Pratas da casa brilham longe de Vila Oficinas

Neomil Macedo - Diário dos Campos

Ao mesmo tempo em que realiza “peneiras” e faz avaliações técnicas, em busca de novos talentos, o Operário Ferroviário tem uma legião de jo­gadores que passaram por Vila Oficinas e hoje buscam um lugar ao sol em outros clubes. O garoto Leandro Machinski, 17 anos, ou simplesmente Leandro Guaragi (oriun­do do distrito do mesmo nome), é um exemplo típico dessa triste realidade do Fantasma (ou seria de Ponta Grossa), que forma bons valores, mas não tem es­trutura para desenvolvê-los e até lucrar em eventuais negociações. Atuando pe­la lateral direita, Leandro Guaragi iniciou na categoria infantil do alvinegro, em 2001, e, precocemente, se transferiu para o Paraná Clube, em 2004. Hoje, se constitui em uma das promessas tricolores, deven­do em breve partir para vôos mais distantes.
Em período de férias, após a disputa da Copa São Paulo de Juniores, esta sema­na, Leandro passou por Vila Oficinas, a pedido de um dos seus incentivadores, o conhecido Mantega, responsável pela formação de várias gerações de bons jogadores na cidade. “O Mantega pediu para que eu viesse conversar com o pessoal, para talvez vestir a camisa do Operário na Divisão de Acesso, mas tudo vai depen­der do meu acerto com o Paraná”, disse o jovem lateral, que já conhece o trabalho do técnico Nunes. “Joguei contra ele (Pa­ra­ná x Andraus), na preliminar da final do Paranaense no ano passado (Paraná x Adap)”. Na oportunidade, o time do atual técnico do Operário venceu o tricolor, por 3 a 1. “Acredito que ele tem condições de desenvolver um bom trabalho aqui no Operário”, completa o garoto de Guaragi.
Leandro ainda é um caso raro, para os padrões alvinegros. Como foi muito cedo para a Capital, o então presidente Silvio Cosmoski conseguiu fazer um acerto com o Paraná, estabelecendo um percentual de 30% para o Operário, numa eventual negociação do garoto. Os 70% restantes pertencem ao empresário e ao Paraná. Para jogar no Operário, hoje, Leandro custaria ao clube, pelo menos R$ 1 mil mensais. Por menos que isso o garoto fica na Vila Capanema, onde conta com uma estrutura, que pode não ser comparada à de grandes clubes, mas certamente está anos luz à frente do muito pouco que existe em Vila Oficinas.
O lateral direito Bruno José, o Paulista, que defendeu o Operário no Paranaense Juvenil no ano passado, também esteve esta semana em Vila Oficinas, para rever os amigos. A exemplo de Leandro, ele disputou a Copa São Paulo. Uma semana antes do prazo final para as inscrições foi aprovado em um teste na Lençoense, de Lençóis Paulista . Hoje, o clube da segunda divisão do futebol paulista detém 90% dos seus direitos federativos. “Joguei a Copa São Paulo com o contrato assinado”, revela o lateral, que descarta a possibilidade de voltar a Vila Oficinas, apesar de revelar grande apêgo à camisa alvinegra.

Clube perde chances de lucrar

Há vários casos, em que o Operário ficou de mãos abanan­do. O lateral direito Lisa, hoje no América de Natal (classificado para a Série A do Brasileiro), é o exemplo típico da falta de visão que reina no clube. Depois de “arrebentar” na Série Prata de 2005, ainda com 20 anos, ele deixou Vila Oficinas, sem que o Operário recebesse um centavo sequer. Caso tivesse segurado Lisa, hoje, certamente, o Operário não teria uma dívida que pode chegar à casa dos R$ 300 mil. Á época, o presidente Silvio Cosmoski, lamentava o fato e admitiu o erro, que depois tornou a cometer.
Situação idêntica se verifica com o ala-esquerda Mandagua, de 19 anos, que disputou a Copa São Paulo, pelo Pa­raná. No ano passado, já no desespero, ele foi oferecido a diversos empresários, em uma das muitas tentativas da diretoria alvinegra solucionar os problemas de caixa do clube. Todas as tentativas foram frustradas. Depois, Mandagua partiu de Vila Oficinas, sem que o clube tivesse lucro algum. O volante Elisson e o atacante Jeferson, no Iraty, engrossam essa fila.

2 Cornetagens para “Pratas da casa brilham longe de Vila Oficinas”

  1. Isso no Fantasma nao e de hoje, sempre tivemos bons jogadores mal aproveitados , sem contrato que segure direitos federativos com o Operario, dirigentes sem visao que so pensam no hoje, temos que amarrar esses garotos aqui , para poder lucrar no futuro e fazer caixa e time, pois o que observo ai em Ponta Grosa e que so pensa no agora o depois fica pra la e nao e isso , vamos pensar que esse campeonato da direito a primeira divisao, vaga na Copa Parana, serie C e Copa do Brasil, so devemos respeitar quem sabe o Toledo que tem grana o resto vamos passar por cima mais para isso vamos segurar os garotos aqui, pois brilhao aqui e vao embora, acredite no que digo isso ja aconteceu ai.

  2. Olha, só digoO uma coisa dele…
    Ele joga muitoO…
    Além de ser lindoO…

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