Em três jogos na Vila este ano, o Operário arrecadou R$ 25,2 mil. No ano passado, os três primeiros jogos em casa renderam R$ 29,3 mil
Neomil Macedo – Diário dos Campos
O sorteio de um ‘fusca 74’, no jogo do próximo domingo, contra o Toledo, no Estádio Germano Kruger, revela mais uma vez o eterno problema da escassez de recursos em Vila Oficinas, em que pese, este ano, até o momento, não haver indícios de atraso de salários. Ao contrário, o comando do grupo gestor que assumiu o Departamento de Futebol do clube garante que a folha está rigorosamente em dia. Contudo, a bilheteria, sempre uma das principais fontes de receita do clube, até o momento se apresenta abaixo das expectativas. Em comparação, com os três primeiros jogos da Divisão de Acesso de 2006, até agora, o Operário conseguiu aumentar o número de torcedores no “velho Germano”, mas por outro, lado a redução no preço dos ingressos (de R$ 10 para R$ 5) fez cair em muito o montante arrecadado.
No campeonato de 2006, seguramente com maiores atrativos do que o certame deste ano, nas três primeiras rodadas em casa, contra Paraná Clube B, Adapar e Real Brasil, o Operário administrado pelo então presidente Silvio Cosmoski levou ao estádio apenas 3.960 torcedores (média de 1.320 por jogo), arrecando R$ 29.310 (média de R$ 9.770). Mais do que os atuais gestores do futebol alvinegro, Cosmoski acreditava que o torcedor bancaria o time durante a temporada, comparecendo em massa aos jogos em Vila Oficinas. Como o sonho não se transformou em realidade, o que se viu no ano passado, foram ameaças de greve de jogadores a cada estimativa frustrada de uma “super-arrecadação”.
A expectativa do ex-presidente foi se dissipando jogo a jogo. Com ingressos a R$ 10, contra o Paraná, 2.271 torcedores deixaram R$ 15.285 nas bilheterias do Germano Kruger. No segundo jogo, contra a Adapar, o público pagante caiu para 1.003, com renda de R$ 8.275. Na terceira partida, veio a decepção total, com apenas 686 pagantes e renda de R$ 5.750, restando pouco mais de R$ 3 mil líquidos para o clube cobrir suas despesas. O fraco desempenho nas bilheterias se refletiu dentro de campo, com o time fazendo uma campanha de regular para baixo, mesmo sob o comando de Ricardo Pinto, que, no ano anterior (o ano do Bruxo), havia levado o Fantasma às semifinais da Série Prata.
Este ano, com o objetivo de levar mais gente ao Germano Kruger, o deputado Jocelito Canto, que comanda o grupo gestor instalado em Vila Oficinas, decretou o corte de 50% no valor dos ingressos. A tática surtiu efeito, com aumento de quase 100%, no número de torcedores nos três primeiros jogos do Fantasma no Germano Kruger. No caixa, porém, como não poderia deixar de ser, houve queda de receita. Até agora, os jogos contra Umuarama, Campo Mourão e Francisco Beltrão somam 7.526 pagantes (média de 2.508,6 torcedores por jogo), com uma arrecadação bruta de R$ 25.202,50 (média de R$ 8.400,83).
A exemplo de 2006, porém, o público vem caindo. Na estréia, 3.072 pessoas pagaram para ver o Operáro empatar com o Umuarama (1 a 1), com um gol salvador do lateral Henrique no final da partida. A renda bruta, com ingressos a R$ 5, foi de 10.382,50. No domingo seguinte, contra o Campo Mourão, a vitória do Fantasma (1 a 0) foi assistida por apenas 1.624 pessoas, gerando uma receita bruta de R$ 7.280. Na derrota para o Francisco Beltrão (2 a 0), o público total foi de 2.830 pessoas, com 1.709 pagantes (1.121 pessoas entraram de graça). A renda foi um pouco superior à do jogo anterior, R$ 7.560.
Fusca pode render até R$ 10 mil
Com o sorteio do fusca 74, no próximo domingo, em Vila Oficinas, o grupo gestor do Departamento de Futebol do Operário Ferroviário espera “engordar” a receita da bilheeria com pelo menos mais R$ 10 mil. O torcedor vai pagar R$ 5 para entrar no estádio e, lá, poderá comprar cartelas para concorrer ao “fusquinha” doado por um empresário de Irati, que na infância correu atrás da bola em Vila Oficinas. Não haveá sorteio, mas sim um “bingão”, no final do jogo, indepedente do resultado da partida. Segundo a assesora do deputado o carro vale R$ 5 mil e está com toda a documentação em ordem. O dinheiro arrecadado vai para o pagamento dos jogadores e alguns fornecedores do clube.











