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Categoria

Ex-jogadores

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Operário se recupera e vence na Copa Tribuna

Alexandre Costa – Jornal da Manhã

Time joga agora em Pato Branco

O time sub-20 do Operário cumpriu seu objetivo e venceu na segunda rodada da Copa Tribuna de Juniores. Depois da derrota na primeira rodada (3 a 2 para o Iraty, fora de casa), venceu o Pitanguense no Germano Krüger por 3 a 0 e somou seus primeiros pontos na competição.

Com o resultado, a equipe comandada por Toninho Paraná assume a segunda colocação do grupo, com três pontos. O Pitanguense também soma três. A liderança é do Iraty, que empatou em 0 a 0 com o Batel, com quatro pontos. O próximo adversário do Fantasminha é o Pato Branco, que perdeu na estréia, e folgou na segunda rodada. O jogo será nesta quarta-feira, em Pato Branco. No final de semana, será a vez do Operário descansar. O próximo jogo em Ponta Grossa será no dia 9 de abril, contra o Batel, para encerrar o 1º turno do Grupo D.

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Ex-goleiro do OFEC Arlindo falece em Curitiba

FinalSports

Faleceu, no último domingo, em Curitiba (PR), um dos maiores nomes do futebol gaúcho e do Grêmio na década de 60. Aos 65 anos (27/10/1942), o ex-goleiro Arlindo Lau deixou seu nome para sempre na história do Tricolor participando da conquista do hexacampeonato em 1963, 64, 65, 66, 67 e 68.

Também tem em seu currículo os títulos da cidade em 1964 e 65 além da conquista da Copa Rio de La Plata em 1968.

Arlindo fez sua estréia pelo Grêmio no amistoso contra o Avaí de Florianópolis no dia 31 de janeiro de 1964 (vitória gremista por 3 a 1), e se despediu em 23 de novembro de 1969 antes de voltar a sua terra natal.

Iniciou a carreira em 1959 defendendo o extinto Ferroviário de Curitiba e teve passagem por Operário e Guarani de Ponta Grossa e Corinthians antes de chegar ao Olímpico.

Pela seleção Gaúcha, em 1966, representando o Brasil, foi campeão da Taça Bernardo O´Higgins, no Chile.

Arlindo, que tinha problemas cardíacos, deixou esposa e três filhos.

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Tucho, mais uma saudade

Coluna do Bail – Altayr Bail – Jornal da Manhã

Perto de completar cem anos, o Operário produziu centenas de ídolos. A maior parte, infelizmente, já não está mais entre nós. O clube viveu momentos distintos, mas os seus craques até hoje são lembrados. O primeiro time do Operário que eu vi em campo foi justamente aquele que deixou a marca mais expressiva, segundo os historiadores. Atrás do gol da antiga Rede Ferroviária, entre os caminhões que ali estacionavam, vi o Fantasma empatar com o Coritiba em 1 a 1 para depois conquistar o título de 1961. Quando eu dava os primeiros passos como repórter, em 1966, surgia um jovem chamado Antonio Sadoski, que a torcida conheceu pelo apelido de Tucho. A sua estréia como profissional foi no amistoso do dia 5 de julho diante do CAMA, em Monte Alegre, onde o Operário venceu por 2 a 1. Sua consagração, contudo, foi no dia 3 de setembro de 67, em Vila Oficinas, na vitória de 7 a 1 diante do Arapongas. Tucho marcou três vezes e deu um show à parte. Decidi chamá-lo de “Flechinha”, numa alusão ao ídolo da época, Kruger, o Flecha Loira do Coritiba. Tucho encantou a torcida em muitos momentos importantes, embora nunca tivesse sido reconhecido como craque. Fez dupla de área com nomes famosos da época, como Luiz Carlos Zuk e Tião Quelé, mas o seu companheiro ideal era Dídia, outro jovem talento formado na base alvi negra. Em maio de 1972, a torcida despediu-se do atacante que foi tentar a sorte no Canadá, ao lado do próprio Dídia e de Rubens Sampaio. Mais tarde foi também o zagueiro Carlos Costa. Quando voltou, Tucho reverteu a categoria para amador e jogou até 1974, passando depois para o futebol suíço. Na última sexta-feira, Tucho, com apenas 59 anos, foi levado à sepultura. Mais um ídolo que fica na saudade, a exemplo de Hélio Dias, que nos deixou no ano passado. De uma família de craques, Hélio também fez história na década de 50. Parou muito cedo, em razão de um problema clínico, mas nunca deixou de amar o Operário. Rendemos as nossas homenagens aos dois amigos pessoais e ídolos de sempre. Descansem em paz.

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Valtencir é campeão nacional no futebol da Guatemala

Ex-jogador do Operário foi artilheiro

Fonte: JM News

O jogador ponta-grossense Valtencir Ribeiro foi campeão nacional da Guatemala com o time do Deportivo Xinabajul. Na final contra o Mictlán, o time do meia-esquerda ganhou a primeira em casa por 2 a 0 e empatou a segunda partida em 1 a 1. Os jogadores foram levados em carros de bombeiros pela cidade guatemalteca de Huehuetenango.

O jogador passou por clubes amadores da cidade e também atuou no Ponta Grossa Esporte Clube e no Operário. No Fantasma, a última participação foi em 2005, sob o comando do técnico Ricardo Pinto, quando voltou da Guatemala após ter jogado na equipe do Xelaju.

Após a temporada de 2005, voltou para a Guatemala para jogar no Xinabajul, que tem o amarelo e verde as cores principais de seu uniforme. Com 27 anos, Valtencir é um dos principais jogadores do time campeão nacional em 2007 . O ponta-grossense também foi o artilheiro da competição. Atualmente ele mora com a esposa e a filha em Huehuetenango. De acordo com os familiares em Ponta Grossa, o atleta não tem pretensões de retornar em breve ao futebol brasileiro.

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Carlos Alberto garimpa novos Dias

DiasValdelis Gubiã Antunes, do FutebolPR

Quem entra na sede do Matsubara, em Cambará, no interior do estado, dá de cara com uma galeria de fotos dos jogadores já revelados pelo clube. Entre elas, se destaca a de Carlos Alberto Dias. O jogador foi o grande expoente do “time japonês”. Meio-campista daqueles cada vez mais raros de se ver em campo – a bola parecia grudar em seus pés -, bastou Dias se projetar no clube da família Matsubara para ter o futebol brasileiro a seus pés.

Em 1988, veio para o Coritiba para iniciar um período de 4 anos que culminou com sua ida para a Seleção Brasileira. No Coxa, Carlos Alberto Dias formou ao lado de Vica, Osvaldo, Serginho, Chicão e Kazu, entre outros, um dos melhores times da história do Alviverde. Seu futebol intenso o levou para o Botafogo, na época comandado pelo bicheiro Emil Pinheiro. O jogador foi pivô de uma disputa judicial, na qual o Coritiba praticamente não lucrou com sua transferência para o alvinegro carioca.

No Botafogo, Dias já chegou sendo campeão estadual. Participou da conquista do bicampeonato, em 1990, e fez parte da excelente equipe alvinegra vice-campeã brasileira em 1992. Mas tudo começou em Brasília, no comecinho da década de 80. Carlos Alberto Dias jogava nos campos de terra de capital federal e foi descoberto por um olheiro que atendia pela apelido de Veneno. “Era o apelido dele, não lembro mais o nome. Ele me ajudou bastante no início da minha carreira e me levou para o Matsubara, que na época era uma referência nas categorias de base”, relembra.

Mudar de Brasília para a pequena Cambará não foi nada fácil para o jovem Carlos Alberto Dias. Com apenas 15 anos ele desembarcou no interior do Paraná e foi aprovado já na primeira semana de avaliação. Porém, a adaptação foi difícil, demorada e cheia de idas e vindas. “Eu cheguei acostumado com Brasília, cidade grande, e não me adaptei em Cambará. Voltei quatro vezes para a casa dos meus pais. Sentia saudades da família, tinha dificuldade em me adaptar. Mas tudo o que eu consegui hoje no futebol eu devo à minha mãe e meu pai, que me apoiavam e me mandavam de volta para Cambará”.

Dias só se adaptou em 1985. Daí seu futebol desabrochou. Naquele ano, levou os juniores do Matsubara ao título de campeão paranaense de juniores e foi o artilheiro da competição, com 8 gols. No ano seguinte, foi a grande revelação da Copa São Paulo e acabou convocado para a Seleção Brasileira Sub-20. Com a amarelinha, disputou o Torneio do Qatar, onde o Brasil ficou em 3.º lugar. Dias foi de novo o goleador da disputa. “É até curioso, pois eu fui artilheiro na prorrogação. Ganhamos de cinco e eu fiz quatro gols no tempo extra”, recorda.

Quando voltou ao Brasil, já tinha o seu passe vendido para o Bellmare Hiratsuka, do Japão. Foi a maior transação de categorias de base da época. “Hoje seria o equivalente a 15 milhões de reais”, avalia Dias. O meio-campista atuou no futebol japonês no período anterior à J-League, que só começaria em 1992. “Cheguei com 18 anos no Japão. No início foi complicado. A língua era difícil e não tinha intérprete na época. Fiz um curso para aprender o idioma. Hoje eu falo muito bem o japonês”, revela.

Máquina do Coxa

Depois de atuar entre 1986 e 1988 no Japão, Dias voltou para o futebol paranaense para jogar no Coritiba. Em 1989, o Coxa ganhou o Paranaense de ponta a ponta. O técnico era Edu Coimbra, que escalava o time com poucos defensores. A equipe era toda ataque, chegando a ganhar vários jogos de goleada. “Aquele time do Coritiba era muito bom. Entrosadíssimo”, conta Dias.

Um jogo que marcou sua passagem pelo Alviverde aconteceu na Vila Capanema, contra o Colorado. O 1.º tempo terminou com os donos da casa vencendo por 3 x 0. No intervalo, Edu Coimbra deu um puxão de orelhas no elenco.”O Edu falou que o nosso time era muito superior. E um olhou para o outro e falou: vamos jogar? Vamos!”. Resultado: o Coxa foi buscar o empate e daquela partida em diante engatou uma seqüência de vitórias que levaria o time ao título estadual de 1989. “O nosso time era muito bom. Ganhamos aquele Campeonato Paranaense com um pé nas costas”, compara.

Naquele ano, porém, um erro de estratégia dos dirigentes do Coritiba impediu aquele supertime de colocar mais uma estrela dourada na camisa alviverde. No Brasileiro de 1989, o Coxa dividia com o Vasco o 1º lugar de seu grupo. A decisão se daria na rodada em que o Coritiba enfrentaria o Santos e o alvinegro carioca o Sport Recife. O então vice de futebol do clube cruzmaltino, Eurico Miranda, manobrou para que a CBF que antecipasse a data do jogo do Coxa. Assim o Vasco jogaria sabendo qual resultado precisaria para classificar.

Bayard Osna, presidente do Coritiba, não concordou com o privilégio dado ao Vasco e conseguiu uma liminar na Justiça Comum para que o Coxa jogasse na mesma data e horário do jogo do Vasco. Assim, o Coritiba decidiu adiar a viagem para Juiz de Fora (MG), onde enfrentaria o Peixe. Acontece que a CBF, na calada da noite, cassou a liminar e determinou que a data e horário do jogo fossem mantidos. O Coxa, como não estava lá na data marcada, perdeu por WO e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, rebaixou o clube por ato administrativo. “Estava todo mundo pronto para viajar. O jogo era contra o Santos era em Juiz de Fora. Daí veio a liminar e ninguém viajou. No final todo mundo sabe o que aconteceu: o Coritiba acabou caindo para a Segunda Divisão”, lamenta Dias.

O meio-campistas acredita que se o Coritiba tivesse ido jogar teria hoje duas estrelas douradas na camisa. “Se não fosse aquilo, nós iríamos muito longe. Não perderíamos para o Santos lá, mas é nunca. Nós teríamos com certeza brigado pelo título do Brasileiro. Mas teve aquela problema todo e aconteceu aquela tragédia”, avalia Dias, que revela ter virado coxa-branca. “Hoje eu tenho o Coritiba com o meu time de coração. Por tudo o que clube me proporcionou, pelo espaço que me deu, tenho um carinho muito grande pelo Coxa”, afirma.

O Rio a seus pés

Com o Coritiba rebaixado, Carlos Alberto Dias foi assediado pelo Botafogo. Na época, o clube carioca era bancado pelo bicheiro Emil Pinheiro. Através de uma manobra jurídica, o dirigente conseguiu praticamente tirar o meio-campista sem ônus do Coxa. Em 1990, o jogador desembarcou em General Severiano ganhar o bicampeonato carioca. “Fiz o gol do título contra o Vasco”, vangloria-se. Dias ficou no alvinegro até 1992, quando foi vice-campeão brasileiro.

Em virtude de suas boas atuações, o meio-campista foi convocado para a disputa de uma partida da Seleção contra a Finlândia, em abril de 1992. Esta foi a única vez que Dias vestiu a camisa da Seleção Brasileira principal.

No ano seguinte, ele foi para o Vasco, onde foi campeão carioca invicto em 1992 e bi em 1993. Ainda em 1993 jogou o Brasileiro pelo Grêmio e no ano seguinte voltou ao Rio para defender o Flamengo. Perto do final dos 90, mais exatamente em 1998, Dias ainda defenderia o Fluminense, fechando seu ciclo no futebol carioca vestindo a camisa dos quatro grandes clubes do Rio.

Gol histórico

Em 1995, Dias deu um tempo ao futebol carioca e voltou para o Japão para fazer história. Ele marcou aquele que até hoje é considerado o gol mais bonito da J-League, defendendo o Shimizu S-Pulse. Desta vez ele não teve nenhum problema de adaptação, poisjá dominava a língua e o clube estava recheado de brasileiros. “No Shimizu S-Pulse tinha o Ronaldão, zagueiro; o Sidimar, goleiro, e Toninho, zagueiro que jogou no Palmeiras e na Portuguesa”, relembra.

O golaço saiu no jogo contra o Yokohama Flugels – time que mais parecia a Seleção Brasileira, pois tinha Evair, César Sampaio e Zinho. Carlos Alberto Dias relata o gol: “Eu fiz um gol do meio-campo. Foi o gol que o Pelé não fez. O lance ficou passando durante quatro meses na televisão japonesa. Naquele ano fiz 18 gols na temporada”, relembra.

Em 1996, depois de se recuperar de uma lesão de tornozelo, Dias voltou ao Brasil e assinou com o Paraná Clube. Naquele ano ganhou o Campeonato Paranaense. No ano seguinte, voltaria para o Japão para vestir a camisa do Tokyo Verdy. Em 1999, retornou ao Tricolor junto com o atacante Valdeir, o The Flash, reeditando a dupla que fez sucesso no Botafogo. Dias levou o Paraná a decidir a Copa Sul, em 1999, contra o Grêmio. O Tricolor perdeu o primeiro jogo por 2 x 1, em Porto Alegre, venceu o segundopor 2 x 0, no Couto Pereira, mas foi derrotado na finalíssima por 1 x 0, em um Pinheirão lotado por 40 mil torcedores.

Operário da bola

Após a quarta passagem no Japão, onde atuou por mais dois anos – de 2002 a 2004 -, Dias voltou para o Brasil decidido a encerrar a carreira. Mas foi convidado pelo amigo Ricardo Pinto a jogar pelo Operário de Ponta Grossa. No Fantasma encontrou veteranos como Marcos Gaúcho, Leomar e Ednélson, com quem jogou no Paraná. “Fui mais para dar uma força para o Ricardo Pinto, que era o treinador. Foi mais por amizade”, conta. Pelo Operário, disputou a Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense e levou a equipe até as finais, mas não conseguir devolver o clube à elite paranaense. “Ganhamos o primeiro jogo por 2 x 0 e perdemos a partida de volta por 3 x 0. Foi um jogo às três horas da tarde e tinha um sol para cada um”, lamenta. Em 2006, Dias retornou ao Operário, mas as pernas já não obedeciam mais. Foi aí que, aos 39 anos, decidiu encerrar a carreira.

Carlos Alberto Dias atualmente estuda para se tornar agente Fifa, em 2008, e negocia o arrendamento do Clube Atlético Pitanguense. “É tudo totalmente diferente da carreira de jogador. Antes só treinava e jogava. Agora tem que sentar, observar, participar de reuniões, analisar bem o jogador, a conduta dele dentro e fora de campo”, compara. Para Dias, seu trabalho atual se compara ao de um garimpeiro. “Busco um diamante, busco um novo Carlos Alberto Dias”, afirma.

Carlos Alberto Dias

Nome: Carlos Alberto Costa Dias
Data e local de nascimento: 5/5/1967, em Brasília (DF)
Clubes onde atuou: Matsubara (1983-1985), Bellmare Hiratsuka-JAP (1986-1987), Coritiba (1988-1989, 1998), Botafogo (1990-1992), Vasco (1992-1993), Grêmio (1993), Flamengo (1994), Shimizu S-Pulse-JAP (1995, 2001), Paraná Clube (1996, 1999-2000), Tokyo Verdy (1997), Fluminense (1998), Shizuoka-JAP (2002-2004) e Operário de Ponta Grossa (2005-2006)
Títulos:
Paranaense (1989 e 1996), Carioca (1990, 1992 e 1993), Copa da Ásia (1997 e 1998)