EM CAMPO: Esquema defensivo suportou 50 minutos
Jeferson Augusto - Diário dos Campos
Na antevéspera do jogo contra o Foz do Iguaçu, o técnico Rodrigo Muller lembrava que antes da partida começar, o Operário tinha o resultado favorável, e que a missão seria manter esta vantagem nos 90 minutos restantes.
Acreditando em uma postura mais defensiva, Rodrigo Muller repetiu o esquema de quatro zagueiros, adotado em quase todos os confrontos do quadrangular final. Sem Thiago Silva, Rogério e Roberto, Gonzalo foi figura solitária no ataque alvinegro.
Mesmo com um esquema mais defensivo, o Operário abriu o placar nos minutos iniciais, com Nelsinho. Após tomar o revés, o Foz partiu para a pressão e o Fantasma se manteve na defesa, se arriscando em esporádicos contra-ataques. Em um deles, Dione teve a oportunidade ampliar, mas parou nas mãos de Cleberson.
O primeiro tempo chegou ao fim após 47 minutos, quase todos eles predominados por posse de bola do Foz. Na volta do intervalo, o gol de empate veio aos três minutos, com Danilo. Ceará entrou, na tentativa de ser mais eficiente nos contra-ataques. Rithison – que não vinha jogando por conta de contusão – e Dida – após Filipe deixar o campo lesionado – também entraram.
Após a expulsão de Gérson, o alvinegro abdicou dos contra-ataques, e permaneceu na defesa, na tentativa de suportar a pressão nos dez minutos finais. Até o momento em que o pênalti foi assinalado, o Foz centralizava suas investidas em bolas aéreas, tanto, que foi em uma delas em que o polêmico lance ocorreu. O Operário reclama de que Kanu teria feito falta no momento em que Dida interceptou um cruzamento. Os alvinegros rechaçam a versão de que Nelsinho teria cometido falta no atacante do Foz.
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