Diário dos Campos
O lateral direito Henrique José Lemes, o Cabecinha, 20 anos, ponta-grossense do Jardim Shangrilá, é o representante fiel dos novos tempos em Vila Oficinas, de muita vontade e, principalmente, vitalidade. Nas duas primeiras rodadas da Divisão de Acesso, ninguém mais do que ele suou a camisa alvinegra. Autor do gol de empate na estréia contra o Umuarama (1 a 1) e do passe no gol da vitória diante do Campo Mourão (1 a 0), Henrique quer aproveitar a boa fase para se firmar na equipe e mostrar à torcida que pode dar sua contribuição ao projeto de levar o Fantasma novamente à primeira divisão do futebol paranaense.
Henrique começou a carreira no futebol em 2003, no juvenil do Centro de Treinamento de Uvaranas (CTU), que funcionava na Associação Ex-Conde-Dinho, com o técnico José Ricardo Vieira, o Zé Ricardo, hoje treinador da base alvinegra. No ano seguinte, já em Vila Oficinas, novamente com o “Zé”, viu o Operário voltar ao profissionalismo e lhe abrir perspectivas de uma carreira no esporte. Em 2005, integrou o grupo formando pelo técnico Ricardo Pinto que chegou às semifinais da Série Prata. Na segunda suplência de Lisa, não teve chance de aparecer.
Na Divisão de Acesso do ano passado, foi diferente. Ele era o reserva imediato do ala-direita Gustavo e entrou no time em quatro oportunidades, contra o Real Brasil, Adapar, Engenheiro Beltrão e Iguaçu. A primeira chance de iniciar uma partida veio diante do ‘Engenheiro’. “Senti o peso de começar jogando”, lembra Henrique, comentando que o clima hoje em Vila Oficinas é diferente. “Naquele time havia uma cobrança dos mais velhos em cima dos mais novos”, revela, acrescentando que hoje há uma divisão de responsabilidades, pois todos têm praticamente a mesma idade.
Como assistiu às três tentativas frustradas do Operário voltar à elite, Henrique tem autoridade para dizer que este ano o time tem tudo para subir, num campeonato bastante nivelado. “Estamos melhorando tecnicamente e fisicamente a cada rodada”, diz o lateral-direito, que hoje se constitui em uma peça-chave no esquema de jogo do técnico Nunes. “Estamos assimilando bem o que ele deseja de cada um”, diz, ressaltando que essa é a oportunidade que todos têm de mostrar o seu potencial e se projetar no cenário do futebol. “Acredito que se todos pensarem dessa forma, o Operário volta à primeira divisão”.
Coletivo define time para domingo
O técnico Nunes define o time que enfrentará o Auritânia/Foz do Iguaçu hoje. Ele comanda um coletivo-apronto, às 15 horas, em Vila Oficinas. A tendência é a manutenção do time que treinou na quarta-feira e goleou os reservas por 4 a 0. A vitória sobre o Campo Mourão deu tranquilidade ao treinador, que vinha sofrendo pressões externas e, principalmente, internas.
A idéia de Nunes é montar um time bem postado no campo defensivo, com três volantes na proteção de zaga. Fred Nelson, autor do gol diante do Campo Mourão, terá função dupla, na marcação no auxílio a Roni, na armação. Ilton e Fumaça formarão uma dupla de ataque bastante veloz.