ampliar com João Paulo, cara-a-cara com o goleiro Eder. Depois praticamente só deu Engenheiro Beltrão. O empate veio em jogada de bola parada. Desatenta,a defesa alvinegra permitiu que Marquinhos Guarapuava marcasse de cabeça. A virada veio em contra-ataque iniciado no lado direito. A bola acabou chegou até o lateral Buiu, que chutou para o gol vazio. Mandagua ainda tentou tirar. No desespero, o Operário se lançou ao ataque, ate a marcação do pênalti em João Paulo. Depois, novamente João Paulo perderia a chance do que seria um “milagre” em Vila Oficinas.
O Operário jogou com Rudi; Henrique, Baiano, Juliano e Anderson; Marcelo Foto, Leomar, Carlos Alberto Dias e Edson Rosa; Dinei e João Paulo. O técnico Ricardo Pinto trocou Edson Rosa por Bahia; e depois Anderson por Mandagua.











