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Iguaçu vence Operário e leva última vaga

FutebolPR

Ficou com o Iguaçu a vaga que restava para o quadrangular final da Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense. O time de União da Vitória, que a disputava contra o Cambé, selou sua passagem ao derrotar o Operário Ferroviário, por 2 x 1, neste domingo, no estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa.

A classificação parecia tranqüila no final do primeiro tempo: o Iguaçu vencia, por 1 x 0, com um gol de Jacozinho, aos 20min. Aos 3min da etapa final, Carlos Alberto Dias empatou para o dono da casa.

O empate também servia para o Iguaçu. Mas quando o Cambé, que perdia para o Engenheiro Beltrão, virou o placar para 3 x 1, o time orientado por Orlando Bianchini forçou novamente o ataque. Aos 43min, Gilson fez o gol da vitória. Pouco depois, o Cambé decretou uma inútil goleada, por 4 x 1.

O Iguaçu terminou o grupo E da segunda fase da Divisão de Acesso como líder, com onze pontos. O Engenheiro, também classificado, ficou com dez. O Cambé, eliminado, somou oito pontos.

O Operário estava eliminado desde quarta-feira. Por isso, apenas 140 ingressos foram vendidos (renda: R$ 1.015,00).

CAMPEONATO PARANAENSE 2006
Divisão de Acesso
2ª fase, última rodada
Domingo, 13/8
Grupo D
Londrina-B 1 x 1 Portuguesa Londrinense
O jogo Cascavel x Paraná-B foi cancelado de comum acordo. O primeiro já estava classificado para o quadrangular final e o segundo, eliminado da competição.
Grupo E
Operário 1 x 2 Iguaçu
Cambé 4 x 1 Engenheiro Beltrão

Classificação
Grupo D
1º) Portuguesa Londrinense (classificado)…12
2º) Cascavel (classificado)…10
3º) Paraná-B…5
4º) Londrina-B…2
Grupo E
1º) Iguaçu (classificado)…11
2º) Engenheiro Beltrão (classificado)…10
3º) Cambé…8
4º) Operário Ferroviário…3
Obs.: Cascavel, Engenheiro Beltrão, Iguaçu e Portuguesa Londrinense classificaram para o quadrangular final, que vai apontar os dois novos integrantes da primeira divisão do Campeonato Paranaense.

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Operário entra em campo para despedida honrosa

Alvinegro encerra temporada sem chegar a lugar algum;
sonho da volta à primeira divisão foi mais uma vez adiado

- Neomil Macedo -Diário dos Campos

O Operário Ferroviário, de 94 anos de tradição (o mais antigo do interior do Estado em atividade), encerra hoje uma campanha marcada pelos problemas de ordem financeira e estruturais do clube. Dificuldades essas que tiveram influência direta no desempenho da equipe em campo e resultaram na sua eliminação da Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense, sem ao menos dar o gosto à sua torcida de decidir, em casa, a vaga para o quadrangular final do certame. Hoje, diante do Iguaçu, de União da Vitória, às 15h30, no Estádio Germano Kruger, o Fantasma apenas cumpre tabela. Já o visitante, precisa de um empate para ratificar sua classificação, sem correr o risco de ver o Cambé golear o Engenheiro Beltrão, tirando-lhe a a vaga para a fase seguinte da competição, que apontará as duas equipes que sobem para a Série Ouro de 2007.
Apesar de todo o sofrimento presente no dia-a-dia do Operário, sempre em busca de recursos para ter o mínimo necessário para a manutenção de um time profissional de futebol, há quem atribua a desclassificação do alvinegro a uma herança já denominada “maldita”, que, de certa forma, condena o glorioso Fantasma a permanecer na segunda divisão “ad eternum”. Trata-se do “caso bruxo”, que eclodiu em Vila Oficinas, no ano passado, a partir de declarações bombásticas do ex-presidente do clube, Silvio Gubert, a um programa da ESPN Brasil (emissora por assinatura), e que provocou um a “tsunami” na arbitragem do Estado. A vingança estaria em curso, de forma velada e cirúrgica. A diretoria alvinegra não admite isso abertamente, mas, no mínimo, acha estranhos os erros cometidos pelas arbitragens nos jogos do Operário longe de Vila Oficinas, principalmente nesta segunda fase do certame, em lances capitais, que determinaram o resultado da partida, sempre em prejuízo do Fantasma.
Uma certeza o presidente Silvio Cosmoski diz que tem. A Federação Paranaense de Futebol (FPF) não tem nada com isso. O dirigente alvinegro acredita, piamente, que o presidente da FPF, Onaireves Rolim de Moura, quer o Operário na primeira divisão do futebol do Estado, de olho, principalmente, nas arrecadações dos jogos em Vila Oficinas. Ainda que a torcida alvinegra tenha “abandonado” o time na atual temporada, o Operário é disparado o clube que mais arrecadou no campeonato. Nos sete jogos que fez no Germano Kruger, o Operário arrecadou R$ 78,1 mil (renda bruta), dinheiro insuficiente para pagar os dois meses de salários atrasados do clube, mas muito superior ao arrecadado pelas demais equipes da Divisão de Acesso, que, invariavelmente, tiveram déficit de arrecadação em seus estádios. Na última quarta-feira, por exemplo, o Engenheiro Beltrão arrecadou R$ 1.330 e teve despesas de R$ 2.136,90 (déficit de 806,90).
Cosmoski acredita tanto na força da torcida alvinegra que espera um convite da FPF para disputar a primeira fase da Série Ouro do Campeonato Paranaense, a partir do próximo mês. Quando do seu retorno ao comando da entidade, após um período de reclusão no presídio do Ahú, o presidente Onaireves Moura, teria se comprometido a colocar na primeira divisão, além do campeão e vice da Divisão de Acesso, também os dois clubes com maiores rendas e público do certame. No arbitral da Série Ouro, realizado no último dia 28, nada se falou a respeito, mas para o presidente do Operário, que não desiste do sonho de ver o Operário novamente na “elite” do futebol paranaense, a promessa ainda está em pé. Tanto que ele também ainda alimenta a esperança de fechar uma parceria para a terceirização do Departamento de Futebol do Clube. É esperar para ver.

Equipe defende profissionalismo

O compromisso do Operário Ferroviário hoje diante do Iguaçu é com a sua história. Por isso, o time entra em campo motivado para despedir-se do campeonato de forma digna. No treino da sexta-feira, o técnico Ricardo Pinto, procurou incentivar os seus comandados, apelando principalmente para o aspecto profissional, de deixar uma boa impressão e abrir portas para trabalhar em outras agremiações.
Num breve balanço da sua segunda passagem por Vila Oficinas, o treinador diz que mais uma vez sai recompensado pela experiência e a certeza de de feito tudo o que estava ao seu alcance para levar o Operário ao objetivo de subir para a primeira divisão. “Não cabe agora ficar divagando sobre o que teria dado errado, porque, de fato, nos faltou a competência para vencer os jogos”, comenta Ricardo Pinto, sem deixar de elogiar a postura do elenco alvinegro, que se manteve unido ante todas as dificuldades.
Para a partida de hoje, o Operário terá os retornos do zagueiro Juliano e do volante Marcelo Foto. Porém, terá os desfalques dos zagueiros Hernandes, com o terceiro cartão amarelo, e Baiano, expulso em Engenheiro Beltrão. O lateral Gustavo, outro com cartão vermelho na última rodada, não joga. Bahia deverá ser improvisado na zaga, ao lado de Juliano. Na ala-direita Henrique ganha mais uma chance de mostrar o futebol. Marcelo Foto volta a formar dupla com Leomar, na proteção à zaga. Nas demais posições, o treinador mantém os jogadores que atuaram em Engenheiro Beltrão. Toti, que sentia dores no joelho e, a princípio não jogaria, ontem foi confirmado para o jogo. Assim , o time terá Osmar; Henrique, Bahia, Juliano e Anderson; Marcelo Foto, Leomar, Carlos Alberto Dias e Dinei; Toti e João Paulo.

Última rodada põe uma vaga em jogo

A última rodada da segunda fase da Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense, marcada para este domingo, com três jogos às 15h30, vai apontar o último classificado para o quadrangular final do torneio. A briga está entre Iguaçu e Cambé que não jogam entre si e disputam a segunda colocação do grupo E. Portuguesa Londrinense, Cascavel e Engenheiro Beltrão já têm vaga garantida.
O Iguaçu (oito pontos e saldo positivo de três gols) enfrenta o Operário precisando apenas de um empate. Já o Cambé (cinco pontos e saldo negativo de três gols) recebe o Engenheiro necessitando de uma vitória (de goleada), de uma derrota do concorrente e ainda de eliminar a diferença no saldo de gols e no critério de gols a favor (8 a 2 pró-Iguaçu).
Pelo grupo D, a Portuguesa visita o rival Londrina-B no estádio do Café apenas para cumprir tabela. O jogo entre Cascavel e Paraná-B, que seria realizado em Cascavel, foi cancelado de comum acordo.

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"Fantasma" convoca público p/ despedida com Iguaçu

Danilo Kravchychyn – Diário da Manhã

Iguaçu joga pelo empate para assegurar a vaga no quadrangular decisivo

Se já não vale pela disputa da vaga no quadrangular final, o jogo desta tarde, às 15h30 minutos, no Estádio Germano Kruger, marca a despedida do Operário Ferroviário da Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense. O adversário é o Iguaçu, que depende apenas do empate para garantir a sua vaga, mas ao longo da temporada o time de União da Vitória não tem conseguido vantagem nos confrontos com o “Fantasma”. Na fase classificatória, houve empate lá e vitória aqui. Nesta etapa, o Operário chegou a estar em vantagem, mas permitiu a igualdade em 1×1 no jogo disputado do Estádio Antiocho Pereira.

Ainda sem vencer nesta etapa, o alvi-negro espera uma despedida honrosa, tanto assim, que o técnico Ricardo Pinto realizou um coletivo ontem pela manhã, definindo o time sem poupar ninguém. O atacante Tóti, que, devido a uma artroscopia no joelho, disputou apenas duas partidas, participou da movimentação de ontem e está confirmado entre os titulares.

Os únicos que ficam de fora são o lateral Gustavo e os zagueiros Baiano e Ernandes, cumprindo suspensão por cartões disciplinares, além do volante André, que segue no departamento médico. Em compensação, retornam o zagueiro Juliano e o volante Marcelo Foto, que não enfrentaram o Engenheiro Beltrão na conturbada derrota por 3×2. O garoto Henrique ganha mais uma oportunidade pela lateral-direita.

Para o treinador, não há motivo para segredos e o time está escalado com Osmar no gol, Henrique pela lateral-direita, Juliano e Bahia na zaga, além de Anderson pela lateral-esquerda. Marcelo Foto e Leomar ficam com a imcumbência da marcação no meio-campo, com Carlos Alberto Dias e Dinei no setor de construção das jogadas. Na frente, João Paulo e Tóti garantem a força ofensiva.

No Iguaçu, o técnico Orlando Bianchini mantém a tranqüilidade, até porque somente uma tragédia tira o seu time do quadrangular final. O empate é bom, mas até a derrota pode garantir a equipe de União da Vitória, desde que o Cambé não imponha uma goleada de pelo menos cinco gols ao Engenheiro Beltrão.