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Operário, 14 vices, segue em sexto lugar no Estado


Operário esteve muito próximo da primeira divisão do futebol brasileiro em 1990

Operário esteve muito próximo da primeira divisão do futebol brasileiro em 1990

Rodrigo Kwiatkowski - Diário dos Campos

Em 2009, clube vai completar 15 anos longe da primeira divisão do estadual paranaense

O torcedor operariano ainda suspira e pergunta-se, inconformado e em silêncio. Como pode um time sem freqüentar a primeira divisão do Estado há quase 15 anos permanecer entre os líderes do ranking paranaense? Divulgado nesta semana, o Ranking Folha de Futebol traz o Fantasma de Vila Oficinas em sexto na classificação geral do ranking paranaense, com 42 pontos.

A posição é mantida graças a 14 vice-campeonatos estaduais, sendo o primeiro deles em 1923 e o último em 1961 (3 pontos para cada vice). Para se ter uma idéia, a Seleção Brasileira ainda era apenas campeão mundial (Suécia-58) e Pelé começava a fazer a fama pelo Santos Futebol Clube. Economicamente, Ponta Grossa ainda sequer possuía o Distrito Industrial e o Operário disputava com clubes que seriam extintos ou unificados, casos de Ferroviário e Britânia. Ambos aparecem no ranking, à frente do Fantasma, com 77 e 52 pontos.

A grande quantidade de vice-campeonatos é explicada pela disputa acirrada que era travada com os clubes curitibanos. Muitas vezes o único clube do interior a entrar nos certames, o Operário sempre esteve no páreo, embora nunca tenha conseguido um único título paranaense. Após esta fase, nenhum outro clube assumiu a posição privilegiada de disputa que antes era ocupada pelo Operário, embora tenha havido campeões isolados, como o Monte Alegre, de Telêmaco Borba, Londrina, Maringá e Iraty.

Agora, prestes a completar 15 anos longe da primeira divisão, a expectativa da torcida para voltar a disputar com os grandes clubes beira o insuportável.

“A gente já está até mal acostumado, dez anos na segunda divisão”, lamenta Thiago Moro, fundador da Torcida Revolucionária Operariana (TRO), surgida com a volta do clube ao futebol profissional. Ele considera que o clube “tem que estar em uma posição melhor, na primeira divisão”. Sonho que não se realizará enquanto o pesadelo gerado após o abandono de campo em Foz do Iguaçu não tiver seu apito final. O clube ainda não sabe se disputará a segunda divisão ano que vem, ou se será mantida a suspensão de um ano pela prática anti-desportiva.

O presidente do Operário Ferroviário, Carlos Roberto Iurk, acredita que o clube terá a punição retirada e poderá disputar a segunda divisão. Caso isso se concretize, ele diz ter certeza de que o grupo gestor investirá de forma a guindar o clube à elite. “Acho que está chegando a nossa vez. Tudo o que aconteceu tinha que acontecer. Não tem culpados, é tudo conseqüência do futebol”, considera.

Para Iurk o grupo gestor tirou de 2008 “várias lições”. “E me parece que se nós escaparmos, vamos para levantar o caneco. É a promessa que, se escaparmos, teremos um time para ser campeão”, afirma. Sobre a colocação no ranking, aponta que, para o clube, “é importante estar com o nome do Operário ranqueado. Estamos bem colocados, apesar de todos os azares que temos tido, à frente de muito time maior”.

História

Os outros dois clubes que aparecem no ranking e que já estão fora das competições estaduais, os curitibanos Ferroviário e Britânia uniram-se em 1971 ao Palestra Itália e deram origem ao Colorado, que passou a participar das disputas no futebol paranaense profissional. Em 1989, Colorado e Pinheiros fundem-se para dar origem ao Paraná Clube, que rapidamente emergiu no cenário estadual e nacional.

Ranking Paranaense
Posição Equipe Campeão Vice Ptos
1º Coritiba 33 19 288
2º Atlético 20 15 185
3º Ferroviário 8 7 77
4º Paraná 7 3 58
5º Britânia 7 1 52
6º Operário 0 14 42

Os 14 vice-campeonatos do Operário

1923-1924-1925-1926-1929-1930-1932- 1934-1936-1937-1938-1940-1958-1961

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Operário arrasta indefinição até 2009

Jeferson Augusto – Diário dos Campos

O Operário entrará em 2009 sem saber o que fará no restante do ano. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) não fará mais nenhuma reunião este ano. Com isso, o recurso em que o os advogados do Fantasma pediam para que o clube voltasse a ter direito de atuar profissionalmente em 2009 ficou para o ano que vem. A batalha judicial do Fantasma já se arrasta por seis meses, e até agora o clube não sabe ao certo o que fará em 2009.
Após a confusão ocorrida nos últimos instantes na partida diante do Foz do Iguaçu, no fim de junho deste ano, o Operário passou a brigar judicialmente pela segunda vaga na Ouro do ano que vem.
Inicialmente os advogados do Operário exigiam a anulação do confronto contra o Foz. O pedido foi negado nas instâncias regional – o Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) – e nacional, Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), e então o clube foi a julgamento pelos fatos ocorridos no gramado do ABC.
Julgado pela Segunda Comissão Disciplinar do TJD, o Operário foi punido com multa de R$ 10 mil, perda dos pontos e suspensão do futebol profissional até 2010. A partir daí a briga do Fantasma deixou de ser por um lugar na elite estadual e passou para permanecer na Divisão de Acesso do ano que vem. Os advogados recorreram ao Pleno do TJD, onde a pena foi mantida. Com isso, restou apenas uma última tentativa, no STJD, na qual dirigentes, amparados por argumentos dos advogados, se mostram confiantes.
O departamento jurídico do Fantasma se apóia no histórico recente de causas semelhantes. No caso do recurso no STJD, o Duque de Caxias foi inocentado da mesma acusação (atitude anti-desportiva, quando promoveu um “cai-cai” na Série C do Brasileiro).

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Operário vai priorizar profissional em 2009

Alexandre Costa – Alexandre Costa

Meta será montar elenco forte para garantir retorno à elite

Com a expectativa de reversão da punição nos tribunais, clube deixará categorias de base em segundo plano

Ainda sem uma definição, mas com grande expectativa de reverter a punição imposta ao Operário, o grupo gestor já anunciou que a prioridade no 1º semestre será o futebol profissional. Com o time vencendo a batalha jurídica e assim ficar liberado para disputar a Divisão de Acesso nesta próxima temporada, todo o investimento ficaria concentrado no elenco que terá a missão de conquistar uma vaga na Série Ouro, a elite do futebol paranaense. Assim, as categorias de base ficariam em segundo plano, recebendo uma atenção diferenciada apenas no 2º semestre.

“Nós ainda acreditávamos em resultado em 2008, mas não aconteceu até porque não podíamos atropelar as coisas e arriscar a perder. Mas como acreditamos muito na reversão da punição já temos um rascunho do planejamento para 2009, com alternativas A, B e C”, afirma o gestor de futebol do Operário, Francisco Carlos de Jesus, o Chico da Bracol.

Baseado na confiança de estar na disputa no próximo ano e também nas promessas feitas de que montará uma equipe forte para recolocar o Fantasma na 1ª Divisão, o empresário afirma que todas as atenções e investimentos no primeiro semestre estarão voltados para o futebol profissional e as categorias de base ficariam nesse momento inicial em segundo plano, tendo um fortalecimento das suas atividades no segundo semestre.

“Vamos focar todas as atenções, recursos e estrutura no profissional até pela necessidade de termos um futebol forte e de darmos uma resposta para a nossa torcida. Como o time grande da Segunda Divisão, o Operário tem de subir ano que vem em campo. Vamos fazer de tudo para chegar com um time forte”, reforça o dirigente.

A previsão dos gestores e advogados é de que o recurso deve ser julgado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro, na primeira quinzena de janeiro. A partir daí é que seria efetivado o planejamento para o clube em 2009. Hoje, o clube está suspenso. Além de pagar multa, teria ainda que voltar ao futebol profissional apenas em 2010 e ainda na 3ª Divisão.

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Operário será julgado pelo STJD só em 2009

Alexandre Costa – Jornal da Manhã

Previsão é de que o processo entre na pauta no início do próximo ano

Superior Tribunal de Justiça Desportiva finalizou trabalhos sem analisar pedido do clube ponta-grossense; torcida continua na expectativa

A novela envolvendo o ‘caso Operário’ na Divisão de Acesso deste ano – iniciada na partida contra o Foz no dia 29 de junho – vai completar seis meses sem uma definição. A espera acontece porque agora foi confirmado que o julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro, ficou mesmo para 2009. A última reunião das comissões disciplinares aconteceu na quarta-feira e um novo embate que poderia acontecer hoje não será realizado. A quinta-feira terá apenas um encontro dos auditores seguido de um almoço de confraternização.

No entanto, a decisão que faz os torcedores do clube ficarem ainda mais ansiosos por não terem mais informações concretas sobre o futuro do futebol profissional na cidade foi aprovada pelos advogados de defesa do clube alvinegro. A medida, segundo o advogado Domingos Moro – responsável pelo acompanhamento do ‘caso Operário’ no Rio de Janeiro – foi positiva para se evitar um julgamento equivocado. “Havia a possibilidade de haver o julgamento, porém tínhamos informações de que o quorum não seria completo e isso seria muito arriscado, já que é um processo que não tem decisão unânime. Depois de tanto trabalho não poderíamos nos arriscar. Temos que aguardar para que o julgamento aconteça no momento certo”, diz o advogado.

Atualmente, o clube ponta-grossense tem dois processos em trâmite no STJD. O primeiro e mais importante é o referente à decisão do Tribunal Paranaense, que suspendeu o clube do Paranaense em 2009 e ainda aplicou uma multa no valor de R$ 10 mil pelo abandono de campo no jogo contra o Foz, em Foz do Iguaçu. O objetivo é vencer este e assim liberar o clube para a Divisão de Acesso já na próxima temporada. O outro – já deixado em segundo plano pelo próprio grupo gestor – é sobre a possibilidade de inclusão do time na Série Ouro do Paranaense. “O nosso processo só vai repercutir a partir da 2ª Divisão, que tem início para março ou abril. Então temos tempo de sobra. A boa notícia que esperamos virá, acredito, em 2009″, finaliza Moro.

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Passado mantém Operário em ‘top 100’

Jeferson Augusto – Diário dos Campos

Ranking nacional divulgado pela CBF mantém o Operário entre os cem melhore dos times do Brasil; pontuação leva em conta todas as conquistas obtidas pelo clube

As glórias passadas do Operário Ferroviário são responsáveis por manter o clube quase centenário entre os cem melhores do Brasil mesmo sem o alvinegro disputar um campeonato que não seja a segunda divisão estadual há mais de dez anos.
Divulgado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) esta semana, o Ranking Nacional de Clubes põe o Operário como o 96º melhor time do país, e quinto melhor do Paraná. Com 106 pontos na listagem nacional, o Fantasma só é superado entre os paranaenses pelo trio da curitibano (Coritiba 16º e 1419 pontos; Atlético 19º e 1270; e Paraná Clube 23º e 1011) e pelo Londrina (32º colocado com 629 pontos). Das 403 equipes listadas no ranking, 17 são paranaenses.
Os critérios adotados pela CBF para o ranking levam em conta o desempenho em competições nacionais. O campeão da Série A ganha 60 pontos, quantidade que vai reduzindo gradativamente até o último colocado (o vice-campeão soma 59 pontos, o terceiro 58 e assim por diante). O critério é o mesmo para a segunda (40 pontos para o campeão) e terceira divisão (20 pontos para o primeiro lugar). A partir da 21ª colocação nos campeonatos, todas as equipes ganham um ponto.
A participação na “Taça de Prata” – competição equivalente à Segunda Divisão do Brasileiro – em 1979 e 1980, e as disputas da Série B do Brasileiro de 1989 e principalmente de 1990, quando o alvinegro disputou o quadrangular final, contribuíram para a inclusão do time ponta-grossense no ranking nacional.
A Copa do Brasil também soma pontos para o ranking, o campeão ganha 30 pontos, enquanto que o vice leva 20. Quem chegar até as semifinais conquista 10 pontos, até as quartas, 5, se for até as oitavas três, e se apenas participar um ponto. Se avançar da primeira fase da competição, a equipe conquista dois pontos.
Entre as federações de todo o Brasil, a Federação Paranaense de Futebol (FPF) figura na 5ª colocação, com 4.811 pontos, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
O líder do Ranking Nacional dos Clubes é Grêmio, com 2039 pontos. “Turbinado” pelo título da Série B, o Corinthians ocupa a vice-liderança, com 1998 pontos. Apesar da queda para a segunda divisão este ano, o Vasco da Gama manteve a terceira posição, com 1981. O Flamengo vem na quarta colocação, com 1974 pontos. O São Paulo, que este ano assegurou o sexto título brasileiro, está em quinto lugar, com 1939 pontos.
A CBF não leva em conta a participação em torneios internacionais, como Libertadores da América e Mundial de Clubes.

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Dirigente do Foz do Iguaçu desrespeita torcedores do Operário

Arif Osman desrespeita Operário Ferroviário

Arif Osman desrespeita Operário Ferroviário

O supervisor técnico do Foz do Iguaçu, Arif Osman (foto), que inclusive foi técnico interino do Foz do Iguaçu na disputa da Copa Paraná, desrespeitou toda a Nação Alvinegra com mensagens postadas no OPERARIO.com:

Amigos,torcedores do fantasminha,(que nao assusta nimguem!!!)Podem perder a esperança,pois estamos apenas,imformando aos nossos parceiros,que sozinho,ninguem faz o futebol na primeira divisao.E saibam vcs,o Foz estara entre os 8 do paranaense/2009.E jogando num belo e reformado estadio,pois o nosso objetivo de fazer com que o poder publico,e as grandes empresas se manifestassem,DEU CERTO…e quanto ao elenco/2009..estamos escondendo o jogo…aproveitem,e adotem o FOZ DO IGUAÇU F.C.,para vcs torcerem.

Consideramos a postura do dirigente esportivo da fronteira inadequada para quem está a frente de um clube de futebol que se diz profissional e pretende ser grande.

Fica aqui o repúdio da coordenação do nosso blog, que sempre respeitou e tratou de forma amistosa a equipe do Foz do Iguaçu e seus dirigentes, bem como todas as outras equipes que tiveram alguma relação com o Operário Ferroviário.

Sugerimos ainda, que o Operário Ferroviário corte qualquer tipo de relação harmoniosa que exista ou possa existir com o time da fronteira.

Coordenação OPERARIO.com

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A ameaça do Foz

Coluna do Altayr Bail, publicada todos os domingos no Jornal da Manhã

Alegando falta de dinheiro e descaso do poder público nas reformas do estádio ABC, o Foz do Iguaçu pode abandonar o estadual de 2009. A notícia foi publicada na “Folha de Londrina” e caiu como uma bomba na Cidade Fronteira. O presidente Loiri José Dalla Corte vai à FPF amanhã para discutir com o presidente Hélio Cury a caótica situação.

Aproveitará para pedir novo prazo na realização das obras exigidas pela Comissão de Vistoria, que apontou várias irregularidades no estádio onde o Operário fez a batalha final do Acesso. A Prefeitura foi solicitada a colaborar, mas não deu resposta. Terça-feira será o prazo final para os reparos, mas nenhuma obra foi iniciada e elas custarão cerca de 100 mil reais. Sem apoio do Município e sem esta força da Federação, o presidente Dalla Corte garante que o Foz abandona a disputa. Por enquanto apenas o técnico Sérgio Moura foi conversado para dirigir o time, mas não existe nenhuma contratação para o campeonato que começa no dia 23 de janeiro.

Caso desista, o Foz pagará uma multa de 100 mil reais, uma vez que a tabela já saiu. Acontecendo esta desistência, que considero pouco provável, o Operário estaria no direito de pleitear a vaga, uma vez que o desistente ganhou o acesso este ano. Diferente do que aconteceu em relação ao Galo/Adap. Restará, apenas, uma vitória no STJD garantindo o direito de continuar na disputa profissional em 2009. Se acontecer o julgamento esta semana, é praticamente certo que a decisão tomará o mesmo rumo do caso Duque de Caxias, pois já existe até acordo de bastidores para que a punição seja mantida na perda de pontos; suspensão dos atletas e multa de 10 mil reais.

De acordo com o parágrafo único do artigo 205, a torcida do Operário não deu causa à suspensão do jogo no ABC e por isso mesmo o clube não deve ser punido com a paralisação de suas atividades. O advogado Domingos Moro vai buscar esta alternativa de defesa, tornando menos traumática a penalidade imposta ao clube alvi negro. A torcida, alheia a tantos fatos que envolvem os bastidores do nosso futebol, fica apenas no aguardo do julgamento, que também pode ficar para 2009.

É certo, porém, que o Fantasma estará em campo no próximo ano. Quanto ao Foz, não vejo muita esperança de vaga, pois seria mais lógico desembolsar 100 mil para a reforma do estádio do que pagar quantia equivalente de multa na FPF e perder uma vaga conseguida “no abafa”. É esperar e conferir.

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Operário ganha mais uma semana de indefinição

Jeferson Augusto – Diário dos Campos

Caso no STJD, previsto para ser julgado esta semana, foi transferido para a próxima, e corre o risco de ter definição em 2009

A indefinição sobre o futuro do Operário parece não ter mais fim. Após permanecer com o processo parado no Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) por 30 dias, o clube vivia a expectativa de ver o caso “Foz x Operário” pautado para esta semana no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Entretanto, o Superior Tribunal optou por não realizar reuniões hoje e amanhã. Com isso, fica para a próxima semana uma possível definição. Ou até mesmo para 2009, explica o advogado do Fantasma, Domingos Moro. “Falei hoje (ontem) com o STJD e até amanhã (hoje), deve haver uma resposta. Provavelmente haverá uma última sessão do ano na quarta-feira, dia 17. Caso não seja agendada para este dia, a definição ficaria para o próximo ano”, explica o advogado.

Domingos Moro afirma que existem outros processos a serem julgados no STJD, e por conta da ‘delicadeza’ do caso operariano, a opção é por aguardar uma definição do Superior Tribunal. “Não quero pressionar o STJD, é preciso ter muita cautela com este caso”, justifica.

Após a confusão ocorrida nos últimos instantes na partida diante do Foz do Iguaçu, no fim de junho deste ano, o Operário passou a brigar judicialmente pela segunda vaga na Ouro do ano que vem. A disputa judicial já ultrapassou a marca dos 150 dias e pode alcançar mais de sete meses de indefinição.

Inicialmente os advogados do Operário exigiam a anulação do confronto contra o Foz. O pedido foi negado nas instâncias regional – o Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) – e nacional, Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), e então o clube foi a julgamento pelos fatos ocorridos no gramado do ABC.

Julgado pela Segunda Comissão Disciplinar do TJD, o Operário foi punido com multa de R$ 10 mil, perda dos pontos e suspensão do futebol profissional até 2010. A partir daí a briga do Fantasma deixou de ser por um lugar na elite estadual e passou para permanecer na Divisão de Acesso do ano que vem. Os advogados recorreram ao Pleno do TJD, onde a pena foi mantida. Com isso, restou apenas uma última tentativa, no STJD, na qual dirigentes, amparados por argumentos dos advogados, se mostram bastante confiantes em um triunfo.

O departamento jurídico do Fantasma se apóia no histórico recente de causas semelhantes. No caso do recurso no STJD, o Duque de Caxias foi inocentado da mesma acusação (atitude anti-desportiva, quando promoveu um “cai-cai” na Série C do Brasileiro).

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'Quero um Operário forte', diz Iurk

Alexandre Costa – Jornal da Manhã

Reeleito por aclamação, Carlos Roberto Iurk vai priorizar a parte social novamente em seu mandato; meta é chegar a 500 sócios

Com a proposta de seguir com a valorização da parte social como prioridade, Carlos Roberto Iurk diz querer ‘um Operário forte’ para os próximos anos. Sem concorrentes, ontem aconteceria a sua aclamação e assim a oficialização de sua reeleição. O mesmo grupo que assumiu em janeiro de 2007 agora terá a missão de comandar o quase centenário clube em Vila Oficinas até 2010. O vice na chapa ‘Paixão Operariana’ é Noel de Paula Pires. A meta é mesclar a reestruturação da parte social com a recuperação da tradição do futebol profissional, que há anos espera o seu retorno para a elite do Paraná.

Sobre os dois anos à frente do Fantasma, Iurk ressalta a valorização do quadro social, o resgate da credibilidade do nome do clube junto ao comércio local e resolução de questões e dívidas trabalhistas. “Pudemos tranqüilizar a parte social, pois devolvemos a confiança para os associados. Hoje estamos com 400, sendo que o objetivo mínimo é ter 500 sócios que hoje contam com piscina e campos de futebol. Realizamos campeonatos internos e ainda no segundo semestre abrimos a escolinha para os filhos dos associados. O mais importante é que fechamos o ano tranqüilo, com as contas em ordem e por isso a avaliação da gestão é altamente positiva”, diz Iurk, que ainda tem de administrar uma dívida total do clube que chega hoje a aproximadamente R$ 130 mil.

Ao se considerar um torcedor ‘número 1′ do Fantasma, o presidente diz buscar sempre um ‘Operário forte’, mas com os pés no chão e dentro da legalidade. “O Operário tem como seu maior patrimônio o torcedor, que merece mais, que merece ver um time forte e que dê alegrias”, comenta.

Presidente já viveu outros momentos difíceis

Iurk já comandou o Operário entre 1993 e 1998, tendo como marca lembrada pelos torcedores a paralisação do futebol em 1994. Hoje, quando assume o compromisso de presidente o clube até 2010 vive outro momento conturbado. Dessa vez, com o departamento de futebol terceirizado, a expectativa fica para o julgamento que deve acontecer nesta semana do recurso no Superior Tribunal de Justiça Desportiva, no Rio de Janeiro. Se não conseguir reverter a situação, o time fica suspenso e só volta em 2010 para disputar a 3ª Divisão.

Por outro lado, ainda que a avaliação entre a diretoria e os gestores só aconteça após a definição da justiça desportiva, o presidente acredita não haver motivos para encerrar a parceria, que tem contrato válido até 2010. Para Iurk, futebol e parte social devem andar juntos, mas de maneira independente.

“No futebol, mesmo com o insucesso em campo, a terceirização resolveu um problema. O projeto foi iniciado em 2007 com o Jocelito [Canto] e o [Valter] Sâmara e agora está sob o comando do Chico [Francisco Carlos de Jesus]. Foi um grande negócio para o Operário, pois o clube fez futebol sem tirar dinheiro do bolso e ainda obteve arrecadação, o que possibilitou o acerto de algumas dívidas”, que mesmo assim faz críticas à decisão considerada por ele, incorreta, de não deixar o pênalti ser cobrado na final da Divisão de Acesso na partida com o Foz do Iguaçu.

Já caso a suspensão seja mantida, o clube deve receber uma espécie de indenização pelo dinheiro que pode deixar de entrar com a não participação do Fantasma em competições oficiais pelos próximos dois anos.

Clube pode ter campo de society e ginásio

Como prioridade em seu novo mandato, Carlos Roberto Iurk coloca a realização de obras como a construção de campo de grama sintética para o futebol society e ainda a realização do projeto para a construção de um ginásio poliesportivo.

“Queremos concluir o terceiro campo de futebol suíço aqui no clube. É um investimento de aproximadamente R$ 30 mil e parte já está paga. Agora, o grande desafio para 2009 será construir a cancha para o socity com grama sintética. Além disso, vamos já buscar elaborar o projeto para um ginásio de médio porte, que servirá para os associados e também os atletas”.

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Sem rivais, Iurk projeta biênio

Jeferson Augusto – Diário dos Campos

Candidato único para a presidência do Operário, Carlos Roberto Iurk traça planos para segundo mandato

Sem concorrentes, Carlos Roberto Iurk deve consolidar no sábado, quando acontecem as eleições do Operário Ferroviário, o seu segundo mandato na presidência do clube. À frente da chapa “Paixão Operariana”, Iurk já começa a traçar os planos para os próximos dois anos que comandará o clube de Vila Oficinas.

O presidente do Fantasma conta que após dois anos de “recuperação”, o clube pode começar a sonhar com um crescimento de suas estruturas. “Conseguimos pagar as contas, que não eram poucas, e considero que realizamos uma gestão tranqüila, na parte social e administrativa. Vamos trabalhar no término do campo de suíço e construir um de futebol society. Também estamos estudando a possibilidade de um ginásio de porte médio”, comenta.

Sobre o departamento de futebol, apesar da permanência na Divisão de Acesso, ou até mesmo saída dela – caso a punição imposta pelo TJD venha a ser mantida pelo STJD – Iurk ainda considera positivo o trabalho realizado. “Não era da nossa vontade que todas essas coisas acontecessem. Do modo que assumimos o clube, não tinha outra saída senão a parceria. É claro que vamos trabalhar ainda mais nos próximos dois anos para que o Operário volte para a Primeira Divisão e volte a ser um dos grandes times do futebol paranaense”, assegura.

A respeito das críticas de opositores, de que a atual gestão privilegiava o setor social do clube em detrimento do futebol, Iurk garante que no segundo mandato as cobranças sobre o futebol profissional devem aumentar. “Achamos válida estas críticas, e com certeza vamos melhorar a fiscalização, estaremos atentos ao trabalho feito no futebol profissional”, garante.

Com relação ao contrato firmado com o grupo gestor, válido até 2010, o presidente alvinegro confirma a manutenção, e evita ressalvas sobre o trabalho feito até agora. “Vamos manter o contrato e com certeza fazemos uma boa avaliação. Até os 42 minutos do último jogo estávamos na primeira divisão. Depois houve tudo aquilo, que com certeza não estava nos planos”, lamenta o dirigente.

“Temos que tirar lições de tudo o que houve. E estamos aqui para resolver os problemas do Operário e vamos trabalhar muito para isso. O quadro que encontramos há dois anos não era nada favorável, e queremos que nos próximos dois anos ele seja muito melhor”, diz. “Só temos a agradecer aos sócios, e a este imenso tesouro que temos que é a torcida operariana. Todos podem ter certeza que faremos de tudo para melhorar o Operário”, finaliza Iurk.

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Operário volta a julgamento dia 11

Alexandre Costa – Jornal da Manhã

Na pauta do STJD: expectativa é de que clube consiga ao menos disputar a Divisão de Acesso em 2009

Advogado Domingos Moro confirma que documentação do recurso do clube foi enviada ontem para o Rio de Janeiro e entrará na pauta

O último capítulo da novela envolvendo o Operário Ferroviário na Divisão de Acesso de 2008 deve acontecer no dia 11 de dezembro quando o recurso do clube ponta-grossense estará na pauta do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A informação foi confirmada pelo advogado Domingos Moro, que representa a associação ponta-grossense na disputa judicial. O Fantasma busca ainda reverter ou, ao menos, amenizar a pena imposta pela justiça desportiva paranaense, que aplicou multa e o suspendeu, fazendo com que o retorno ao futebol profissional só aconteça em 2010 e ainda na 3ª Divisão.

O protocolo do recurso junto à Federação Paranaense de Futebol completa hoje exatamente um mês. No dia 3 de novembro, os representantes do grupo gestor do Operário protocolaram na Federação Paranaense de Futebol fizeram o registro contra a decisão do Pleno do Tribunal de Justiça Desportiva. No último julgamento, os auditores mantiveram a punição. Agora no STJD, no Rio de Janeiro, a meta é tentar reverter a suspensão e conseguir a liberação para que o clube possa disputar novamente a Divisão de Acesso em 2009. A questão da possibilidade ou não de ingressar na Série Ouro – que teve confirmada pela federação – a participação de apenas 15 equipes após a desistência do Galo Adap fica neste momento em segundo plano.

Ontem, o advogado Domingos Moro, que representa o clube ponta-grossense, recebeu a confirmação de que o processo já teria sido enviado para o Rio de Janeiro. A documentação saiu via sedex para o Rio de Janeiro (com previsão de chegada até quinta-feira), havendo assim todo o tempo hábil necessário para ser inserida na pauta de julgamento. “Esse é o julgamento principal, pois de nada vale a possibilidade do campeonato ter 16 clubes se a vaga neste momento não é nossa. Vamos trabalhar e estamos confiantes. O nosso compromisso é na pior das hipóteses em estar na Divisão de Acesso em 2009. A expectativa não é de reverter a multa e sim liberar a suspensão do campeonato subseqüente. Esse é um julgamento que perdemos no primeiro tempo, perdemos no segundo tempo e vamos agora ganhar na prorrogação”, destaca o advogado, ao se referir que até agora o Operário só sofreu derrotas nos tribunais do TJD e STJD.

A principal aposta da defesa é o resultado do julgamento envolvendo o Duque de Caxias, do Rio de Janeiro, na Série C do Brasileiro. O clube carioca foi denunciado pelo mesmo artigo que o Operário (artigo 205 que é abandono de campo) e conseguiu no Superior Tribunal de Justiça Desportiva reverter a punição. Além disso, em campo ainda conseguiu o acesso para a Série B, a segunda divisão do Campeonato Brasileiro. “É uma situação semelhante e por isso buscamos saber por um clube tem um tratamento e outro tem outro tratamento”, finaliza Domingos Moro.

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Eleição no Operário terá chapa única

Jornal da Manhã

Carlos Roberto Iurk será aclamado no sábado

O dia 6 de dezembro – data marcada para as eleições do Operário Ferroviário Esporte Clube – marcará a aclamação da chapa única na disputa e a manutenção do mesmo grupo no poder para o biênio 2009-2010. Assim, Carlos Roberto Iurk será reeleito sem concorrência, já que não apareceram sócios dispostos a entrar na disputa neste ano. O prazo para a inscrição de chapas terminou no domingo, dia 30, seis dias antes da data do pleito.

O comandante da chapa ‘Paixão Operariana’ será Carlos Roberto Iurk, como candidato a presidente. No grupo, o vice-presidente será Noel de Paula Pires. A atual gestão assumiu em janeiro de 2007 e teve principais trabalhos o pagamento de dívidas, a aposta na parte social do clube e a terceirização do departamento de futebol para o grupo comandado pelo empresário Francisco Carlos de Jesus, o Chico da Bracol.

Hoje são aproximadamente 400 sócios aptos a participar da votação, que está marcada para acontecer no sábado, das 14 às 17 horas. No entanto, com chapa única, haverá apenas a aclamação do grupo que segue no comando do ‘Fantasma’ por mais dois anos. A previsão é de que a solenidade oficial de posse aconteça em janeiro de 2009.