Coluna do Altair Bail, Publicada todos os domingos no Jornal da Manhã
Estamos a menos de um mês do inicio da Divisão de Acesso e o torcedor já prepara o coração, na esperança de que este seja o ano da volta do Operário Ferroviário à elite. Mesmo com os recentes fracassos, o clube não perdeu o carinho e o apoio do seu público. Retribuir esta demonstração de amor é quase que uma obrigação daqueles que assumiram os destinos do futebol alvinegro. Temos plena consciência de que existe uma grande diferença entre prometer e conseguir a vaga. Mesmo quando muito dinheiro foi aplicado na composição das nossas equipes nas duas últimas décadas os resultados não foram os melhores. Sempre faltava algo mais, dentro ou fora do campo. Exigir o acesso num campeonato que muitas vezes é decidido nos bastidores chega a ser uma cobrança injusta, convenhamos. E nós sabemos que os espertinhos continuam à solta, fazendo do futebol um meio de vida pouco convencional. Esperamos que a FPF esteja mais atenta nesta temporada, possibilitando a consagração dos dirigentes que trabalham com conhecimento, honestidade e boas intenções. O grupo da Bracol chegou demonstrando organização, planejamento e metas bem definidas. Quer realizar o sonho do torcedor ainda em 2008, mas o prazo é de três anos. Não existe no futebol, infelizmente, um livro que possa ditar todas as regras necessárias para o sucesso de uma equipe. “Se fosse possível editá-lo eu estaria rico”, dizia sempre o empresário Antonio Luiz Mikulis, que “apanhou” por mais de vinte anos tentando compor o time ideal. O técnico Rodrigo Muller está procurando fazer o melhor, mas já revela certo desgosto em função das cobranças feitas por aqueles que entendem que ele é muito jovem para levar o Operário ao lugar desejado pela torcida. Ouvir estes comentários e procurar dar explicações são duas coisas que não devem fazer parte do dia-a-dia do treinador. A resposta tem que ser dada dentro de campo, quando a bola rolar oficialmente. A hora é de trabalhar e de esquecer as cobranças fora de época. Essa, Rodrigo, é a primeira lição do cargo que você decidiu abraçar precocemente.











