Jeferson Augusto – Diário dos Campos
Treinador Rodrigo Muller acredita que elenco está pronto para enfrentar casa cheia no amistoso de amanhã
Ao iniciar a entrevista coletiva na noite de quinta-feira, o técnico do Operário, Rodrigo “Casca” Muller, não escondeu a emoção de finalmente estrear no comando do Fantasma, diante da torcida. “É um momento que eu esperava muito, chego até a me emocionar. Esperamos muito tempo por isso e finalmente vamos jogar em casa, diante da nossa torcida e mostrar o trabalho que vem sendo feito”, disse.
A expectativa de que a torcida alvinegra compareça em bom número na partida de amanhã não assusta o técnico, que adianta que ainda não é hora de se fazer muitas cobranças. “Não é o melhor momento para se esperar resultados, o time que estará em campo não é um time já formado, ainda está sendo trabalhado. Tem muito tempo pela frente e muita coisa pode mudar, mas tenho certeza que vamos fazer um bom jogo e nos doar ao máximo. Sei o que vou enfrentar no domingo e é isso mesmo que eu quero. Sempre desejei em trabalhar em um time que tenha torcida, não há nada mais frustrante do que jogar com o estádio vazio”, argumentou.
O primeiro contato com a torcida também não assusta o elenco. Gonzalo, atacante uruguaio e que se destacou nos primeiros jogos-treinos que Fantasma fez até agora, espera marcar já na estréia, e não esconde o desejo de ver as arquibancadas do Germano Krüger lotadas. “Deus queira que eu faça um gol. Vai ser um desafio e vou brigar por isso. A expectativa por jogar em casa é grande, acho que chegar no estádio e ver a torcida vai ser a melhor coisa”, afirmou.
A expectativa em torno de jogo de amanhã também toma conta do elenco jamaicano. O atacante Keammar Daley – pela 2ª vez no Brasil, já esteve nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, no ano passado – esperar aprender muito com o futebol brasileiro. “Estamos em busca de aprendizado, é muito importante para nós aprender com o futebol brasileiro a maneira como atuar com posse de bola, jogar os 90 minutos, se focar nos diferentes momentos da partida”, disse.
De volta ao Paraná após ter levado o Coritiba à 1ª divisão do Brasileiro e elogiando os rivais de amanhã (“tenho ouvido ótimas referências sobre o Rodrigo”), Renê Simões tenta afastar o rótulo de “salvador da pátria”, na campanha das Eliminatórias para a Copa de 2010. “O desafio é fazer o raio cair duas vezes no mesmo lugar. Muitas pessoas acreditam que a minha presença será suficiente para colocar a Jamaica de volta ao Mundial, mas não é. Só vamos chegar lá se houver trabalho”, disparou.
Na coletiva, citou alguns episódios de sua carreira para refletir sobre a campanha do Operário na Divisão de Acesso. Repetiu o discurso de Rodrigo Casca, de que a união é fundamental para a ascensão à elite. “Quando treinei o Mesquita, no Rio de Janeiro, a meta era subir para a 1ª divisão. E foi preciso deixar bem claro que só se conseguiríamos isso se houvesse união entre todos. É preciso que todos se juntem para alcançar o objetivo, e quando um erra, é preciso cobrar, porque o erro do outro interfere no acerto do grupo”, avaliou.