JM entrevista Rodrigo Muller - Juventude e ambição

Confira entrevista realizada por Alexandre Costa do Jornal da Manhã, com o técnico do time profissional do Operário, publicada na edição deste domingo (06).

Casca - Foto ArquivoCom 28 anos, o ex-jogador Rodrigo Muller é o novo comandante do Operário

A idade e o currículo não parecem ser problemas para o novo treinador do Operário. Ainda bastante jovem, Rodrigo Muller, conhecido no meio esportivo como ‘Casca’, 28 anos, tem idade para atuar, mas ainda bem mais novo resolver trocar de lado no gramado. Sem achar que teria uma carreira promissora como atleta resolver ser técnico e parou de jogar aos 21. Até agora, o maior desafio será comandar o Fantasma na Divisão de Acesso com o objetivo de recolocar o time ponta-grossense na elite do futebol paranaense.

JORNAL DA MANHÃ – Como jogador, onde começou e por quais clubes passou?
RODRIGO ‘CASCA’ MULLER – Comecei juvenil. Tive passagem pelo Coritiba, uma passagem rápida. Daí subi para o juniores. Joguei no União São João de Araras, Mogi Mirim. Em Santa Catarina, joguei no Lages, Avaí e no Brusque. No Paraná, atuei no Cascavel. Na minha carreira também joguei no Juventude de Mato Grosso. Não tive uma carreira assim expressiva e até por isso optei pela carreira de treinador.

JM – E essa decisão de parar foi difícil?
CASCA – Com uns quatro anos como treinador já passou, mas o primeiro ano foi difícil, por querer estar lá dentro. Ainda hoje ainda a gente sente essa vontade. Mas no começo foi um pouco difícil abandonar, mas com o tempo passando a gente começa a gostar da situação. A gente começa a ver o outro lado, o lado do profissional, do técnico. Então você começa a gostar e resolvi dar seqüência.

JM – O que fez quando parou?
CASCA – No primeiro ano que parei, eu abri uma escolinha de futebol em Santa Catarina e logo uma equipe, o Atlético Ibirama me chamou para trabalhar como técnico do juvenil e passei para o júnior. Fui auxiliar técnico do profissional e daí de lá dei seqüência para outros clubes profissionais.

JM – Por onde já passou nessa sua recente carreira como técnico?
CASCA – Passei pelo São José dos Pinhais, estive no Cianorte no ano passado. Passei pela equipe do Pitanguense [na Divisão de Acesso], estive agora no Grêmio Pinheiros de Lages (SC). E vim também nos jogos do Sub-20 no Operário [em 2007].

JM – E essa primeira experiência com o futebol aqui na cidade te dá uma base maior para as cobranças que vai receber?
CASCA – A passagem pelo Sub-20 foi muito importante e isso que me deu mais vontade ainda de vir para o profissional. Senti no Sub-20 a cobrança do torcedor que gosta e que é apaixonado. Já falei que estou preparado e quero isso mesmo, pois não quero pegar uma equipe que não tenha cobrança, que não seja grande. Eu quero pegar um clube grande como o Operário porque eu penso grande. Então estou preparado, mesmo sabendo que a cobrança será grande.

JM – A expectativa é de subir neste primeiro ano?
CASCA – Nosso objetivo é subir. Hoje a gente não pode ter a certeza de que vá subir. Mas temos a certeza de que vamos fazer um trabalho profissional para buscar o objetivo que é o acesso. A gente está fazendo um grupo coeso, com pessoas que vem trabalhar com vontade. A tranqüilidade nossa de estar aqui é muito boa pelas pessoas que estão ao nosso redor, pela diretoria, pela comissão técnica e pelos jogadores.

JM – Pela sua experiência, qual é o ponto chave. É um fator só ou a união planejamento, dinheiro e talento?
CASCA – Até já me perguntaram se viria par ao Operário alguma estrela. Aqui no operário a gente vai fazer uma constelação. Eu quero que todos aqui sejam estrelas. Então uma palavra chave que quero trazer para o Operário é família. Nós temos que fazer uma união, uma família mesmo. Já falei várias vezes isso, que é da cozinheira até o presidente, o nosso torcedor. Nada melhor no futebol do que a força que vem de fora. Quando a gente vê essa força de fora ela é muito forte. Então fazer uma família realmente. Me disseram que aqui já foi muito dividido, já faltou isso, mas agora o Operário tem de ser uma coisa só. Tem de unir as coisas, unir dinheiro, bom jogador e a torcida e fazer uma coisa só. Um operário só.

JM – E o que espera da torcida?
CASCA – Pediria ao torcedor que dê esse voto de confiança. Apesar da minha pouca idade, do meu pouco currículo. Que pode ter certeza que vamos trabalhar muito. Não temos certeza do acesso, mas vamos trabalhar muito. Já vou cobrar desde a apresentação dos jogadores o respeito ao torcedor, a família que compra o seu ingresso. Pode me questionar sobre a idade e o currículo, isso pode fazer a vontade. Só não questionem tanto minha hombridade porque eu vim aqui para ter o respeito pelo torcedor do Operário. O torcedor então pode ficar bem tranqüilo porque vamos trabalhar muito.

5 Cornetagens para “JM entrevista Rodrigo Muller - Juventude e ambição”

  1. tres rodadas e teremos tecnico novo, pelo amor de deus pitanguense, pinheiros de lages e pra acaba..

  2. corneta detected ….

  3. E baita corneta!!!

  4. MEU SO FALTA CONTRATAR IGUAL AO REAL BRASIL 9 JOGADORES DO AMADOR PORQUE O TECNICO JÁ É..

  5. Já começou com a cornetagem Graviesky??

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