
Elias Lascoski – Jornal da Manhã
Com base no filme “Boleiros 2″, mesa redonda discutiu as mazelas do futebol profissional e também situações engraçadas envolvendo o esporte
Cinema e futebol: a mistura proporcionada pela sessão do cinearte do último sábado levou cerca de 60 pessoas ao auditório dos operários do cineteatro Ópera. Mesmo com chuva, acadêmicos e apaixonados pela sétima arte, e também pelo futebol-arte, compareceram para assistir ao filme ‘Boleiros 2’, divertida produção dirigida por Ugo Giorgetti e estrelada por figuras da tarimba de Lima Duarte, que fala sobre os bastidores do mundo da bola.
Antes da sessão, o músico Boró fez um show com temática sobre futebol. “a música brasileira e o futebol sempre andaram lado a lado. É só ver a ginga de um Pixinguinha, por exemplo, sem falar nas letras de Chico Buarque, um apaixonado pelo esporte’, disse. Logo após a apresentação, os presentes puderam conferir os detalhes do filme.
“Não chegou a ser uma inovação, pois já aconteceu outras vezes no projeto – atraímos um público bem variado, e para o debate após o filme também preferimos levar proissionais da imprensa esportiva local, e também um representante de torcida”, afirma Niltonci Batista chaves, um dos coordenadores do projeto. segundo ele, isso ajuda a aproximar ainda mais o público do projeto, que “deixou de ser um projeto de cinema e passou a ser um projeto cultural mais completo”.
A “fuga” da experiência acadêmica envolveu os espectadores, que fizeram perguntas e ouviram belas histórias contadas por Juca Francischini, Jackson Carlos, Altair Bail e Thiago Moro. Para compor a cena, mesas de botequim foram colocadas no palco do auditório. sobre ela, uma “paixão em comum”, segundo Niltonci: a bandeira do Operário Ferroviário Esporte clube, time local que chegou à primeira divisão do futebol paranaense.
Nas poltronas, muitas caras novas, de gente que não conhecia o projeto. Do palco, o líder da torcida ‘Trem Fantasma’, Thiago Moro, enalteceu o esporte na cidade, e junto com os outros participantes buscou semelhanças das situações vivenciadas com os personagens do filme com a realidade do futebol ponta-grossense. Dentre as histórias, casos de ‘Marias-chuteiras’ e um ‘mico’ do radialista Francischini, que, em um jogo do operário, entrou em campo e chutou uma bola que estava em jogo, sem perceber.
“A experiência foi muito interessante. os organizadores estão de parabéns por trazer um público variado para as discussões. Ficamos falando por mais de uma hora, mas, certamente, poderíamos ter ficado a noite toda falando sobre cinema e futebol. Foi muito divertido e enriquecedor”, afirma Moro.