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OFEC espera "convite" da FPF p/ disputar Série Ouro

Danilo Kravchychyn – Diário da Manhã

Despedida da Divisão de Acesso será amanhã contra o Iguaçu em Vila Oficinas

Mesmo sem ter conquistado no campo a sua classificação para o Campeonato Paranaense da Série Ouro, a diretoria do Operário Ferroviário espera por um “convite” da Federação Paranaense de Futebol para disputar a Primeira Divisão de 2007. O presidente Sílvio Cosmoski Júnior, Alemão, promete levar para Curitiba uma fita com os lances dos últimos jogos do “Fatasma”, contra Iguaçu, Cambé e Engenheiro Beltrão, provando que o alvi-negro foi prejudicado pelas arbitragens, e ainda torce para que um bom compareça amanhã a Vila Oficinas, para garantir o primeiro lugar no critério de arrecadação, que o mandatário da FPF, Onaireves Nilo Rolim de Moura, prometeu, seria um dos critérios para a promoção das equipes à Série Ouro, isto se fossem quatro os clubes promovidos desta Divisão de Acesso.

Como o Estatuto do Torcedor não permite a modificação de itens do regulamento durante as competições do futebol brasileiro, este aumento no número de clubes sequer foi discutido durante o Arbitral da Série Ouro. Assim, somente o campeão e o vice da Segundona serão incluídos na Primeira Divisão. Além disto, a proposta para iniciar o estadual ainda neste ano, no dia 30 de setembro, já conta com um voto contrário, da Adap de Campo Mourão, o que inviabiliza o quorum de 100% exigido para a mudança no regulamento.

Para o Operário, entretanto, estes argumentos não servem. E a diretoria conclama a torcida para que compareça ao Estádio Germano Kruger, amanhã, às 15h30 minutos, para acompanhar a último partida do time. Um jogo que vale vaga. Não para o Operário, é claro. Mas para o próprio Iguaçu, que joga pelo empate, e para o Cambe, que torce pela vitória alvi-negra e ainda precisa fazer a lição de casa, goleando o Engenheiro Beltrão.

Mesmo sem realizar um treino coletivo, o técnico Ricardo Pinto tem a escalação do “Fantasma” praticamente definida. O goleiro é Osmar, com Henrique na lateral-direita, substituindo Gustavo, suspenso. No miolo de zaga, volta Juliano e Bahia será improvisado, devido às suspensões de Baiano e Ernandes. Anderson será o lateral-esquerdo. Pelo meio-campo, Marcelo Foto e Leomar serão os volantes, com Carlos Alberto Dias e Thiago ficando com a armação das jogadas. Tóti sentiu o esforço das últimas partidas e foi vetado pelo departamento médico, com João Paulo e Dinei formando a dupla ofensiva.

Ninguém confirma. Mas é possível que o “homem da mala preta”, tradicional personagem do futebol brasileiro, apareça por Ponta Grossa neste final de semana, oferecendo um “bicho” extra para o Operário. Afinal, o Cambé já não depende apenas do seu resultado e vai torcer pela vitória do “Fantasma”.

O preço dos ingressos foi mantido em R$ 10,00, até porque cada centavo é importante para a diretoria diminuir o seu débito junto ao elenco e a comissão técnica. São quase três meses de salários atrasados, que poderão ser quitados com o sorteio de um Renault Clio, com custo de R$ 100,00 por bilhete.

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Meio-campo é dúvida do Operário para amanhã

Edson Rosa ou Thiago; um deles joga amanhã ao lado de Carlos Alberto Dias

- Neomil Macedo – Diário dos Campos

O meio-campo é a única dúvida do técnico Ricardo Pinto para o jogo de despedida do Operário Ferroviário na Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense, amanhã, às 15h30, no Estádio Germano Kruger, contra o Iguaçu, de União da Vitória. Eliminado da disputa pelas vagas no quadrangular final, com a derrota para o Engenheiro Beltrão (3 a 2), na última quarta-feira, o alvinegro busca apenas uma “despedida honrosa”, com uma vitória sofre um adversário que está com um pé na próxima fase do campeonato. Mesmo que venha a perder para o Fantasma, por uma diferença de dois gols, o time de União da Vitória só será eliminado se o Cambé vencer o Engenheiro Beltrão por uma contagem de cinco ou mais gols.
Sem contar com dois dos três zagueiros que têm no elenco (Baiano foi expulso e Hernandes recebeu o terceiro amarelo), o técnico Ricardo Pinto vai improvisar o volante Bahia na zaga. O lateral-direito Gustavo seria uma opção para a zaga, uma vez que já atuou no setor. Porém, ele também recebeu o cartão vermelho em Engenheiro Beltrão e será substituído por Henrique, que ganha mais uma chance de mostrar seu valor. Na ala-esquerda Anderson tem totais condições de jogo.
O capitão Juliano volta, após cumprir suspensão automática na última rodada. O volante Marcelo Foto, que também ficou de fora do jogo de Engenheiro Beltrão, retorna à sua posição, para fazer dupla com Leomar. No ataque, Toti acusou o esforço que fez nas jogos contra Cambé e Engenheiro Beltrão e sente dores no joelho. Para não agravar o problema do atleta, que mostrou muita superação nesses dois jogos, o técnico Ricardo Pinto voltará a escalar Dinei e João Paulo no ataque.
Assim a única dúvida fica mesmo no meio campo. Carlos Alberto Dias já tem escalação definida. O meia André, liberado pelo departamento médico, voltou a sentir a contusão na coxa, no recreativo realizado ontem à tarde. Edson Rosa, que se reapresentou ao clube na quinta-feira, e o garoto Thiago são as opções para a posição, com chances também para Valtencir. A dúvida poderá ser desfeita hoje, quando o técnico promete anunciar o time que inicia o jogo.

Presidente espera convite da Federação

O presidente do Operário Ferroviário, Sílvio Cosmoski Júnior, prefere não adiantar nada sobre o futuro do alvinegro após a partida de amanhã, contra Iguaçu. “Vamos ver o que vai acontecer domingo”, diz o dirigente, fazendo um último apelo à torcida alvinegra. “Precisamos da presença da torcida”, diz o dirigente que alimenta a esperança de que o presidente Onaireves Moura, da Federação Paranaense de Futebol (FPF) convide o Fantasma para a primeira fase do campeonato da Série Ouro de 2007, com início previsto para o próximo mês. “O Operário é clube com maior arrecadação no campeonato”, afirma Cosmoski, dizendo que essa seria a justificativa de Moura para o convite ao clube.
“Uma coisa é certa”, diz o supervisor de futebol do alvinegro, Wilson Janiacki, “Ponta Grossa não vai ficar sem futebol profissional”. Ele apenas não revelou os planos da diretoria alvinegra para que isso se torne realidade. O presidente do clube deu apenas uma pista, revelando que se o Operário for convidado pela FPF, os empresários de São Paulo que já fizeram uma sondagem em Vila Oficinas, estariam dispostos a firmar uma parceria com o clube. “Se o time tivesse se classificado, com certeza eles viriam”, diz Cosmoski.
Ainda ontem, o presidente Sílvio Cosmoksi anunciou que na próxima semana o lateral-esquerdo Mandagua deverá se apresentar no Iraty Sport Clube para uma fase de testes. Há possibilidades do zagueiro Baiano também seguir para o “Azulão”. “Há tempo o Iraty tem interesse no Mandagua”, diz o presidente, que nos momentos mais críticos da crise financeira do clube este ano chegou a oferecer o atleta para empresários de Curitiba. O valor que este queriam pagar, porém, estava muito abaixo da pedida alvinegra. Segundo Cosmoski, hoje, o passe de Mandagua estaria avaliado em R$ 1 milhão, se considerarmos os cálculos determinados pela “Lei Pelé”. Se conseguirmos negociar um jogador nesse valor, nossos problemas estarão resolvidos”, diz o dirigente que confia no potencial do garoto Mandagua, de 18 anos.

Técnico tenta motivar grupo

Para o técnico Ricardo Pinto, “a última impressão é a que fica”. A partir desse pensamento ele fez ontem uma rápida preleção antes do aquecimento dos jogadores, em Vila Oficinas. O treinador acredita que essa é a motivação maior dos jogadores diante do Iguaçu, amanhã. “Eles têm que ter a consciência de que fizeram o melhor que podiam e que, a grande maioria, tem uma carreira inteira pela frente”, diz o treinador, mais uma vez elogiando a postura do elenco durante toda a competição, sempre buscando a superação.
Sobre o seu futuro como treinador, Ricardo Pinto prefere não adiantar nada, porque até amanhã ele ainda é o técnico do Operário. Contudo, admite que tem alguns contatos. Revelando-se cansado, o treinador comenta que esses dois anos no comando técnico do Operário, com uma passagem pelo Marcílio Dias, de Itajaí (SC), foram de muito aprendizado. Por isso mesmo, Ricardo Pinto adianta que não pretende mais trabalhar sob pressão. “Quer ter tranqüilidade aplicar a acumulada nesse período”, diz o técnico.