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Operário empata e complica situação

Paulo Sérgio Rodrigues – Plantão da Cidade

Não foi o resultado esperado e nem o necessário. O empate em 1×1 contra o Iguaçu, no último domingo, complicou ainda mais a situação do Operário Ferroviário no Grupo D da Divisão de Acesso, pois o time tem apenas 2 pontos faltando 3 rodadas para terminar a segunda fase.

Claro que nem tudo está perdido. No entanto, a cada partida a situação se complica ainda mais, lembrando que o time tem ainda uma seqüência de dois jogos fora de casa (Cambé e Engenheiro Beltrão), parra terminar a fase em casa diante do Iguaçu.

Embora matematicamente ainda exista a chance de classificação, o problema reside exatamente naquilo que o time vem rendendo. Ou seja, é difícil acreditar que poderá obter os três resultados positivos que precisa diante das apresentações que a equipe mostrou, frágeis e sem condições técnicas para vencer seus adversários.

No entanto, a situação do Operário tem outro agravante: o lado financeiro. As rendas dos últimos jogos em casa não foram suficientes para pagamento nem dos salários atrasados. Nesta semana, vence mais um mês de pagamento dos jogadores. A única esperança da diretoria é um acordo com empresários de futebol, em que o ex-treinador Picolé está intermediando. Se isto não ocorrer, as chances de uma paralisação definitiva em Vila Oficinas aumentam consideravelmente.

Este quadro desanimador, e que já atingiu o mais fanático dos torcedores, é reflexo da falta de planejamento, uma vez que o futebol moderno exige uma administração profissional, com uma condução empresarial do clube. A falta deste planejamento levou o clube a esta situação em que depende da caridade de empresários que, se vierem a investir no Operário, o farão com menos recursos que os necessários e sem o comprometimento que o clube merece.

Vamos aguardar, sempre na expectativa que tudo se resolva satisfatoriamente para o nosso querido Fantasma da Vila, dentro e fora dos gramados.

- Os jogadores do Operário voltam a treinar nesta terça-feira, aguardando da diretoria um posicionamento quanto ao pagamento dos salários de maio e junho ainda. O técnico Ricardo Pinto espera contar com todos os jogadores para a semana de trabalhos visando o jogo de domingo, em Engenheiro Beltrão, na região de Maringá.

- No jogo do último domingo, em União da Vitória, o Operário se apresentou melhor no primeiro tempo, ao ponto de sair na frente do placar com um gol de Juliano, aos 5 minutos de partida. Mas a pressão do Iguaçu começou logo na segunda etapa e Claiton empatou aos 7 minutos. Os dois times procuraram a vitória, mas o jogo terminou mesmo no empate de 1×1.

- O Engenheiro Beltrão, que havia conquistado um bom resultado em Ponta Grossa no meio da semana passada, recebeu em casa o Cambe e tirou a invencibilidade do adversário vencendo por 1×0, gol anotado por Marquinhos Guarapuava. Assim, a Divisão de Acesso não tem mais invicto com a derrota do Cambe. Com este resultado, Engenheiro Beltrão e Cambe dividem a segunda colocação do Grupo E, com 4 pontos. A liderança é do Iguaçu com 5 pontos. O Operário é o último com 2 pontos.

- No Grupo D, a liderança é da Portuguesa Londrinense, que venceu o clássico com o Londrina por 2×1, e soma 9 pontos ganhos, com 100% de aproveitamento nesta segunda fase. Em segundo lugar está o Cascavel, que derrotou o Paraná-B em Curitiba, por 2×1 também. O Paraná-B é o terceiro colocado com 3 pontos e o Londrina-B o último colocado, sem somar pontos até agora.

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Empate deixa Fantasma na ‘lanterna’

Neomil Macedo – Diário dos Campos

O empate contra o Iguaçu (1 a 1), domingo, em União da Vitória, não tirou o Operário Ferroviário da briga pela classificação ao quadrangular final da Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense, mas, com certeza, deixou a equipe um pouco mais longe do sonho de voltar à primeira divisão do futebol estadual. Com o resultado, o Fantasma segue na quarta colocação do grupo E, com 2 pontos. O Iguaçu lidera a chave com cinco pontos, seguido do Engenheiro Beltrão e Cambé, com quatro pontos. O alvinegro de Vila Oficinas volta a campo no próximo domingo, novamente longe de seus domínios, para enfrentar o Cambé, na abertura do returno da segunda fase.
A reapresentação do plantel alvinegro está marcada para hoje. Como essa semana vence a folha salarial de julho (o clube ainda não pagou maio e junho), mais uma vez, se fala numa deserção de jogadores em Vila Oficinas. Após, a partida contra o Iguaçu, no domingo, o técnico Ricardo Pinto afirmou que desconhece a existência de um movimento nesse sentido. “Ao contrário, o grupo está unido e focado no objetivo da conquista da vaga para a próxima fase”, disse o treinador alvinegro, que mostrou satisfação com a produção do time que abriu o placar contra o Iguaçu, cedeu o empate, e depois teve um gol anulado pelo árbitro Elton Melo Nobre.
“Pelo que mostramos em campo, provamos que temos totais condições de buscar os resultados que precisamos nas duas próximas rodadas e decidir a nossa vaga, contra o Iguaçu, em casa”, disse o técnico alvinegro, que foi expulso de campo, ao tentar argumentar a parcialidade da arbitragem em União da Vitória. Pelos cálculos de Ricardo Pinto, dos nove pontos que ainda estão em disputa, o Operário tem que conquistar sete (duas vitórias e um empate). Como a classificação do grupo ainda está embolada, demonstrando um equilíbrio entre os times, ele crê que isso é perfeitamente possível. “Ainda estamos vivos”.

Gol anulado revolta técnico

Com uma proposta de jogo baseada na forte marcação a partir da sua intermediária, buscando as jogadas de velocidade com João Paulo e Dinei, o Operário surpreendeu o Iguaçu, no Estádio Antiocho Pereira. Logo aos cinco minutos, Carlos Alberto Dias cobrou falta em direção à área e encontrou a Juliano, que de “peixinho” venceu o goleiro Leandro. Até o final do primeiro tempo, o jogo seguiu equilibrado, com o goleiro Osmar tendo muito trabalho para impedir o gol de empate.
Na segunda fase, o time da casa foi com tudo para cima do Operário, que recuou a marcação em demasia. Logo aos 7 minutos, Cleiton aproveitou cruzamento, cabeceando para trás, surpreendendo o goleiro alvinegro. A bola ainda teria tocado no atacante Jacozinho. A partir daí as equipes se revezaram nas jogadas de ataque, com leve supremacia do Operário, que chegaria a marcar o gol da vitória, através de Dinei. O árbitro anulou a jogada, apontando o toque de mão do atacante alvinegro (a bola teria tocada no peito).
O Operário iniciou a partida com Osmar; Gustavo, Hernandes, Juliano e Anderson; Marcelo Foto, Baiano, Leomar e Carlos Alberto Dias; Dinei e João Paulo. Na segunda etapa, Bahia entrou no lugar de Baiano; e Dinei foi substituído por Jeferson. Receberam cartão amarelo Hernandes, Anderson, Baiano e Dias.

Divisão de Acesso

3ª rodada
Grupo D
Portuguesa 2 x 1 Londrina-B
Paraná-B 1 x 2 Cascavel

Grupo E
Engenheiro Beltrão 1 x 0 Cambé
Iguaçu 1 x 1 Operário Ferroviário
4ª rodada – 6/8
Grupo D
Paraná-B x Portuguesa
Cascavel x Londrina-B

Grupo E
Engenheiro Beltrão x Iguaçu
Cambé x Operário

Classificação

Grupo D
1º Portuguesa 9
2º Cascavel 6
3º Paraná-B 3
4º Londrina-B 0
Grupo E
1º Iguaçu…5
2º Engenheiro Beltrão
3º Cambé 4
4º Operário Ferroviário 2

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Federação suspende Operário por uma dívida

Além das três folhas salariais em atraso, Fantasma também deve à FPF, que ameaça clube com suspensão

- Neomil Macedo – Diário dos Campos

O Operário Ferroviário está na lista de seis clubes da Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense suspensas, ontem, pelo presidente do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Paranaense de Futebol (FPF), José Roberto Hajeboock, devido ao não pagamento de dívidas junto à entidade. Além do Fantasma, estão em débito o Iguaçu, Cambé e Portuguesa Londrinense, que disputam a segunda fase do certame. Arapongas e Comercial, de Cornélio Procópio, já eliminados, também estão inadimplentes. A nota distribuída ontem pela assessoria da FPF não cita os valores devidos pelos clubes. O presidente do alvinegro ponta-grossense, Silvio Cosmoski Júnior, revelou que a dívida da agremiação é de R$ 2,5 mil, referentes a taxas de transferências de atletas.
Segundo o superintendente da FPF, Laércio Polanski, a entidade não está cobrando contas vencidas, “mas aquelas que foram pagas através de cheques que não puderam ser compensados”. No dia 19 de julho, o presidente da FPF, Onaireves Nilo Rolim de Moura, encaminhou denúncia ao TJD. Dois dias depois, o tribunal notificou os clubes e deu 48 horas para eles quitarem as dívidas. “O prazo venceu e nenhum deles se manifestou. Por isso, decidimos suspendê-los até que paguem seus débitos”, informou o presidente do TJD. Cambé, Iguaçu, Operário e Portuguesa Londrinense têm jogos marcados para o próximo final de semana, pela quarta rodada da Divisão de Acesso. “Se não pagarem, não jogam”, disse Hajeboock.
A notícia da suspensão do clube, no final da tarde de ontem, revoltou o presidente Silvio Cosmoski, que hoje estará na FPF para quitar a dívida, que segundo ele é de R$ 2,5 mil. “Já arrumamos R$ 1,5 mil. Amanhã (hoje) vamos arrumar mais R$ 1 mil, para pagar essa conta”, diz o dirigente alvinegro. Segundo Cosmoski, esta dívida se refere a taxas de transferências da FPF, no valor de R$ 4 mil. Através de negociação com a entidade, o clube pagaria a conta em três parcelas, a serem descontadas das rendas dos jogos do Operário, nesta segunda fase, em Vila Oficinas, contra Cambé, Engenheiro Beltrão e Iguaçu.
Na partida contra o Cambé (renda líquida de R$ 11.970), foram descontados para pagamento à FPF, R$ 1,5 mil. Ocorre que na partida contra o Engenheiro Beltrão (renda líquida de R$ 5.878,35), o Fantasma não teve condições de saldar a segunda parcela do acerto, se comprometendo a fazer o pagamento diretamente na tesouraria da FPF, quando dispusesse da quantia. Além dessa conta, o Operário também vinha descontando das rendas em Vila Oficinas um empréstimo feito junto a um empresário da cidade igualmente para regularizar a documentação dos atletas. Seria R$ 5,5 mil, a serem quitados em três parcelas.

Cosmoski cobra contrapartida da FPF

Indignado com a cobrança feita pela Federação Paranaense de Futebol (FPF), o presidente Silvio Cosmoski Júnior disse ontem que não daria qualquer declaração sobre o assunto, por orientação do seu advogado. No entanto, deixou aflorar seu temperamento explosivo e fez uma série de críticas à FPF, que exige tudo do Operário, com relação à segurança do Estádio Germano Kruger, mas faz “vistas grossas” em outros estádios. No Estádio Antiocho Pereira, onde o alvinegro jogou no último domingo, segundo Cosmoski, havia pilhas de tijolos que poderiam se transformar em armas, no caso de um tumulto generalizado.
“Dizem que a federação quer o Operário na primeira divisão, mas, há muito tempo desconfio de que isso seja verdade”, diz Cosmoski, observando que o Fantasma seguidamente é “roubado” pelos árbitros. No jogo do último domingo, o alvinegro teve um gol “legítimo” anulado (o arbitro assinalou toque do atacante Dinei). “O técnico (Orlando) Bianchini estava suspenso por 30 dias e estava no banco de reservas domingo. Vamos entrar com uma representação, requerendo os pontos da partida”, disse Cosmoski, acrescentando que agora vai “olho por olho”.
“Se exigem tudo de nós. Vamos também exigir a contrapartida”, enfatiza Cosmoski, que relaciona a parcialidade do árbitros ao “caso bruxo”, ocorrido no ano passado. “Estamos pagando por erro dos outros”.

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OFEC perde a chance de embolar disputa pelas vagas

Danilo Kravchychyn – Diário da Manhã

Empate em União da Vitória diminui ainda mais as chances do “Fantasma” alcançar o quadrangular final da Divisão de Acesso

Segue crítica a situação do Operário Ferroviário nas semifinais da Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense. O empate em 1×1 com o Iguaçu, domingo, no Estádio Antiocho Pereira, em União da Vitória, manteve o “Fantasma” na última colocação do grupo “E”, numa rodada em que o Engenheiro Beltrão derrubou a invencibilidade do Cambé, embolando a disputa pelas vagas ao quadrangular final.

Três pontos atrás do líder Iguaçu, que tem 5, e dois abaixo do Engenheiro Beltrão e Cambé, ambos com 4, o alvi-negro pontagrossense está com 2 pontos. Como se vê, a maior dificuldade não está na pontuação de cada um, mas na seqüência de jogos do Operário, que pega o Cambé, domingo próximo, no Norte do Estado, depois vai a Engenheiro Beltrão e só na última rodada volta a atuar diante da sua torcida, no Estádio Germano Kruger. Além disto, nas três partidas desta fase, o “Fantasma” perdeu na estréia, em casa, para o Cambé (1×0), empatou com o Engenheiro Beltrão (2×2), também em Vila Oficinas. E no primeiro confronto fora de casa, não conseguiu superar o Iguaçu, em União da Vitória.

No primeiro tempo do jogo de domingo, a impressão era de que o Operário, finalmente, conseguiria desencantar. Aproveitando cruzamento de Carlos Alberto Dias, o zagueiro Juliano abriu o placar logo aos 6 minutos do jogo. E o Operário mandou na partida, forçando o Iguaçu a se fechar na defesa e abusar das faltas.

Veio a segunda etapa e o gol de Cleiton, aos 7 minutos, colocou o Iguaçu em igualdade no placar. Abatido, o time operariano repetiu os erros de outros jogos e ainda foi prejudicado pelo árbitro Elton Mello Nobre, que anulou gol de Dinei, alegando mão na bola, quando o jogador usou o peito para finalizar a jogada. O trio de arbitragem também ignorou a pressão feita por dirigentes locais e torcedores, que arremessaram pedras e latinhas de cerveja para o campo. Revoltado, o técnico Ricardo Pinto reclamou e foi expulso. Ernandes, Anderson, Baiano e Carlos Alberto Dias receberam o cartão amarelo.

O elenco operariano reapresenta-se hoje pela manhã em Vila Oficinas, iniciando a preparação para o jogo contra o Cambé, domingo, no Norte do Estado. Fica a expectativa em relação à escalação do time, que no domingo teve o goleiro Osmar como titular, substituindo Rudi. O meia Edson Rosa, que cumpriu a suspensão automática, está à disposição do técnico, mesma situação do lateral Henrique.

Após o jogo, o preparador físico Leandro Gradin anunciou a intenção de deixar o Operário e voltar para o Rio Grande do Sul, onde tem família. Apesar da queda de rendimento de alguns jogadores importantes, como Carlos Alberto Dias e Leomar, no segundo tempo dos jogos, o condicionamento da equipe sempre esteve entre as principais virtudes do elenco alvi-negro, e a diretoria espera manter o profissional em Vila Oficinas pelo menos até o final da Segundona.

 

Engenheiro Beltrão

Caiu o último invicto da Divisão de Acesso. Mesmo jogando em casa, o Cambé viu a sua série de doze jogos (oito vitórias e quatro empates) sem derrota interrompida pelo Engenheiro Beltrão, que teve o seu gol assinalado por Marquinhos Guarapuava, aos 5 minutos do primeiro tempo. Com este resultado, os dois times dividem o segundo lugar do grupo “E”, com vantagem para o Cambé, que marcou 4 gols contra 2 do Engenheiro. No domingo que vem, já pelo returno, o Cambé estará recebendo Operário, e o Engenheiro Beltrão, também nos seus domínios, pega o Iguaçu.

Grupo “D”

Frustrando a expectativa inicial, os times “B” de Paraná Clube e Londrina não fazem boas campanhas nesta segunda fase da Divisão de Acesso. O “Tubarão” já não tem chances de brigar pela vaga no quadrangular final, depois de perder por 2×1 para a líder do grupo “D”, a Portuguesa Londrinense, que tem 100% de aproveitamento nesta fase semifinal. Ferrari marcou os dois gols da Lusinha e Roberto descontou para o Londrina.

No outro jogo do grupo, o Cascavel venceu o Paraná “B”, também por 2×1, e se mantém na segunda colocação. Na classificação deste grupo “D”, a Portuguesa Londrinense tem 9 pontos, o Cascavel está com 6, o Paraná “B” tem 3 e o Londrina “B” não saiu do zero.