Recuperado de cirurgia no joelho, atancante ainda sente a falta de condicionamento físico
- Neomil Macedo – Diário dos Campos
Depois de três meses sem jogar, o atacante Toti está pronto para voltar a vestir a camisa 9 do Operário Ferroviário. Contratado para ser a grande estrela do alvinegro de Vila Oficinas na Divisão de Acesso, o grandalhão de 1,93 metro contundiu o joelho na partida “amistosa” contra o Foz do Iguaçu, no dia 30 de abril, foi operado um mês depois e, no próximo domingo, poderá finalmente estrear no campeonato. Pelo menos essa é a intenção do técnico Ricardo Pinto, que, ontem, escalou Toti entre os titulares no jogo-treino contra o “Fantasminha”, que se prepara para representar a cidade nos Jogos da Juventude do Paraná (Jojup’s).
Durante o treino de cerca de 30 minutos, Toti se movimentou bastante. Buscou jogo na intermediária; escorou cruzamentos para quem chegava de trás; e arriscou chutes a gol. Em tudo que fez, o atacante mostrou toda a sua vontade de voltar a jogar. “Nunca fiquei tanto tempo parado”, disse o atacante, ofegante, mas sem sentir qualquer problema no joelho operado. Mesmo sem ritmo de jogo e longe de sua melhor condição física, ele acredita que tem condições de atuar pelo menos 45 minutos e deixa a sua escalação a critério do técnico Ricardo Pinto. “Quem decide é o treinador, mas estou pronto para ajudar o time a buscar a classificação para o quadrangular final”, disse.
Para o técnico Ricardo Pinto, o Operário está numa situação no campeonato em que se faz necessário a ousadia. “Temos que arriscar e usar toda as armas de que dispomos”, afirma o treinador alvinegro, que na fase de preparação para o campeonato depositava grandes esperanças em Toti e chegou a montar o esquema tático do time (3-5-2), muito em função da sua presença sempre marcante na área adversária. Ele seria a referência para os alas e faria o pivô para a entrada dos meias.
A contusão de Toti no fatídico jogo contra o Foz do Iguaçu acabou desmontando o esquema alvinegro. Nas três primeiras rodadas do campeonato, Ricardo Pinto ainda insistiu no 3-5-2, mas faltava ao time a dita referência na área. Tanto que, já na quarta rodada (4/6), o treinador trocou de sistema tático, passando a jogar no 4-4-2. Nos três meses em que Toti esteve no “estaleiro”, cinco jogadores ocuparam a posição. Pela ordem foram escalados Heber, Dias, Serginho, Catatau e por último Dinei. Todos de características totalmente diferentes e sem presença decisiva na área.
Se confirmada a volta de Toti, o Operário poderá ganhar mais qualidade na armação, já que Dinei, que na verdade é meia-atacante, deverá ser o companheiro de Carlos Alberto Dias na armação, funcionando ainda como um terceiro atacante. Leomar volta a jogar na posição de volante, com Marcelo Foto, para dar qualidade na transição defesa-ataque. Hoje, diante dos juniores do Iraty, o técnico Ricardo Pinto deverá colocar em campo a mesma formação. Amanhã, comanda o coletivo apronto, que poderá definir a escalação de Toti.