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Coluna: Avante Fantasma

Ponta Grossa, 27 de julho de 2010.

A exatamente 1 ano atrás, a cidade e a torcida operariana amanhecia como se tivesse tirado um árduo fardo de suas costas. Onde no dia anterior; 26 de julho de 2009 o alvinegro de vila Oficinas decretava o fim de todo o desespero e tormento de sua fanática torcida, pois aquele suado empate em 0 a 0 contra a Portuguesa Londrinense recolocou novamente o clube na elite do futebol paranaense.

Naquele feriado de Nossa Senhora de Sant’Ana, 8.789 pessoas não se importaram nem um pouco com a forte chuva que caia em Ponta Grossa, e lotaram o Germano Kruger para apoiar o Operário rumo ao tão sonhado acesso.

O que se viu no final do jogo foi emocionante. Tanto com a comemoração dentro do gramado do Germano Kruger, que acabou se estendendo noite adentro pelas ruas do centro de Ponta Grossa, com certeza ficará na memória de todos os torcedores alvinegros.

Mas e de lá para cá, o que mudou?

Os avanços foram muitos, com erros e acertos, mas indiscutivelmente não podemos negar que tanto o clube, como sua marca e sua torcida obtiveram um ótimo crescimento.

Analisando de lá para cá, vemos uma evolução na parte administrativa, mesmo sem grandes recursos o caixa não trabalha no vermelho. A contribuição de patrocinadores cresceu; e existe um trabalho em andamento de exploração da marca do clube, com sua loja no shopping proporcionando ao torcedor adquirir diversos produtos contendo a marca Operário. E isso é ótimo, pois quem é visto com certeza é lembrado, e você hoje em dia esbarrar diariamente com um torcedor alvinegro pelas ruas é um fator extremamente positivo.

Mas a maior mudança com certeza trata-se da importância em possuir um calendário esportivo para os dois semestres do ano. Isso trás uma grande estabilidade e uma segurança para o planejamento de futebol, seja com contratos e permanência de jogadores, como também patrocinadores; proporcionando ao clube a comodidade de se organizar a médio e a longo prazo.

Muita coisa melhorou, mas ainda existe muito a ser avançado com o tempo.

A criação de um plano de sócio-torcedores que mantenha um real equilíbrio de benefício tanto para o clube como para o associado é uma delas. O trabalho nas categorias de base e na descoberta de novos talentos também pode ser mais explorado. O estádio Germano Kruger também precisa de reformas mais aprofundadas, como banheiros e bares em melhores qualidades, assim como o setor para os torcedores visitantes deve possuir um isolamento e uma atenção maior. Mas tudo isso pode ser resolvido com o tempo.

Mas os prós com certeza são muito maiores do que os contras da conquista do acesso para cá, e com absoluta certeza tem muito o que ser festejado pelo torcedor.

E tudo isso se tornou possível graças aos jogadores daquele elenco de 2009, que nós devemos agradecer por ter nos propiciado esta alegria. Não somente aos jogadores que vestiram o manto alvinegro naquele jogo contra a Portuguesa, mas a todo o elenco e comissão técnica.

São eles: Goleiros – Danilo, Filipe e Augusto. Laterais – Lisa, Mohá, Henrique, Mandágua e Elias. Zagueiros – Carlão, Pereira, Diego e João Renato. Volantes – Diego Gaúcho, Carlos, Renato, Silvio, Cambará e Maicon. Meias – Canela, Ratinho, Paulista, Clebinho e Zé Guilherme. Atacantes – Baiano, Laércio, Osmar, Clênio, Juliano e Maxwell. Técnico – Norberto Lemos. Preparadores Físicos – Claudinho e Vinícius. Treinador de Goleiros -  Pedro Antônio Damião (Caçapa)

A vocês, que tornaram o sonho de todo torcedor alvinegro em realidade. Nosso muito obrigado.

Marcus Vinicius Adamowicz Filho, 25 anos, estudante de História pela UEPG e Diretor de Materiais da Torcida Trem Fantasma.

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Semana de estreia no Brasileiro da Série D

O Operário Ferroviário realizou no sábado (10) o último amistoso preparativo para o Campeonato Brasileiro da Série D – a quarta divisão do futebol nacional, e empatou com o outro representante do Estado na competição, o Iraty, pelo  placar de zero a zero no Estádio Germano Krüger em Ponta Grossa.

Esta semana é a última de preparação para a estreia que acontece no próximo domingo (18) na cidade de Porto Alegre contra o São José. Além do time gaúcho, estão na chave do alvinegro o Joinville (SC) e o Oeste de Itápolis (SP).

Ao todo serão 40 clubes divididos em 10 grupos de 04 equipes que jogam entre si em turno e returno, classificando-se as duas melhores de cada chave. O Operário está no grupo A9.

Apesar de ser uma “quarta divisão”, este campeonato era tudo o que o torcedor operariano queria. Voltar ao cenário nacional depois de 17 anos e ter um calendário mais completo, anual, que não ficasse restrito ao Campeonato Estadual.

Dentro de campo as coisas parecem que andam bem. Acompanhei os dois amistosos contra equipes profissionais no GK, Paraná Clube e Iraty e gostei da formação básica da equipe. Creio que precisamos reforçar com um camisa 10 e um atacante finalizador.

Fora de campo a coisa, como quase sempre nos últimos tempos,  continua esquisita. Dos dois gestores que o clube contava no chamado “Grupo Gestor” um sumiu, ninguém sabe ninguém viu. Ficou por aqui Dorli Michels, o cara que sempre pareceu ser de mais ação e menos blá blá blá.

No próximo domingo estaremos em Porto Alegre acompanhando e torcendo pelo nosso Operário. Esperamos também que a torcida faça a sua parte nesta disputa nacional acompanhando em massa os jogos dentro do Germano Krüger, que fora de campo os ou o Gestor cumpra com seu papel por que dentro de campo, os comandados por Pedro Caçapa deverão honrar com as cores e a história de nosso clube.

Publicado originalmente no Blog do Thiago Moro

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Coluna: A verdade nua e crua – Como todos deveriam ver…

Pois é Nação Operariana! Mais uma vez o olho de cada Operariano brilha quando se trata de classificação para a próxima fase, ou ainda mais, de não rebaixamento. Mas o que vem assolando ultimamente os torcedores do Operário é a extrema esperança numa vitória neste domingo, ainda mais por ser um time rival, que nunca ganhou do nosso Operário. Mas tudo tem seus limites… Não que eu esteja falando que é ruim ter bastante esperança nesse jogo. Sem dúvida nenhuma a confiança e o apoio da torcida será fundamental para levar pela 2ª vez no ano, os 3 pontos dentro de casa. Mas a situação nossa é extremamente complicada. Nosso time veio de um jogo onde mostrou o futebol que sabe e ainda mais, mostrou que se houver uma disciplina tática dentro de campo, e uma outra disciplina FORA DE CAMPO principalmente, o time pode começar a obter bons resultados. O problema é que com o 2 a 0 em cima da Franquia Paulista Paranaense, a torcida do Operário, não generalizando, mas em sua grande parte já aposta num resultado grande e bem  distante da nossa realidade. Lógicamente, uma goleada pode vir a acontecer, assim como nos outros jogos. Mas temos de lembrar que o nosso time é extremamente limitado. Não perdemos para quase nenhum time do interior em qualidade técnica, mas anda pecando muito ultimamente, seja dentro ou fora de campo.

O que o torcedor Operariano pode esperar de domingo é apenas uma coisa. Um time que virá para Ponta Grossa completamente retrancado, esperando oportunidades de contra ataques para quem sabe poder matar o jogo. O time da terra da Cracóvia tem subido de produtividade ao longo do campeonato, e disputa com o Operário uma das vagas para a divisão de acesso em 2011.

Por isso, torcedor: Não vá ao estádio achando que o jogo está ganho. Vá ao estádio para cobrar e muito o time que há tempos não vinha mostrando um bom futebol, mas acima de tudo cante, vibre, grite e ajude o nosso time alcançar o objetivo principal que é a classificação. Todos que forem ao estádio, vão com os dois pés no chão, porque acima de tudo, estaremos jogando contra um time completamente retrancado, que não tem nada a perder, além do que o nosso time muitas vezes cai bruscamente de qualidade mesmo durante os jogos. Vamos lá. Vamos prestigiar mais uma vez o nosso time e empurrá-lo a classificação. O resultado só vamos saber depois dos 90 minutos disputados nas 4 linhas do Germano Krüger. Pé no chão e humildade acima de tudo.

William Uczak Konofal é estudante de Eng. Civil – UEPG, membro dos Cornetas da Vila e da Torcida Trem Fantasma, torcedor fanático do Operário desde 6 anos de idade.

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Coluna: Avante Fantasma

Saudações a todos.

Gostaria e muito de estrear minha coluna neste site abordando um assunto mais alegre. Mas infelizmente não posso deixar de relatar o sentimento em que nós torcedores vivenciamos nas últimas semanas; passando por um misto de incredibilidade e agonia; em não acreditarmos que realmente estávamos passando por mais este problema com relação ao nosso estádio.

Onde não nos bastou apenas torcer como rotineiramente fazemos incentivando e apoiando nossos jogadores, mas entrou em cena uma torcida para os fatores extra-campo. Torcíamos para que os piores temores de não estrearmos em casa não se concretizasse. Chegou ao cômico (se não fosse trágico) nível de torcer horas pelo sol, horas pela chuva, ou para que a grama tivesse um crescimento mais rápido que o normal. Mas infelizmente o pior aconteceu e iremos perder um de nossos importantíssimos seis mandos na primeira fase deste campeonato jogando em Curitiba, no simpático estádio Janguito Malucelli, mais conhecido como Eco-Estádio.

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Coluna: Campeonato Paranaense

Coluna do Airton Cordeiro, publicada na Gazeta do Povo

Estamos às portas de um novo certame estadual. Tudo meio sem graça. Houve época em que a disputa local tinha muito charme, qualidade não faltava e o futebol do interior formava grandes equipes. Cidades pequenas como Cambará, Jacarezinho e Monte Alegre – para exemplificar – conseguiam arregimentar jogadores de qualidade, mais tarde, integrando grandes equipes do país. Enfrentavam Coritiba, Atlético e Ferroviário em igualdade de condições. O Ferroviário chegou a perder um título para o Clube Atlético Monte Alegre e o Coritiba perdeu outro para o Operário, de Ponta Grossa. Mais tarde surgiram outros clubes: União Bandeirante – temidíssimo quando jogava na Vila Maria, seu estádio à beira do canavial da família Meneghel –, Grêmio Maringá, Londrina, Guarani, de Ponta Grossa. Grandes equipes formadas com pouco dinheiro e muito entusiasmo. Era um tempo em que nossos melhores jogadores ficavam no Brasil. O mercado europeu só importava craques de verdade, consagrados nos maiores clubes brasileiros: Dino Sani, Julio Botelho, Jair da Costa, Evaristo, Mazzola (Altafini para os italianos), entre outros. Um tempo que deixou muita saudade. O Coritiba de Fedato, Almir, Duílio, Renatinho, Miltinho; o Atlético inteiro de 1949, o verdadeiro Fura­­cão; o Ferroviário de Alceu Zauer, Tico, Afinho, Isauldo, Juarez.

Hoje para achar um craque com a qualidade dos citados (e ficaram muitos ausentes) é preciso usar uma potente lupa. Mero saudosismo? Não. Reconhecimento à qualidade de jogadores que misturavam técnica, amor, alma e uma exemplar dedicação.

Lembranças que o tempo não apaga. Recordações que ativam a memória e aguçam o bom gosto pelo talento de grandes artistas da bola.

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Operário goleia União Tibagiana

Equipe titular do Operário contra União Tibagiana

Equipe titular do Operário contra União Tibagiana

Thiago Moro – OPERARIO.COM

O amistoso ou jogo treino, disputado neste domingo no vizinho munícipio de Tibagi valeu pela festa que a Trem Fantasma fez, pelo passeio na simpática cidade que recepcionou muito bem a todos, torcedores, imprensa, dirigentes e atletas.

Mas como preparação para o campeonato paranaense da primeira divisão que começa em 17 de janeiro, serviu muito pouco. Talvez tenha sido válido apenas pela primeira movimentação da equipe, aí tudo bem. O placar de 14×0 para o Operário argumenta ao meu favor.

O Operário enfrentou a União Tibagiana, que não deu um chute sequer a gol, com uma equipe considerada titular no primeiro tempo e no segundo tempo com todos os suplentes.

O que nos preocupa é que na próxima terça-feira o Operário Ferroviário vai ao Município de Reserva para mais um amistoso deste quilate. E não fica por aí. Para fechar o ano vai até Florestópolis para mais um.  Jogos que valem como preparação? Acredito que não.

Perspectiva de jogo com equipe profissional apenas a uma semana antes da estréia, quando o alvinegro poderá enfrentar o Joinville que fará sua pré-temporada na capital paranaense.

Terça-feira pretendo estar em Reserva para acompanhar o próximo compromisso do Operário e ver se consigo fazer uma melhor avaliação técnica individual de cada um dos nossos jogadores.