A hora da verdade

Coluna do Altair Bail, publicada todos os domingos no JM News

O clima de ansiedade aumentou entre os torcedores do Operário depois do anúncio do primeiro jogo amistoso do time que vai encarar o Acesso a partir do dia 20 de abril. O adversário será o selecionado da Jamaica, que andou por aqui em 1998, preparando-se para a Copa da França. Não se trata de uma seleção de alto nível e nem representa o que há de mais expressivo no futebol da Concacaf, mas como teste para um time ainda em formação podemos dizer que é o ideal. Aliás, com tão pouco tempo de trabalho, nem deveríamos esperar por um adversário mais credenciado, sob pena da torcida achar que tudo está perdido, caso o Operário venha a sofrer um revés constrangedor. A promoção está de muito bom tamanho. Se a Jamaica não tem jogadores que possam impressionar, o Operário, da mesma forma, não tem nenhum ídolo formado numa sucessão de jogos-treinos. Tirando as equipes mais tradicionais, como Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Flamengo e Botafogo, só para citar alguns exemplos, qualquer outro adversário terá menor importância do que o clube anfitrião. Interessa, na atual conjuntura, o elenco que representará a cidade na disputa por uma vaga na elite de 2009. Quando decidiu retornar ao profissionalismo, o Operário não imaginou que causaria tantas frustrações aos seus incontáveis torcedores. Foram quatro anos de luta inglória. As razões foram as mais diversas e nem haveria espaço para enumerá-las. Precisaríamos deste tablóide inteiro. Agora, com mais organização e profissionalismo, a torcida espera que este seja o último ano de segundona. Não dá mais para ver cidades com um quarto da nossa população disputando Série A, Brasileiro, Copa do Brasil e até Libertadores. Futebol só na telinha enjoa. Tomara que o jogo internacional do próximo domingo seja o ponta pé inicial para a grande virada. Apesar de castigada e muito desconfiada, a torcida não faltará com o seu apoio. Finalizamos com o triste registro do falecimento recente do ex-goleiro Arlindo, aos 65 anos. Foi um dos ídolos da memorável campanha de 1961. Descanse em paz, Arlindo!

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