Jeferson Augusto – Diário dos Campos
Organizada do Operário quer homenagear passado e pedem: “venham com a camisa do Operário, não de times de fora”
O sobrenome de Felippe já indica sua relação com o Operário. Krügger, assim como Germano, que ele assegura ter um intenso grau de parentesco. “Ele foi meu tataravô”, garante. E é essa ligação com o passado do clube que Felippe defende na torcida do Operário.
A organizada “Torcida Revolucionária Operariana (TRO)”- que além de Felippe também tem à frente Henrique Prestes e Rafael Sas – quer resgatar a paixão pelo Fantasma, reverenciando as glórias passadas do Operário.
No amistoso de hoje, às 16 horas, contra a seleção da Jamaica, os integrantes da organizada começam a planejar as ações que irão acompanhar a campanha do Operário na Divisão de Acesso deste ano. “A expectativa é grande para este jogo. Vai ser a primeira reunião da torcida, vai ser um aquecimento, vamos começar a planejar algumas coisas”, diz Henrique.
De concreto, é que a organizada promete uma nova maneira de se comportar nas arquibancadas, assumidamente inspirada nas torcidas do Grêmio e Internacional de Porto Alegre. Bandeiras menores, sinalizadores, papéis picados e faixas homenageando a história do Operário. A intenção é ter rês novas estampas, uma fazendo referência ao ano de criação do clube (1912), outra lembrando a conquista de 1961, quando o Fantasma foi campeão sul-paranaense e uma terceira prestando uma homenagem ao elenco que participou da campanha na 2ª divisão do Brasileiro de 1991(quando o Operário chegou até as semifinais). “Muita pouca gente sabe das conquistas do Operário, somente os torcedores mais antigos lembram destas campanhas, então é um forma de mostrar que nosso time tem história”, argumenta Filippe.
O local onde a TRO deve se concentrar também remete às organizas do sul: o grupo deve ficar em uma das curvas do Germano Krüger. “A curva tem um charme especial. E nas retas é onde vai o pessoal para ver o jogo mesmo, e assim pode ficar sentado”, explica Felippe, que ressalta que a curva deverá ser um ponto de encontro de quem deseja torcer pelo Operário. “Nossa pretensão é reunir todo mundo que queira gritar pelo Operário. Não vamos fazer restrição a ninguém, quem quiser torcer é só chegar na curva”, convida.
Thiago Moro, um dos criadores da TRO, explica que o objetivo é, ao mesmo tempo, criar uma identidade entre torcida e clube, e mostrar uma maneira diferente de se torcedor. “A proposta é ser uma torcida diferente, que não seja violenta, homofóbica, racista e preconceituosa. A gente vê que muitas organizadas valorizam mais as próprias torcidas do que o time. Não queremos isso aqui”, propõe.
Uma característica dessa a paixão e identidade com o Operário está no pedido que eles fazem aos demais torcedores que forem ao Germano hoje. “A gente está fazendo uma campanha para que o pessoal não venha mais com camisa de outros times. Se é um jogo do Operário, pra que vir com camisa de times de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba? Venham com a camisa do Operário”, conclama Felippe.