12 de abril de 2007
Categoria(s): Notícias
Dirigentes e preparador físico dizem que vão à Justiça para pedir uma retratação do ex-treinador Carlos Nunes
Neomil Macedo – Diário dos Campos
A diretoria da entidade que comanda o Departamento de Futebol do Operário Ferroviário está reunido farto material de audio e de jornais para igressar com uma ação na Justiça contra o ex-técnico Carlos Nunes, demitido no último domingo, ante da partida em que o Fantasma perdeu para o Auitânia/Foz do Iguaçu (3 a 2). Magoado com o “cartão vermelho” que recebeu do deputado Jocelito Canto, que hoje comanda o futebol em Vila Oficinas, Nunes saiu atirando para todos os lados e denunciou o que teria sido uma “farra”, no último final de semana em Foz do Iguaçu, com integrantes da diretoria se dirigindo para um cassino, enquanto ele teve que impedir que jogadores levassem mulheres para os quartos.
“Nada do que ele falou aconteceu”, disse ontem o supervisor Amadeus Santos que, juntamente com o preparador físico João Carlos Strickert, registrou ontem um boletime de ocorrência, para se precaver das ameaças que vem recebendo, através de mensagens via celular e correio eletrônico. Ele revela ainda que todo o material que está reunido também será enviado ao hotel onde o Operário se hospedou de sábado para domingo último. “Acredito que eles também deverão levar o caso à Justiça”, diz o supervisor, observando que numa cidade como Foz do Iguaçu é natural a presença de estrangeiros, sobretudo paraguaios e argentinos, turistas que estavam ali com sua famílias.
Segundo Amadeus do Santos, Associação Amigos do Operário, que assumiu o fuetebol do alvinegro no início do ano, não deve absolutamente nada para o ex-técnico. Sem revelar valores, ele revela que o acerto com Nunes foi feito ontem de manhã. Com relação a salários, aliás, o supervisor garante que está tudo absolutamente em dia, com jogadores, comissão técnica e funcionários. A folha hoje gira em torno de R$ 30 mil. O supervisor alvinegro comenta que a meta do clube é trabalhar com 25 jogadores. Hoje, o plantel tem 22. “Como uns três devem sair, ficaremso com um saldo de seis vagas, para trazer reforços”, diz.
Capitão – As declarações do ex-técnico do Operário repercutiram mal entre os jogadores. O capitão na partida de domingo passado, o goleiro Renato fala em nome do grupo e diz que todos ficaram muito chateados e nada têm contra Nunes. “Todos aqui são profissionais, têm família e alguns são casados. Não iriamos fazer uma bobagem dessas, para manchar nossas carreiras”, diz, o goleiro. “Temos um objetivo de se projetar no cenário do futebol e o Operário está nos dando essa chance”, completa o capitão. Para ele, a demissão de Nunes não teve qualquer influência na derrota para o Auritânia. “Foi uma fatalidade, que contou com a colaboração do árbitro”.