Operário confia em anulação de jogo

Jeferson Augusto - Diário dos Campos

Superior Tribunal julga hoje recurso do Fantasma pedindo impugnação do confronto com o Foz do Iguaçu

Sessenta dias depois, o caso envolvendo Foz do Iguaçu e Operário terá um capítulo que chega ao fim. Está programado para a tarde de hoje no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) o julgamento do pedido de impugnação da partida envolvendo os dois times.

O duelo entre Foz x Operário foi interrompido aos 41 minutos do 2.º tempo, após o árbitro Edivaldo Elias da Silva marcar um pênalti a favor do time das três fronteiras. Até aquele momento, o jogo estava empatado por 1 a 1, e uma confusão se instaurou no gramado. O Operário alega que não aguardou nos vestiários por mais segurança, enquanto isso o árbitro encerrou a partida, não tendo esperados os 10 minutos – este é o principal trunfo dos advogados do Fantasma. Já o Foz alega que houve abandono de campo, e por isso, teria direito a última vaga na Série Ouro do Paranaense em 2009.

O Operário terá como advogados Domingos Moro e Cunico Bach, já o time de Foz do Iguaçu será defendido por Luís Antônio Teixeira. Atuará como relator o auditor Fávio Zveiter. Os principais argumentos dos advogados do time alvinegro residem na tese de que o árbitro teria cometido um erro de direito, ao não esperar dez minutos após a marcação do pênalti, mas sim 9 minutos e 20 segundos.

Francisco Carlos de Jesus, o “Chico da Bracol”, do Grupo Gestor do Operário, irá ao Rio de Janeiro acompanhar o julgamento, e o dirigente se mostra confiante sobre o resultado. “Vamos para lá acreditando que a justiça seja feita. Confiantes sempre estivemos, mas vai depender muito da interpretação dos auditores. Nossos advogados trabalharam muito e têm muito material coletado. Como eles (advogados) dizem, as chances são de 50%”, afirma Chico.

A esperança do Operário é que o STJD anule a partida e um novo jogo – mais de dois meses depois do fatídico duelo em Foz do Iguaçu – seja agendado entre os dois times. Enquanto não há uma definição sobre a briga judicial envolvendo as duas equipes, a Federação Paranaense de Futebol (FPF), fica impedida de homologar o campeão e o vice da Divisão de Acesso, e também oficializar o número de participantes da Copa Paraná, prevista para começar em 21 de setembro.

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