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Operário perde e está desclassificado

Paulo Sérgio Rodrigues – Plantão da Cidade

O Operário Ferroviário está fora da disputa por uma das vagas para a Série Ouro de 2007. Jogando na tarde desta (quarta-feira) em Engenheiro Beltrão, a equipe princesina foi derrotada por 3×2, mantendo os 3 pontos conquistados até o momento e sem chances de alcançar o próprio Engenheiro Beltrão (11 pontos) e o Iguaçu (8 pontos) na tabela do Grupo D.

A derrota foi bastante contestada por jogadores, comissão técnica e dirigentes do Operário, após a partida, acusando o árbitro Paulo Amaral de ter dado um pênalti inexistente quando a partida estava 2×1 para o Operário, no segundo tempo.

No entanto, não podemos creditar a desclassificação do alvi-negro tão somente ao juiz do jogo desta quarta-feira, mas sim, e de forma mais veemente, ao próprio time, que teve a chance de largar na frente no início desta fase, com os dois jogos em casa, contra Cambé e Engenheiro Beltrão, quando perdeu uma e empatou a outra partida.

Assim, com estes resultados negativos, o Operário não fez a lição de casa e por conseqüência foi levando a situação até o ponto de depender dos dois últimos resultados, em um jogo fora de casa, e outro, o último, domingo diante do Iguaçu, que agora se torna somente amistoso para o Fantasma da Vila.

Portanto, os erros foram no início e não somente numa partida isoladamente, por mais que o árbitro tenha realmente influenciado no resultado.

E digo mais ainda: a influência da arbitragem no resultado deste jogo em Engenheiro Beltrão, ainda é reflexo do Caso Bruxo, que no ano passado sepultou a chances do alvinegro subir para a primeira divisão, e agora, neste ano novamente, parece que ainda tem seus efeitos perante a classe de apitadores de futebol profissional no Estado do Paraná.

Erro também da diretoria alvinegra, que sem planejamento nenhum, sem dinheiro e sem crédito perante a torcida e aos empresários, lançou-se num aventura colocando o clube numa disputa de campeonato sem a menor estrutura.

E agora, qual será o futuro do Operário? No final do ano teremos eleições. Será que algum empresário terá ainda a intenção de ser presidente do clube?

Sabemos que ainda tem gente interessada em assumir o Operário. Mas, e as dívidas? Como ficarão as dívidas oriundas desta aventura do time na Divisão de Acesso, com atletas e fornecedores?

Infelizmente as respostas para estas perguntas nós já desconfiamos quais sejam. Porém, só o tempo poderá mesmo confirmá-las. O fato é que uma coisa, quando começa errado, dificilmente terá  a chance de dar certo. No caso do Operário, tudo foi feito errado, desde o começo. E dentro de campo, lamentavelmente elas não se endireitaram.

- O Operário fez uma boa partida, principalmente no segundo tempo. Depois de estar perdendo por 1×0, virou o placar e estava muito bem no jogo. O pênalti marcado pelo árbitro revoltou os jogadores e Gustavo e Baiano foram expulsos na confusão. Cobrado o pênalti e empatado o jogo o Operário morreu na partida e foi presa fácil para o time do Engenheiro Beltrão que fez 3×2 sem problemas.

- No outro resultado desta quarta, Iguaçu e Cambé empataram em 1×1, resultado bom para o time do Iguaçu. O Cambé foi para 5 pontos, mas tem saldo negativo de 3 gols. O Iguaçu, com 8 pontos, praticamente classificado, tem saldo de 3 gols positivos. No próximo domingo, o Iguaçu joga em Ponta Grossa diante do Operário e o Cambe recebe o Engenheiro Beltrão.

- No Grupo C, as coisas estão definidas. A Portuguesa Londrinense e Cascavel fizeram jogo de compadre e empataram em 1×1, resultado que classificou ambos para a fase decisiva. A Portuguesa foi para 11 pontos e o Cascavel para 10 pontos. Paraná-B e Londrina também empataram e estão fora da competição. Ou seja, o quadrangular final, está praticamente formado com: Portuguesa Londrinense, Cascavel, Engenheiro Beltrão e Iguaçu (ou Cambé).

- Perguntar não ofende: e agora como fica aquela história de que vão subir mais duas equipes por quantidade de público nos estádios na Divisão de Acesso? Afinal de contas, a diretoria do Operário anunciou que a Federação estava propensa a mudar o regulamento, colocando mais dois times por índice de arrecadação, além dos dois primeiros colocados do quadrangular final. Pelo menos foi o que a diretoria do Operário disse. Na verdade, a FPF nunca se pronunciou oficialmente a respeito. Vamos aguardar mais esta.

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Operário perde e sonho é adiado mais uma vez

Danilo Kravchychyn – Diário da Manhã

Seria muito fácil culpar a arbitragem pela eliminação do Operário Ferroviário, faltando ainda uma rodada para o encerramento das semifinais da Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense. Mas a verdade é que nos últimos três anos o “Fantasma” tem ficado pelo caminho devido à falta de uma estrutura profissional, que assegure um mínimo de condição para que Ponta Grossa volte a ter um representante na Série Ouro, entre as grandes forças do futebol paranaense.

Em 2004, no ano em que retomou a sua participação no Estadual, o alvi-negro não passou pela fase classificatória. No ano passado, com o apoio da torcida, o Operário deu a impressão de que poderia subir, chegou às semifinais, mas foi eliminado nos confrontos com o Galo Maringá. Na atual temporada, sem o mesmo pique, o time não conseguiu atrair o torcedor e chegou até aqui devido à dedicação de seus dirigentes e, principalmente, à liderança de Ricardo Pinto, que conseguiu unir comissão técnica e jogadores, superando até mesmo os três meses de salários atrasados.

No jogo de ontem à tarde, em Engenheiro Beltrão, houve um momento em que o time até deu a impressão de que poderia chegar mais longe, ‘virando’ um placar desfavorável e dominando boa parte da segunda etapa. Mas prevaleceu a lógica e o time da casa reagiu, sendo o primeiro time do grupo “E” a conquistar a vaga no quadrangular decisivo.

Mesmo com Dinei acertando uma bola na trave, o Engenheiro Beltrão mandou no primeiro tempo e conseguiu a vantagem aos 29 minutos, com Robson aproveitando uma falha do zagueiro Baiano, driblando Ernandes e cruzando para a finalização de Maurício. Não fosse a grande atuação de Osmar, e o time da casa chegaria ao intervalo com pelo menos três gols de vantagem.

Na volta ao campo, os operarianos reagiram, passaram a dominar as ações, conseguindo o empate logo a 4 minutos, num pênalti sofrido pelo volante Bahia, que Carlos Alberto Dias converteu. Logo depois, Dinei “desencantou”, marcando o seu primeiro com com a camisa alvi-negra. Os 2×1 renovaram a esperança dos pontagrossenses, mas não durou muito. Londres, cobrando pênalti, e Elton, já no final, asseguraram não apenas a vitória do Engenheiro Beltrão, mas a classificação antecipada da equipe para as finais.

Em União da Vitória, o Iguaçu fez a lição de casa, vencendo o Cambe, por 3×0, com tentos de Valdecir, Maurício e Everton.

Depois destes resultados, a classificação do grupo “E” ficou assim: 1º Engenheiro Beltrão, com 10 pontos, já classificado; 2º) Iguaçu, com 8; 3º) Cambé, com 5; 4º) Operário Ferroviário, com 3.

A segunda vaga será decidida no domingo, com o Iguaçu precisando apenas do empate diante do Operário Ferroviário, no Estádio Germano Kruger. É a oportunidade para uma despedida honrosa do “Fantasma”, que pode até ajudar o Cambé, que não tem outra opção senão a vitória diante do Engenheiro Beltrão e uma torcida desesperada pelo Operário.

Grupo “D”

A expectativa, no início desta fase semifinal, era que os times “B” de Paraná Clube e Londrina poderiam ‘melar’ o quadrangular decisivo da Segundona, pois se conseguissem chegar à disputa do título não haveria porque realizar a disputa, pois a dupla não poderia subir à Série Ouro, assegurando automaticamente as vagas dos dois times do grupo que tinha Operário, Iguaçu, Cambé e Engenheiro Beltrão.

Mas os dois classificados deste grupo “D” são a Portuguesa Londrinense e o Cascavel, que asseguraram suas vagas com uma rodada de antecedência, no empate de 1×1, ontem, no Estádio do Café. Além disto, Paraná e Londrina também ficaram no 1×1 e estão eliminados.

A Portuguesa Londrinense tem a melhor campanha desta fase, com 11 pontos na liderança do grupo “D”, seguida pelo Cascavel, com 10. O Paraná “B” tem 4. E o Londrina “B” somou o primeiro ponto no empate de ontem.

Na última rodada, a motivação da Portuguesa Londrinense e do Cascavel se limita à luta pelo primeiro lugar da chave, que não representa muita coisa, até porque os quatro finalistas jogarão entre si em dois turnos, com os dois primeiros subindo a Série Ouro de 2007.

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Operário diz adeus ao sonho da ‘Primeirona’

Pelo terceiro ano consecutivo, o alvinegro de Vila Oficinas fica no meio do caminho na luta para voltar à Primeira Divisão

Neomil Macedo – Diário dos Campos

Os pontos perdidos no Estádio Germano Kruger, contra Cambé (1 a 0) e Engenheiro Beltrão (1 a 1) fizeram muita falta e o Operário Ferroviário está fora da disputa pelas vagas do quadrangular final da Divisão de Acesso. O fim do sonho de voltar à primeira divisão do campeonato paranaense foi decretado ontem, à tarde, no Estádio João Cavalcanti Menezes, na derrota para o Engenheiro Beltrão, por 3 a 2, num jogo em que, mais uma vez, a arbitragem tendeu para os donos da casa. Entre outros lances, o Operário contesta a anulação de um gol de Carlos Alberto Dias e a marcação de um pênalti para o Engenheiro Beltrão, que acabaria provocando a expulsão dos operarianos Gustavo e Baiano.
“Uma vergonha, fomos roubados”, disse o presidente Sílvio Cosmoski Júnior, ao final da partida, num misto de revolta e decepção pela eliminação da equipe do campeonato. Ainda hoje, dirigente alvinegro promete marcar presença na Federação Paranaense de Futebol para protestar contra o que ele classificou de “roubo”. “Essa arbitragem e os bandeirinhas vieram aqui para roubar. Ele usou de dois pesos e duas medidas”. Cosmoski ainda reclama da falta de segurança em todos os estádio em que o Operário jogou. “Lá em Ponta Grossa a Federação cobra e nós damos toda a segurança para os torcedores e para os visitantes”, diz o presidente.
No seu lamento, o presidente não esqueceu de reclamar da falta de apoio mais efetivo ao clube, tanto do governo municipal como da iniciativa privada. “É uma pena. Engenheiro Beltrão, uma cidade bem menor, estará na disputa do quadrangular e pode até subir para a primeira divisão, enquanto Ponta Grossa, uma das maiores cidades do Estado, não quer investir num clube que tem 94 anos de tradição”, comenta Cosmoski. Sem apoio, com o time eliminado do campeonato e o clube mergulhado em dívidas, o presidente admite que “hoje a melhor coisa é acabar com o futebol em Ponta Grossa”.
Para o técnico Ricardo Pinto, a eliminação do Operário é reflexo de uma soma de fatores, que ele prefere não relembrar, incluindo, a atuação dos árbitros nos jogos do Operário. No seu ‘metiê’, o treinador diz que o objetivo não foi alcançado dentro de campo. “Faltaram as vitórias que nos dariam a classificação”, disse o treinador alvinegro. Sobre seu futuro, Ricardo admite que tem alguns contatos que vai analisar, mas ainda não tem nada definido. No jogo de ontem, como em todo o campeonato, ele elogiou a disposição dos seus comandados que lutaram até o último minuto. “Eles forma homens”.

Fantasma chegou a estar em vantagem

Sob um sol forte, Engenheiro Beltrão e Operário fizeram um jogo de fortes emoções, principalmente na segunda etapa. Na primeira etapa da partida, o Engenheiro Beltrão foi superior ao alvinegro ponta-grossense, que não conseguiu executar o plano de jogo do técnico Ricardo Pinto. Sem dois de seus principais jogadores, o zagueiro Juliano e o volante Marcelo Foto, o treinador armou com um forte esquema de marcação no seu campo, tentando sair para o ataque em velocidade, com João Paulo e Dinei. Porém, com sua marcação a partir da intermediária adversária, o “Engenheiro” conseguia neutralizar as jogadas do Fantasma.
O gol do Engenheiro Beltrão, aos 29 minutos, veio de uma falha da zaga alvinegra. Primeiro Baiano furou, permitindo que Robson fosse à linha de fundo para o cruzamento fechado na área. Hernandes saiu na tentativa de abafar o chute, deixando Neizinho, Buiu e Maurício livres no centro da área. Maurício acabou tocando para o fundo do gol de Osmar, que evitou até um placar mais elástico em favor dos donos da casa.
No segundo tempo, o Operário foi para o “tudo ou nada” marcando pressão no campo adversário. Já o Engenheiro Beltrão recuou em demasia e permitiu o avanço do Fantasma. Melhor no jogo, o Operário empatou aos 13 minutos. Dias cobrou pênalti sofrido por Bahia. No lance, o zagueiro Thiago, que já tinha cartão amarelo, saiu no lucro. O árbitro Paulo Amaral fez “vistas grossas” no lance.
O Operário seguiu em busca do resultado que lhe daria a sobrevivência no certame. O lance que renovou as esperanças da torcida alvinegra aconteceu aos 25 minutos. Dinei aproveitou a falha do goleiro Danilo no cruzamento do lateral-esquerdo Anderson e virou o jogo para o Fantasma. A partir desse momento, os dois técnicos começaram a mexer nas equipes. Ricardo Pinto trocou Dias e Dinei por Thiago e Mandagua. No Engenheiro entraram Elton, Londres e Macrini nos lugares de Robson, Tobi e Thiago.
Aos 33 minutos, Paulo Amaral apitou pênalti de Leomar em Elton. O lance foi contestado por todo o time alvinegro. O lateral-direiro Gustavo foi expulso. Londres cobrou empatou a partida. Durante a comemoração, alertado pelo auxiliar, Paulo Amaral também expulsou o zagueiro Baiano. do Operário. Com dois jogadores a menos o Operário ainda levou perigo ao gol de Danilo, porém não teve pernas para segurar o empate. Aos 43 minutos, Elton faria 3 a 2 para o Beltrão.

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Engenheiro é 100% em casa

Diário dos Campos

Diferente do Operário, o Engenheiro Beltrão teve aproveitamento de 100% em casa, nesta segunda fase da Divisão de Acesso, e, por isso, comemora a classificação para o quadrangular final da competição. O curioso é que o “Engenheiro” passou para a segunda fase sem vencer um jogo sequer, num grupo que tinha apenas três equipes (Cascavel, Foz do Iguaçu e o Engenheiro). Com a vitória sobre Fantasma, o Engenheiro Beltrão foi a 10 pontos, mantendo a liderança do grupo E. No próximo domingo, o time vai a Cambé para ratificar sua classificação.
O Cambé, que ontem perdeu para o Iguaçu, em União da Vitória, por 3 a 0, ainda alimenta chances de seguir na competição. Porém precisará vencer o “Engenheiro”, no próximo domingo, e ainda torcer para que o Operário vença o Iguaçu, em Vila Oficinas. Nesse caso as duas equipes ficariam com o 8 pontos. Nos critérios de desempate a vantagem é do Iguaçu, que tem saldo positivo de três gols, enquanto o Cambé, tem saldo negativo de três gols.
No grupo D, está tudo definido. Ontem, Portuguesa Londrinense e Cascavel empataram 1 a 1, resultado que classificou confirmou a classificação das duas equipes. No outro jogo da chave. Paraná B e Londrina B também empataram em 1 a 1. O time B do Paraná Clube ainda alimentava chances de classificação, porém precisava da vitória. A última rodada do grupo, no domingo, terá os jogos Cascavel x Paraná B e Londrina B x Portuguesa Londrinense.