Danilo Kravchychyn – Diário da Manhã
Desmentindo qualquer ato de indisciplina dos jogadores, o dirigente foi enfático. “Ao contrário, temos um grupo de muita qualidade, eles jamais levariam mulheres para os quartos do hotel. Não aconteceu nada disto. Todos são atletas profissionais, muitos são evangélicos, e se portaram com a maior dignidade. Aliás, mesmo sem o treinador, realizaram a melhor partida do Operário no Campeonato, e mereciam ter deixado o gramado com vitória”, completou, esperando colocar fim a este episódio, até porque o mais importante, agora, é retomar a luta pelo título da Divisão de Acesso.
Nova era
Mostrando conhecimento do elenco alvi-negro, o novo técnico, Paulo Roberto de Oliveira, iniciou o seu trabalho ainda na manhã de ontem, com um treino técnico-tático, deixando o período da tarde para o condicionamento físico, a cargo do professor João Carlos Strickert. Com a carreira de treinador dedicada basicamente aos jovens, Paulo Roberto já trabalhou com vários atletas do grupo operariano, e assistiu ao jogo com o Sport de Campo Mourão, na vitória por 1×0. “Estive em Ponta Grossa para observar quatro jogadores do Sport, com os quais trabalhei, além de ser amigo do técnico Roberto Gaúcho. Vi que o time operariano tem bom potencial e conta com o apoio da sua torcida, que foi fundamental para a vitória, empurrando o time, que mesmo com um jogador a menos – Vitor Nunes foi expulso ainda no primeiro tempo – conseguiu vencer.”
Paulo Roberto acredita que o time tem muito a crescer a citou como exemplo o zagueiro Leonardo, que foi seu atleta. “É um jogador alto, que comigo marcou cinco gols pelo Malutrom no Paranaense de Juniores, quatro deles de cabeça. Mas é preciso ensaiar as jogadas para aproveitar este potencial”, diz o técnico.
Reforços
Quanto aos reforços, Paulo Roberto diz que, em princípio, espera ter mais um nome para a lateral-direita, um meia-esquerda e um centroavante forte, para ser a referência na área. E citou três nomes, todos do Joinville, o lateral Eder, o meia Neto e o atacante Maxwel, que foi artilheiro do Catarinense Júnior do ano passado, com 22 gols.
Sobre o seu sistema de trabalho, o novo treinador diz que vai realizar apenas um coletivo na semana, quinta-feira à tarde, dedicando a maior parte do tempo aos treinos técnicos e táticos. “É preciso trabalhar os fundamentos, ensaiar jogadas e repetir muito as finalizações. Todos os detalhes são importantes. Aliás, as jogadas de bola parada, nas cobranças de faltas e de escanteios, podem decidir os jogos”, insiste o técnico.
Enquanto as contratações não acontecem, o técnico já adiantou pelo menos uma alteração que deverá fazer em relação ao time que vinha jogando, colocando Alex na lateral-esquerda e deslocando Gustavo para o meio-campo. “Ele é canhoto e pode desempenhar a função de armador pela esquerda. É uma opção”, afirma Paulo Roberto, confirmando conhecer a maioria dos jogadores que tem à disposição.
O primeiro teste do novo treinador será no domingo, contra o líder Francisco Beltrão. “Precisamos fazer valer os 94 anos de existência do clube, que representa uma cidade de trezentos mil habitantes. Quando jogava pelo Colorado (era goleiro), Paulo Roberto sentiu a força da torcida pontagrossense, com cerca de 10 mil pessoas lotando o Estádio Germano Kruger. “Precisamos recolocar o Operário na elite do futebol paranaense, de onde ele jamais deveria ter saído”, completa o treinador.











