Agora falta pouco para o Operário voltar à Primeira Divisão do Paranaense

Foto: Jornal da ManhãAlexandre Costa - Jornal da Manhã

É chegada a hora do Fantasma assombrar

O Operário entra em campo hoje contra o líder Nacional de Rolândia pensando no quadrangular final.

Com uma remota possibilidade de ficar em segundo lugar na fase de classificação (precisa vencer o jogo e ainda torcer por um tropeço do Foz contra o penúltimo AFA) e ter vantagem de decidir em casa, a meta para o jogo de hoje é testar alguns considerados reservas, dar ritmo a outros jogadores que se recuperam de lesão e a principal que é manter a invencibilidade no Estádio Germano Krüger.

Por outro lado, com a pressão vinda da torcida e da imprensa após os resultados ‘negativos’ nas últimas rodadas (uma derrota e dois empates), o grupo precisa de uma vitória e de uma apresentação convincente que o credencie a figurar entre os favoritos para brigar por uma das duas vagas na 1ª Divisão do Paranaense em 2009.

Em campo, com muitos reservas a meta é poupar jogadores. Na parte tática, o desafio é não errar e surpreender os adversários. Na preparação física, a expectativa é de que a pré-temporada tenha reflexos positivos, com os jogadores chegando nesta 2ª fase com 100% de suas condições. “Com jogos às quartas e domingos, o trabalho vai ser em cima da recuperação”, diz o preparador físico, Márcio Fernandes, que já terá como missão garantir o condicionamento dos atletas para a primeira decisão, já na próxima quarta-feira com a abertura do quadrangular final.

Confira o que os profissionais da imprensa de Ponta Grossa esperam da participação do Operário no quadrangular final:

Cândido Neto - TV Educativa
Inicialmente faço uma pergunta: Será que há interesse de subir esse time por parte do grupo gestor. Se subir aumentam as despesas e mantém a mesma receita. São pessoas sérias e que até aqui fizeram um bom trabalho, mas fico na dúvida se querem subir. Até agora o time ganhou da ‘baba do boi’ e quando foi exigido, o time tremeu. Acredito que dos quatro finalistas, o Operário ainda é o mais limitado.

Diomar Guimarães - Rádio CBN
É preciso comando técnico e esse vai ser o grande entrave para subir. Não ganhou de nenhum dos adversários que deve enfrentar. É um time muito defensivo e o medo de perder tira a vontade de ganhar. Tem um plantel com condições para subir. A torcida é maravilhosa e digo que o time vive com ela por mais mil anos.

Alencar Rios - CBN / TV Vila Velha
Tem de ser realista para não pagar um preço caro que é não subir. Fora de campo, recuperaram a credibilidade, estruturaram o clube e contrataram jogadores. Infelizmente dentro de campo, o Operário está sem padrão de jogo. Ainda não ganhou de adversários que deve enfrentar e a preocupação é que se não abrir os olhos vai ficar de novo na segunda divisão. Pelo futebol apresentado não tem dado mostras que pode subir, mas tem sim um bom time e que não fica devendo em nada para os adversários.

Edson Gomes - Rádio Central
O primeiro objetivo era a classificação e conseguiu alcançar. Agora começa tudo do zero. É um novo campeonato com quatro equipes. Fica a expectativa de poder jogar agora com a equipe completa, pois até então o time teve problemas de lesão e na documentação de atletas. Os jogos serão difíceis e o que deixa apreensivo é que vai enfrentar equipes que o Operário ainda não ganhou. Tem uma boa equipe, mas não rendeu o esperado em algumas partidas. Mas é importante dizer que não dá para se espelhar apenas nessa primeira fase, pois será um novo campeonato.

Ben Hur Chiconato - TV Vila Velha
Um dos problemas do treinador é não contar com o time completo todos os jogos e isso dá certa instabilidade, até mesmo porque o jogador já é titular por estar em um melhor momento. Não ter vencido o Nacional, o Foz e o Beltrão (que está na briga para se classificar) é um obstáculo e pode criar uma condição psicológica ruim. Mas esta condição adversa pode se transformar em algo positivo, para fazer com que os jogadores entrem com grande pegada. Precisa melhorar, pois se repetir os resultados da primeira fase não passa. É um time que a hora que der seqüência pode ganhar.

Jogadores prometem ‘brigar’ por vaga na elite do paranaense

Em um campeonato onde a pegada e raça são fundamentais, o tão esperado jogo bonito – com as jogadas de efeitos e os golaços – acabam ficando de lado para que os três pontos sejam conquistados. E é com este pensamento que os jogadores entrarão em campo para os confrontos do quadrangular final.

Ao afirmar que ainda pode dar muito mais para o time, o atacante uruguaio Gonzalo destaca que agora não tem mais desculpa: são quatro times em situação igual. “Não vai ter jogo bonito, mas a gente subindo é o que vai ficar para a história”.

Para o meia/volante Dione, o grupo está com 100% de confiança, mas também reforça que “não vai ter jogo bonito. Agora o que vale é a classificação. Agora é pegada, é balão. Ganhando de meio a zero está ótimo”, diz o atleta que já teve passagens pela seleção brasileira de base. Já o zagueiro Gerson ressalta que o time estar invicto no Germano Krüger será um ponto favorável para a reta final. “Temos de usar a força e ganhar em casa”, finaliza.

Torcida espera bons resultados nas finais

Em todos os jogos, com empate ou vitória, a torcida esteve presente no Germano Krüger para incentivar o Operário. Agora, com o time classificado, fica a apreensão com relação ao desempenho do Fantasma no quadrangular final, que vale duas vagas para a 1ª Divisão do Futebol Paranaense em 2009.

“A torcida está numa expectativa muito grande pelo início do quadrangular e também receosa pelos resultados das últimas partidas. Agora é um outro campeonato, o time precisa enfim pegar ritmo de jogo e começar com tudo, uma vez que o campeonato terá jogos quarta e domingo, não há tempo para errar. Alguns começaram um movimento pela cabeça do treinador, mas as torcidas estão com ele. Achamos que não há tempo para mudanças”, diz Thiago Moro, coordenador da Torcida Revolução Operariana, que juntamente com a Garra Operariana leva agora ao estádio uma bandeira com 28,5 metros de largura e 10,5 metros de comprimento como mais uma forma de apoio ao clube.

E como chegou a hora de provar que o Fantasma pode voltar a assombrar, o apoio continuará sendo intenso, tanto em casa como nos jogos fora. “Nosso time pode não ser tudo aquilo que esperamos, mas a torcida quer ser o diferencial nessa fase, empurrando o Operário para a primeira divisão, comparecendo nos seis jogos”, finaliza Moro.

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