
Foto: Henry Mileo/Gazeta do Povo
Guilherme Voitch – Gazeta do Povo
Trazida pelos britânicos, modalidade conquistou os brasileiros com a expansão das ferrovias
Em 1895, Charles Miller, filho de pai escocês e mãe brasileira de origem inglesa, promovia o primeiro jogo de futebol no país que é referência no esporte. Naquela que é considerada a primeira partida registrada disputada em território nacional, o time da São Paulo Railway Co. ganhou de 4 a 2 da equipe da Cia. de Gás, em 1895. O futebol nascia em uma partida promovida pelo funcionário de uma companhia inglesa de ferrovias e ganha por ferroviários.
Nada mais significativo. Para muitos, aliás, o futebol já vinha sendo praticado anos antes. “Possivelmente ingleses e escoceses, que trabalhavam na construção de linhas férreas, já disputavam partidas de futebol anteriormente”, diz o publicitário Ernani Buchmann, autor do livro Quando o Futebol Andava de Trem. Datas à parte, o fato é que a partir de seu nascimento, o futebol sempre caminhou de mãos dadas com as ferrovias. Por basicamente duas razões. A maioria dos engenheiros e técnicos que vinha da Europa eram ingleses, fãs de rugby, críquete e de futebol. Entre os três, o mais fácil de ser praticado era o futebol. Com uma bola e um grupo de homens dispostos a correr atrás dela, a diversão era garantida. Ocorre que o esporte logo deixou de ser artigo reservado aos europeus.
Aí surge o segundo motivo. As linhas férreas iam desbravando o interior. Trabalhadores brasileiros eram contratados pelas companhias e aprendiam o esporte. Mesmo quem não era funcionário começava a assistir às partidas e virava também um jogador. “O futebol pegou carona na expansão promovida com os trens”, diz Buchmann.
A expansão resultou em uma centenas de clubes formados a partir das “peladas” dos ferroviários. Entre eles está o clube de futebol mais antigo do Brasil, o Sport Club Rio Grande, que nasceu a partir da união das colônias alemãs, italianas e portuguesas e conseguiu seu primeiro estádio graças a um empréstimo da companhia ferroviária Compagnie Auxiliare de Chemins de Fer du Brésil. No Paraná, a história não foi diferente: nasceram na linha de trem o Ferroviário Esporte Clube, de União da Vitória; o Clube Atlético Ferroviário, de Morretes; o Ferroviário Esporte Clube, de Wenceslau Braz; e o Esporte Clube Recreativo Ferroviário, de Jaguariaíva. O mais representativo dos times surgidos a partir das linhas férreas foi o Clube Atlético Ferroviário, que junto a Coritiba e Atlético formou, durante muito tempo, o trio de ferro do futebol da capital. Criado como time dos funcionários da Rede Ferroviária, o Boca-Negra, como era conhecido, chegou a ter o estádio mais moderno de Curitiba e palco da Copa do Mundo de 1950, o Durival Britto. Atualmente o estádio pertence ao Paraná Clube, originado a partir de fusões do Ferroviário com outros clubes da capital.
Com o sucateamento da malha ferroviária brasileira como consequência da opção pelo transporte rodoviário, os clubes da linha férrea foram agonizando junto com a Rede Ferroviária. Muitos sumiram, se fundiram e alguns resistem, sem a força de antes. É o caso do Operário Ferroviário, de Ponta Grossa, que depende de decisão favorável do Superior Tribunal de Justiça Desportiva para ser confirmado no Campeonato Paranaense. Porém, para o presidente do clube, Carlos Roberto Iurk, o Operário “está vivo, pronto para disputar a segunda divisão do Paranaense”. “Toda nossa estrutura, tanto social como de futebol, é oriunda da Rede Ferroviária”, lembra. “Ela vai ser reformada e ampliada. O nome do nosso estádio é em homenagem ao supervisor da rede em Ponta Grossa. Temos hoje cerca de 400 sócios e muitos deles são descendentes dos ferroviários que trabalhavam na rede e fundaram a equipe.”
Linhas foram indutoras de crescimento
Mais do que mães do futebol paranaense, as ferrovias que cruzaram o Paraná ajudaram a definir a cara do estado. “A ligação da capital com Paranaguá era o trem”, diz o monitor-chefe do Museu Rodoviário de Curitiba, Caio Vendramin. Para ele, Curitiba ganhou econômica e socialmente com a estrada de ferro. “Por onde passavam as linhas férreas, eram construídos hospitais, teatros e escolas”, lembra o ex-chefe da Rede Ferroviária Federal Paulo Sidnei Carreiro, citando Arapoti como exemplo de cidade que se desenvolveu em torno da estação ferroviária. “Por uma questão política, a linha do trem acabou passando no meio da propriedade de um determinado fazendeiro. Ali não havia nenhuma habitação, mas como a estação foi construída ali, aos poucos começou a se formar um núcleo urbano ao redor da estação. Assim surgiu a cidade.”
Categoria(s): História


















Presidente Iurk,vai aqui uma sugestão para ampliar o estadio, recuar o alambrado do gol de entrada até o banco de reservas do time adversário e fazer uma rampa pra geralzona e pra torcida organizada, daria pra fazer até avalanche he he…fica aqui a idéia, abraço!!
por ricardo
obs, além de ficar legal, aumentaria consideravelmente a capacidade do estadio e a pressão da torcida pois ficariamos quase dentro do campo, aí sim iria virar um caldeirão!!
por ricardo
também tenho essa idéia Ricardo, alambrado até o gol de entrada, mudança do banco visitante para a lateral, e um tobogã ali… perfeito para a organizada, poderia fazer um setor separado com preços mais camaradas!!!
por ThiagoMoro
È isso mesmo Thiago, vamos amadurecer essa idéia!! Com a palavra nosso presidente…
por ricardo
chamem o che guevarra para construir rsrsrsrsr com esse presidente nem o muros serão pintados…ele é guarani enrustido..
por graviesky
E a arquibancada coberta que foi construida pela metade, varios anos atrás, sera algum dia concluida?
por Arodi
Com tantas opiniões de como ampliar as acomodações no estádio do Glorioso Fantasma, fica claro que é hora de se pensar seriamente em melhorar o “velho” e querido Germano Kruger. Mas essa é uma tarefa não só para os dirigentes assumirem, mas toda a comunidade princesina dizer sim para a construção de um novo estádio ou no mínimo uma reformulção total desse patrimônio que não é só do Operário Ferroviário mas de toda a população princesina.
por jose maria forville
[...] que é considerada a primeira partida registrada disputada em território … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]
por Fique por dentro Futebol » Blog Archive » O futebol no trilho do trem :OPERARIO.com
Sou torcedor do PARANÁ CLUBE, venho aqui parabenizar pela bela matéria sobre os clubes ferroviários. Torço para que o Operário volte logo a participar da primeira divisão.
Valeu e boa sorte!!!
por MAURO
Moro em Santa Maria-RS, sou torcedor do Riograndense FC (“Periquito”), um time que também tem suas origens na antiga Viação Férrea. Li na História do Operário Ferroviário, que ele foi fundado em 1° de maio de 1912; é portanto 6 dias mais velho que o Riograndense; fundado em 7 de maio de 1912, e que já foi vice-campeão gaúcho em 1921. Abraço a todos!
por Ricardo Bieri
agora chegou a vez da torcida do fantasma esticar sua faixa dia 27/11/09 no pacaembu no grande show do ac/dc show nao da pra perder rock e fantasma na veia vamos la
por rochapg1@hotmail.com