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Operário diz adeus ao sonho da ‘Primeirona’

Pelo terceiro ano consecutivo, o alvinegro de Vila Oficinas fica no meio do caminho na luta para voltar à Primeira Divisão

Neomil Macedo – Diário dos Campos

Os pontos perdidos no Estádio Germano Kruger, contra Cambé (1 a 0) e Engenheiro Beltrão (1 a 1) fizeram muita falta e o Operário Ferroviário está fora da disputa pelas vagas do quadrangular final da Divisão de Acesso. O fim do sonho de voltar à primeira divisão do campeonato paranaense foi decretado ontem, à tarde, no Estádio João Cavalcanti Menezes, na derrota para o Engenheiro Beltrão, por 3 a 2, num jogo em que, mais uma vez, a arbitragem tendeu para os donos da casa. Entre outros lances, o Operário contesta a anulação de um gol de Carlos Alberto Dias e a marcação de um pênalti para o Engenheiro Beltrão, que acabaria provocando a expulsão dos operarianos Gustavo e Baiano.
“Uma vergonha, fomos roubados”, disse o presidente Sílvio Cosmoski Júnior, ao final da partida, num misto de revolta e decepção pela eliminação da equipe do campeonato. Ainda hoje, dirigente alvinegro promete marcar presença na Federação Paranaense de Futebol para protestar contra o que ele classificou de “roubo”. “Essa arbitragem e os bandeirinhas vieram aqui para roubar. Ele usou de dois pesos e duas medidas”. Cosmoski ainda reclama da falta de segurança em todos os estádio em que o Operário jogou. “Lá em Ponta Grossa a Federação cobra e nós damos toda a segurança para os torcedores e para os visitantes”, diz o presidente.
No seu lamento, o presidente não esqueceu de reclamar da falta de apoio mais efetivo ao clube, tanto do governo municipal como da iniciativa privada. “É uma pena. Engenheiro Beltrão, uma cidade bem menor, estará na disputa do quadrangular e pode até subir para a primeira divisão, enquanto Ponta Grossa, uma das maiores cidades do Estado, não quer investir num clube que tem 94 anos de tradição”, comenta Cosmoski. Sem apoio, com o time eliminado do campeonato e o clube mergulhado em dívidas, o presidente admite que “hoje a melhor coisa é acabar com o futebol em Ponta Grossa”.
Para o técnico Ricardo Pinto, a eliminação do Operário é reflexo de uma soma de fatores, que ele prefere não relembrar, incluindo, a atuação dos árbitros nos jogos do Operário. No seu ‘metiê’, o treinador diz que o objetivo não foi alcançado dentro de campo. “Faltaram as vitórias que nos dariam a classificação”, disse o treinador alvinegro. Sobre seu futuro, Ricardo admite que tem alguns contatos que vai analisar, mas ainda não tem nada definido. No jogo de ontem, como em todo o campeonato, ele elogiou a disposição dos seus comandados que lutaram até o último minuto. “Eles forma homens”.

Fantasma chegou a estar em vantagem

Sob um sol forte, Engenheiro Beltrão e Operário fizeram um jogo de fortes emoções, principalmente na segunda etapa. Na primeira etapa da partida, o Engenheiro Beltrão foi superior ao alvinegro ponta-grossense, que não conseguiu executar o plano de jogo do técnico Ricardo Pinto. Sem dois de seus principais jogadores, o zagueiro Juliano e o volante Marcelo Foto, o treinador armou com um forte esquema de marcação no seu campo, tentando sair para o ataque em velocidade, com João Paulo e Dinei. Porém, com sua marcação a partir da intermediária adversária, o “Engenheiro” conseguia neutralizar as jogadas do Fantasma.
O gol do Engenheiro Beltrão, aos 29 minutos, veio de uma falha da zaga alvinegra. Primeiro Baiano furou, permitindo que Robson fosse à linha de fundo para o cruzamento fechado na área. Hernandes saiu na tentativa de abafar o chute, deixando Neizinho, Buiu e Maurício livres no centro da área. Maurício acabou tocando para o fundo do gol de Osmar, que evitou até um placar mais elástico em favor dos donos da casa.
No segundo tempo, o Operário foi para o “tudo ou nada” marcando pressão no campo adversário. Já o Engenheiro Beltrão recuou em demasia e permitiu o avanço do Fantasma. Melhor no jogo, o Operário empatou aos 13 minutos. Dias cobrou pênalti sofrido por Bahia. No lance, o zagueiro Thiago, que já tinha cartão amarelo, saiu no lucro. O árbitro Paulo Amaral fez “vistas grossas” no lance.
O Operário seguiu em busca do resultado que lhe daria a sobrevivência no certame. O lance que renovou as esperanças da torcida alvinegra aconteceu aos 25 minutos. Dinei aproveitou a falha do goleiro Danilo no cruzamento do lateral-esquerdo Anderson e virou o jogo para o Fantasma. A partir desse momento, os dois técnicos começaram a mexer nas equipes. Ricardo Pinto trocou Dias e Dinei por Thiago e Mandagua. No Engenheiro entraram Elton, Londres e Macrini nos lugares de Robson, Tobi e Thiago.
Aos 33 minutos, Paulo Amaral apitou pênalti de Leomar em Elton. O lance foi contestado por todo o time alvinegro. O lateral-direiro Gustavo foi expulso. Londres cobrou empatou a partida. Durante a comemoração, alertado pelo auxiliar, Paulo Amaral também expulsou o zagueiro Baiano. do Operário. Com dois jogadores a menos o Operário ainda levou perigo ao gol de Danilo, porém não teve pernas para segurar o empate. Aos 43 minutos, Elton faria 3 a 2 para o Beltrão.

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Categoria(s): Notícias

 
  • 1

    o sonho de ir para a primeirona esta se tornando um pesadelo em vila oficinas.

    por tonhho

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