JM estréia projeto com Fantasma na capa
Jornal da Manhã estréia novo projeto com reportagem de capa sobre o Operário Ferroviário Esporte Clube. Parabéns ao JM por está nova fase e pelo excelente portal de notícias na internet.
Confira abaixo, a matéria na íntegra do jornalista Alexandre Costa.
Fantasma busca superar dificuldades
Desde que retornou com o futebol profissional, em 2004, foram quatro tentativas de voltar à eliteFalta de apoio, má administração e até azar são apontados como alguns dos fatores que fazem com que o Operário permaneça na segunda divisão, longe da elite do futebol paranaense. Na prática, é tudo isso e mais um pouco. Com planejamento e organização, o clube precisa aos poucos ter a credibilidade necessária para atrair parceiros e investidores. Isso para que ao invés das constantes reclamações de falta de apoio, o Operário apresente um projeto com resultados positivos.
Quem trabalha com o esporte e acompanha o Fantasma desde os tempos que conquistava títulos e disputava campeonatos de expressão lamenta a atual situação. Para o cronista esportivo e colunista do Jornal da Manhã, Altair Bail, são necessárias mudanças significativas no modo de gerir o futebol na cidade para que os resultados apareçam. “Ponta Grossa ficou para trás por falta de pessoas interessadas em investir. Falta projeto, falta planejamento. Torcida, empresários e a comunidade não acreditam e a palavra credibilidade é fundamental para detectar o problema de não ter um time”, comenta.
Após os quase 10 anos parados, a retomada veio com apoio do poder público que acertou um termo de comodato com o Operário em 2003 e que vence em agosto de 2008. Mas, depois do estádio liberado vieram as temporadas de 2004 até a deste ano, todas sem sucesso.
Na avaliação do locutor esportivo Alceu Bauer, são três os fatores que impediram o crescimento do futebol do Operário nos últimos tempos. “Falta de planejamento adequado, inexperiência e falta de conhecimento mais profundo de seus dirigentes (apesar da inegável boa vontade demonstrada) e a inexistência de trabalho de base”.
Em 2005, o paradoxo. Enquanto o time, apesar de todas as dificuldades fazia uma boa campanha, o Operário ficou no centro do chamado “Caso Bruxo”, que trouxe à tona denúncias de corrupção na arbitragem paranaense. Repercussão negativa que para muitos teve influência direta na não classificação do Fantasma para a Primeira Divisão. Verdade ou não, o Operário mais uma vez ficou no meio do caminho. Já para 2008 ainda nada definido.
Esperança: Torcida ainda acredita em reviravolta
Seja no campeonato profissional, no júnior ou até mesmo em amistoso a torcida está lá no Germano Krüger. Com o batuque da Fúria Cidade de Olarias ou com a agitação da Garra Operariana (já uma fusão de outras torcidas), o time sempre conta com o incentivo do já popular ‘12º jogador’.
Disposta a incentivar e também a criticar quando necessário, a torcida do Operário cresce – ou ao menos se mantém – apesar das constantes decepções. “É uma torcida que tem uma relação diferente com o clube. Mesmo ausente de competições com o profissional, recebemos contato de torcedores de outras cidades e até de outros Estados querendo informações sobre o time”, diz Thiago Moro, um dos coordenadores da Garra Operariana.
Agora a expectativa fica em cima da retomada das categorias de base, com o Operário na disputa do Paranaense Sub-20. Com o primeiro passo dado para a reestruturação, a torcida espera que o trabalho tenha seqüência para que possa atingir os objetivos.
2005: O ano em que o Operário quase chegou lá
Os 15 minutos finais da partida com o Galo Maringá em novembro de 2005 a torcida operariana não deve esquecer tão cedo. Era a segunda partida semifinal da Série Prata do Paranaense. E após vencer o 1º jogo no Germano Krüger o Operário segurava até os 30 minutos do segundo tempo o 0 a 0 que garantia o retorno do Fantasma à divisão de elite do futebol paranaense. Mas logo veio a decepção, com um gol aos 31 e outros dois (aos 39 e aos 46 min.) na derrota por 3 a 0, e o fim do sonho da 1ª Divisão.
O técnico Ricardo Pinto, que estreou como treinador em uma equipe profissional no comando do Fantasma, lembra com tristeza as dificuldades enfrentadas, principalmente na parte financeira e de infra-estrutura “O planejamento foi feito. O grupo era bom. Faltaram alguns detalhes, mas foi um detalhe extra, nem do Operário foi”, diz.
Para o treinador, o futebol em Ponta Grossa apesar de todos os obstáculos tem condições de voltar à elite com destaque. “O Operário tem um patrimônio grande que é a torcida. É um clube diferente. É esperar que as pessoas tenham interesse”.
Futebol precisa de dinheiro e parcerias
Com propostas diferentes, o atual presidente Carlos Roberto Iurk e Sílvio Cosmoski Júnior, que ficou a frente do Operário entre 2003 e 2007, têm uma meta em comum: ver o Operário forte e na Primeira Divisão.
Enquanto Cosmoski levou o time para o campo sem mesmo saber se ia conseguir pagar as contas, Iurk anunciou já na sua posse no começo do ano que sem dinheiro e apoio o Operário não teria futebol profissional. Já o ponto em que os dois dirigentes concordam é que fica muito difícil do clube administrar sozinho um time profissional.
Em 2007 as duas alternativas possíveis para Iurk de se gerir o futebol foram experimentadas. No começo da temporada com o grupo gestor terceirizando o departamento de futebol e agora na disputa do Paranaense Sub-20, com um grupo de empresários atuando como parceiros. “Não existe fórmula de um clube tocar o futebol apenas por gostar, por amor. Subir para cair é pior. Assim é melhor que não suba”, diz ao citar exemplos de Iraty e Galo/Adap, clubes hoje administrados por empresários e que têm destaque no cenário estadual.
Os dirigentes apontam a falta de dinheiro como o maior problema, já que muitas empresas não têm interesse em investir no futebol e no esporte local. E para resolver esse problema, Iurk destaca que atualmente o clube analisa três propostas de parcerias. “O Operário precisa achar uma forma de terceirizar o futebol, pois não é fácil correr atrás de recursos”.
Para Cosmoski, o primeiro passo para a reestruturação do futebol é adquirir uma área para a construção de um centro de treinamento e assim garantir melhores condições de trabalho e oportunizar a revelação de talentos. “Hoje não tem onde trabalhar a base. Um CT serviria para o treinamento dos profissionais e daria suporte para as categorias menores”, prevê.
Garra? Então acabou mesmo a revolução?
Abração!
Sergio escreveu em September 2nd, 2007 at 11:02 pm
Revolução nunca vai acabar… sempre estará viva nos nossos corações!!! que lindo…
Thiago escreveu em September 2nd, 2007 at 11:26 pm