Altayr Bail – Coluna Publicada todos os domingos no Jornal da Manhã
O time deixou a desejar no empate de um gol com o Foz do Iguaçu, mas a torcida do Operário deu um verdadeiro show, lotando o “Germano Kruger”. E o público só não foi maior porque o atendimento ao torcedor não foi eficiente. Com bilheterias precárias, formaram-se extensas filas momentos antes do jogo começar e, baseado no Estatuto do Torcedor, a diretoria fechou os portões quando muita gente ainda estava do lado de fora. Os oito mil ingressos não chegaram a ser totalmente vendidos. A impressão é de que o grupo gestor do Operário não acreditava na força da torcida. Colocou os ingressos a venda com antecipação, mas todos nós sabemos que a maioria deixa a compra para o dia do jogo, na última hora. É uma cultura do torcedor. E aqui não seria diferente, mesmo por que os adeptos do Fantasma estavam até desacostumados com jogos tão promissores. Levados pela campanha animadora do inicio, o torcedor acreditou que poderia assistir a um bom espetáculo e, o que era mais importante, a uma grande vitória. Surpreendido por um time que não está morto na disputa, o Operário salvou-se do pior. Conseguiu um empate no sacrifício, quando a falta de jogadores regularizados foi a principal causa. Não podemos exigir milagres de uma diretoria que vem fazendo um grande esforço para devolver o Operário à elite. Afinal, o grupo de colaboradores ainda é pequeno, mas o fato ocorrido nas bilheterias e a falta de registro dos jogadores contratados há mais tempo são falhas que poderiam ser evitadas. Sobrou para o comando técnico, que não tinha a quem recorrer no banco de reservas. E até nisso a torcida foi compreensiva, em sua grande maioria. Respeitou o esforço daqueles que estiveram no campo de jogo. Será importante, contudo, que nos próximos jogos com previsão de grande platéia outras medidas sejam tomadas para que o público não seja desrespeitado e muito menos tenha os seus direitos violados. O Operário ainda vai precisar deste apaixonado torcedor para outras boas receitas e do empurrão que vem das arquibancadas para a conquista do objetivo maior.





Thiago Moro – OPERARIO.com





