Operário quer anular decisão do TJD

Alexandre Costa - Jornal da Manhã

Advogados já protocolaram recurso que pede a anulação do julgamento que não acatou o pedido de impugnação

A considerada derrota no Pleno do Tribunal de Justiça do Paraná (TJD), com o pedido de impugnação do jogo final da Divisão de Acesso contra o Foz negado, foi apenas mais uma etapa da briga judicial imposta pelo Operário para garantir o seu lugar na elite do futebol paranaense ou ao menos se manter na Divisão de Acesso do Estadual. Ontem, os advogados contratados pelo clube ponta-grossense, Domingos Moro e Cunico Bach, participaram de uma entrevista coletiva para esclarecer a postura da defesa e também quais serão as próximas etapas a serem tomadas.

O primeiro passo foi dado já ontem, quando o clube entrou com um recurso que será enviado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro, pedindo a anulação do julgamento realizado na última semana em Curitiba. Ao enumerar as supostas irregularidades cometidas na análise do pedido de impugnação, como o cerceamento de defesa quando não teve acesso com antecedência à documentação protocolada pelo Foz, os advogados acreditam que o caso poderá ser novamente levado ao tribunal paranaense. “O processo é difícil, é um fato abominável desportivamente, mas não gosto de perder e não ficamos satisfeitos com o resultado. Assim, vamos esgotar o caso em todas as instâncias”, diz o advogado Domingos Moro, que espera que o julgamento no Rio aconteça até o dia 31 de julho.

Os advogados também confirmaram a denúncia de suposta ‘compra da arbitragem’, quando um patrocinador do Operário recebeu a proposta para que o clube ponta-grossense tivesse vantagens na decisão contra o Foz se pagasse um valor de R$ 5 mil reais. A proposta teria sido negada pela diretoria e relatada à Federação. Inicialmente, o caso seria arquivado pelo TJD, porém o clube vai apresentar os nomes dos envolvidos e retomar a discussão sobre o ‘novo caso bruxo’ da Divisão de Acesso.

A meta do grupo de advogados do Fantasma é estar com o processo terminado - seja com a vaga na elite ou na Segundona - em até dois meses, antes do início da Copa Paraná, que deve começar em agosto.

Futebol vai continuar pelo menos até 2010

Em uma carta lida durante a entrevista coletiva, o diretor do grupo gestor do futebol do Operário, Francisco Carlos de Jesus, o Chico da Bracol, confirmou que independente do resultado do processo na justiça, o clube vai manter com o projeto de levar o Fantasma à 1ª Divisão e também reforçar os trabalhos nas categorias de base. “A proposta não se encerra aqui. Vai continuar até 2010 no mínimo”, quanto expira o prazo do contrato de terceirização que ainda pode ser prorrogado.

Ao dizer que ainda precisa corrigir alguns erros cometidos durante a caminhada na Divisão de Acesso, o gestor afirmou: “nunca prometemos a classificação, embora seja o nosso objetivo. Chegamos na final e registramos que fizemos o nosso melhor. Saímos orgulhosos, como o único time invicto dentro de casa e promovemos a marca do Operário. Pedimos desculpas por não ter obtido a classificação, mas assumimos a responsabilidade pelo projeto apenas a partir de outubro de 2007″, se defende das cobranças ditas excessivas para que o Operário fosse promovido já nesta temporada.

2 Cornetagens para “Operário quer anular decisão do TJD”

  1. Ta ganho! com o Moro não tem erro!

  2. Desculpe colega; mas em se tratando de Operário, nunca nada “está ganho”…. Sempre falta “um ponto” ou “alguma coisa”, neste caso. Abçs

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