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Operário fecha parceria

Da sala do presidente Carlos Roberto Iurk,na segunda-feira à noite veio a definição do futuro do futebol do Operário Ferroviário Esporte Clube. Uma reunião entre a diretoria do clube e empresários de Curitiba selou a terceirização do futebol em Vila Oficinas.

Este grupo que assume o futebol é o mesmo que esteve à frente da equipe alvinegra sub-20, que disputou o estadual, e que tem como principal nome o empresário Chico da Bracol. O próprio seria o principal nome desta parceria, ou, como ele mesmo prefere se definir, “o gestor principal”.

O novo projeto do futebol em Vila Oficinas já tem data para começar: o contrato prevê que o grupo passe a administrar as equipes a partir do dia 1º de novembro. E de lá só sairiam daqui a três anos. O contrato firmado entre as duas partes prevê que o grupo de empresários fique responsável pelas equipes sub-17, sub-20 e profissional. “Por pelo menos três anos o Operário terá equipes disputando todos os campeonatos”, assegura Chico.

Por enquanto o empresário não dá muitos detalhes da parceria recém-firmada. De acordo com Chico e o presidente Carlos Roberto Iurk, uma coletiva no dia 29 de outubro irá apresentar todo o projeto, qual o montante financeiro que será injetado em Vila Oficinas.

Entretanto, Chico já avisa que o projeto é ambicioso, prevê um grande número de jogadores no Germano Krüger, e um calendário para o ano todo. “Vamos participar dos estaduais sub-20, sub-17, da Divisão de Acesso, e se obtivermos sucesso nela, conseqüentemente estaremos na Copa Paraná. Teremos que ter um plantel numeroso, que pode chegar até 60 jogadores, já que o calendário poderá abrigar até seis competições”, planeja.

O primeiro passo da nova administração do futebol será dentro das quatro linhas, mas não diz respeito a contratação de jogadores e comissão técnica. O gramado do Germano Krüger deverá passar por uma reforma que deve se estender até o fim do ano. Por conta disso, os trabalhos com bola mesmo devem acontecer só em 2008. “Eu gostaria de montar a equipe para a Divisão de Acesso já este ano, e em dezembro realizar alguns amistosos, mas como o gramado vai ser reformado, não vou poder. Então os jogadores só devem começar a chegar no dia 2 de janeiro”, explica Chico, que, no entanto garante que o processo de montagem do time já está sendo feito. “Já estamos montando o plantel, para que o quando o treinador chegue, já tenha o time pronto. Alguns nomes já estão sendo levantados”, assegura Chico.

Iurk, por sua vez, afirma que com a terceirização do futebol, sempre defendida desde que assumiu a presidência do clube, será possível se dedicar à parte social do clube. “A nossa idéia sempre foi de terceirizar o futebol, e este grupo cumpriu todas as nossas exigências, e a proposta feita por eles foi analisada pela direção do clube, e após esta reunião foi decidido que eles assumiriam o comando do futebol”, explica Iurk.

Chico garante que o termo “parceria” será levado ao pé da letra. “Qualquer receita que o Operário tiver o clube também receberá, seja com venda de jogadores, com imagem, com público. Será uma parceria em todos os sentidos, onde as duas partes terão obrigações e direitos”, assegura.

Trabalho será mais complexo que o realizado no sub
O grupo de empresários que assume o Operário já esteve no comando do futebol em Vila Oficinas. Foram eles que administraram o time sub-20 do Operário, de julho a agosto, qunado o Fantasma disputou o estadual da categoria.

Chico da Bracol afirma que o trabalho que foi feito antes, não deverá ser repetido a partir de dezembro. O empresário explica que uma estrutura maior deverá ser exigida, por conta da grandiosidade do novo projeto. “Será mais complexo que o que foi feito com o sub-20, já que serão mais jogadores, mais de um time para se administrar. Logo, uma estrutura maior também será necessária”, afirma Chicol, que garante já ter os nomes de cargos que passarão a existir em Vila Oficinas, como gerente de marketing e gerente de futebol.

O empresário diz que a parceria mantida há alguns meses atrás serviu como “fase de conhecimento” das duas partes. “O trabalho feito com o sub-20 serviu para nos aproximarmos. O Operário não nos conhecia, não sabia do nosso trabalho. Então com essa primeira parceria eles puderam nos conhecer”, diz.

Os motivos para o grupo de empresários curitibanos investirem no Operário foram óbvios, segundo Chico. “A seriedade do presidente Iurk, a tradição do Operário, a proximidade com Curitiba e a imensa torcida que o clube tem”, finaliza.

www.dcmais.com.br